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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

CRIOGENIA E A VIDA ETERNA

Criogenia, o congelamento de corpos em busca da vida eterna. Até hoje, muita gente ainda é seduzida pela ideia de ter uma segunda chance, de ser "ressuscitado" daqui a dezenas, centenas de anos.

O primeiro registro oficial de um ser humano congelado é de 1966, na Califórnia, e tudo feito na base do improviso, numa garagem. Nos dias de hoje, a procura cresceu e as técnicas ficaram mais modernas. Mas a ideia central continua sendo tratar os congelados não como corpos, e sim como pacientes. Como se as pessoas conservadas no frio pudessem ser curadas - mas não de uma doença, e sim, da própria morte.

Atualmente, existem várias empresas que oferecem esse serviço, como a Alcor, localizada no deserto do Arizona, nos Estados Unidos. Apesar da temperatura no país bater fácil 45°C, o calor não chega aos tanques, onde cerca de 200 corpos e cabeças são mantidos a 196°C negativos.

A Alcor não é a única no gênero. Na Europa, tem concorrentes na Alemanha e na Rússia. E, nos Estados Unidos, compete com pelo menos três firmas: uma no estado de Michigan, outra no Oregon, e a novata Osiris, da Flórida.

"O normal de quando alguém morre é ser cremado ou enterrado. A gente oferece uma terceira opção: a chance de a pessoa ser preservada e um dia ressuscitar, para ser curada da doença que tinha e conhecer os seus tataratataranetos", conta Matan Derhy, dono da Osiris.

A Osiris, atualmente, tem cerca de seis pacientes, como eles dizem. Os clientes ainda são poucos, mas a empresa tem todo um esquema montado. Veja como funciona:

- Assim que a pessoa morre, é preciso que ela seja posta num banho de gelo e levada imediatamente para a clínica, onde será colocada em uma máquina, para fazer o sangue circular de novo, enquanto estão resfriando a pessoa ainda mais;

- Na etapa seguinte, o corpo é transferido para um ambiente, onde o sangue é substituído por uma mistura que protege as células na hora do congelamento;

- Na etapa final, os corpos são colocados em grandes frascos de nitrogênio líquido.

Os corpos ficam em pé, mas de cabeça para baixo, flutuando no nitrogênio líquido. Tudo isso para se o nitrogênio líquido vazar, dar tempo de agir, salvando pelo menos a cabeça.

"Nosso foco é preservar o cérebro da melhor maneira possível. Mas o que vai acontecer quando ele for revivido, ainda não sabemos. Essa cabeça seria conectada a outro corpo? Esse cérebro seria instalado num robô humanoide? Outras empresas estudam isso, mas o nosso foco, hoje, está na preservação", explica James Arrowood, presidente da Alcor.

Em resumo, daqui a dezenas, centenas, ou milhares de anos, e se tudo der certo, trazer pessoas de volta à vida só será possível depois das seguintes etapas:

- Descongelar com segurança os corpos e as cabeças que estão nos tanques;

- Eliminar a ação tóxica dos preparados que substituíram o sangue na vitrificação;

- Curar a doença que levou a pessoa à morte;

E, no caso de quem congelou só a cabeça, seria preciso obter um novo corpo, ou então passar todas as informações que estão no cérebro pra algum lugar, como uma nuvem de computadores.

Enquanto cientistas ainda são céticos sobre a viabilidade dessa tecnologia no momento atual, entusiastas continuam esperançosos e investindo nessa possibilidade de ressuscitação no futuro. Eles pagam cerca de R$ 1 milhão para congelar o corpo inteiro ou R$ 450 mil para preservar só a cabeça - tudo em suaves prestações. (G1)

A Bíblia é bem clara quando diz que "cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus" (Hebreus 9:27), e que Deus é o único que possui imortalidade inerente. O caminho para a vida eterna é único: "Examine as Escrituras, pois elas testificam de Cristo, que é a vida eterna" (João 5:39). E Ele diz: "Pois a vontade do Meu Pai é que todos os que vêem o Filho e creem nEle tenham a vida eterna; e no último dia Eu os ressuscitarei" (João 6:39). 

Ellen G. White afirma: "As portas da vida eterna estão abertas completamente para todos os que crêem em Jesus Cristo. Ao morrer, Jesus tornou impossível que os que crêem nEle morram eternamente" (Exaltai-O, p. 401).

No último dia deste mundo, Cristo ressuscitará aqueles que aceitaram Seu convite para uma relação de amizade e companheirismo, e desenvolveram uma fé genuína. Por isso, para aqueles que "morrem no Senhor" (Apocalipse 14:13), o fim é apenas o começo; o começo de uma nova vida que terá início na segunda vinda de Cristo: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:16)

Ellen G. White diz: "Há um compromisso dAquele que é a ressurreição e a vida, no sentido de que os que dormem em Jesus, Cristo levará com Ele da sepultura. A trombeta soará, os mortos despertarão para a vida, para não mais morrer. Rompeu-lhes a manhã eterna, pois não haverá noite na cidade de Deus" (Visões do Céu, p. 41).

O homem não é capaz de ressuscitar ninguém da morte. O único que é capaz de fazer isso é Deus. Mas tem gente que prefere acreditar e depositar suas fichas, ou melhor, suas economias, na ciência.

Aqui finalizo, deixando a esperança de João 11:25 para aqueles que, assim como eu, não têm R$ 1 milhão, mas mesmo assim querem viver eternamente: “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”

terça-feira, 6 de abril de 2021

DESBRAVADORA DO ESPAÇO

Depois de oito anos de pesquisas, preparo e um investimento de 2,7 bilhões de dólares, a sonda Perseverance pousou em Marte no mês passado. As primeiras fotos enviadas de lá revelaram mais detalhes do local em que os cientistas buscam encontrar sinais de vida. Analisar essas imagens e extrair delas informações sobre a superfície do planeta vermelho é uma das principais funções da doutora Aileen Yingst, geóloga planetária adventista que trabalha para a Nasa. Confira a entrevista que ela gentilmente nos concedeu por e-mail.

Aileen Yingst
Como se envolveu na missão Perseverance?
Há poucas vagas disponíveis nessas missões espaciais; por isso, me sinto muito abençoada em poder participar de algumas delas. Em uma missão desse tipo, interajo com muitas pessoas. Creio que estou ali para poder testemunhar àquelas pessoas.

Em quais projetos está envolvida atualmente?
Há alguns anos, atuo como investigadora adjunta da câmera Mahli, que foi acoplada ao Curiosity, astromóvel que há nove anos explora uma cratera em Marte. Além de também ser coinvestigadora do instrumento Sherloc/Watson, acoplado à sonda Perseverance, estou envolvida na missão Dragonfly, cujo objetivo é alcançar uma das luas de Saturno, e sou a principal investigadora do sistema de câmeras Heimdall, projetado para o módulo lunar previsto para ser lançado no fim de 2022.

O que a superfície rochosa de Marte pode revelar sobre esse planeta?
Um grão de areia possui cor, forma, tamanho e textura específicos. Cada uma dessas feições foi influenciada pelo histórico ou característica daquele grão, seja sua composição, processo de formação ou histórico de locomoção. Se conseguirmos identificar essas informações e analisá-las no seu contexto, poderemos conhecer a história que esses grãos de areia e essas rochas têm para nos contar.

A senhora vislumbra pessoas vivendo em Marte no futuro?
Sim! Na verdade, em termos de tecnologia, já temos quase tudo que precisamos para viver lá. A questão é mais se os governos atuais acham que isso deva ser uma prioridade para direcionar recursos e investimentos.

Se os cientistas encontrarem evidência de que já houve vida em Marte, como isso afetará nossa forma de compreender a criação?
Quem sabe um teólogo poderia responder melhor essa questão. O que posso dizer é que, se percebo algum conflito entre o que o livro da natureza e a Bíblia estão me mostrando, devo sempre presumir que o equívoco se encontra em minha forma de compreender uma ou outra, ou mesmo ambas as fontes de informação.

Por que há tanto interesse em encontrar vida em outros planetas?
Tenho a impressão de que os cientistas (e as pessoas em geral) procuram por vida extraterrestre porque querem saber se estamos sozinhos no Universo. Para ser honesta, nunca fui tão motivada por essa questão quanto outros cientistas, pois sempre presumi que existe vida lá fora.

A senhora lidera um clube de desbravadores. Como é possível despertar o interesse das novas gerações pela ciência?
Primeiro, reconhecendo e ajudando nossos jovens a compreender que o rigor científico é uma busca por fatos através de experiências e observações cuidadosas e objetivas. Assim fazendo, teremos muito em comum com a forma como os pioneiros de nossa igreja lidavam com a teologia. Em segundo lugar, precisamos deixar de ver os cientistas como inimigos, pois, se agirmos dessa forma, eles abandonarão esse caminho.

(Entrevista publicada na Revista Adventista de abril de 2021)

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

VACINAS, ENFIM

Finalmente, chegou o grande dia. Duas das vacinas desenvolvidas para o combate ao novo coronavírus foram aprovadas pela ANVISA. Minutos depois da aprovação, São Paulo saía na frente, vacinando a primeira pessoa no país. Independentemente do marketing político, aquele gesto trouxe esperança a milhões de brasileiros. No dia seguinte, vacinas foram distribuídas pelo ministério da saúde para todos os estados. E cedendo à pressão dos governadores, o ministro anunciou que a vacinação começaria no mesmo dia e não dois dias depois como havia sido programado.


Era de se esperar que toda a população brasileira celebrasse a chegada das vacinas. Porém, a onda do negacionismo deixou um rastro que impediu que muitos vislumbrassem o valor de tal proeza.

Da parte do governo federal não há qualquer esforço para conscientizar a população a se vacinar. Pelo contrário, além de enfatizar o fato de não ser obrigatório, o presidente ainda faz questão de inculcar dúvidas acerca de supostos efeitos colaterais, incentivando as pessoas a preferirem recorrer a um tratamento precoce com remédios sem qualquer comprovação de eficácia. Não há interesse em vacinar a população, visto que isso representaria um enorme gasto aos cofres públicos.

Fake News se espalham pelas redes sociais, principalmente em grupos de Whatsapp. E para completar, pastores que aderiram à onda negacionista e antivacina, usam seus púlpitos e redes sociais para dissuadir os fiéis a tomarem a vacina, alegando, entre outras coisas, que não houve tempo suficiente para as que vacinas comprovassem sua eficácia. Soma-se a isso as teorias da conspiração que dizem que as vacinas vão alterar o DNA humano e associam à marca da besta do Apocalipse.

Como enfrentar esta onda negacionista? Como persuadir as pessoas a serem vacinadas?

Lembre-se que não se trata apenas de proteger o indivíduo de um eventual contágio pela COVID-19, mas também de proteger toda a sociedade. Se a vacinação não atingir a um percentual significativo da população, sua eficácia não alcançará o resultado esperado, permitindo que a pandemia siga sua marcha destruidora. E aí, os negacionistas tripudiarão, alegando que tinham razão desde o início.

Fico imaginando como foi que Moisés conseguiu convencer a todos os hebreus a espargirem o sangue de um cordeiro nos umbrais de suas portas para que ficassem imunes ao anjo da morte que passaria pelo Egito ceifando a vida de todos os primogênitos (Êxodo 12:1-13). Aquela foi a primeira imunização em massa da história. É claro que não se tratava de uma vacina. Mas o paralelo entre o que ocorreu naquela ocasião e o que está ocorrendo em nossos dias é inevitável. O anjo da morte que está visitando os lares de toda a população mundial é a COVID-19. E o equivalente ao sangue do cordeiro espargido nos umbrais das portas é a vacina, seja ela qual for. Moisés disse que quem não tivesse um cordeiro, poderia lançar mão de um cabrito. Da mesma forma, se não nos for possível recorrer a uma vacina como a da Pfizer que tem mais de 90% de eficácia, recorramos a uma da Oxford/FioCruz que tem 70% ou a uma CORONAVAC do Butantan/Sinovac que tem pouco mais de 50%, O importante é sermos imunizados o quanto antes. Não se pode brincar com a vida.

Naquela fatídica noite, o anjo da morte passou, Somente os primogênitos dos hebreus foram poupados. Não por serem hebreus, mas por causa do sangue espargido nos umbrais das portas.

O anjo da morte não faz distinção entre hebreus e egípcios. A única coisa que ele respeita é o sangue do cordeiro. De maneira análoga, o vírus não respeita distinções étnicas, culturais, religiosas, sociais ou de qualquer outra natureza. De acordo com a ciência, só há uma maneira de combatê-lo: A VACINA.

Já pensou se algum negacionista da época resolvesse inventar um tratamento precoce? Que trabalheira Moisés teria para desfazer o estrago feito pela disseminação dessa mentira.

Os próprios cientistas, diretores da ANVISA, deixaram claro que não há alternativa terapêutica comprovada pela ciência.

Portanto, só nos resta uma esperança quanto ao fim desta pandemia que já ceifou a vida de mais de dois milhões de pessoas (210 mil somente no Brasil). Esta esperança é a vacina.

Sabemos que os cordeiros sacrificados pelos hebreus eram uma representação do Cordeiro de Deus, o Cristo, Aquele em quem encontramos “todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Colossenses 2:3).

Não tenho qualquer dúvida quanto à inspiração divina por trás da descoberta dessas vacinas. Não me causa qualquer espanto o fato de terem sido descoberta em tempo recorde. Conforme previsto nas Escrituras, a ciência está se multiplicando. O espaço entre uma descoberta e outra diminui cada vez mais. Seria devastador se tivéssemos que esperar oito ou dez anos até que a vacina contra o novo coronavírus fosse desenvolvida. Provavelmente teríamos um resultado semelhante ao da gripe espanhola que ceifou a vida de cinquenta milhões de pessoas no século passado.

Por isso, só me resta dizer: louvado seja Deus pela vacina!

E quem negar-se a tomá-la, estará tentando a Deus ao colocar em risco a sua vida e a vida de seus amigos e familiares.

[via blog de Hermes C. Fernandes]
 
Nota do blog: Confira abaixo este artigo elaborado pela Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia:

VACINAS COVID-19: ABORDANDO PREOCUPAÇÕES, OFERECENDO CONSELHO
 
Conferência Geral, Silver Spring, Maryland, Estados Unidos
 
Departamento de Ministérios de Saúde da Associação Geral, Instituto de Pesquisa Bíblica da Associação Geral e Escola de Farmácia e Escola de Saúde Pública da Universidade Loma Linda

Os adventistas do sétimo dia olham para a vinda de Cristo como o grande ponto culminante da história e o fim de todas as doenças, sofrimento e morte. Ao mesmo tempo, foi-nos confiada a mensagem adventista de saúde materializada e expandida nos escritos de Ellen White, resumindo uma vida saudável através de comportamentos práticos de estilo de vida saudáveis e holísticos.

Defendemos todas essas práticas para manter um sistema imunitário saudável que, na pandemia, ainda é mais necessário. Ellen White não foi apenas um canal inspirado de informações sobre saúde, muito à frente do seu tempo, mas ela modelou a prevenção prática em face da doença letal da sua época, a varíola, e ela mesma tomou a imunização, assim como as pessoas próximas a ela. (1) Hoje, a varíola foi erradicada globalmente.

Esperamos que este artigo responda a perguntas, acalme medos e resolva alguns dos mitos e rumores prevalecentes, trazendo paz aos corações dos nossos membros ao tomarem decisões de saúde guiados pelos seus profissionais de saúde.

Existem rumores e teorias da conspiração que usam a vacina COVID-19 como uma interpretação para o cumprimento da profecia. Pedimos ao Instituto de Pesquisa Bíblica da Conferência Geral comentários a este respeito, e a resposta foi a seguinte:

“A turbulência global causada pela pandemia COVID-19 gerou especulações consideráveis relacionadas com os eventos do tempo do fim e interpretações errôneas da Bíblia. Um ponto de vista recente, propagado nas redes sociais e em alguns websites da Internet, defendeu a teoria de que as próximas vacinas produzidas para combater a COVID-19 pertencem a um processo de controlo que levará à aplicação da marca da besta.

Deve-se tomar em consideração, entretanto, que os adventistas mantêm a convicção de que a controvérsia do tempo do fim centrar-se-á na lei de Deus, e, particularmente, no quarto mandamento (Ap 14:12). Além disso, a mensagem do terceiro anjo alertará contra a recepção da marca (Apocalipse 14:9-11) e iluminará a humanidade quanto às questões envolvidas.

Por esta razão, deve ficar claro que os adventistas do sétimo dia entendem que a “marca da besta” não é uma marca literal, mas um sinal de lealdade que identifica o portador como leal ao poder representado pela besta.

Numa perspectiva diferente, outra visão especulativa argumenta que as vacinas tornam impuros aqueles que as tomam porque, supostamente, substâncias impuras são usadas para produzi-las. A este respeito, deve ser esclarecido que as instruções bíblicas permanentes que proíbem o consumo de comida e sangue impuros (Levítico 11:1-20; 17:11-12; Atos 15:20) não se aplicam às vacinas pela razão óbvia de que as vacinas são produzidas como medicamentos para salvar vidas, não para servir de alimento.

Especulações como estas trazem descrédito à Palavra de Deus e causam confusão entre os crentes sinceros, mas menos informados. Usar a inoculação de uma vacina para despertar um cenário escatológico de proporções espirituais e cósmicas, ou para se opor a ela com base numa interpretação falha das Escrituras, apenas distrai os crentes sinceros das reais questões proféticas e do compromisso da Igreja Adventista em proclamar o evangelho.

Espera-se que uma vacina eficaz ajudará a interromper a atual pandemia. Isso protegerá as vidas daqueles que ainda precisam de conhecer o evangelho, bem como daqueles que já aceitaram o evangelho e, portanto, estão encarregados da proclamação do amor infinito de Deus a um mundo sofredor (João 3:16).” (2)

Os Ministérios Adventistas de Saúde estão firmemente baseados na Bíblia, na instrução do Espírito de Profecia por meio de Ellen White, e estão em consonância com a ciência da saúde revisada por pares e baseada em evidências. Contamos com essas bases para formular abordagens e conselhos de saúde. Com milhões de infectados, muitos mortos e infecções globais a aumentar, várias vacinas foram desenvolvidas em tempo recorde. Existem inúmeras perguntas que as pessoas estão a fazer relativamente à vacina COVID-19.

Como Igreja, embora apoiemos recomendações de saúde pública baseadas em evidências, também temos o cuidado de não fazer pronunciamentos que possam ser interpretados como substitutos das diretrizes nacionais e internacionais de saúde pública. Por esta razão, é importante que os nossos comentários sejam entendidos no contexto da nossa posição oficial, como Igreja, sobre a imunização:

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia dá grande ênfase à saúde e ao bem-estar. A ênfase adventista na saúde é baseada na revelação bíblica, nos escritos inspirados de E. G. White (cofundadora da Igreja) e na literatura científica revisada por pares. Como tal, encorajamos a imunização/vacinação responsável, e não temos nenhuma razão religiosa ou baseada na fé para não encorajar os nossos aderentes a participarem responsavelmente em programas de imunização preventiva e protetora. Valorizamos a saúde e a segurança da população, o que inclui a manutenção da ‘imunidade de grupo’.

“Não somos a consciência de cada membro da Igreja e reconhecemos as escolhas individuais. Estas são exercidas pelo indivíduo. A escolha de não ser imunizado não é e não deve ser vista como o dogma nem a doutrina da Igreja Adventista do Sétimo Dia.”

Houve esforços para estabelecer uma abordagem confiável, baseada em evidências, para o tratamento da COVID-19. Além disso, e em tempo recorde, foram produzidas vacinas que agora estão a ser usadas para ajudar a controlar a pandemia. No entanto, as pessoas têm dúvidas e preocupações em relação às vacinas COVID-19.

A autorização de uso de emergência para a vacina Pfizer/BioNtech foi concedida a 2 de dezembro de 2020, no Reino Unido, e a 9 de dezembro no Canadá. Nos EUA, a vacina Pfizer foi revisada pela “Food and Drug Administration” (FDA) dos EUA e autorizada provisoriamente a 11 de dezembro. A vacina Moderna seguir-se-á.

Em conversa com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Loma Linda (LLUSPH), Michael Hogue, reitor da Faculdade de Farmácia de Loma Linda, que faz parte do Grupo de Trabalho do Conselho Consultivo sobre Práticas de Imunização para as Vacinas COVID-19 dos Centros de Controle de Doenças (CDC) dos EUA, no Condado de San Bernardino, na Califórnia, compartilhou as seguintes ideias sobre as perguntas mais frequentes sobre as vacinas Pfizer/BioNtech e Moderna. As suas ideias e explicações às perguntas mais comuns aparecem abaixo.

Perguntas e Respostas a respeito da vacina

Pergunta: A vacina de RNAm (ácido ribonucleico mensageiro) muda o seu ADN?

Resposta: Ambas as vacinas referenciadas são baseadas em RNAm, o que é uma inovação para as vacinas, mas a tecnologia tem sido usada em tratamentos médicos nos últimos 15 anos. A vacina entra no citoplasma de uma célula (o fluido dentro da célula), onde estimula a produção de anticorpos para combater a proteína semelhante a espícula do SARS-CoV-2. Uma vez que não entra no núcleo da célula hospedeira, não altera o DNA ou a estrutura/função genética.

Pergunta: Pode ser segura e eficaz, visto que foi desenvolvida tão rapidamente?

Resposta: Devido à tecnologia atual, o vírus SARS-CoV-2 foi sequenciado poucos dias após a sua identificação e o trabalho numa vacina foi imediatamente iniciado. O tamanho da amostra para um grande estudo foi de 40 000 pessoas (o tamanho médio de uma amostra de estudo de vacinas da FDA é geralmente de apenas 27 000 pessoas). Foi feito um estudo de dois anos em apenas dois meses. Os dados estão a ser cuidadosamente monitorizados.

A primeira dose mostrou uma proteção da resposta imune de 50 por cento. A segunda dose atingiu 95% de proteção! (Apenas a vacina da hepatite A é mais alta, com cerca de 100 por cento de proteção.) O estudo foi bem planeado e representou fielmente a demografia dos EUA, com exceção dos nativos americanos (mas o estudo em andamento está a trabalhar para corrigir isso). A eficácia e os efeitos secundários foram semelhantes em todos os grupos étnicos.

Pergunta: Os ingredientes e conservantes da vacina são perigosos?

Resposta: Não há conservantes nessas duas vacinas COVID-19, e é por isso que é necessário haver instalações de congelamento para o armazenamento e o transporte. A vacina é cuidadosamente purificada.

Pergunta: Quais são os efeitos colaterais?

Resposta: Até ao momento, 10 por cento dos indivíduos relataram febre no segundo dia e, em 24 horas, 50-60 por cento relataram sentir “dores”. Até agora, houve muito poucos efeitos secundários graves com a vacina Pfizer/BioNtech, incluindo três casos de reações alérgicas significativas (anormalmente baixo; provavelmente devido ao não uso de conservantes).

O Dr. Hogue comentou ainda que, se uma pessoa já testou positivo para a COVID-19 no passado, essa pessoa pode receber a vacina na mesma; simplesmente os níveis de anticorpos dessa pessoa irão aumentar com a administração da vacina. Ele também destacou que a toma da vacina nos EUA é voluntária, não obrigatória.

A eficácia das vacinas Pfizer/BioNtech e Moderna é semelhante, mas não são intercambiáveis ​​(se uma pessoa começa com uma, a segunda dose tem que ser da mesma marca). Para a vacina Pfizer, há um intervalo de 21 dias entre as duas doses; relata-se que para a vacina Moderna, o intervalo será de 28 dias entre as doses. A vacina não está autorizada para uso durante a gravidez ou em menores de 16 anos.

Conclusão

A imunização, juntamente com o saneamento básico e a água potável, têm sido fundamentais para a maior longevidade observada em todo o mundo, onde essas intervenções foram aplicadas. As vacinas são usadas há muito tempo por membros da Igreja Adventista em todo o mundo. Juntamente com boas práticas de saúde, elas forneceram proteção contra muitas infecções e preveniram doenças e mortes.

À medida que testemunhamos a magnitude global da pandemia, as mortes, as deficiências e os efeitos a longo prazo da COVID-19 que estão a surgir em todas as faixas etárias, incentivamos os nossos membros a considerarem a imunização responsável e a promoção e a facilitação do desenvolvimento do que é comumente denominado como imunidade de grupo (imunidade comunitária preexistente de aproximadamente 80 por cento dos indivíduos como resultado de uma infecção anterior e/ou de uma vacinação).

Reiteramos: A DECISÃO DE SER OU NÃO SER IMUNIZADO É ESCOLHA DE CADA INDIVÍDUO, E DEVE SER TOMADA EM CONSULTA COM O SEU PRESTADOR DE SAÚDE. A PESQUISA PESSOAL SOBRE O ASSUNTO É IMPORTANTE. EM ÚLTIMA ANÁLISE CONFIAMOS QUE SEGUIR PRÁTICAS DE SAÚDE BÍBLICAS E DO ESPÍRITO DE PROFECIA, E SEGUIR A LIDERANÇA DE DEUS NAS NOSSAS VIDAS, TRAZER-NOS-Á PAZ E SEGURANÇA NA NOSSA TOMADA DE DECISÕES.

(1) Com respeito à vacinação contra a varíola, D. E. Robinson, um dos secretários da Sra. White, com data de 12 de junho de 1931, escreveu o seguinte acerca da atitude da Sra. White para com a vacinação:

“Pedis informação definida e concisa acerca do que a Irmã White escreveu sobre a vacinação e o soro.

“Esta pergunta pode ser respondida muito concisamente, pois quanto a todos os relatórios que temos, ela não se referiu a isso em nenhum dos seus escritos.

“Tereis interesse em saber, porém, que numa ocasião em que houve uma epidemia de varíola na vizinhança, ela mesma foi vacinada e insistiu com os seus auxiliares, que tinham ligação com ela, a vacinarem-se. Dando este passo a Irmã White reconheceu que fora demonstrado que a vacinação, ou imuniza contra a varíola ou atenua grandemente os seus efeitos, se a pessoa a contrai. Também reconheceu o perigo de exporem ao contágio, caso deixassem de tomar essa precaução. “[Assinado] D. E. Robinson” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 303).

(2) Instituto de Pesquisa Bíblica da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, dezembro de 2020.

Fontes: https://adventist.news/en/news/covid-19-vaccines-addressing-concerns-offering-counsel

https://www.adventistreview.org/church-news/story15816-covid-19-vaccines-addressing-concerns,-offering-counsel

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

IMUNIZAÇÃO

A Igreja Adventista do Sétimo Dia emitiu uma declaração oficial sobre vacinas, salientando que “incentiva a imunização responsável” e que não tem razões baseadas na fé para desencorajar os crentes de participar em programas de imunização.


A declaração completa, que se intitula “Imunização”, diz:

A Igreja Adventista do Sétimo Dia enfatiza fortemente a saúde e o bem-estar. A ênfase adventista na saúde baseia-se na revelação bíblica, nos escritos inspirados de Ellen G. White (cofundadora da Igreja), e nas publicações científicas sujeitas a revisão por pares. Como tal, encorajamos a imunização/vacinação responsável, e não temos qualquer razão religiosa ou com base na fé para não incentivar os nossos seguidores a participarem responsavelmente em programas de proteção e de imunização preventiva. Valorizamos a saúde e a segurança da população, que inclui a manutenção da “imunidade coletiva”.

Não somos a consciência do membro de igreja individual, e reconhecemos as decisões individuais. Estas são exercidas pelo indivíduo. A decisão de não ser vacinado não é e não deve ser vista como dogma, nem doutrina da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Leia o comunicado na página oficial da internet da Igreja. [via adventistas.org]
 
Nota do blog: O movimento antivacinas é criminoso e uma séria ameaça crescente à saúde global. Existe sim um movimento antivacinas crescendo no Brasil, então não podemos ignorar. Um artigo publicado no dia 10/09/2020 na revista The Lancet envolvendo 284.381 pessoas em 149 países, mostra que o movimento antivacinas, o extremismo religioso, a instabilidade política, o populismo, as fake news e questões como segurança podem prejudicar as campanhas de vacinação em massa e a confiança nas vacinas em países com esses problemas. As vacinas, saneamento básico, esgoto tratado e água potável são nossas melhores ferramentas de saúde pública.

As vacinas são responsáveis pelo aumento da nossa expectativa de vida, foram as principais responsáveis pela diminuição da mortalidade infantil e são um marco na história da saúde humana. As vacinas salvam cerca de 3 milhões de pessoas por ano, ou 5 pessoas a cada minuto. No Brasil dos anos 1950, cerca de 10% das crianças morriam antes dos primeiros cinco anos de vida. Doenças como sarampo, poliomielite, catapora, caxumba, rubéola, tétano, difteria, rotavírus, coqueluche, estavam controladas. A varíola foi erradicada em 1980.

Precisamos ter informação científica de qualidade disponível, didática, acessível, com linguagem clara para combater o movimento antivacinas e negacionista crescente no País, principalmente neste momento de polarização política. Precisamos de pessoas que multipliquem as mensagens e informações corretas sobre a importância da vacinação contra a Covid-19. Entre as razões que vem sendo levantadas nas redes sociais pelos grupos antivacinas estão teorias de conspiração, alterações de DNA, Bill Gates, chips nas vacinas, que elas causam autismo, contém mercúrio, fetos abortados, perigo e ineficácia das vacinas, e muita gente está lendo essas mentiras.

Nós precisamos iniciar uma campanha de engajamento e preparação da população brasileira e da infraestrutura dos SUS para combater este movimento antivacinas, não deixar crescer. É preciso incentivar e levar uma mensagem clara para a população brasileira sobre a necessidade e importância da vacinação em massa contra a Covid-19. Temos que agir em várias frentes, a tarefa será complexa, complicada, e não podemos demorar para agir se queremos evitar que os grupos antivacina comecem a espalhar mentiras e fake news nas redes sociais sobre as vacinas contra o novo coronavírus.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Vale tudo pela beleza e estética? Vaidade ou necessidade?

Nas últimas semanas, três mortes ligadas a procedimentos cirúrgicos estéticos voltaram a ter destaque em discussões públicas no Brasil. Uma delas, a mais recente, foi a da bancária Lilian Calixto, que morreu após um implante nos glúteos em intervenção realizada no Rio de Janeiro. Além dela, Adriana Pinto morreu fazendo lipoescultura e Mayara Silva dos Santos faleceu ao fazer procedimento nos glúteos, coxas e abdômen.

Dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) mostram que houve aumento de cirurgias plásticas consideradas estéticas e reparadoras nos últimos dez anos. Em 2016, data da pesquisa mais recente, foram realizadas 839.288 cirurgias estéticas no Brasil e 664.809 consideradas reparadoras, totalizando 1 milhão, 472 mil e 435 cirurgias (contra 629 mil realizadas em 2009).

Como todo procedimento cirúrgico, essas operações trazem riscos à saúde. Os principais riscos cirúrgicos são de: hematomas, riscos anestésicos, sangramentos, diminuição ou perda de sensibilidade, punção inadvertida (no caso de colocação de gordura em vasos sanguíneos), riscos de trombose e de deformidades. Há, também, riscos de cicatrização não adequada.

Também são comuns a insatisfação e os sentimentos de frustração quando os resultados não alcançam as expectativas. Por outro lado, há casos em que as cirurgias plásticas deixam de ser somente estéticas e são justificadas e necessárias, como após um acidente, em caso de doenças congênitas, grandes deformidades ou imperfeições que prejudicam o funcionamento do corpo. Nesses casos, os benefícios superam os riscos. 

A cirurgiã plástica Mariana Dias Dimitrov Francica, que também é membro da SBCP, frisa que a escolha de um local e de um profissional para fazer o procedimento não deve ser motivada apenas pelo preço ou condições de pagamento. Ela recomenda a procura de profissionais credenciados pela SBCP, atualmente com 6.200 associados.

Antes de se decidir por qualquer procedimento, é necessária muita reflexão sobre o assunto e cuidado para não agir por impulso ou pelas emoções. Procure identificar quais as reais motivações que levam você a pensar em se submeter a cirurgias. Você possui um "defeito" real e significativo, ou está criando tempestade em copo d'água por causa de uma pequena imperfeição? 

Podemos aprender com a história de Salomão: 
"Absorveu-se tanto com a ostentação exterior, que se esqueceu de elevar a mente pela constante ligação com o Deus da sabedoria. A perfeição e a beleza de caráter foram passadas por alto em sua tentativa de alcançar a beleza exterior. Vendeu a honra e a integridade do caráter na busca de glorificação própria diante do mundo (...) Primeiro, corrompeu-se no coração, depois se afastou de Deus e se tornou por fim adorador de ídolos" (Ellen G. White - Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 628).
Esse sofrimento é completamente evitável. Pense nisso e lembre-se de que a verdadeira beleza está no caráter. Enquanto o padrão de beleza muda a cada ano, o valor do caráter nunca sai de moda. E quando a motivação de uma pessoa para fazer a cirurgia é apenas vaidade, ela se tornou o próprio ídolo. Não há problema nenhum em se achar bonito ou bonita, mas cuidado pra não fazer disso sua razão de viver.
"Dói-me o coração ao ser-me mostrado quantos há que fazem do próprio eu seu ídolo. Cristo pagou o preço da redenção por elas. A Ele pertence o serviço de todas as suas faculdades. Seu coração, porém, está cheio de amor-próprio, e do desejo de se adornarem a si mesmas. Não refletem nas palavras: 'Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-Me' (Mc 8:34)" (Ellen G. White - Mensagens Escolhidas 1, p. 80).
A coisa mais importante que devemos fazer antes de decidir fazer ou não cirurgia é consultar ao Senhor sobre o assunto. A Bíblia nos diz que Deus se importa com tudo que nos preocupa, por isso devemos levar nossos problemas a Ele em oração (1 Pedro 5:7). Através da sabedoria e direção do Espírito Santo e da Palavra de Deus, temos a habilidade de fazer decisões que vão honrar e agradar a Ele. 
"A beleza de você deve estar no coração, pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus" (1Pe 3:4 NTLH).
Assista a entrevista no programa Vida & Saúde com os médicos Luiz Fernando Sella e Daniela Kanno:


[Com informações da ASN]

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Como alguns dos pioneiros adventistas viam o aborto

Em tempos de desumanização dos não-nascidos através da linguagem e do uso de eufemismos (“não é vida humana”, “não tem sistema nervoso ainda”, “amontoado de células”, “é questão de saúde pública”, “interrupção da gravidez”, “direitos sexuais e reprodutivos”, etc), seria bom adventistas observarem a linguagem simples e direta que os primeiros adventistas usavam para falar sobre aborto.

J. N. Andrews:
“Um dos pecados mais chocantes, e mais comuns desta geração, é o assassinato de bebês não nascidos. Que aqueles que pensam ser este um pecado pequeno leiam o Sl 139:16. Eles verão que até o feto está escrito no livro de Deus. E eles podem estar bem seguros de que Deus não passará despercebido pelo assassinato de tais crianças” (J. N. Andrews [ed.]. “A Few Words Concerning a Great Sin”. Advent Review and Sabbath Herald, 30 nov. 1869, p. 184).

John Todd:
“Não tenho medo, mas o que estou prestes a escrever será lido; e eu gostaria que fosse solenemente ponderado. Estou prestes a falar, e claramente, da prática de produzir abortos. […] Quanto à culpa, quero que todos saibam que, aos olhos de Deus, é um assassinato intencional. ‘O assassinato intencional de um ser humano em qualquer estágio de sua existência é assassinato. […] e se alguém acha que pode fazê-lo sem a culpa do assassinato, ela está muito enganado’ [cita o Dr. H.R. Storer]” (John Todd. “Fashionable Murder”. Advent Review and Sabbath Herald, 25 jun. 1867, p. 29-30).

John Kellogg:
“Assim que esse desenvolvimento começa [a partir da concepção], um novo ser humano vem à existência – em embrião, é verdade, mas possui sua própria individualidade, com seu próprio futuro, suas possibilidades de alegria, pesar, sucesso, fracasso, fama e ignomínia. “A partir deste momento, adquire o direito à vida, um direito tão sagrado que em toda terra violar é incorrer na pena da morte. Quantos assassinos e assassinas ficaram impunes! Ninguém, a não ser Deus, conhece a extensão deste crime hediondo; mas o Avaliador de todos os corações conhece e lembra de cada um que assim transgrediu; e no dia da avaliação final, qual será o veredicto? Assassinato? Assassinato, assassinato de crianças, matança de inocentes mais cruel que a de Herodes, mais sangue frio que o assassino da meia-noite, mais criminoso que o homem que mata seu inimigo – o mais desnatural, mais desumano, mais revoltante dos crimes contra a vida humana” (J. H. Kellogg. Man, the Masterpiece. Battle Creek: Modern Medicine Publishing Company, 1894. p. 424-425).

Tiago White:
“Poucos estão cientes da temerosa extensão que esse negócio nefasto, essa prática pior do que diabólica, é levada adiante em todas as classes da sociedade! Muitas mulheres determinam que não se tornarão mães e se submetem ao mais vil tratamento, cometendo o crime mais básico para cumprir seu propósito. E muitos homens, que têm tantos filhos quanto ele pode sustentar, em vez de restringir suas paixões, ajudam na destruição dos bebês que eles geraram. O pecado está na porta de ambos os pais em igual medida; para o pai, embora ele nem sempre possa ajudar no assassinato, está sempre acompanhando, na medida em que ele induz, e às vezes até força a mãe à condição que ele sabe que levará à prática do crime” (Tiago White (ed.). A Solemn Appeal. Battle Creek: Stem Press, 1870, p. 100).

E Ellen White?
Apesar de não falar diretamente sobre o aborto intencional, Ellen White fala muito sobre as influências pré-natais. Ao ler os inúmeros textos onde ela revela preocupação com as consequências de hábitos e atitudes da mãe no não-nascido, logicamente, podemos concluir que despedaçar o corpo de crianças não-nascidas ou envenená-las até a morte não seriam práticas toleradas facilmente por ela.

A posição de Ellen White não é claramente estabelecida, mas há fortes citações que apontam para a posição pró-vida.

Ela usa o termo “assassinato” em conexão com a morte de fetos. Ao comentar sobre os vestidos de argolas usados em meados do século 19, ela declarou: “Nunca foi praticada tal iniquidade como essa desde essa invenção de [vestidos de] aro, nunca houve tantos assassinatos de crianças [murders of infants]” (Carta 16, 1861).

Esses “assassinatos de crianças” podem ser uma referência aos abortos provocados involuntariamente por essa moda.

Ela afirma que mulheres grávidas “vão considerar que outra vida depende delas e serão cuidadosas em todos os seus hábitos e especialmente na dieta” (O Lar Adventista, p. 257). Citações assim podem refutar o chavão “meu corpo, minhas regras”, pois trata-se de “outra vida”.

Ao alertar para o perigo de mulheres grávidas usarem bebida alcoólica, ela faz uma afirmação que leva em conta a saúde do não-nascido, e liga isso à palavra “pecado”:

“Cada gota de bebida forte ingerida [por uma mulher grávida] para satisfazer seu apetite, põe em risco a saúde física, mental e moral do filho, e é um pecado direto contra seu Criador” (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 217).

Uma citação é especialmente interessante – ao falar sobre o risco de deixar uma mulher trabalhar excessivamente durante a gravidez, Ellen White declara:

“Caso o pai procurasse conhecer as leis físicas, compreenderia melhor suas obrigações e responsabilidades. Veria que havia sido culpado quase de matar [em inglês, “murdering”] seus filhos mediante o permitir que tantos fardos impendessem sobre a mãe, e compelindo-a a trabalhar além de suas forças antes do nascimento das crianças, a fim de obter meios para lhes deixar” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 429-430).

O texto em inglês diz literalmente que o pai veria “que ele tinha sido culpado de quase assassinar seus filhos” ao fazer a mãe trabalhar demais “antes do nascimento deles”. Nesse texto, Ellen White não está condenando especificamente o aborto, mas ao falar sobre o assassinato dos fetos, e ao chamar os fetos de filhos/crianças (children), ela indica que via o nascituro como plenamente humano.

Isaac Malheiros (via Reação Adventista)

terça-feira, 5 de junho de 2018

Os Adventistas e o Dia Mundial do Meio Ambiente

O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado todo dia 5 de junho de cada ano. Esta data foi estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 15 de dezembro de 1972, durante a Conferência de Estocolmo, que tratou do tema Ambiente. Foi durante esta conferência que foi aprovada também o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

O tema deste ano é “Acabe com a Poluição Plástica”. O objetivo da ONU Meio Ambiente é chamar a atenção da sociedade para reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis.

Em 2018, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a data soma esforços à campanha "Mares Limpos", para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que se não for solucionado poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.

O Cuidado com a Criação – Uma Declaração sobre o Meio Ambiente
O mundo no qual vivemos é uma dádiva de amor do Deus Criador, que “fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7; 11:17-18). Nesta criação, colocou os humanos, criados intencionalmente para relacionarem-se com Ele, com as outras pessoas e com o mundo ao redor. Assim, os adventistas do sétimo dia mantêm que a preservação e manutenção da criação estão intimamente relacionadas com o culto a Ele.

Deus separou o sábado como um memorial e lembrança perpétua de Seu ato criativo e do estabelecimento do mundo. Ao repousar nesse dia, os adventistas do sétimo dia reforçam o senso especial de relacionamento com o Criador e com Sua criação. A guarda do sábado acentua a importância de nossa integração com o meio ambiente geral.

A decisão humana de desobedecer a Deus interrompeu a ordem original da criação, resultando em uma desarmonia alheia a Seus propósitos. Desta forma, nossa atmosfera e águas estão poluídas, as florestas e a vida selvagem saqueadas, os recursos naturais esgotados. Sendo que nós consideramos os seres humanos como parte da criação de Deus, nossa preocupação com o meio ambiente se estende à saúde e ao estilo de vida pessoal. Nós advogamos uma forma de vida saudável e rejeitamos o uso de substâncias tais como o fumo, o álcool e outras drogas prejudiciais ao corpo e aos recursos da terra; e promovemos uma dieta vegetariana simples.

Os adventistas do sétimo dia estão comissionados a um relacionamento respeitoso e cooperativo entre as pessoas, reconhecendo nossa origem comum e compreendendo a dignidade humana como uma dádiva do Criador. Uma vez que a miséria humana e a degradação do meio ambiente estão inter-relacionadas, nós nos empenhamos por melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas. Nosso objetivo é manter um crescimento dos recursos atendendo concomitantemente às necessidades humanas.

O verdadeiro progresso quanto a cuidar de nosso ambiente natural recai sobre o esforço individual e cooperativo. Nós aceitamos o desafio de trabalhar em prol da restauração do desígnio global de Deus. Movidos pela fé em Deus, nós nos comprometemos a promover o progresso que se revela nos níveis pessoal e ambiental em pessoas íntegras e dedicadas a servir a Deus e a humanidade.

Neste compromisso confirmamos ser mordomos para com a criação de Deus e cremos que a restauração total se concretizará apenas quando Deus fizer novas todas as coisas.

Esta declaração foi aprovada e votada pela Associação Geral do Comitê Executivo dos Adventistas do Sétimo Dia na sessão do Concílio Anual em Silver Spring, Maryland, EUA, 12 de outubro de 1992.


A Casa Publicadora Brasileira (CPB) e a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) oferecem variada literatura que dá suporte ao entendimento das relações do criacionismo com a preservação ambiental. Há, por exemplo, o Mistérios da Criação, de L. James Gibson e Humberto Rassi, e Cosmovisão Criacionista Bíblica, de Ruy Carlos de Camargo Vieira e Rui Corrêa Vieira. Há também uma excelente publicação da Andrews University Press, de 2014, intitulada Biology: a Seventh Day Adventist Approach for Students and Teacher (Biologia: Uma Abordagem Adventista do Sétimo Dia para Estudantes e Professores, ainda sem tradução para o português), que traz dois capítulos que tratam exclusivamente das questões ambientais do ponto de vista da Igreja Adventista.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

13 de novembro de 1833 > A Grande Chuva de Meteoros

Há 184 anos, uma espetacular chuva de meteoros caiu sobre a América do Norte. Na noite de 13 de novembro de 1833, milhares de meteoros de Leônidas foram vistos cortando o céu. Eram tantos que esse dia ficou conhecido como "o dia em que as estrelas caíram". As reações das pessoas variaram desde a histeria clamando o Dia do Julgamento até a alegria dos cientistas e astrônomos, que estimaram que cerca de mil meteoros por minuto emanavam da constelação de Leão. Jornais da época mostram que praticamente todos acordaram para ver o evento, seja por causa dos gritos de vizinhos espantados, seja por causa dos flashes de luz produzidos por bolas de fogo que iluminavam todo o céu. Essa noite marcou o nascimento da astronomia de meteoros.
"Em 1833, dois anos depois que Guilherme Miller começou a apresentar em público as provas da próxima vinda de Cristo, apareceu o último dos sinais que foram prometidos pelo Salvador como indícios de Seu segundo advento. Disse Jesus: 'As estrelas cairão do céu' (Mateus 24:29). E João, no Apocalipse, declarou, ao contemplar em visão as cenas que deveriam anunciar o dia de Deus: 'E as estrelas do céu caíram sobre a Terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte' (Apocalipse 6:13). Esta profecia teve cumprimento surpreendente e impressionante na grande chuva meteórica de 13 de novembro de 1833. Aquela foi a mais extensa e maravilhosa exibição de estrelas cadentes que já se tem registrado." (Ellen G. White - O Grande Conflito, p. 333)
O pastor Enoch de Oliveira comenta o impacto dos sinais de 1833 sobre os mileritas:
"Outro grande e surpreendente acontecimento ocorreu no dia 13 de novembro de 1833, quando um feérico espetáculo de fogos de artifício siderais foi testemunhado por milhares de pessoas, principalmente na costa leste dos Estados Unidos. Os piedosos estudantes das profecias identificaram na 'chuva de estrelas fugazes' as palavras proféticas de Jesus: '... e as estrelas cairão dos céus'. [...] Com profundo e reverente temor, associaram 'chuva meteórica' com a exortação do Senhor: 'Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima'. Cristalizava-se assim o ideal da esperança adventista."
Numerosas testemunhas testificaram a natureza incomum do evento:
“Para formar uma ideia do fenômeno, o leitor pode imaginar uma constante sucessão de bolas de fogo, semelhantes à foguetes, irradiando em todas as direções a partir de um ponto no céu. . . [Houve] meteoros de vários tamanhos e graus de esplendor: alguns simples pontos, mas outros eram maiores e mais brilhantes do que Júpiter ou Vênus." (Professor Denison Olmsted, de Yale)
“Durante o período imediatamente anterior ao amanhecer, o evento foi observado por muitas pessoas inteligentes na cidade, cujas declarações coincidem mais perfeitamente, quanto ao número quase infinito de meteoros. Nas palavras da maioria dos observadores, eles caíram como flocos de neve." (Dr. Humphreys, presidente do St. John’s College em Annapolis) 
“Provavelmente o mais notável chuveiro meteórico até hoje visto foi o de Leônidas na noite que seguiu a 12 de novembro de 1833 (13 de novembro). Algumas estações meteorológicas estimam em mais de 200.000 meteoros por hora, durante cerca de cinco ou seis horas.” (Charles Augustus Young, astrônomo da Universidade de Princeton)
Mais algumas testemunhas são descritas por Ellen G. White em O Grande Conflito, p. 333-334:
“Nenhuma expressão, na verdade, pode chegar à altura do esplendor daquela exibição magnificente; ... pessoa alguma que não a testemunhou pode ter uma concepção adequada de sua glória. Dir-se-ia que todas as estrelas se houvessem reunido em um ponto próximo do zênite, e dali fossem simultaneamente arrojadas, com a velocidade do relâmpago, a todas as partes do horizonte; e, no entanto, não se exauriam, seguindo-se milhares celeremente no rastro de milhares, como se houvessem sido criadas para a ocasião.” (F. Reed, no Christian Advocate and Journal, de 13 de dezembro de 1833)

“Não era possível contemplar um quadro mais fiel de uma figueira lançando seus figos quando açoitada por um vento forte.” (The Old Countryman, no Advertiser, vespertino de Portland, de 26 de novembro de 1833)

“Nenhum filósofo ou sábio mencionou ou registrou, suponho-o eu, um acontecimento semelhante ao de ontem de manhã. Um profeta há mil e oitocentos anos predisse-o exatamente — se não nos furtarmos ao incômodo de compreender o chuveiro de estrelas como a queda das mesmas, ... no único sentido em que é possível ser isso literalmente verdade.” (Journal of Commerce, de Nova Iorque, de 14 de novembro de 1833)
O texto bíblico declara que a segunda vinda de Cristo seria precedida por um grande terremoto, bem como por sinais cósmicos no Sol, na Lua e nas estrelas (ver Jl 2:31; Mt 24:29; Mc 13:24-26; Lc 21:25; Ap 6:12, 13). Os adventistas creem que estes sinais se cumpriram respectivamente com o terremoto de Lisboa, no dia 1º de novembro de 1755; o escurecimento do Sol e a Lua em cor de sangue, em 19 de maio de 1780; e a queda das estrelas, na noite de 13 de novembro de 1833.

Portanto, a mensagem de Jesus para você é: “Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele [Jesus] está próximo, às portas” (Mateus 24:33). O dia da vinda do nosso senhor Jesus Cristo está muito próximo. Por isso, devemos estar atentos aos sinais e, também, preparados para o encontro com o nosso Deus. Permaneça firme ao lado do Senhor e você vai subir com Ele para o eterno lar.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

18 fatos científicos + 18 conselhos de Ellen White que irão motivá-lo a se exercitar

Se você está precisando de coragem para começar a se exercitar, saiba que existem inúmeras pesquisas que mostram os mais diversos benefícios da atividade física. Para motivá-lo, confira 18 vantagens das quais você pode passar a desfrutar assim que colocar sua roupa de ginástica. Logo abaixo de cada fato científico, veja os conselhos sábios de Ellen White escritos há mais de 100 anos:

1. Exercitar-se regularmente foi associado a menos sintomas de ansiedade e depressão. 

"As diversões excitam a mente, mas é certo seguir-se a depressão. O trabalho útil e o exercício físico terão sobre a mente uma influência sadia e fortalecerão os músculos, melhorarão a circulação, e demonstrar-se-ão poderoso agente na recuperação da saúde." (Conselhos sobre Saúde, p. 627) 

2. A atividade física pode ajudar a prevenir e gerir a diabetes tipo 2. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com o IBGE, a diabetes atinge 9 milhões de brasileiros. 

"O sangue não é tão capaz de expelir as impurezas como seria se a circulação ativa fosse produzida pelo exercício." (Conselhos sobre Saúde, p. 52) 

3. Exercício pode desempenhar um papel no aumento do colesterol “bom” e diminuir o “mau”. 

"O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde." (A Ciência do Bom Viver, p. 238) 

4. Estudos descobriram que o exercício reduz a inflamação das vias aéreas em pessoas com asma. 

"Aqueles cujos hábitos são sedentários devem, quando o tempo permitir, fazer exercício ao ar livre todos os dias, de verão e de inverno. Caminhar é preferível a andar de carro, pois movimenta mais músculos. Os pulmões são forçados a uma ação benéfica, uma vez que é impossível andar em passo rápido sem os dilatar." (A Ciência do Bom Viver, p. 240) 

5. O treinamento de força pode deixar seus ossos mais resistentes e tem sido associado a um menor risco de osteoporose. 

"O exercício rigoroso, severo, fortalece cérebro, ossos e músculos." (Carta 103, 1900) 

6. Pessoas que se exercitam vigorosamente têm níveis mais elevados de vitamina D, o que impulsiona o humor. Isso é provavelmente porque elas passam mais tempo no sol. 

"Exercício, e o livre e abundante uso do ar e luz solar — bênçãos que o Céu tem outorgado a todos nós livremente — dará vida e força ao enfermo macilento." (Conselhos sobre Saúde, p. 54) 

7. Embora exista uma crença popular de que o exercício pode aumentar o seu metabolismo, isso não é verdade. No entanto, de fato queima calorias.

"Hábitos estritamente temperantes, combinados com o exercício dos músculos assim como da mente, preservarão tanto o vigor mental como o físico." (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 389)

8. Se exercitar tem sido associado com um sistema cardiovascular mais eficaz e um menor risco de doença cardíaca. 

"Quando se faz exercício físico, a circulação é ativada. O coração recebe sangue mais rapidamente e o envia mais depressa aos pulmões. Os pulmões trabalham mais vigorosamente, abastecendo uma maior quantidade de sangue, o qual é impelido com mais força para todo o organismo. O exercício dá nova vida e vigor a cada órgão do corpo." (Refletindo a Cristo, p. 139) 

9. O exercício físico regular pode diminuir os níveis de estresse. 

"Umas poucas horas de trabalho físico diariamente, tenderiam a renovar o vigor físico e dar repouso e alívio à mente." (Testimonies, vol. 4, p. 264) 

10. Pesquisas concluíram que treinos curtos e intensos podem ajudar as pessoas a perder peso e gordura. 

"Não obstante tudo quanto se diz e escreve sobre sua importância, existem ainda muitos que negligenciam o exercício físico. Muitos se tornam corpulentos porque o organismo está carregado." (A Ciência do Bom Viver, p. 240) 

11. Seu corpo pode se tornar mais ágil através do exercício físico e do treinamento de força, o que poderia melhorar o seu equilíbrio e ajudar a prevenir quedas e outras lesões. 

"Aqueles que deixam de fazer uso de seus membros cada dia, perceberão um enfraquecimento ao procurarem exercitar-se. As veias e músculos não estarão em condições de desempenhar o seu trabalho e conservar todo o mecanismo vital em atividade sadia, cada órgão do corpo fazendo sua parte. Os membros serão fortalecidos pelo uso." (Conselhos sobre Saúde, p. 54) 

12. O exercício regular pode aumentar a imunidade, embora os cientistas não tenham certeza de como isso funciona. Pode ser através da limpeza de suas vias respiratórias de bactérias, ou fazendo o corpo produzir mais anticorpos que combatem doenças. 

"O ar puro, a alegre luz solar, as belas flores e árvores, os belos vinhedos e o exercício ao ar livre em meio desse ambiente, são transmissores de saúde – o elixir da vida." (Conselhos Sobre Saúde, p. 170) 

13. O exercício aeróbico tem sido associado a manutenção da memória, por isso é especialmente importante para adultos mais velhos. 

"Se continuar a inatividade física, haverá cada vez menos atividade do cérebro." (Carta 103, 1900) 

14. Ser fisicamente ativo está associado com uma vida mais longa. Pessoas que são ativas durante sete horas por semana são 40% menos propensas a morrer jovens do que as que se exercitam por 30 minutos ou menos. 

"Ao negligenciarmos fazer exercício físico, ao sobrecarregarmos a mente ou o corpo, desequilibramos o sistema nervoso. Aqueles que assim encurtam a existência, desatendendo as leis da Natureza, são culpados de roubo para com Deus." (Conselhos sobre saúde, p. 41) 

15. Ser ativo já foi associado também com um risco reduzido de alguns tipos de câncer. 

"A inatividade é prolífera causa de doenças. O exercício aviva e equilibra a circulação do sangue, mas na ociosidade o sangue não circula livremente, e não ocorrem as mudanças que nele se operam, e são tão necessárias à vida e à saúde." (A Ciência do Bom Viver, p. 238) 

16. O exercício pode levar a um risco reduzido de esgotamento no local de trabalho. 

"Muitos têm sofrido por causa de excesso de trabalho mental sem o refrigério do exercício físico. O resultado é a debilitação de suas faculdades." (Evangelismo, p. 661) 

17. A atividade física regular pode ajudar a aliviar os sintomas de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. 

"O tempo despendido em exercícios físicos não é perdido. Quando o cérebro está constantemente sobrecarregado enquanto os outros órgãos da estrutura viva ficam inativos, há uma perda de força, tanto física como mental. O sistema físico é lesado em seu tono saudável, a mente perde seu frescor e vigor, e o resultado é uma agitação mórbida." (Conselhos para a Igreja, p. 164) 

18. Manter-se ativo é ligado a um sono melhor. 

"O exercício ao ar livre estimula o apetite, tornando mais perfeita a digestão do alimento e induzindo um sono suave e sadio." (Testimonies, vol. 1, pág. 702) 

[Com informações de Hypescience, TechInsider, BrasilGov]

terça-feira, 1 de agosto de 2017

16 benefícios da relação sexual para a saúde

O sexo é bom, perfeitamente natural e prazeroso. É um presente de Deus às Suas criaturas, para ser desfrutado em sua plenitude. A expressão bíblica “tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2:24) significa que o ato sexual entre marido e mulher, além de ser um meio reprodutivo, tem uma função psicológica, isto é, deve preencher as necessidades emocionais e afetivas do casal, e como veremos abaixo, também pode ser muito benéfico para a saúde. Sem dúvida, Deus deseja que tenhamos uma sexualidade saudável, o que significa esperar nele para encontrarmos amor e companheirismo autêntico, formando o vínculo do matrimônio – ambiente propício para a expressão física do amor.

Confira esta lista do site Hypescience com 16 benefícios da relação sexual para a saúde:

16. Desestressa
Sexo ajuda a reduzir o estresse. Quando exercícios de respiração profunda não funcionarem mais, parta para o sexo. Durante o sexo, seu corpo produz dopamina, uma substância que combate os hormônios do estresse, e endorfinas, ambos “hormônios da felicidade”, além de oxitocina, chamado de “hormônio do amor”, um hormônio secretado pela glândula pituitária que aumenta o desejo. Em um estudo publicado na Public Library of Science, três pesquisadores de neurociência realizaram um teste em ratos machos e verificaram que os sexualmente ativos eram menos ansiosos do que os animais que não acasalavam.

15. É uma ótima forma de exercício
Fazer amor é uma forma de atividade física. Durante a relação sexual, as mudanças fisiológicas em seu corpo são as mesmas de um treino físico. Você já deve ter notado que sua respiração fica ofegante, o que significa que você se cansa. Por isso, você queima calorias. Se você faz sexo três vezes por semana durante 15 minutos, queima cerca de 7.500 calorias em um ano. Isso é o equivalente a correr 120 quilômetros! Respiração pesada aumenta a quantidade de oxigênio em suas células, e a testosterona produzida durante o sexo mantém seus ossos e músculos fortes.

14. Reduz pressão arterial alta
Tanto abraços quanto sexo podem melhorar sua pressão arterial. Sexo comprovadamente reduz a pressão sanguínea diastólica, conforme descobriram pesquisadores da Universidade de Paisley.

13. Melhora a imunidade
Lutando contra resfriados? Sexo é o remédio. Segundo estudos, ele pode aumentar a sua imunidade. Imunoglobulina A, um antígeno que combate a gripe, por exemplo, aumenta quando a frequência de sexo também aumenta.

12. Faz você parecer mais jovem
Fazer sexo três vezes por semana pode fazer você parecer 10 anos mais jovem. “É bom para as pessoas fazer sexo”, diz David Weeks, neuropsicólogo clínico no Hospital Royal Edinburgh, cujo estudo sobre os efeitos do sexo sobre o envelhecimento aparece em seu livro, “Secrets of the Superyoung” (em português, “Segredos dos Superjovens).

11. Deixa seu coração saudável
Sexo ajuda a queimar calorias, e também pode melhorar sua saúde cardíaca. Cientistas do Instituto de Pesquisa de New England examinaram o efeito do sexo sobre o coração. O estudo concluiu que os homens são 45% menos propensos a sofrer doenças cardiovasculares quando fazem sexo regularmente. O efeito sobre o coração de uma mulher não é conhecido.

10. Alivia a dor
O prazer é a medida para vencer a dor. Você experimenta enxaquecas e dores no corpo? Sexo pode ser a resposta. O Dr. George E. Erlich, um especialista em artrite da Filadélfia (EUA), realizou um estudo sobre a ligação entre artrite e sexo. Os pacientes da pesquisa que se envolveram em sexo relataram sentir menos dor.

9. Constrói confiança e intimidade
O ato de fazer sexo libera o hormônio oxitocina, o hormônio responsável pela sua felicidade e amor. Por conta disso, pesquisadores especulam que sexo pode aproximar os casais. É bem documentado que o hormônio oxitocina aumenta a confiança e os laços íntimos.

8. Diminui suas chances de câncer
Ejaculação regular reduz as chances dos homens de desenvolver câncer de próstata. Em um estudo, homens australianos que ejacularam 21 vezes por mês foram menos propensos a desenvolver o câncer. Outras pesquisas também indicam que a relação sexual reduz o risco de câncer de próstata.

7. Fortalece os músculos pélvicos
Sexo envolve o uso de vários músculos. Por isso, relações sexuais regulares podem ajudar a desenvolver músculos pélvicos mais fortes. Também ajuda a fortalecer quadris, costas, etc. Através do sexo regular, você ainda pode manter uma bexiga forte e boa função intestinal.

6. Protege a próstata
A maior parte do fluido da ejaculação é secretada pela próstata. Sem ejaculação, o fluido permanece na glândula, que tende a inchar, causando muitos problemas. Ejaculação normal “lava” esses fluidos e garante o bem estar da próstata até a velhice. Problemas também podem ocorrer quando os homens mudam de repente a frequência de ejaculações.

5. Induz o sono
Sexo funciona da mesma maneira como o exercício: você dorme melhor quando pratica. O aumento da frequência cardíaca leva ao aumento de relaxamento pós-coito. Sexo pode ser um remédio para insônia. Além disso, quando os homens ejaculam, se tornam letárgicos, e isso pode torná-los sonolentos.

4. Regula o ciclo menstrual
Aparentemente, o sexo pode melhorar o ciclo menstrual feminino. Sexo regula hormônios, que por sua vez regulam o ciclo menstrual. Sexo também reduz o estresse, que é uma das razões para as mulheres desregularem sua menstruação.

3. Previne a disfunção erétil
50% dos homens com mais de 40 anos sofrem de disfunção erétil – e todos os homens jovens temem esse momento. O melhor remédio contra a impotência é… Sexo. Ereções mantêm o sangue fluindo através das artérias do pênis, de modo que o tecido permanece saudável. Além disso, os médicos comparam uma ereção a um reflexo atlético: quanto mais você treina, melhor é sua performance.

2. Alonga a vida
Coração saudável, músculos mais fortes, aumento da circulação de oxigênio e aumento da felicidade são alguns dos fatores que contribuem para o aumento da expectativa de vidacomo resultado de sexo regular. Um estudo publicado no British Medical Journal revela que os homens que fazem sexo com frequência vivem duas vezes mais do que os que raramente entram em ação.

1. Deixa o sêmen saudável
Se o casal está tentando engravidar, fazer sexo com frequência ajuda não só aumentando as probabilidades, mas melhorando a qualidade e o volume de sêmen. O sexo regular substitui espermatozoides velhos dos testículos. Se eles se acumulam, pode haver danos ao DNA.