terça-feira, 25 de abril de 2017

Zagueiro Neto da Chapecoense testemunha sobre seu resgate em Igreja Adventista

O zagueiro Neto da Chapecoense foi o convidado da Igreja Adventista do Sétimo Dia Central de Chapecó para o encerramento da Semana Santa 2017. O atleta estava acompanhado de sua esposa e seus dois filhos na reunião religiosa que ocorreu na noite de domingo, dia 16 de abril. Na ocasião, Neto contou a história de seu resgate no acidente aéreo que deixou 71 mortos na Colômbia, entre atletas, comissão técnica, tripulantes e jornalistas.

Além de falar para os adultos, o jogador também contou a história de seu resgate para algumas crianças que participavam da Semana Santa. Além de Neto, a Igreja Adventista no estado de São Paulo já havia gravado um vídeo com Jackson Follmann, goleiro que também está entre os seis sobreviventes da tragédia com equipe da Chapecoense (assista aqui). [Com informações da ASN]

Quem estará lá no Céu? Alguns já estão lá...

Textos extraídos do livro Visões do Céu, capítulos 10 e 11, de Ellen G. White:

Quem estará lá no Céu?

Os troféus de Cristo 
Naquele dia os remidos brilharão na glória do Pai e do Filho. Tocando suas harpas de ouro, os anjos darão as boas-vindas ao Rei e aos Seus troféus de vitória — os que foram lavados e purificados com o sangue do Cordeiro.

Os que compartilharam dos sofrimentos de Cristo 
Os que são participantes das aflições de Cristo também participarão de Sua consolação e por fim de Sua glória.

As surpresas de Deus 
Haverá muitos no Céu, os quais seus vizinhos supunham que lá não entrariam.

A multidão de redimidos 
E além está a “multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos” (Apocalipse 7:9). 

Os fiéis seguidores 
Com indizível amor Jesus dá as boas-vindas a Seus fiéis, para “o gozo do teu Senhor”.

Os que se aproximam de Deus com fé 
Deus com justiça condena a todo que não torne Cristo seu Salvador pessoal; mas perdoa a toda pessoa que dEle se aproxima, com fé, e a habilita a fazer as obras de Deus e, pela fé, estar ligada a Cristo.

Os que se apegarem a Jesus 
Nosso Salvador é a escada que Jacó viu, cuja base repousava na Terra, e cujo topo alcançava os mais altos Céus. Isso indica o designado meio de salvação. Se algum de nós salvar-se afinal, será apegando-se a Jesus como aos degraus de uma escada.

Os que obedecerem com simplicidade infantil
Todo aquele que se humilhar como uma criancinha, que receber a Palavra de Deus e a ela obedecer com a simplicidade de uma criança, achar-se-á entre os eleitos de Deus.

Os vencedores receberão a coroa
Há diante de nós um Céu, uma coroa de vida a ganhar. Mas somente ao vencedor é dada a recompensa. O que obtém o Céu precisa estar revestido das vestes da justiça. “E qualquer que nEle tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também Ele é puro” (1 João 3:3). No caráter de Cristo não havia desarmonia de espécie alguma. E o mesmo pode acontecer conosco. Nossa vida pode ser regida pelos princípios que governaram a Sua vida.

Os ganhadores de almas 
Todo mordomo fiel dos bens que lhe foram confiados entrará no gozo do seu Senhor. Que é esse gozo? — “Digo-vos que assim haverá alegria no Céu por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:7). Haverá um bendito louvor, uma santa bênção aos fiéis ganhadores de almas. Unir-se-ão aos que se regozijam no Céu, que aclamam e festejam a colheita.

Os que fazem Sua vontade 
O caráter que manifestarmos agora decidirá nosso futuro destino. Encontraremos a felicidade do Céu pondo-nos em conformidade com a vontade de Deus, e se os homens se tornarem membros da família real no Céu, será porque para eles o Céu começou na Terra.

Os que ouviram sua voz 
Aqueles que Cristo louva no Juízo, talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriram Seus princípios. Mediante a influência do Divino Espírito, foram uma bênção para os que os cercavam. Há, entre os gentios, pessoas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos; todavia não perecerão. Conquanto ignorantes da lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus.

Os apóstolos de Cristo 
Entre a multidão resgatada acham-se os apóstolos de Cristo, o heroico Paulo, o ardoroso Pedro, o amado e amante João, e seus fiéis irmãos, e com eles o vasto exército dos mártires.

Os mártires sepultados em Roma 
Nestes retiros subterrâneos [as catacumbas em Roma], os seguidores de Cristo sepultavam os seus mortos; e ali também, quando suspeitos e proscritos, encontravam lar. Quando o Doador da vida despertar os que lutaram o bom combate, muitos que foram mártires por amor de Cristo sairão dessas sombrias cavernas.

Os anjos, santos e nosso Salvador 
Os anjos ali estarão, bem como os santos ressurgidos e os mártires, e o melhor de tudo, o que nos causará a maior alegria, é que ali também estará nosso querido Salvador, que sofreu e morreu para que pudéssemos ter essa felicidade e liberdade. Sua gloriosa face brilhará mais que o Sol, e iluminará a bela cidade, refletindo glória em todo o redor.

As crianças 
Lá estarão as crianças. Nunca terão lutas nem discórdias. Seu amor será ardente e santo. Também terão na cabeça uma coroa de ouro, e uma harpa nas mãos, e seus rostinhos, que aqui vemos, tantas vezes atribulados e perturbados, irradiarão santa alegria, expressão de sua perfeita liberdade e felicidade.

Os cento e quarenta e quatro mil 
E quando estávamos para entrar no santo templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: “Somente os cento e quarenta e quatro mil entram neste lugar”, e nós exclamamos: “Aleluia”! Esse templo era apoiado por sete colunas, todas de ouro transparente, engastadas de pérolas belíssimas. As maravilhosas coisas que ali vi, não as posso descrever. Oh! se me fosse dado falar a língua de Canaã, poderia então contar um pouco das glórias do mundo melhor. Vi lá mesas de pedra, em que estavam gravados com letras de ouro os nomes dos cento e quarenta e quatro mil.

Abel receberá a imortalidade 
Em Sua segunda vinda, todos os preciosos mortos, desde Abel até o último dos santos que morreram, serão ressuscitados para a vida gloriosa e imortal.

Abraão, Isaque, Jacó, Daniel e outros 
Em outra passagem do livro A Word to the Little Flock [Uma Palavra ao Pequeno Rebanho], falo de cenas na Nova Terra, e declaro haver visto aí homens santos de outrora: “Abraão, Isaque, Jacó, Noé, Daniel e muitos como eles.”

Alguns já estão lá 

Enoque 
Durante trezentos anos, Enoque estivera procurando pureza de alma, para que pudesse estar em harmonia com o Céu. Durante três séculos, andara com Deus. Dia após dia, almejara uma união mais íntima; cada vez mais estreita se tornara a comunhão até que Deus o tomou para Si. Estivera no limiar do mundo eterno, havendo apenas um passo entre ele e o país da bem-aventurança; e, agora, abriram-se os portais; o andar com Deus durante tanto tempo praticado em terra continuou, e ele passou pelas portas da santa cidade — o primeiro dentre os homens a entrar ali.

Moisés 
O próprio Cristo, com os anjos que sepultaram a Moisés, desceu do Céu para chamar o santo que dormia. Moisés saiu do túmulo glorificado, e ascendeu com seu Libertador à cidade de Deus.

Elias 
“E sucedeu que indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao Céu num redemoinho” (2 Reis 2:1-11). Não lhe estava reservado descer à tumba, mas ascender com os anjos de Deus à presença de Sua glória.

Uma ressurreição especial 
Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem. Era representado pelo molho movido, e Sua ressurreição ocorreu no próprio dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. Quando Cristo ressurgiu, trouxe do sepulcro uma multidão de cativos. O terremoto, por ocasião de Sua morte, abrira-lhes o sepulcro e, ao ressuscitar Ele, ressurgiram juntamente. Eram os que haviam colaborado com Deus, e que à custa da própria vida tinham dado testemunho da verdade. Agora deviam ser testemunhas dAquele que os ressuscitara dos mortos. Ascenderam com Ele, como troféus de Sua vitória sobre a morte e o sepulcro. Estes, disse Cristo, não mais são cativos de Satanás. Eu os redimi. Trouxe-os da sepultura como as primícias de Meu poder, para estarem comigo onde Eu estiver, para nunca mais verem a morte nem experimentarem a dor.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Uma Oração de Consagração – Por Ellen G. White

[A seguinte oração de consagração foi oferecida pela Srª Ellen G. White no final de um sermão entregue em Berrien Springs, Michigan, em 22 de maio de 1904].

Nosso Pai celestial, chegamos a Ti neste momento assim como nós somos, carentes e dependentes, mas nós sabemos, Senhor, que Tu és um compassivo Salvador. Fizeste um sacrifício infinito para que possamos ter a vida eterna, se apenas colaborarmos contigo. Pedimos-te que Se coloque em nossos corações, hoje, para renovar nossa aliança contigo. Ajude-nos neste dia para que possamos nos apoderar da fé viva. Separando de nós tudo o que nos separa de ti.

Pai Nosso, Tu sabes que nós O amamos. Vemos um mundo prestes a perecer no pecado, e não estamos preparados para o trabalho junto contigo. Queremos estar preparados para o Teu serviço. Desejamos que o Espírito Santo desça sobre nós. Queremos que a escuridão seja varrida de nossos olhos, para que possamos ter a clara luz do entendimento.

Pedimos Tua bênção sobre aqueles que surgiram para expressar seu desejo de estarem preparados para Tua vinda. Que ao deixarem este pavilhão, que te busquem em fervorosa oração. Que possam ir em companhia de dois ou três, em busca de ti. Tu disse que onde dois ou três estiverem reunidos em Teu nome, Tu lá estarias. Oh, dê-lhes um espírito de seriedade pedindo o perdão de seus pecados, para que possas dizer-lhes: “os teus pecados estão perdoados”.

Peço-Te por compaixão que toda a alma trema nesta congregação. Peço a Ti, meu Salvador, que Tu despertes no coração de cada ministro do evangelho, de cada professor e de cada um que professa ser Teu filho, o desejo de Teu Espírito Santo, que eles possam ser revestidos de poder e que, ao irem de casa em casa, possam proclamar a Tua verdade. 

Deixe Tua mensagem chegar até nós, para que possamos despertar nossas sensibilidades, para que possamos compreender o valor das almas. Queremos que cada um aqui hoje, seja salvo. Que a luz que brilha do trono de Deus brilhe nos recônditos da mente e no templo da alma.

Misericordiosíssimo Redentor, Tu conheces cada um. Aqui estão alguns que estão sobrecarregados de encargos que têm recaído pesadamente sobre eles. Que eles possam associar-se a Ti. Que eles possam colocar seus braços em Teu braço, e se apeguem a Ti, o Poderoso, que disseste que os “… homens se apoderem da minha força e façam paz comigo; sim, que façam paz comigo.” (Isaías 27:5). Estas são as Tuas palavras. 

Mostre-lhes como Senhor, mostre-lhes como humilhar seus corações orgulhosos. Mostre-lhes o que significa quebrar sua vontade diante de Deus, e ter a Tua vontade. Ajude-os a lançar as suas almas desamparadas sobre os méritos de um Salvador crucificado e ressuscitado.

Deixe a doçura do Teu Espírito Santo vir aos corações dos teus ministros, que o Teu misericordioso amor possa se manifetar em suas vidas. Peço-te para dissipar tudo o que os impediria de trabalhar pela salvação das almas. Coloque em seus corações e mentes que façam uma aliança contigo por oferta. Mesmo agora, que o amor de Cristo entre em nosso meio. Que possamos ouvir as palavras: “Tu és meu, eu te gerei para mim.”

Ó Senhor, Tu sabes como os poderes do mal estão trabalhando. Vemos o mundo caminhando para a perdição. Batize os Teus ministros, batize os Teus trabalhadores com o Teu Espírito Santo. Peço-Te que o Teu amor e a Tua misericórdia caiam sobre esta congregação.

Cremos em Ti, Senhor. Lave-nos de toda mancha de pecado. Limpa-nos e purifica-nos, deixe-nos compreender o que significa a perfeita santidade no temor a Deus. Peço-Te para guiar os pés daqueles que estão tropeçando, no caminho certo da tua abnegação e sacrifício.

O que podemos dizer, Senhor? Nós somos fracos mesmo. Precisamos de Teu poder. Vemos o trabalho que temos de fazer. Deixa vir a tua bênção para nós, e Teu nome receba toda a glória.

Extraído do site White Estate / Traduzido pelo blog Sétimo Dia

Veja o filme adventista preparado para o projeto Reencontro 2017

O conceito de crescimento de uma igreja envolve não apenas a adesão de novos membros, mas ações para promover o retorno dos que já fizeram parte da comunidade algum dia. Por essa razão, a sede sul-americana adventista definiu, nesse ano, o tema escolhas dentro do projeto Reencontro, voltado para essa realidade. 

A ideia de usar, em 2017, o tema escolhas é justamente o interesse em levar os membros e ex-membros a refletir sobre a importância das decisões espirituais tomadas diariamente. Os dados do sistema integrado da Secretaria da Igreja Adventista indicam que, anualmente, mais de 30 mil pessoas retornam à denominação por meio do rebatismo.

O filme oficial da campanha apresenta a história de um jovem que, por entender que precisava viver sua vida longe da família, acaba se envolvendo com drogas e finalmente passa a mendigar pelas ruas de uma grande cidade. Veja abaixo o filme preparado para a campanha desse ano. [ASN]

O caminho da vida e da morte em Provérbios 7

Nesta nova lição do sábio endereçada ao seu discípulo, a quem chama de filho, Provérbios 7 traz a nossa mente um assunto muito recorrente, que é o da escolha dos jovens diante do caminho da vida e da morte. Três personagens aparecem no texto e é possível a gente ir se encontrando nelas e percebendo o sentido que elas representam para nossa experiência de vida.

A primeira personagem é retratada como um jovem "simples", que o texto descreve como sendo "carente de juízo" (v 7). 
Sua tolice é que "ia e vinha" numa esquina escura onde havia uma mulher estanha em horas escuras e perigosas. Não se sabe se planejava uma aventura secreta, mas estava em local e hora inadequados, uma vez que era um jovem inexperiente e sensível aos apelos da carne. Ele sabia que naqueles dias não era comum uma mulher fora de sua casa, em horas noturnas. Uma mulher naquele local deserto, naquela hora inadequada era um claro sinal de que havia más intenções ocultas. Quando o jovem tolo aproximou-se dali, a tentação veio adequada e pronta para seus desejos e vontades. O texto diz então que ele "ia e vinha". Isso indica que ele teria se dado à tentação e demonstrado seu interesse pela estranha, a ponto de ficar rodeando o local do perigo. Ela se ofereceu e ele cedeu dando sinais de abertura para o assédio. E ao dar ouvidos ao convite da pecadora, com suas promessas de prazer e luxúria, ele cedia ao convite da loucura, e como um bezerro que ia para a degola, ele foi ao encontro da morte (v 22).

Chama nossa atenção porque é por essa via de arriscar-se com a proximidade do perigo que muitos estão caindo ainda. Amizades perigosas, frequência a locais errados, más companhias, atividades em altas horas, visita a sites proibidos. Pois é: Um jovem que se arrisca assim, logo cairá preso nas malhas do pecado e da morte. Tentação não é pecado, mas o aproximar-se demais dele, certo levará a queda. Pergunto: Porque o jovem não seguiu seu caminho, já que se diz que ia para casa? Por que ele não se lembrou da família, dos bons ensinos de seus pais naquela hora de tentação? A resposta é que o pecado cega. Ele pode silenciar os melhores sentimentos de pureza de um crente. Conselho: Cuide para onde seus pés ou seus pensamentos estão te guindo. Logo no início da caminhada, antecipe o final e veja se não é tempo de retroceder.

A segunda personagem é a "mulher estranha" (v 8). 
Nos chama atenção que era uma pessoa muito abençoada. Era casada, possuía um marido rico que trabalhava pelo conforto de seu lar (v 19), tinha uma casa luxuosa e confortável (v 16-17), era religiosa e praticava os ritos de sua comunidade (v 14). Qual o seu problema? O que a levava a sair em horas escuras a caça de satisfação imediata, ignorando o mal que causava a si mesma, ao seu marido e ao jovem que enredava no pecado? Um adultério descoberto a levaria a perder tudo e terminaria em morte. Sem que soubesse, alguém estava vendo tudo da janela (v 6). Seu problema era não saber valorizar as bênçãos divinas, não sabia conter seus apetites e nem vivia a piedade prática. O descontentamento foi o passo inicial do Diabo. Sua posição privilegiada não bastava, queria o trono de Deus. Adão tinha toda a Terra mas desejava a única árvore proibida. Mas isso ensina que de fato, o pecado cega. Pense comigo: Quantas vezes somos insaciáveis, e na busca da satisfação de nossos desejos imediatos, ignoramos as bênçãos de Deus, querendo coisas e caminhos que não são permitidos? Por que tanto fascínio pelo caminho proibido? Quantas perdas na área da saúde, da família, da reputação todos nós já tivemos pelas nossas atitudes irrefletidas?

Tempos atrás, o show man Marcelo Adnet foi flagrado aos beijos com uma mulher desconhecida no Leblon, um bairro do Rio de Janeiro. Desde 2010, Adnet estava casado com a apresentadora e colega de trabalho, Dani Calabresa. O fato ocorreu nas horas escuras da noite, mas alguém estava lá e registrou no celular. As fotos vazaram na internet. Depois que a notícia vazou, Adnet percebeu a loucura que havia feito e postou em rede social seu arrependimento: "Errei e me arrependo. Minha atitude afetou a mulher mais importante para mim". Ele também afirmou a esperança de superação dessa falha moral e de permanecer com a mulher que definiu como "melhor amiga" e "o amor de minha vida". Essa história nos ensina. Não há vantagens no caminho do pecado. Ele sempre traz na sua esteira, um caminho de sofrimento. O pecado sempre cobra um alto preço.

A terceira personagem é o aluno que aprende aos pés do sábio (v 1-2). 
Ele é chamado a aprender através dos ensinos do mestre e não através do sofrimento. Ele precisa ouvir a lei passada pelo seu instrutor e assim assim seria guardado das tentações (v 5). Era assim a educação israelita: através da educação do lar, feita pelos pais, através do ensino oral. Tendo amor aos ensinos e conservando em seu coração as orientações, o jovem teria vida (v 2). A parábola contada sobre a queda do jovem seduzido é um chamado para que o aluno aprenda com os erros alheios e não com o próprio erro. Isso vale para nós hoje. Um caminho para isso é sempre entender que o mandamento de Deus é positivo. Suas restrições são para nós, um caminho de vida. Ele diz: "guarde meus mandamentos e vive" (v 2).

Hoje nós somos convidados a escolher o caminho da vida. Precisamos aceitar os ensinos que darão vida, e rejeitar o convite do pecado, que leva à morte. Acima de tudo, hoje é dia guardar nossos apetites carnais sob o olhar de Deus, que nos dá vida. 

Pr. Claudio Sampaio (via Crendo e Compreendendo)

Quem são as pessoas que não estarão no Céu?

Textos extraídos do livro Visões do Céu, capítulo 12, Alguns que não estarão lá, de Ellen White:

Caim
Apesar de Caim haver merecido a sentença de morte pelos seus crimes, um Criador misericordioso ainda lhe poupou a vida, e concedeu-lhe oportunidade para o arrependimento. Mas Caim viveu apenas para endurecer o coração, para incentivar a rebelião contra a autoridade divina, e tornar-se o chefe de uma linhagem de pecadores ousados e perdidos. Esse único apóstata, dirigido por Satanás, tornou-se o tentador para outros; e seu exemplo e influência exerceram uma força desmoralizadora, até que a Terra se corrompeu e se encheu de violência a ponto de reclamar a sua destruição.

A mulher de Ló
Se o próprio Ló não houvesse manifestado hesitação em obedecer à advertência do anjo, antes tivesse ansiosamente fugido para as montanhas, sem uma palavra de insistência ou súplica, sua esposa teria também podido escapar. A influência de seu exemplo a teria salvo do pecado que selou a sua perdição. Mas a hesitação e demora dele fizeram com que ela considerasse levianamente a advertência divina. Ao mesmo tempo em que seu corpo estava sobre a planície, o coração apegava-se a Sodoma, e ela pereceu com Sodoma. Rebelara-se contra Deus porque Seus juízos envolviam na ruína as posses e os filhos. Posto que tão grandemente favorecida ao ser chamada da ímpia cidade, entendeu que era tratada severamente, porque a riqueza que tinha levado anos para acumular devia ser deixada para a destruição. Em vez de aceitar com gratidão o livramento, presunçosamente olhou para trás, desejando a vida daqueles que haviam rejeitado a advertência divina. Seu pecado mostrou ser ela indigna da vida, por cuja preservação tão pouca gratidão sentira.

O Rei Saul
Saul sabia que nessa última ação, de consultar a médium de Endor, estava rompendo o único fio que ainda o ligava a Deus. O que não conseguira antes, com toda a sua obstinação, era agora final e definitivo: esse ato selou a sua separação de Deus. E chegou a fazer um concerto com a morte, um acordo com o inferno. O cálice da sua iniquidade transbordou.

Judas
Deus determinou meios, para que, se nós os usarmos diligentemente e com oração, nenhuma nau sofra naufrágio, mas subsista à tempestade e à tormenta, e ancore num Céu de bem-aventuranças afinal. Mas se desprezarmos e negligenciarmos esses decretos e privilégios, Deus não realizará um milagre para salvar a qualquer um de nós, e estaremos perdidos como Judas e Satanás.

Herodes, Herodias, Pilatos e outras pessoas
E agora, perante a multidão agitada, revelam-se as cenas finais — o paciente Sofredor trilhando o caminho do Calvário, o Príncipe do Céu suspenso na cruz; os altivos sacerdotes e a plebe zombeteira a escarnecer de Sua agonia mortal, as trevas sobrenaturais; a Terra a palpitar, as pedras despedaçadas, as sepulturas abertas, assinalando o momento em que o Redentor do mundo rendeu a vida. O terrível espetáculo aparece exatamente como foi. Satanás, seus anjos e súditos não têm poder para se desviarem do quadro que é a sua própria obra. Cada ator relembra a parte que desempenhou. Herodes, matando as inocentes crianças de Belém, a fim de que pudesse destruir o Rei de Israel; a vil Herodias, sobre cuja alma criminosa repousa o sangue de João Batista; o fraco Pilatos, subserviente às circunstâncias; os soldados zombadores; os sacerdotes e príncipes, e a multidão furiosa que clamou: “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!” — todos contemplam a enormidade de seu crime. Em vão procuram ocultar-se da majestade divina de Seu rosto, mais resplandecente que o Sol, enquanto os remidos lançam suas coroas aos pés do Salvador, exclamando: “Ele morreu por mim!”

Nero e sua mãe
Entre a multidão resgatada acham-se os apóstolos de Cristo, o heroico Paulo, o ardoroso Pedro, o amado e amante João, e seus fiéis irmãos, e com estes o vasto exército dos mártires, ao passo que, fora dos muros, com tudo o que é vil e abominável, estão aqueles pelos quais foram perseguidos, presos e mortos. Ali está Nero, aquele monstro de crueldade e vício, contemplando a alegria e exaltação daqueles que torturava, e em cujas aflições extremas encontrara deleite satânico. Sua mãe ali está para testemunhar o resultado de sua própria obra; para ver como os maus traços de caráter transmitidos a seu filho, as paixões incentivadas e desenvolvidas por sua influência e exemplo, produziram frutos nos crimes que fizeram o mundo estremecer.

Sacerdotes e Pontífices
Ali estão sacerdotes e prelados católicos, que pretendiam ser embaixadores de Cristo e, no entanto, empregaram a tortura, a masmorra, a fogueira para dominar a consciência de Seu povo. Ali estão os orgulhosos pontífices que se exaltaram acima de Deus e pretenderam mudar a lei do Altíssimo. Aqueles pretensos pais da igreja tem uma conta a prestar a Deus, da qual muitos desejariam livrar-se. Demasiado tarde chegam a ver que o Onisciente é zeloso de Sua lei, e que de nenhuma maneira terá por inocente o culpado. Aprendem agora que Cristo identifica Seu interesse com o de Seu povo sofredor; e sentem a força de Suas palavras: “Quando o fizestes a um destes Meus pequeninos irmãos, a Mim o fizestes.” Mateus 25:40.

Os ímpios de todas as gerações
Com assustadora majestade, Ele (Cristo) chama os ímpios mortos. Eles se levantam de seu longo sono. Que terrível despertar! Eles contemplam o filho de Deus em Sua austera majestade e resplendente glória. Todos, assim que O contemplam, percebem que Ele é o crucificado que morreu para os salvar, Aquele a quem desprezaram e rejeitaram. São tão numerosos quanto a areia do mar. Na primeira ressurreição, todos saíram radiantes de imortalidade, mas na segunda o que se destaca em todos são as visíveis marcas da culpa. Todos saem assim como foram para a sepultura. 

Os egoístas
Ninguém suponha que possa viver vida de egoísmo, e então, tendo servido aos próprios interesses, entrar no gozo do Senhor. Não puderam participar da alegria de um amor desinteressado. Não se adaptariam às cortes celestes. Não poderiam apreciar a pura atmosfera de amor que impregna o Céu. As vozes dos anjos e a música de suas harpas não lhes agradariam. Para sua mente a ciência do Céu seria um enigma.

O espiritualmente adormecidos
Vi um anjo com balanças na mão, pesando os pensamentos e interesses do povo de Deus, especialmente dos jovens. Num prato estavam os pensamentos e interesses que tendiam para o Céu; no outro achavam-se os que se inclinavam para a Terra. E nessa balança era lançada toda leitura de romances, pensamentos acerca do vestuário e exibição, vaidade, orgulho, etc. Oh! que momento solene! Os anjos de Deus em pé com balanças, pesando os pensamentos de Seus professos filhos — aqueles que pretendem estar mortos para o mundo e vivos para Deus! O prato cheio dos pensamentos da Terra, vaidade e orgulho, desceu rapidamente, e não obstante peso após peso rolou do prato. O que continha os pensamentos e interesses que se voltavam para o Céu subiu ligeiro enquanto o outro descia e, oh! quão leve estava ele! Posso relatar isso pelo que vi, mas nunca poderei dar a impressão solene e vívida gravada em minha mente, ao ver o anjo com a balança pesando os pensamentos e interesse do povo de Deus. Disse o anjo: “Podem esses entrar no Céu? Não, não, nunca. Diga-lhes que a esperança que agora possuem é vã, e a menos que se arrependam depressa e obtenham a salvação, hão de perecer.”

Os que condescendem com o pecado
Devido ao pecado, Satanás foi expulso do Céu; e ninguém que condescenda com o pecado e o acaricie poderá ir para o Céu, pois nesse caso Satanás outra vez conseguiria firmar-se ali.

Os rebeldes
Poderiam aqueles cuja vida foi empregada em rebelião contra Deus ser subitamente transportados para o Céu, e testemunhar o estado elevado e santo de perfeição que ali sempre existe, estando toda alma cheia de amor, todo rosto irradiado de alegria, ecoando em honra de Deus e do Cordeiro uma arrebatadora música em acordes melodiosos, e fluindo da face dAquele que Se assenta sobre o trono uma incessante torrente de luz sobre os remidos; poderiam aqueles cujo coração está cheio de ódio à Deus, à verdade e santidade, unir-se a multidão celestial e participar de seus cânticos de louvor? Poderiam suportar a glória de Deus e do Cordeiro? Não, absolutamente; anos de graça lhes foram concedidos, a fim de que pudessem formar caráter para o Céu; eles, porém, nunca exercitaram a mente no amor à pureza; nunca aprenderam a linguagem do Céu, e agora é demasiado tarde. Uma vida inteira de rebeldia contra Deus os incapacitou para o Céu. A pureza, santidade e paz dali lhes seriam uma tortura; a glória de Deus seria um fogo consumidor. Almejariam fugir daquele santo lugar. Receberiam alegremente a destruição, para que pudessem esconder-se da face dAquele que morreu para os remir. O destino dos ímpios se fixa por sua própria escolha. Sua exclusão do Céu é espontânea, da sua parte, e justa e misericordiosa da parte de Deus.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

9 verdades sobre a mentira na Bíblia

O povo de Deus deve ser conhecido como um povo que vive na verdade e pela verdade. Portanto, devemos fugir da mentira e não compactuar com os mentirosos. Fazendo uma brincadeira com o desafio do momento no Facebook (que consiste em enumerar nove fatos verdadeiros aparentemente improváveis sobre si mesmo e, no mesmo tom, uma mentira), resolvemos fazer uma lista contendo nove verdades que a Bíblia menciona sobre a mentira.

1. "Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo." Efésios 4:25

2. "Não darás falso testemunho contra o teu próximo." Êxodo 20:16

3. "Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador." Colossenses 3:9-10

4. "O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade." Provérbios 12:22

5. "Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença." Salmos 101:7

6. "Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira." Apocalipse 22:15

7. "O remanescente de Israel não cometerá injustiças; eles não mentirão, nem se achará engano em suas bocas. Eles se alimentarão e descansarão, sem que ninguém os amedronte." Sofonias 3:13

8. "Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, 
mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, 
pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras 
e aquele que provoca discórdia 
entre irmãos." 
Provérbios 6:16-19

9. "Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira." João 8:44

Escolha a verdade, por mais dolorosa que seja. A verdade é como a ferida limpa. Pode sangrar e doer, mas sara. Já a mentira é como a ferida purulenta. Você disfarça a realidade, esconde-a por um tempo, mas finalmente a mentira mata. Segundo Ellen White, toda mentira deve ser desmascarada:
"Deus tem uma obra para Seus servos fiéis. Os ataques do inimigo precisam ser enfrentados com a verdade de Sua Palavra. A mentira precisa ser desmascarada, revelado seu verdadeiro caráter, e a luz da lei de Jeová precisa resplandecer por entre a escuridão moral do mundo." (Evangelismo, p. 625)
Que nossa oração seja: “Senhor, ajuda-me a transitar no caminho da verdade porque nele há luz e certeza. Ajuda-me a fugir da mentira porque sua penumbra confunde e deforma a realidade da vida.”