sexta-feira, 28 de abril de 2017

O que significa “perseverança dos santos”? (Apocalipse 14:12)

Gosto dessa pergunta. Ela se refere à vida cristã e como deve ser vivida, em lugar de pormenores interessantes que, geralmente, não impactam significativamente nosso relacionamento com Deus. Os que gostam de estudar a Bíblia devem tentar compreender o máximo possível sua mensagem e conteúdo. Entretanto, se esse estudo não faz de nós melhores cristãos, estamos perdendo tempo. Assim, o que significa “perseverança dos santos”?

1. Significado do Termo
O termo grego traduzido por “perseverança dos santos” é hupomonē, que expressa a ideia de suportar ou permanecer firme sob circunstâncias difíceis. Poderia ser traduzido por “paciência” ou “esperança”. Na literatura grega, ela é atribuída a uma atitude de perseverança agressiva e desafiadora ao enfrentar dificuldades e infortúnios. Revela coragem, persistência e disposição diante do sofrimento. Essas ideias expressam bem o significado principal do termo hupo (“sob”) e menō (“permanecer”), ou seja, “permanecer sob” pressão, sem desistir.

Na Bíblia, é acrescentada uma nova dimensão de significado. A tradução grega do Antigo Testamento usava esse termo para traduzir algumas palavras hebraicas para “esperança”. Por essa razão, adicionou ao termo grego a ideia de expectativa, espera (Jeremias 14:8; Salmos 71:5). Essa esperança era considerada como vinda de Deus, a esperança de Seu povo. O termo grego expressava não apenas paciência e perseverança sob pressão, mas também a base para essa perseverança, isto é, confiança e esperança em Deus, que pode libertar Seu povo de situações ameaçadoras que trazem angústia para a alma.

2. O Uso de “Hupomonē” no Apocalipse
O substantivo hupomonē é usado sete vezes no livro de Apocalipse (sete é um número comum e recorrente no livro). Ele designa a correta resposta do povo de Deus quando sua fé é ameaçada. Em Apocalipse 1:9, é destinada à experiência de João e das igrejas para as quais escreve. Eles eram co-participantes no sofrimento, no reino e na “paciente perseverança”. Unidos a Cristo, suportaram corajosamente os sofrimentos e aflições, enquanto esperavam pelo Reino de Deus.

Para a igreja de Éfeso, Jesus disse: “Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança” (Apocalipse 2:2). As obras são definidas como trabalho árduo e perseverante. O contexto indica que, nesse caso, “perseverança” se refere à opressão causada pelos ataques à doutrina interna. Em Apocalipse 2:3, hupomonē é usada para descrever a resposta dos fiéis ao ataque dos falsos mestres. Embora sob opressão, eles perseveraram em sua fé a qualquer preço. O mesmo uso é encontrado em Apocalipse 2:19, cujo contexto sugere que os falsos ensinos de Jezabel ameaçavam a fé e a comunidade, embora muitos deles se opuseram corajosamente a ela. A igreja de Filadélfia parecia estar enfrentando conflitos internos, mas os verdadeiros fiéis foram chamados pelo Senhor para resistir, sabendo que o Senhor iria livrá-los (Apocalipse 3:10). Em Apocalipse 13:10, a igreja é perseguida, mas lembrada a permanecer fiel à convicção de que o Senhor retornará e reverterá a sua sorte.

3. Perseverança e o Povo de Deus no Tempo do Fim
A última passagem que aplica o termo hupomonē para designar o povo de Deus do tempo do fim descreve-o como aqueles que têm a “paciência dos santos”, que guardam os mandamentos de Deus e têm a fé de Jesus (Apocalipse 14:12). O contexto imediato (Apocalipse 12 e 14) torna claro que a capacidade de resistir, de suportar, é necessária porque os poderes do mal proclamam a falsa mensagem, ou seja, convida o povo a adorar a imagem da besta. E porque sua vida está sendo ameaçada, estão sob imensa pressão (Apocalipse 13:15). Entretanto, eles resistem sabendo que podem confiar no livramento do Senhor. Essa resistência é baseada no compromisso pessoal com o Cordeiro e na profunda convicção de que Ele os libertará.

Em Apocalipse, hupomonē é a característica chave dos remanescentes que enfrentaram perseguição, sofrimento e engano. Alguns dos leitores podem estar enfrentando, hoje, perseguição; outros podem estar lutando contra falsos ensinamentos. A mensagem para todos nós é: Permaneça fiel e firme mesmo sob pressão, estando completamente seguro de que pode esperar pelo Senhor.

Angel Manuel Rodríguez (via Revista Adventist World)

Geração 148 e Educação Adventista lançam #jonaschallenge

Na tentativa de impedir que mais estragos sejam causados por jogos ou supostos jogos como o da Baleia Azul, o Geração 148 Teen e a Rede de Educação Adventista dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, realizaram o lançamento oficial do #jonaschallenge. Trata-se de um jogo online composto por desafios que propõem, de maneira saudável, uma maior interação social e familiar. O evento aconteceu no dia 25 de abril, no Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro. Na ocasião, mais de 10 mil alunos conectados participaram, cumpriram e compartilharam a primeira das várias etapas do jogo.

O #jonaschallenge lança aos participantes 50 desafios diários que funcionam como uma espécie de corrente do bem. Até o final do primeiro dia de desafio cerca de 76 mil pessoas foram alcançadas por meio de compartilhamentos nas redes sociais. A princípio, o jogo de valorização à vida começou com ações voltadas para os alunos da rede particular. Mas, devido à visibilidade do projeto e prestação de serviço à sociedade, escolas da rede pública aderiram ao desafio do bem e só em Curitiba conta com a participação de mais de cinco mil alunos.

De acordo com Maria Júlia Cardoso, coordenadora do projeto, a iniciativa surgiu como uma forma de dar um basta ao estilo mórbido de brincadeiras que, cada vez mais, propagam pela internet.

“A ideia surgiu por causa dos vídeos viralizados nas redes sociais pelos participantes do jogo Baleia Azul. Uma série de atitudes macabras impostas aos adolescentes. Não pode ser considerado como brincadeira aquilo que causa dor e coloca em perigo a vida das pessoas. Diante destes fatos criamos o #jonaschallenge, um jogo que também propõem desafios, porém, desafios do bem. Como instituição religiosa e cidadãos tomamos uma atitude. Esse projeto é o resultado de um trabalho em equipe cujo propósito é alcançar o maior número de adolescentes possível. Além de mostrar que eles são de grande valor”, afirma.

Com o slogan: Seja um Jonas e saia da baleia, o movimento faz uma alusão ao personagem bíblico que conseguiu se livrar de uma situação perigosa. Enquanto no Baleia Azul o último passo a ser cumprido é game over, propondo que o participante cometa suicídio, no #jonaschallenge cada etapa cumprida é a propagação da vida.

Para acompanhar os desafios, acesse a página do Geração 148 Teen ASP no Facebook. [ASN]

O significado dos números na Bíblia

Muitos dos números na Bíblia tem um profundo significado profético ou espiritual. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, os números revelam conceitos e significados ocultos que normalmente escapam ao leitor casual. Ao longo da história, homens com grandes mentes, como Agostinho, Isaac Newton e Leonardo da Vinci, mostraram mais do que apenas uma curiosidade passageira sobre a importância dos números na Bíblia. Certa vez, Jesus disse: “Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados” (Mateus 10:30, NVI). Logo, obviamente, os números da Bíblia devem ser cuidadosamente considerados.

Pelo menos 12 números na Bíblia destacam-se: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 10, 12, 40, 50 e 70. Para expressar essa verdade, um ou dois exemplos bíblicos foram dados abaixo. No entanto, muito mais pode ser dito sobre este assunto, assim estes exemplos servem apenas como uma introdução.

1 – Representa absoluta unicidade e unidade (Efésios 4:4-6, João 17:21, 22).

2 – Representa a verdade da Palavra de Deus, por exemplo, a lei e os profetas (João 1:45), duas ou três testemunhas (2 Coríntios 13:1), e uma espada de dois gumes (Hebreus 4:12). Ver Marcos 6:7 e Apocalipse 11:3. Também é usado 21 vezes nos livros de Daniel e Apocalipse.

3 – Representa a Divindade / Trindade. Os anjos proclamaram “Santo” três vezes ao Deus Trino (Isaías 6:3). Veja também Mateus 28:19 e 1 João 5:7-8.

3 ½ – Representa a rejeição e a apostasia. É a dissecção do sete, o número perfeito. Por 3 ½ anos, Elias fugiu da perseguição. Jesus foi crucificado no final do período de 3 ½ anos. Estevão foi o primeiro mártir cristão, apedrejado no final dos 3 ½ anos de pregação dos apóstolos em meio a perseguições. Havia 3 ½ anos proféticos quando a igreja entrou na clandestinidade durante a Idade das Trevas, de 538 a 1798.

4 – Representa a verdade universal, como nas quatro direções (norte, sul, leste, oeste) e os quatro ventos (Mateus 24:31, Apocalipse 7:1, Apocalipse 20:8). Em atos 10:11, um lençol com quatro pontas simboliza o evangelho indo a todos os gentios.

5 – Representa o ensino. Primeiro, há os cinco livros de Moisés. Em segundo lugar, Jesus ensinou sobre as cinco virgens prudentes e foram utilizados cinco pães de cevada para alimentar os 5.000.

6 – Representa o culto do homem, e é o número do homem, significando sua rebelião, imperfeição, obras e desobediência. Ele é usado 273 vezes na Bíblia, incluindo os seus derivados (por exemplo, sexto) e outras 91 vezes como “sessenta” ou “60”. O homem foi criado no sexto dia (Gênesis 1:26, 31). Veja também Êxodo 31:15 e Daniel 3:1. O número é especialmente significativo no livro de Apocalipse, como o “666”, que identifica a besta. “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Apocalipse 13:18).

7 – Representa a perfeição, e é o sinal de Deus, o culto divino, obediência e descanso. O “príncipe” dos números da Bíblia, é usado 562 vezes, incluindo os seus derivados (ex. sétimo). (Veja Gênesis 2:1-4, Salmo 119:164 e Êxodo 20:8-11, apenas como alguns dos exemplos). O número sete também é o mais comum na profecia bíblica, ocorrendo 42 vezes em Daniel. Em Apocalipse, há sete igrejas, sete espíritos, sete candelabros de ouro, sete estrelas, sete lâmpadas, sete selos, sete chifres, sete olhos, sete anjos, sete trombetas, sete trovões, sete mil mortos em um grande terremoto, sete cabeças, sete coroas, sete últimas pragas, sete frascos de ouro, sete montanhas, sete reis.

10 – Representa lei e restauração. Naturalmente, isso inclui os Dez Mandamentos em Êxodo 20. Veja Mateus 25:1 (dez virgens), Lucas 17:17 (dez leprosos), Lucas 15:8 (cura, dez moedas de prata).

12 – Representa a igreja e a autoridade de Deus. Jesus tinha 12 discípulos, e haviam as 12 tribos de Israel. Em Apocalipse 12:1, os 24 anciãos e os 144.000 são múltiplos de 12. Na cidade de Nova Jerusalém há 12 fundações, 12 portas, 12 mil estádios, uma árvore com 12 tipos de frutos 12 vezes por ano, consumidos por 12 vezes 12.000 ou pelos 144.000 (Ver Apocalipse 21).

40 – Representa uma geração e tempos de prova. Choveu durante 40 dias durante o dilúvio. Moisés passou 40 anos no deserto, assim como os filhos de Israel. Jesus jejuou por 40 dias.

50 – Representa poder e celebração. O Jubileu veio após 49 anos (Levítico 25:10), e o Pentecostes ocorreu 50 dias após a ressurreição de Cristo (Atos 2).

70 – Representa a liderança e julgamento humanos. Moisés designou 70 anciãos (Êxodo 24:1); O Sinédrio era composto por 70 homens. Jesus escolheu 70 discípulos (Lc 10:1). Jesus disse a Pedro para perdoar 70 vezes 7.

666 – Como mencionado, seis representa o número do homem; 666 representa o reino do homem em oposição a Deus. 666 é um número poligonal, mais precisamente o número triangular de 36 pois é representado geometricamente por um triângulo equilátero com 36 unidades de lado, começando por uma na primeira, duas na segunda, três na terceira, continuando esta progressão até à 36ª fila. Assim, o 666 também simboliza uma trindade de contrafação. Alguns são muito supersticiosos sobre o número 666 e se recusam a ter números de telefone, placas de automóveis, cartões de crédito que o contenham. Esta fobia é conhecida como hexacosioihexecontahexafobia. Mas não temos que ter medo do número 666 em si. É simplesmente um número natural seguinte ao 665 e que antecede o 667. No entanto, o Apocalipse diz: “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13:18).

144.000 – Povo remanescente de Deus, também chamado de Israel espiritual (Ap 14). Representam os apóstolos dos últimos dias. Como Jesus tinha 12 líderes que partilhavam o evangelho, no momento da Sua primeira vinda, um exército de 12 vezes 12.000 será batizado no Espírito Santo para preparar o mundo para a segunda vinda de Cristo. Outra pista interessante relacionada com os 144.000 é encontrada em 1 Crônicas 27: O exército de Davi era composto por 12 conjuntos de 24.000, totalizando 288.000, o que significava dois exércitos de 144.000, que alternava o seu serviço durante todo o ano. Em 1 Crônicas 25, um grupo literal de “24 vezes 12” (288) Levitas conduziam a música de louvor do templo (um para o dia, um para a noite), metade de 288 = 144.

Doug Batchelor | Traduzido pelo blog Sétimo Dia | Original: “Keys to Bible Numbers”

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ellen White, a Bíblia e a Ciência

Comparando o Salmo 19 com Romanos 1, aprendemos que a natureza revela a glória de Deus e que a cada dia podemos obter novos ensinamentos dela. Além disso, a natureza revela atributos de Deus, não apenas sua existência. A Bíblia tem pequenas falhas: erros de cópia e talvez de escrita no original (é possível trocar uma letra aqui ou ali). Equívocos em traduções, porque foram muitas ao longo da história. Mas a mensagem básica está correta; os princípios permanecem intocados. O mesmo ocorre com a natureza. O pecado tocou em circunstâncias, mas não em princípios, em leis, pois essas coisas são diretamente controladas pelo próprio Deus. Acompanhe esta série de textos de Ellen White que esclarecem pontos mais específicos:
“Hoje os homens declaram que os ensinos de Cristo concernentes a Deus não podem ser provados pelas coisas do mundo natural, que a natureza não está em harmonia com as escrituras do Antigo e Novo Testamentos. Não existe essa suposta falta de harmonia entre a natureza e a ciência. A Palavra do Deus do Céu não está em harmonia com a ciência humana, mas em perfeito acordo com Sua própria ciência criada” (Olhando para o Alto [MM 1983], 21 de setembro).
“Aos olhos dos homens, a vã filosofia e a falsamente chamada ciência são de mais valor do que a Palavra de Deus. Prevalece em grande medida a ideia de que o Mediador divino não é necessário à salvação dos homens. Teorias várias, avançadas pelos chamados sábios segundo o mundo, destinadas ao enobrecimento do homem, são acolhidas e acreditadas mais do que a verdade divina, ensinada por Cristo e Seus apóstolos” (Review and Herald, 8 de novembro de 1892).
Note que entre os ensinos errados está o de que os ensinos de Cristo não podem ser provados pelas coisas do mundo natural.
“O Céu é uma escola; o campo de seus estudos, o Universo; seu professor, o Ser infinito. Uma ramificação dessa escola foi estabelecida no Éden; e, cumprindo o plano da redenção, reassumir-se-á a educação na escola edênica” (Educação, p. 301).
Isso é para o futuro. Também há referências a coisas semelhantes antes do pecado. Mas e na era do pecado, como ficam as coisas? Veremos.

Primeiro um conselho geral: 
“Seremos julgados de acordo com o que nos cumpria fazer, mas que não executamos por não usar nossas capacidades para glorificar a Deus. Mesmo que não percamos a salvação, reconheceremos na eternidade a consequência de não empregarmos nossos talentos. Haverá eterna perda por todo conhecimento e capacidade não alcançados, que poderíamos ter ganho” (Mensagens aos Jovens, p. 309).
Mas temos limitações sérias. O que fazer quanto a isso?
“Mas se nos entregarmos completamente a Deus, e seguirmos Sua direção em nosso trabalho, Ele mesmo Se responsabilizará pelo cumprimento. Não quer que nos entreguemos a conjecturas sobre o êxito de nossos esforços honestos. Nem uma vez devemos pensar em fracasso. Devemos cooperar com Aquele que não conhece fracasso. Não devemos falar de nossa fraqueza e inaptidão. Com isso manifestamos desconfiança para com Deus, e negamos Sua Palavra” (Mensagens aos Jovens, p. 309).
Ok. Mas essas coisas são um tanto gerais. E sobre a ciência propriamente?
“Aquele que conhece a Deus e a Sua Palavra por experiência pessoal […] sabe que, na verdadeira ciência, nada pode haver que esteja em contradição com o ensino da Palavra; uma vez que procedem ambas do mesmo Autor, a verdadeira compreensão delas demonstrará sua harmonia. A esse estudante a pesquisa científica abrirá vastos campos de pensamentos e informações. Ao ele contemplar as coisas da natureza, advém-lhe uma nova percepção da verdade. O livro da natureza e a Palavra escrita derramam luz um sobre o outro. Ambos o fazem relacionar-se melhor com Deus, ensinando-lhe o que concerne ao Seu caráter e às leis por meio das quais Ele opera” (A Ciência do Bom Viver, p. 462).
“Deus é o autor da ciência. As pesquisas científicas abrem ao espírito vasto campo de ideias e informações, habilitando-nos a ver Deus em Suas obras criadas. A ignorância pode tentar apoiar o ceticismo, apelando para a ciência; em vez de o sustentar, porém, a verdadeira ciência contribui com novas provas da sabedoria e do poder de Deus. Devidamente compreendidas, a ciência e a Palavra escrita concordam entre si, lançando luz uma sobre a outra. Juntas, conduzem-nos para Deus, ensinando-nos algo das sábias e benéficas leis por que Ele opera” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 426).
Então, a Bíblia e a verdadeira ciência lançam luz uma sobre a outra. Há uma missão para nós envolvendo a ciência:
“Há poder no conhecimento de ciências de toda a espécie, e é desígnio de Deus que a ciência avançada seja ensinada em nossas escolas como preparação para a obra que há de preceder as cenas finais da história terrestre. A verdade deve ir aos mais remotos confins da Terra mediante pessoas preparadas para a obra. Mas, embora haja poder no conhecimento da ciência, o conhecimento que Jesus veio transmitir pessoalmente ao mundo era o conhecimento do evangelho. A luz da verdade devia lançar seus brilhantes raios nas partes mais longínquas da Terra, e a aceitação ou a rejeição da mensagem de Deus envolvia o destino eterno das pessoas” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 186).
Não podemos perder de vista que a prioridade é a salvação revelada por Cristo, mas isso não nos libera do dever de estudar e usar a verdadeira ciência:
“Depois da Bíblia, a natureza deve ser o nosso maior livro de texto” (Conselhos Sobre Educação, p. 171).
“Ao mesmo tempo em que a Bíblia deve ter o primeiro lugar na educação das crianças e jovens, o livro da natureza ocupa o lugar imediato em importância. As obras criadas de Deus testificam de Seu amor e poder. Ele trouxe à existência o mundo, juntamente com tudo que nele se contém” (Exaltai-O Como o Criador [MM 1992] 22 de fevereiro).
“Os jovens que desejam entrar no campo como pastores ou colportores devem primeiro obter um razoável grau de preparo mental, bem como ser especialmente exercitados para sua carreira. Os que não foram educados, exercitados e polidos não se acham preparados para entrar num campo onde as poderosas influências do talento e da educação combatem as verdades da Palavra de Deus. Tampouco podem eles enfrentar com êxito as estranhas formas de erros religiosos e filosóficos combinados, cuja exposição requer conhecimento de verdades científicas, como também bíblicas” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 514).
O que podemos aprender sobre leis espirituais ao estudar a natureza? Há algumas referências a isso. Eis uma delas:
“O mesmo poder que mantém a natureza opera também no ser humano. As mesmas grandes leis que guiam tanto a estrela quanto o átomo dirigem a vida humana. As leis que presidem à ação do coração, regulando o fluxo da corrente da vida no corpo são as leis da Inteligência todo-poderosa, as quais presidem às funções da alma. DEle procede toda a vida. Unicamente em harmonia com Ele poderá ser achada a verdadeira esfera daquelas funções. Para todas as coisas de Sua criação, a condição é a mesma: uma vida que se mantém pela recepção da vida de Deus, uma vida exercida de acordo com a vontade do Criador” (Educação, p. 99).
“Transgredir Sua lei, física, mental ou moral corresponde a colocar-se o transgressor fora da harmonia do Universo, ou introduzir discórdia, anarquia e ruína. Para aquele que assim aprende a interpretar seus ensinos, toda a natureza se ilumina; o mundo é um compêndio, e a vida uma escola. A unidade do ser humano com a natureza e com Deus, o domínio universal da lei, os resultados da transgressão, não podem deixar de impressionar o espírito e moldar o caráter” (ibidem, p. 99, 100).
“Aquele que permanece em pecaminosa ignorância das leis da vida e da saúde, ou que voluntariamente viola essas leis, peca contra Deus” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 295).
“Deus não Se agrada com a ignorância quanto a Suas leis, sejam elas naturais, sejam espirituais” (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 467).
Vimos, por exemplo, que há estranhas formas de erros religiosos e filosóficos combinados (não devemos nos contaminar com essas coisas), cuja solução são conhecimentos científicos e bíblicos (precisamos estudar isso). E é muito fácil confundir a verdadeira ciência (na qual deveríamos nos aprofundar) com a falsa (da qual deveríamos fugir). A verdadeira ciência e a Bíblia definitivamente estão entre as coisas que não apenas podemos, mas devemos estudar. Entre as coisas que devemos evitar aparecem nos textos acima a vã filosofia e a falsamente chamada ciência, também chamada de ciência humana.

A Bíblia e a Ciência lançam luz uma sobre a outra justamente por serem complementares. A Bíblia fala mais de motivos, planos e princípios, e a Ciência fornece ferramentas para o estudo da Bíblia e da natureza, esclarecendo mecanismos. As ferramentas da Ciência têm revelado na natureza uma profusão de informações que não estão na Bíblia nem deveriam estar. Isso não acrescenta doutrina nova sobre o evangelho (não vão além da Bíblia nesse aspecto), mas são informações importantes sobre as quais a Bíblia se cala, exceto por nos mandar estudá-las.

[Compilação e comentários por Eduardo Lütz via Michelson Borges]

Com que personagem da Bíblia você se identifica?

Sempre que lemos a Bíblia, nos identificamos mais com certos personagens e assumimos uma postura de oposição a outros. Isso é natural e todos fazemos isso. Como conhecemos bem as histórias das Escrituras, já sabemos a forma como os relatos acabam e, por isso, criamos empatia com os heróis – em geral, nos colocamos no lugar dos grandes homens e mulheres de Deus. O que não notamos é que, se estivéssemos no lugar dos vilões, muitas vezes provavelmente agiríamos exatamente como eles. Se você consegue perceber esse fato, muita coisa muda na sua forma de ser, você cresce em humildade e, assim, se aproxima de Deus. Deixe-me dar alguns exemplos, para deixar mais claro o que estou dizendo.

O bom samaritano, o sacerdote e o levita
Na parábola do bom samaritano (Lc 10) todos olhamos torto e falamos mal daqueles malvados sem coração que passaram pela estrada e não prestaram socorro ao pobre homem que estava largado à beira do caminho. Todos cremos que agiríamos exatamente como o samaritano, que parou, cuidou do ferido, doou seu tempo e seu dinheiro a ele. Jamais nos identificamos com o sacerdote e o levita que foram cuidar de sua vida e de seus próprios interesses e não deram atenção ao homem que jazia ali, necessitado de uma mão estendida. Bem, agora pensemos na vida real. Tente calcular quantas vezes você viu alguém literalmente caído na rua, dormindo sob uma marquise ou desabado de embriaguez e parou para ajudá-lo. Foram muitas? Agora faça as contas de quantas vezes viu gente nessas situações e simplesmente continuou em seu caminho, sem fazer absolutamente nada pelos tais. Ouso dizer que você deu as costas ao seu semelhante muitas, mas muitas vezes mais do que parou para prestar auxílio. Estou errado? Se estou, você é uma pessoa bem melhor do que eu, que deixei pessoas caídas à beira do caminho infinitamente mais vezes do que parei para ajudar. Isso sem falar naquelas que, metaforicamente, estão feridas e desesperadas por amparo e socorro e que fingimos não ver e largamos para lá. A realidade é que não somos muito diferentes daquele sacerdote e do levita.

A mulher adúltera, os escribas e os fariseus
Outro exemplo: no caso da mulher adúltera (Jo 8), sempre olhamos para os escribas e fariseus com olhar condenatório. Como podem aqueles legalistas desalmados não perdoar a pobre mulher? Mas… sejamos sinceros. Ponha-se naquele lugar, naquele contexto. Se você estivesse no meio da multidão, será que não teria uma pedra em sua mão? Será que não olharia para aquela pecadora e pensaria que ela merecia mesmo aquela punição? Qual de nós, se estivesse naquela situação, pensaria em dizer “nem eu te condeno, vá e não peques mais”? Ouso dizer que a grande maioria cumpriria a lei e quebraria alguns dos ossos dela com prazer. Afinal, é o que fazemos hoje também. Sejamos francos: não somos muito adeptos do perdão, em nossa vida diária cremos que condenações sumárias e apedrejamento dos “pecadores” é o que agrada a Deus. Em geral, quando sabemos que um irmão pecou, exigimos juízo acima de tudo e não nos lembramos muito da graça, da restauração. Na internet, então, o que mais se vê hoje em dia são cristãos que vivem jogando pedras para todos os lados, acusando, atacando, ofendendo, alfinetando, lançando indiretas, apedrejando. Basta olhar redes sociais, blogs, sites e streams de vídeo de cristãos para perceber que há multidões de irmãos em Cristo que passam os dias tacando pedregulhos virtuais – numa postura de pretensa superioridade espiritual, exatamente como aqueles escribas e fariseus. A realidade é que não somos muito diferentes daqueles homens.

Lázaro e o rico
Vamos além. Pense no rico e em Lázaro (Lc 16). Todos condenamos aquele rico desumano e louvamos o mendigo. Mas, na vida cotidiana, quem de nós deixa de lado nem que seja por um tempo o conforto e os bens para dar aos pobres e necessitados algo que vá além das migalhas que caem de nossa mesa? Seria muito atrevimento meu dizer que não somos tão mais generosos assim do que aquele homem rico?

Davi e Golias
Davi e Golias, então, nos oferecem uma reflexão peculiar. Nenhum de nós jamais se considera o filisteu da história. Vivemos dizendo coisas como “temos de derrotar os gigantes”, ou “Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” e em 100% das vezes nos pomos no lugar de Davi. Jamais no de Golias. Mas pense um pouco. Quantas vezes você foi o mais forte em uma situação e humilhou o mais fraco? Quantas vezes usou de sarcasmo na sua fala contra quem discorda de você? Quantas vezes abusou do poder de que dispõe para rebaixar os menores? Em nossa superioridade, muitos cristãos oprimem os mais fracos. A realidade é que não somos muito diferentes de Golias.

Marta e Maria
Marta sempre é criticada por sua postura no relato de Lucas 10. Mas já perdi a conta de quantas vezes preferi enveredar pelo ativismo em vez de priorizar a intimidade com Jesus. Na teoria, sempre nos vemos como Maria, mas, na prática, agimos em incontáveis situações como Marta. Optamos por trabalhar para Deus em detrimento de comungar com ele. A realidade é que não somos muito diferentes de Marta.

Abigail, Nabal, Pedro, Judas, Pilatos, Estevão, Paulo...
E poderíamos prosseguir indefinidamente. Sempre admiramos Abigail e criticamos Nabal, sem reparar a quantidade de vezes em que nos negamos a ajudar quem nos pede auxílio. Sempre cremos que nunca agiríamos como Pedro e Judas, mas traímos diariamente Jesus com nossas atitudes pecaminosas e escolhas equivocadas. Sempre condenamos Pilatos, mas lavamos as mãos numerosas vezes diante de situações em que poderíamos interferir mas permanecemos apáticos em benefício próprio. Sempre achamos que somos exatamente como Estevão, mas na primeiro risco que corremos saímos correndo covardemente e deixamos os outros para lá, como fizeram os discípulos no Getsêmani.

A realidade é que agimos diariamente como os vilões da história. Não há crescimento na fé ou vida com Cristo sem o reconhecimento deste fato: nós erramos. Somos transgressores, mentirosos, egoístas, sovinas, egocêntricos, medrosos, ativistas, maus. Nossa natureza nos afasta do ideal cristão. Agimos exatamente como Paulo – não como o grande apóstolo Paulo, mas o grande pecador Paulo -, que revela sua natureza falha numa das confissões mais lindas da Bíblia:
“Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado. Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto. Ora, se faço o que não quero, consinto com a lei, que é boa. Neste caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em mim. Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado.” (Rm 7:14-25)
Nosso valor vem de Cristo. É Ele quem nos justifica, santifica, edifica. É somente por Ele que somos mais que vencedores. Longe de Jesus somos perdedores da pior espécie. Sem Ele nada podemos fazer. Peço a Deus que essa percepção nos conduza sempre aos pés do Senhor, em humildade e reconhecimento de que somos pó. Só o Cordeiro nos livra do merecido inferno. O Céu é um presente gracioso de Pai para filho. Somos os vilões da história da humanidade, mas Cristo tem o poder de nos regenerar, amenizando nossa culpa e absolvendo-nos de nossa vilania.

Meu irmão, minha irmã, seja sempre amoroso e gracioso com seu próximo. Lembre-se de que você não é tão melhor assim do que ele. Pense que muitas e muitas vezes as suas atitudes são iguaizinhas às dos vilões da Bíblia. Se você reconhecer esse fato, Deus vai exaltá-lo, ampará-lo e lhe dar graça. E, no último dia, você ouvirá do Pai: “Muito bem, servo bom e fiel…” (Mt 25:21).

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O rebatismo é bíblico? Quando ele deve ser aplicado?

A Bíblia diz que há um só batismo, isto é, apenas uma forma de batismo (por imersão), mas podemos compreender pelas Escrituras que há respaldo bíblico para o rebatismo quando alguém compreende mais profundamente as Escrituras Sagradas.

O rebatismo é mencionado especificamente apenas em Atos 19:1-7, onde o apóstolo o sanciona para um grupo de crentes cujo batismo de arrependimento tinha sido feito previamente por João. Em adição ao arrependimento, o batismo cristão está associado a uma compreensão e a um comprometimento pessoal em relação ao evangelho e aos ensinamentos de Jesus e ao recebimento do Espírito Santo. Com esse discernimento ampliado e compromisso, o rebatismo é aceitável. 

Indivíduos Vindos de Outras Comunidades Cristãs
Com bases bíblicas, pessoas de outras comunidades cristãs que tenham abraçado as crenças adventistas do sétimo dia e que tenham sido previamente batizadas por imersão podem solicitar o rebatismo. Os exemplos abaixo, no entanto, sugerem que o rebatismo pode não ser obrigatório. 

É evidente que o episódio de Atos 19 foi um caso especial, pois é relatado que Apolo tinha recebido o batismo de João (At 18:25), e não há registro de que tenha sido rebatizado. Aparentemente, mesmo alguns dos apóstolos receberam o batismo de João (Jo 1:35-40), mas não há informação de que tenham sido rebatizados. 

Se um novo crente aceitou novas verdades importantes, Ellen G. White apoia o rebatismo à medida que o Espírito induz o novo crente a pedi-lo. Isso se enquadra no padrão de Atos 19. Uma pessoa que experimentou previamente o batismo por imersão avaliará sua nova experiência religiosa e decidirá se deseja o rebatismo. Não se deve insistir nesse ponto. 
“Isto é um assunto em que cada indivíduo precisa conscienciosamente tomar sua atitude no temor de Deus. Deve ser cuidadosamente apresentado no espírito de benignidade e amor. Portanto, o dever de insistir não pertence a ninguém senão a Deus; dai-lhe oportunidade de atuar por meio de seu Espírito Santo na mente, de modo que o indivíduo seja perfeitamente convencido e satisfeito no que respeita a esse passo avançado.” (Evangelismo, p. 373)
Apostasia e Rebatismo
Embora tivesse havido apostasia na igreja apostólica (Hb 6:4-6), as Escrituras não comentam a questão do rebatismo. Ellen G. White apoia o rebatismo de pessoas que se afastaram da igreja e que então se reconvertem e desejam se unir novamente ao povo de Deus. 
“O Senhor requer decidida reforma. E quando uma pessoa está verdadeiramente reconvertida, seja ela rebatizada. Renove ela seu concerto com Deus, e Deus renovará seu concerto com ela.” (ibid., p. 375)
Rebatismo Impróprio
Com base nos ensinamentos bíblicos e na orientação de Ellen G. White, o rebatismo deverá ocorrer apenas em circunstâncias especiais e será relativamente raro. Administrar o batismo repetidamente ou com motivação emocional deprecia seu significado e representa incompreensão da solenidade e significado que as Escrituras atribuem a ele. Um membro cuja experiência espiritual se tornou fria necessita de um espírito de arrependimento que o conduzirá ao reavivamento e reforma. Essa experiência será acompanhada pela participação na cerimônia da comunhão para indicar uma purificação renovada e comunhão no corpo de Cristo, fazendo com que o rebatismo seja desnecessário.

Como seria Jesus hoje?

Fico pensando, numa situação apenas imaginária, como seria Sua passagem por nosso mundo, se Jesus Cristo viesse aqui, pela primeira vez, nos nossos dias. Nasceria numa favela, na periferia de uma grande cidade, debaixo de uma ponte como morador de rua? Morreria morte de cruz, ou seria decapitado, fuzilado, eletrocutado, queimado vivo? Como seria Seu visual, usaria túnicas e sandálias ou, dessa vez, vestiria calça jeans, camiseta e tênis? Terno e gravata? Será? Seria afinado com PTistas ou PSDBistas? Democratas ou Republicanos? Blancos ou Colorados? Trabalhistas ou Conservadores? Comunistas ou Capitalistas? Seria de esquerda ou de direita? Islâmico ou judeu? 

Será que Se envolveria com governantes e autoridades ou, mais uma vez, manteria distância deles e se concentraria em atender o indivíduo comum em suas necessidades básicas e carências espirituais? O “o meu reino não é deste mundo” e o “dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” continuariam fazendo parte do Seu discurso?

Escorraçaria os comerciantes da fé, da mesma forma como o fez com os vendilhões do templo? Diria a teólogos e doutores da lei o mesmo que disse a Nicodemos? Participaria de debates doutrinários acirrados e intermináveis, ou Sua doutrina continuaria a ser baseada nos conceitos de relacionamento e vida eterna do Sermão do Monte? Desta vez frequentaria mega-templos das mais diversas instituições religiosas ou novamente faria nas ruas, praças e ao ar livre as Suas pregações? Usaria para isso a Internet?

Acolheria gays, lésbicas, travestis e transexuais da mesma maneira que fez com prostitutas e adúlteras? Curaria aidéticos como curou leprosos? Salvaria corruptos e roubadores do povo como salvou Zaqueu e Mateus? Seria mais inclusivo ou exclusivo?

É verdade que a complexidade da vida humana hoje não guarda qualquer similaridade com a da vida no tempo de Jesus. O mundo e sua população atual de mais de 7 bilhões de pessoas tornam qualquer comparação inútil e impossível. Por isso, não vou me estender em outras questões, não conseguiríamos respondê-las com precisão, mas, eu penso que há pelo menos três particularidades da vida de Jesus que estariam presentes como da vez primeira, e isso é que é o importante.

Seu contato e relacionamento com Deus, para seguir as estritas orientações do Seu Pai, seriam os mesmos. Seu amor incondicional, sem limites, restaurador e transformador seria o mesmo, que aceita o homem em qualquer condição, mas, não o deixa assim. E a condenação severa ao reino, às obras e aos representantes das trevas, onde quer que Ele os identificasse, também seria a mesma.

Felizmente, Jesus já veio, no tempo certo, determinado pelo Céu. E não apenas pagou a grande dívida do homem em função do pecado, mas, ato contínuo, nos estendeu os benefícios de Seu perdão e graça. Seus princípios de fidelidade, liberdade e amor sem limites, continuam os mesmos. Continuamos sendo salvos unicamente por Sua graça e não por qualquer coisa de bom que tenhamos, sejamos ou façamos. Amém por isso. Não fosse assim, não teríamos chance alguma.

Mário Jorge Lima (via Instantâneos do Reino)