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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

BATISMO E REBATISMO

BATISMO
Na sua visão, o que é batismo? É um sacramento ou um símbolo? Ele tem significado psicológico ou teológico? Vejamos sete fatos que você precisa saber.

1. O batismo é um ritual de “iniciação” belo e sério. Por meio dele, você entra para um relacionamento pactual com Deus e para a comunidade de fé. Ao ser batizado, Deus diz para você o que falou para Jesus dentro do rio: “Você é Meu filho amado” (ver Mt 3:17). Além de um reconhecimento do pecado, o batismo é uma confissão de fé. Os primeiros cristãos levavam a sério o preparo para essa cerimônia sagrada. O padrão de conduta esperado do candidato era rigoroso.

2. O batismo representa uma transferência de domínio. Ao ser batizado, você assinala que pertence ao reino do Céu. Nos primeiros séculos, os cristãos associavam o batismo à renúncia ao reino do mal. Ser batizado é dizer sim a Deus, e não ao inimigo. Há uma antiga controvérsia a respeito da fórmula batismal original. Deveríamos batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo ou somente no nome de Jesus? A fórmula completa em Mateus 28:19 tem solidez textual. Portanto, o batismo envolve um elo com toda a Divindade.

3. O batismo é identificação com Cristo. Jesus foi batizado em nosso favor, enquanto nós somos batizados Nele e para Ele. Mais que um modelo, o batismo de Cristo dá origem e significado a todos os outros batismos. Por isso, há um só batismo (Ef 4:5). O batismo proclama que Jesus é o ­Salvador e o Senhor. O foco está na realidade representada pelo rito, e não no ato repetível de purificação cerimonial. É cristo que salva, não o ritual. O batismo sinaliza o que Deus fez, não o que você ou a igreja faz.

4. O batismo é o fim de uma vida e o início de outra. Simboliza morte e ressurreição. Trata-se de um rompimento com o passado que permite zerar os erros e reiniciar o “sistema”. No batismo, você aceita a morte vicária de Cristo, morre para o velho estilo de vida e renasce para uma nova vida (Rm 6:1-9). Ganha nova identidade e assume novo comportamento.

5. O batismo na água prefigura o batismo com “fogo”. João Batista explicou que um Batizador mais poderoso que ele batizaria com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3:11). Jesus enfatizou que é essencial nascer da água e do Espírito (Jo 3:5-8), um nascimento “de novo” e/ou “do alto”, já que a palavra usada (anothen) tem os dois significados. Portanto, a água é o início, não o fim.

6. O batismo provê uma nova vestimenta. Na cerimônia, você coloca um roupão para ser mergulhado na água e depois veste uma nova roupa. De igual modo, ao ser batizado, você simbolicamente recebe o traje da justiça de Cristo, pois todos os que foram batizados se revestiram de Cristo (Gl 3:27).

7. O batismo é o início de uma vida de serviço para Deus. Assim como o Jordão marcou a inauguração do ministério messiânico de Jesus, o batismo deve sinalizar o começo de uma vida dedicada à missão divina.

REBATISMO
A Bíblia diz que há um só batismo, isto é, apenas uma forma de batismo (por imersão), mas podemos compreender pelas Escrituras que há respaldo bíblico para o rebatismo quando alguém compreende mais profundamente as Escrituras Sagradas.

Conforme explica o bibliotecário e mantenedor do canal Bíblia Anotada, Vanderlei Ricken, “rebatismo é para casos em que a pessoa decide abandonar os caminhos de Deus e, depois de um ano ou mais, ela ‘cai na real’ e assim como o filho pródigo volta para a casa do Pai, recebendo uma ‘nova roupa’ e um ‘anel’ para atestar a filiação recuperada. Essa demonstração pública de compromisso e mudança de vida é feita por meio do rebatismo”.

O rebatismo é mencionado especificamente apenas em Atos 19:1-7, onde o apóstolo o sanciona para um grupo de crentes cujo batismo de arrependimento tinha sido feito previamente por João. Em adição ao arrependimento, o batismo cristão está associado a uma compreensão e a um comprometimento pessoal em relação ao evangelho e aos ensinamentos de Jesus e ao recebimento do Espírito Santo. Com esse discernimento ampliado e compromisso, o rebatismo é aceitável.

A ideia de rebatismo em Atos 19 é compartilhada por grandes teólogos não adventistas, como Marshall e Matthew Henry. Logo, os adventistas não são os inventores do rebatismo, muito menos rebatizam pessoas por qualquer motivo. O batismo é um dos ritos mais sagrados do cristianismo e é assim que tem que ser tratado.

Indivíduos Vindos de Outras Comunidades Cristãs
Com bases bíblicas, pessoas de outras comunidades cristãs que tenham abraçado as crenças adventistas do sétimo dia e que tenham sido previamente batizadas por imersão podem solicitar o rebatismo. Os exemplos abaixo, no entanto, sugerem que o rebatismo pode não ser obrigatório.

É evidente que o episódio de Atos 19 foi um caso especial, pois é relatado que Apolo tinha recebido o batismo de João (At 18:25), e não há registro de que tenha sido rebatizado. Aparentemente, mesmo alguns dos apóstolos receberam o batismo de João (Jo 1:35-40), mas não há informação de que tenham sido rebatizados.

Se um novo crente aceitou novas verdades importantes, Ellen G. White apoia o rebatismo à medida que o Espírito induz o novo crente a pedi-lo. Isso se enquadra no padrão de Atos 19. Uma pessoa que experimentou previamente o batismo por imersão avaliará sua nova experiência religiosa e decidirá se deseja o rebatismo. Não se deve insistir nesse ponto.

“Isto é um assunto em que cada indivíduo precisa conscienciosamente tomar sua atitude no temor de Deus. Deve ser cuidadosamente apresentado no espírito de benignidade e amor. Portanto, o dever de insistir não pertence a ninguém senão a Deus; dai-lhe oportunidade de atuar por meio de seu Espírito Santo na mente, de modo que o indivíduo seja perfeitamente convencido e satisfeito no que respeita a esse passo avançado” (Evangelismo, p. 373).

Apostasia e Rebatismo
A apostasia é “viver deliberadamente em pecado, depois de ter recebido o pleno conhecimento da verdade”, “calcar aos pés o Filho de Deus”, “profanar o sangue da aliança com o qual foi santificado”, e “ultrajar o Espírito da graça” (Hb 10:29).

Embora tivesse havido apostasia na igreja apostólica (Hb 6:4-6), as Escrituras não comentam a questão do rebatismo. Ellen G. White apoia o rebatismo de pessoas que se afastaram da igreja e que então se reconvertem e desejam se unir novamente ao povo de Deus.

“O Senhor requer decidida reforma. E quando uma pessoa está verdadeiramente reconvertida, seja ela rebatizada. Renove ela seu concerto com Deus, e Deus renovará seu concerto com ela” (Evangelismo, p. 375).

Rebatismo Impróprio
Com base nos ensinamentos bíblicos e na orientação de Ellen G. White, o rebatismo deverá ocorrer apenas em circunstâncias especiais e será relativamente raro. Administrar o batismo repetidamente ou com motivação emocional deprecia seu significado e representa incompreensão da solenidade e significado que as Escrituras atribuem a ele. Um membro cuja experiência espiritual se tornou fria necessita de um espírito de arrependimento que o conduzirá ao reavivamento e reforma. Essa experiência será acompanhada pela participação na cerimônia da comunhão para indicar uma purificação renovada e comunhão no corpo de Cristo, fazendo com que o rebatismo seja desnecessário.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

REBATISMO

A Bíblia diz que há um só batismo, isto é, apenas uma forma de batismo (por imersão), mas podemos compreender pelas Escrituras que há respaldo bíblico para o rebatismo quando alguém compreende mais profundamente as Escrituras Sagradas.

Conforme explica o bibliotecário e mantenedor do canal Bíblia Anotada, Vanderlei Ricken, “rebatismo é para casos em que a pessoa decide abandonar os caminhos de Deus e, depois de um ano ou mais, ela ‘cai na real’ e assim como o filho pródigo volta para a casa do Pai, recebendo uma ‘nova roupa’ e um ‘anel’ para atestar a filiação recuperada. Essa demonstração pública de compromisso e mudança de vida é feita por meio do rebatismo”.

O rebatismo é mencionado especificamente apenas em Atos 19:1-7, onde o apóstolo o sanciona para um grupo de crentes cujo batismo de arrependimento tinha sido feito previamente por João. Em adição ao arrependimento, o batismo cristão está associado a uma compreensão e a um comprometimento pessoal em relação ao evangelho e aos ensinamentos de Jesus e ao recebimento do Espírito Santo. Com esse discernimento ampliado e compromisso, o rebatismo é aceitável. 

A ideia de rebatismo em Atos 19 é compartilhada por grandes teólogos não adventistas, como Marshall e Matthew Henry. Logo, os adventistas não são os inventores do rebatismo, muito menos rebatizam pessoas por qualquer motivo. O batismo é um dos ritos mais sagrados do cristianismo e é assim que tem que ser tratado.

Indivíduos Vindos de Outras Comunidades Cristãs
Com bases bíblicas, pessoas de outras comunidades cristãs que tenham abraçado as crenças adventistas do sétimo dia e que tenham sido previamente batizadas por imersão podem solicitar o rebatismo. Os exemplos abaixo, no entanto, sugerem que o rebatismo pode não ser obrigatório. 

É evidente que o episódio de Atos 19 foi um caso especial, pois é relatado que Apolo tinha recebido o batismo de João (At 18:25), e não há registro de que tenha sido rebatizado. Aparentemente, mesmo alguns dos apóstolos receberam o batismo de João (Jo 1:35-40), mas não há informação de que tenham sido rebatizados. 

Se um novo crente aceitou novas verdades importantes, Ellen G. White apoia o rebatismo à medida que o Espírito induz o novo crente a pedi-lo. Isso se enquadra no padrão de Atos 19. Uma pessoa que experimentou previamente o batismo por imersão avaliará sua nova experiência religiosa e decidirá se deseja o rebatismo. Não se deve insistir nesse ponto. 

“Isto é um assunto em que cada indivíduo precisa conscienciosamente tomar sua atitude no temor de Deus. Deve ser cuidadosamente apresentado no espírito de benignidade e amor. Portanto, o dever de insistir não pertence a ninguém senão a Deus; dai-lhe oportunidade de atuar por meio de seu Espírito Santo na mente, de modo que o indivíduo seja perfeitamente convencido e satisfeito no que respeita a esse passo avançado” (Evangelismo, p. 373).

Apostasia e Rebatismo
A apostasia é “viver deliberadamente em pecado, depois de ter recebido o pleno conhecimento da verdade”, “calcar aos pés o Filho de Deus”, “profanar o sangue da aliança com o qual foi santificado”, e “ultrajar o Espírito da graça” (Hb 10:29).

Embora tivesse havido apostasia na igreja apostólica (Hb 6:4-6), as Escrituras não comentam a questão do rebatismo. Ellen G. White apoia o rebatismo de pessoas que se afastaram da igreja e que então se reconvertem e desejam se unir novamente ao povo de Deus. 

“O Senhor requer decidida reforma. E quando uma pessoa está verdadeiramente reconvertida, seja ela rebatizada. Renove ela seu concerto com Deus, e Deus renovará seu concerto com ela” (Evangelismo, p. 375).

Rebatismo Impróprio
Com base nos ensinamentos bíblicos e na orientação de Ellen G. White, o rebatismo deverá ocorrer apenas em circunstâncias especiais e será relativamente raro. Administrar o batismo repetidamente ou com motivação emocional deprecia seu significado e representa incompreensão da solenidade e significado que as Escrituras atribuem a ele. Um membro cuja experiência espiritual se tornou fria necessita de um espírito de arrependimento que o conduzirá ao reavivamento e reforma. Essa experiência será acompanhada pela participação na cerimônia da comunhão para indicar uma purificação renovada e comunhão no corpo de Cristo, fazendo com que o rebatismo seja desnecessário.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Batismo de crianças - Qual o momento certo?

Talvez esse não seja um tema fácil de se falar. É possível que as opiniões sejam diversas, contudo, é necessário pensar a respeito deste assunto, e por isso queremos abordá-lo aqui.

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia não são realizados batismos de crianças recém-nascidas, mas tem se tornado cada vez mais comum o costume de batizar crianças. Há alguns anos, as crianças na faixa etária de desbravadores eram batizadas, hoje, até os aventureiros têm sido batizados em nossas Igrejas. Isso, particularmente, me preocupa bastante!

As crianças ao longo de seu desenvolvimento vão adquirindo capacidades e conhecimentos que são fundamentais para a aquisição de novas capacidades e conhecimentos. Quando uma criança chega a escola, antes de aprender a fazer cálculos de equações de segundo grau ela precisa aprender a segurar o lápis, a ler e escrever, a somar números simples, só então terá capacidade de fazer algo mais complexo. Da mesma forma, é preciso atingir certo grau de maturidade para se tomar determinadas decisões, e por isso durante um bom tempo os pais tomam boa parte das decisões por seus filhos. Decidir pertencer à Igreja de Deus, e fazer um voto público de aceitação às doutrinas de Sua Igreja é algo bastante sério!! Deve ser feito com bastante entendimento e consciência! Será que as crianças tem capacidade de tomar essa decisão?

O que é preciso para batizar? Minimamente, a pessoa que decide pelo batismo deve entender o que é pecado, o que é salvação e o que é batismo. Entender é diferente de reproduzir algo que lhe foi ensinado. Quando fazemos algumas provas em nossa vida acadêmica, decoramos diversas coisas, mas isso não significa que de fato entendemos. Na verdade, muitas vezes não há entendimento, mas mera reprodução de algo que foi ensinado.

Muitas crianças aprendem a dar belas explicações sobre coisas espirituais, mas não compreendem essas coisas que explicam. Com duas ou três perguntas é possível verificar que não há entendimento, ou até mesmo que não há maturidade ainda para este entendimento existir!

Às vezes, o que os pequenos querem é poder comer o pão da santa ceia, ou beber do suco de uva. Outras vezes, querem apenas passar pelas águas batismais porque veem outras crianças fazendo isso. Crianças são assim! Querem fazer o que veem os outros fazendo, e os adultos têm que estar atentos a isso. Ao convidar os homens a aceitar o batismo, Pedro disse: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados” (Atos 2:38). Uma criança que não entende de fato o que é pecado, como poderá se arrepender?

Ellen White diz que o batismo “simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus” (Evangelismo, p. 309). Que nova vida as crianças iniciam quando saem do tanque batismal? Veja quão séria é a orientação da serva do Senhor:

“Os pais cujos filhos desejam batizar-se têm uma obra a fazer, já examinando-se a si próprios, já instruindo conscienciosamente os filhos. O batismo é um rito muito importante e sagrado, e importa compreender bem o seu sentido. Simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus. Não deve haver nenhuma precipitação na administração desse rito. Pais e filhos devem avaliar os compromissos que por ele assumem. Consentindo no batismo dos filhos, os pais contraem em relação a eles a responsabilidade sagrada de mordomos, para guiá-los na formação do caráter. Comprometem-se a guardar com especial interesse esses cordeiros do rebanho, para que não desonrem a fé que professam.

A instrução religiosa deve ser ministrada aos filhos desde a mais tenra infância; não num espírito de condenação, mas alegre e bondoso. As mães devem vigiar constantemente, para que a tentação não sobrevenha aos filhos de modo a não ser por eles reconhecida. Os pais devem proteger os filhos por meio de instruções sábias e valiosas. Como os melhores amigos desses seres inexperientes, devem ajudá-los a vencer a tentação, porque ser vitoriosos é quase sempre a sua sincera ambição. Devem considerar que os filhinhos, que procuram proceder bem, são os membros mais novos da família do Senhor, sendo o seu dever ajudá-los com profundo interesse a dar passos firmes na vereda da obediência. Com carinhoso zelo, devem ensinar-lhes dia a dia o que significa ser filhos de Deus e induzi-los a render-se em obediência a Ele. Ensinai-lhes que obediência a Deus implica obediência aos pais. Esse deve ser o vosso empenho de cada dia e de cada hora. Pais, vigiai; vigiai e orai, e fazei dos filhos os vossos companheiros.

E quando enfim raiar a época mais feliz de sua existência, e, amando de coração a Jesus, desejarem ser batizados, procedei com reflexão. Antes de os fazer batizar, perguntai-lhes se o principal propósito de sua vida é servir a Deus. Ensinai-lhes então como devem começar; muito depende dessa primeira lição. Mostrai-lhes com simplicidade como prestar o primeiro serviço a Deus. Tornai essa lição tão compreensível quanto possível. Explicai-lhes o que significa entregar-se a si mesmos ao Senhor e, ajudados pelos conselhos dos pais, proceder como manda Sua Palavra.

Depois de terdes feito tudo quanto vos foi possível, e eles revelarem ter compreendido o que significam a conversão e o batismo, e estarem verdadeiramente convertidos, deixai que se batizem. Mas, repito, disponde-vos de antemão a agir como pastores fiéis em guiar-lhes os inexperientes pés no caminho estreito da obediência. Deus tem de operar nos pais para que possam dar aos filhos bom exemplo em relação ao amor, à cortesia, humildade cristã e inteira devoção a Cristo. Se, porém, consentirdes em que os filhos sejam batizados e depois lhes permitirdes proceder como lhes apraz, não sentindo nenhuma obrigação de guiá-los pelo caminho estreito, sereis vós mesmos responsáveis pelo fracasso de sua fé, ânimo e interesse pela verdade.” (Evangelismo, pp. 309-311)

Há uma grande responsabilidade que recai sobre os ombros dos pais desde que um filho nasce. Contudo, fazer um compromisso com Deus através do batismo é uma responsabilidade ainda maior.

Para que a criança tenha suporte no lar para a decisão que está tomando, de renunciar ao pecado e viver unicamente para Cristo, é preciso que seus pais vivam essa realidade de renuncia ao eu e ao pecado. Infelizmente, poucos adultos têm feito essa renúncia. Como seus filhos podem tomar decisões conscientes ao lado de Cristo?

Por duas vezes já vi crianças tomarem a decisão de adotar o regime vegetariano e não seguir adiante por falta de apoio dos pais (que eram líderes da Igreja). Sob a desculpa dos pais de que “eu não consigo parar de comer carne” uma decisão importante tomada por estas crianças foi afetada e estas crianças aprenderam que é difícil aderir ao regime que Deus nos orienta a seguir. Este é apenas um exemplo. Há muitas outras lutas da vida espiritual que os adultos ensinam às crianças que são difíceis, quando deveriam ensinar que Cristo nos dá poder para vencer.

Pais que se recusam a abrir mão do eu e dos desejos carnais, não estão aptos a se responsabilizarem por crianças que tomam a séria e sagrada decisão do batismo. Nas palavras de serva do Senhor: “Se, porém, consentirdes em que os filhos sejam batizados e depois lhes permitirdes proceder como lhes apraz, não sentindo nenhuma obrigação de guiá-los pelo caminho estreito, sereis vós mesmos responsáveis pelo fracasso de sua fé, ânimo e interesse pela verdade.”

Reflita sobre isso!!!

Texto de Karyne M. Lira Correia

Nota: Leia também a opinião do pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para a América do Sul, sobre esse assunto:

Possivelmente você conheça crianças pequenas que pedem insistentemente o batismo. E qual deve ser a reação dos pais, líderes e pastores? Alguns acham muito cedo para uma decisão tão solene. Dizem que é algo superficial, que vai durar pouco tempo e acabará em apostasia. Mencionam que a igreja diminui a importância do batismo ao realizá-lo tão cedo. Mas há outro grupo que apoia e incentiva essa decisão tão logo as crianças tenham condições mínimas para isso.

Antes de chegar a uma conclusão sobre o momento certo, precisamos ter em mente que o batismo é o início e não o fim de um processo. A decisão de um juvenil deve ser vista dentro desse contexto, pois ele está apenas começando a entender as questões mais complexas da vida. A realidade dos adultos é bem diferente. Segundo Ellen White, “o batismo não torna cristãs as crianças, tampouco as converte; é apenas um sinal exterior que demonstra sentirem dever ser filhos de Deus, reconhecendo que creem em Jesus Cristo como seu Salvador e que daí por diante viverão para Ele” (Orientação da Criança, p. 499).

Apenas o desejo de uma criança não é suficiente para que ela seja batizada. É preciso que compreenda a importância dessa decisão e conheça as verdades bíblicas básicas. Porém, se ela começar a alimentar esse desejo desde cedo, não deve ser proibida, e sim motivada a continuar estudando, com atividades criativas que a preparem para o momento certo. Por outro lado, precisamos ser habilidosos ao tratar do assunto, sem criar imposições, dificuldades, metas de “santidade” ou perfeição, e muito menos ameaçar usar o batismo como forma de disciplina. Tudo isso provoca rejeição em lugar de motivação. No futuro, quando os pais ou líderes acharem que chegou a hora, o adolescente ou jovem poderá não mais ter interesse.

Voltando à questão do momento certo, Ellen White nos ajuda a encontrar a solução. Ela ensina que “crianças de oito, dez ou doze anos já têm idade suficiente para ser dirigidas ao tema da religião individual”. E continua advertindo os pais: “Não ensinem seus filhos com referência a um tempo futuro em que eles terão idade bastante para se arrependerem e crer na verdade. Caso sejam devidamente instruídas, crianças bem tenras podem ter ideias corretas quanto ao seu estado de pecadores, e ao caminho da salvação por meio de Cristo” (Orientação da Criança, p. 491).

Esse tema entusiasmava tanto Ellen White que, em reuniões para crianças, ela usou sua influência para levá-las ao batismo. Certa ocasião, “dez meninas reuniram-se às águas para receber a ordenança do batismo”, e uma menina hesitante recebeu o incentivo do casal White. “No dia seguinte, cinco meninos expressaram seu desejo de ser batizados. Era uma cena interessante ver aqueles meninos, todos de cerca da mesma idade e tamanho, lado a lado professando sua fé em Cristo”, diz a mensageira (Perguntas que Eu Faria à Irmã White, p. 24, 25).

Em setembro, com a chegada do Batismo da Primavera, precisamos ver mais cenas como essas, com líderes, pais, pastores e igrejas motivando seus juvenis ao batismo. Afinal, a “criança que crê em Cristo é tão preciosa à sua vista como são os anjos ao redor do seu trono. Elas devem ser levadas a Cristo e educadas por Ele” (O Lar Adventista, p. 279). No momento certo, o batismo deve ser incentivado, não censurado. (
Revista Adventista)

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Batismo de crianças - Qual o momento certo?

Talvez esse não seja um tema fácil de se falar. É possível que as opiniões sejam diversas, contudo, é necessário pensar a respeito deste assunto, e por isso queremos abordá-lo aqui.

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia não são realizados batismos de crianças recém-nascidas, mas tem se tornado cada vez mais comum o costume de batizar crianças. Há alguns anos, as crianças na faixa etária de desbravadores eram batizadas, hoje, até os aventureiros têm sido batizados em nossas Igrejas. Isso, particularmente, me preocupa bastante!

As crianças ao longo de seu desenvolvimento vão adquirindo capacidades e conhecimentos que são fundamentais para a aquisição de novas capacidades e conhecimentos. Quando uma criança chega a escola, antes de aprender a fazer cálculos de equações de segundo grau ela precisa aprender a segurar o lápis, a ler e escrever, a somar números simples, só então terá capacidade de fazer algo mais complexo. Da mesma forma, é preciso atingir certo grau de maturidade para se tomar determinadas decisões, e por isso durante um bom tempo os pais tomam boa parte das decisões por seus filhos. Decidir pertencer à Igreja de Deus, e fazer um voto público de aceitação às doutrinas de Sua Igreja é algo bastante sério!! Deve ser feito com bastante entendimento e consciência! Será que as crianças tem capacidade de tomar essa decisão?

O que é preciso para batizar? Minimamente, a pessoa que decide pelo batismo deve entender o que é pecado, o que é salvação e o que é batismo. Entender é diferente de reproduzir algo que lhe foi ensinado. Quando fazemos algumas provas em nossa vida acadêmica decoramos diversas coisas, mas isso não significa que de fato entendemos. Na verdade, muitas vezes não há entendimento, mas mera reprodução de algo que foi ensinado.

Muitas crianças aprendem a dar belas explicações sobre coisas espirituais, mas não compreendem essas coisas que explicam. Com duas ou três perguntas é possível verificar que não há entendimento, ou até mesmo que não há maturidade ainda para este entendimento existir!

Às vezes, o que os pequenos querem é poder comer o pão da santa ceia, ou beber do suco de uva. Outras vezes, querem apenas passar pelas águas batismais porque veem outras crianças fazendo isso. Crianças são assim! Querem fazer o que veem os outros fazendo, e os adultos têm que estar atentos a isso. Ao convidar os homens a aceitar o batismo, Pedro disse: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados” (Atos 2:38). Uma criança que não entende de fato o que é pecado, como poderá se arrepender?

Ellen White diz que o batismo “simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus” (Evangelismo, p. 309). Que nova vida as crianças iniciam quando saem do tanque batismal? Veja quão séria é a orientação da serva do Senhor:

“Os pais cujos filhos desejam batizar-se têm uma obra a fazer, já examinando-se a si próprios, já instruindo conscienciosamente os filhos. O batismo é um rito muito importante e sagrado, e importa compreender bem o seu sentido. Simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus. Não deve haver nenhuma precipitação na administração desse rito. Pais e filhos devem avaliar os compromissos que por ele assumem. Consentindo no batismo dos filhos, os pais contraem em relação a eles a responsabilidade sagrada de mordomos, para guiá-los na formação do caráter. Comprometem-se a guardar com especial interesse esses cordeiros do rebanho, para que não desonrem a fé que professam. 

A instrução religiosa deve ser ministrada aos filhos desde a mais tenra infância; não num espírito de condenação, mas alegre e bondoso. As mães devem vigiar constantemente, para que a tentação não sobrevenha aos filhos de modo a não ser por eles reconhecida. Os pais devem proteger os filhos por meio de instruções sábias e valiosas. Como os melhores amigos desses seres inexperientes, devem ajudá-los a vencer a tentação, porque ser vitoriosos é quase sempre a sua sincera ambição. Devem considerar que os filhinhos, que procuram proceder bem, são os membros mais novos da família do Senhor, sendo o seu dever ajudá-los com profundo interesse a dar passos firmes na vereda da obediência. Com carinhoso zelo, devem ensinar-lhes dia a dia o que significa ser filhos de Deus e induzi-los a render-se em obediência a Ele. Ensinai-lhes que obediência a Deus implica obediência aos pais. Esse deve ser o vosso empenho de cada dia e de cada hora. Pais, vigiai; vigiai e orai, e fazei dos filhos os vossos companheiros. 

E quando enfim raiar a época mais feliz de sua existência, e, amando de coração a Jesus, desejarem ser batizados, procedei com reflexão. Antes de os fazer batizar, perguntai-lhes se o principal propósito de sua vida é servir a Deus. Ensinai-lhes então como devem começar; muito depende dessa primeira lição. Mostrai-lhes com simplicidade como prestar o primeiro serviço a Deus. Tornai essa lição tão compreensível quanto possível. Explicai-lhes o que significa entregar-se a si mesmos ao Senhor e, ajudados pelos conselhos dos pais, proceder como manda Sua Palavra. 

Depois de terdes feito tudo quanto vos foi possível, e eles revelarem ter compreendido o que significam a conversão e o batismo, e estarem verdadeiramente convertidos, deixai que se batizem. Mas, repito, disponde-vos de antemão a agir como pastores fiéis em guiar-lhes os inexperientes pés no caminho estreito da obediência. Deus tem de operar nos pais para que possam dar aos filhos bom exemplo em relação ao amor, à cortesia, humildade cristã e inteira devoção a Cristo. Se, porém, consentirdes em que os filhos sejam batizados e depois lhes permitirdes proceder como lhes apraz, não sentindo nenhuma obrigação de guiá-los pelo caminho estreito, sereis vós mesmos responsáveis pelo fracasso de sua fé, ânimo e interesse pela verdade.” (Evangelismo, pp. 309-311)

Há uma grande responsabilidade que recai sobre os ombros dos pais desde que um filho nasce. Contudo, fazer um compromisso com Deus através do batismo é uma responsabilidade ainda maior.

Para que a criança tenha suporte no lar para a decisão que está tomando de renunciar ao pecado e viver unicamente para Cristo, é preciso que seus pais vivam essa realidade de renuncia ao eu e ao pecado. Infelizmente, poucos adultos têm feito essa renúncia. Como seus filhos podem tomar decisões conscientes ao lado de Cristo?

Por duas vezes já vi crianças tomarem a decisão de adotar o regime vegetariano e não seguir adiante por falta de apoio dos pais (que eram líderes da Igreja). Sob a desculpa dos pais de que “eu não consigo parar de comer carne” uma decisão importante tomada por estas crianças foi afetada e estas crianças aprenderam que é difícil aderir ao regime que Deus nos orienta a seguir. Este é apenas um exemplo. Há muitas outras lutas da vida espiritual que os adultos ensinam às crianças que são difíceis, quando deveriam ensinar que Cristo nos dá poder para vencer.

Pais que se recusam a abrir mão do eu e dos desejos carnais não estão aptos a se responsabilizarem por crianças que tomam a séria e sagrada decisão do batismo. Nas palavras de serva do Senhor: “Se, porém, consentirdes em que os filhos sejam batizados e depois lhes permitirdes proceder como lhes apraz, não sentindo nenhuma obrigação de guiá-los pelo caminho estreito, sereis vós mesmos responsáveis pelo fracasso de sua fé, ânimo e interesse pela verdade.”

Reflita sobre isso!!!

Texto de Karyne M. Lira Correia

Leia também este artigo do pastor Erton Köhler na Revista Adventista sobre esse assunto

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Os adventistas e a prática do rebatismo

Um vídeo humorístico de um canal no YouTube trata do assunto do rebatismo na ótica dos adventistas do sétimo dia. Não se trata de conteúdo ofensivo, e como o próprio autor diz no fim do vídeo, a ideia é criticar as pessoas que não levam a sério a vida cristã e banalizam o rito do batismo. Mas será que existe base bíblica para batizar uma pessoa mais de uma vez?

Como qualquer caricatura, o vídeo tenta destacar um ponto em detrimento da realidade. Na verdade, os adventistas não ensinam que por causa de qualquer pecado a pessoa deva ser rebatizada. Por exemplo, em 1 João 2:1 é dito que não devemos pecar, mas se pecarmos temos um Advogado. Em 1 João 1:9 está escrito que, se confessarmos os nossos pecados, Jesus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar. O texto bíblico não diz que a cada pecado que cometemos devemos passar novamente pelo batismo; diz, sim, que devemos confessar novamente. A cerimônia do lava-pés estabelecida por Cristo tem esse papel renovador.

Conforme explica o bibliotecário e mantenedor do canal Bíblia Anotada, Vanderlei Ricken, “rebatismo é para casos em que a pessoa decide abandonar os caminhos de Deus e, depois de um ano ou mais, ela ‘cai na real’ e assim como o filho pródigo volta para a casa do Pai, recebendo uma ‘nova roupa’ e um ‘anel’ para atestar a filiação recuperada. Essa demonstração pública de compromisso e mudança de vida é feita por meio do rebatismo”.

Quando a Bíblia fala em “um só batismo” não se refere à quantidade de batismos, mas à forma correta de se batizar. De fato, existem muitos tipos de batismo, porém, apenas um é o correto, o que testifica da entrada no reino de Deus, demonstrando que houve morte para o pecado, sepultamento nas águas e ressurreição para uma nova vida. Daí a necessidade de o batismo ser por imersão, como foi o de Jesus, nosso modelo.

O texto que menciona o “um só batismo” é Efésios 4:5. A primeira coisa a ser analisada é quem é o remetente da carta endereçada aos efésios. Como ocorre normalmente, as cartas do Novo Testamento têm um intróito que contém a apresentação do emissor da carta. Lemos no primeiro verso do livro de Efésios: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus.” A carta é de autoria do apóstolo Paulo e levar em conta esse pano de fundo ajuda bastante na compreensão do assunto.

O apóstolo Paulo, ao mencionar “um Senhor, uma só fé, um só batismo”, está enfatizando o aspecto numérico e a quantidade, ou destacando a relevância de cada um? Segundo o pastor e líder de jovens Eleazar Domini, a resposta a essa pergunta está na própria perícope da passagem. No verso seguinte lemos: “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.” “É óbvio que esse verso não está ensinando que apenas o Pai é Deus, pois estaria em contradição com João 1:1, 14 e diversos outros textos do Antigo e do Novo Testamentos. Em 2 Coríntios 4:4 é dito que o diabo é o deus deste mundo. Tiago apresenta a fé que é morta, aquela que não é acompanhada de obras. Ora, se o texto de Efésios quisesse dar uma ênfase numérica, encontraríamos diversas dificuldades em outras passagens”, compara o pastor Eleazar.

Fica claro que o objetivo de Paulo não era descrever a quantidade de deuses, de credos nem de batismos. O objetivo dele era mostrar que há um Deus verdadeiro, uma fé verdadeira e um batismo verdadeiro.

Quando voltamos a atenção para Atos 19:1-5, encontramos uma experiência muito interessante: “E sucedeu que, enquanto Apolo estava em Corinto, Paulo, tendo passado por todas as regiões superiores, chegou a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. E disse-lhes: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Porém, Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele haveria de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus.”

Dois detalhes importantes nesse texto: (1) o protagonista é Paulo e (2) o grupo visitado é de Éfeso (o mesmo grupo a quem Paulo dirigira sua carta).

O que temos aqui é um grupo de pessoas que ao serem visitadas por Paulo foram questionadas a respeito do Espírito Santo. A resposta deixou o apóstolo intrigado: “Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo.” Se a grande comissão de Cristo ensina que as pessoas devem ser batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como aqueles novos discípulos não conheciam o Espírito Santo? A resposta deles provocou a réplica de Paulo: “Em que sois batizados então?” “No batismo de João”, eles responderam. Ao que tudo indica, o desconhecimento desse grupo não era sobre a existência do Espírito Santo em si, mas da atuação efetiva dEle a partir do retorno de Cristo ao Céu.

O Comentário Bíblico de Bruce traz a seguinte explicação: “A pergunta de Paulo ‘Vocês receberam o Espírito Santo quando creram?’ mostra que ele esperava que os discípulos recebessem o Espírito Santo assim que cressem. A resposta (v. 2) não indica que os discípulos não sabiam nada a respeito do Espírito Santo (claramente apresentado no AT e no ensino de João Batista), mas que não tinham ouvido da vinda do Espírito Santo por meio do Messias como prometido por João.”

Para o pastor Eleazar é importante salientar que não havia problema algum com o batismo de João, afinal, foi ele quem batizou o próprio Cristo. O problema estava com os que foram batizados, mas não tiveram pleno conhecimento da verdade, das doutrinas. Paulo então valorizou o batismo deles, mas explicou novas verdades desconhecidas até então, e em seguida eles foram batizados novamente.

Algumas pessoas dizem que aqueles efésios foram batizados com o Espírito Santo. Entretanto, não há evidência alguma no texto que aponte para isso. O texto trata do batismo nas águas. Fala-se do batismo de João, que foi nas águas, e depois é dito que eles foram novamente batizados. Não diz que foram batizados “no Espírito”, ou coisa parecida. O conhecido comentarista Champlin escreveu: “Outros estudiosos pensam que está em foco aqui o batismo do Espirito Santo, e não o batismo em água; mas essa ideia está igualmente errada, e de forma alguma está subentendida no texto sagrado.”

O verso seguinte esclarece ainda mais o assunto: “E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam diversas línguas, e profetizavam.” “Se o batismo mencionado no verso 5 não fosse o das águas, que necessidade haveria de mencionar no verso seguinte que Paulo impôs sobre eles as mãos para que recebessem o Espírito Santo?”, pergunta o pastor Eleazar.

A narrativa está em ordem cronológica:

1. Paulo encontra os efésios e questiona o conhecimento deles acerca do Espírito Santo.
2. Eles declaram não ter conhecimento do assunto.
3. Paulo pergunta em que foram batizados e a resposta é: no batismo de João.
4. Paulo explica o assunto para eles e, ao final, eles são batizados.
5. Paulo impõe-lhes as mãos para que recebam o Espírito Santo.

Não haveria necessidade alguma de mencionar que eles foram batizados no batismo do Espírito, como pretendem alguns, e depois Paulo impor as mãos sobre eles para que recebessem o Espírito Santo.

A ideia de rebatismo em Atos 19 é compartilhada por grandes teólogos não adventistas, como Marshall e Matthew Henry.

Logo, diferentemente do que o vídeo humorístico dá a entender, os adventistas não são os inventores do rebatismo, muito menos rebatizam pessoas por qualquer motivo. O batismo é um dos ritos mais sagrados do cristianismo e é assim que tem que ser tratado. [via Outra Leitura]

Veja o que diz também o Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pp. 51-52 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

O rebatismo é bíblico? Quando ele deve ser aplicado?

A Bíblia diz que há um só batismo, isto é, apenas uma forma de batismo (por imersão), mas podemos compreender pelas Escrituras que há respaldo bíblico para o rebatismo quando alguém compreende mais profundamente as Escrituras Sagradas.

O rebatismo é mencionado especificamente apenas em Atos 19:1-7, onde o apóstolo o sanciona para um grupo de crentes cujo batismo de arrependimento tinha sido feito previamente por João. Em adição ao arrependimento, o batismo cristão está associado a uma compreensão e a um comprometimento pessoal em relação ao evangelho e aos ensinamentos de Jesus e ao recebimento do Espírito Santo. Com esse discernimento ampliado e compromisso, o rebatismo é aceitável. 

Indivíduos Vindos de Outras Comunidades Cristãs
Com bases bíblicas, pessoas de outras comunidades cristãs que tenham abraçado as crenças adventistas do sétimo dia e que tenham sido previamente batizadas por imersão podem solicitar o rebatismo. Os exemplos abaixo, no entanto, sugerem que o rebatismo pode não ser obrigatório. 

É evidente que o episódio de Atos 19 foi um caso especial, pois é relatado que Apolo tinha recebido o batismo de João (At 18:25), e não há registro de que tenha sido rebatizado. Aparentemente, mesmo alguns dos apóstolos receberam o batismo de João (Jo 1:35-40), mas não há informação de que tenham sido rebatizados. 

Se um novo crente aceitou novas verdades importantes, Ellen G. White apoia o rebatismo à medida que o Espírito induz o novo crente a pedi-lo. Isso se enquadra no padrão de Atos 19. Uma pessoa que experimentou previamente o batismo por imersão avaliará sua nova experiência religiosa e decidirá se deseja o rebatismo. Não se deve insistir nesse ponto. 
“Isto é um assunto em que cada indivíduo precisa conscienciosamente tomar sua atitude no temor de Deus. Deve ser cuidadosamente apresentado no espírito de benignidade e amor. Portanto, o dever de insistir não pertence a ninguém senão a Deus; dai-lhe oportunidade de atuar por meio de seu Espírito Santo na mente, de modo que o indivíduo seja perfeitamente convencido e satisfeito no que respeita a esse passo avançado.” (Evangelismo, p. 373)
Apostasia e Rebatismo
Embora tivesse havido apostasia na igreja apostólica (Hb 6:4-6), as Escrituras não comentam a questão do rebatismo. Ellen G. White apoia o rebatismo de pessoas que se afastaram da igreja e que então se reconvertem e desejam se unir novamente ao povo de Deus. 
“O Senhor requer decidida reforma. E quando uma pessoa está verdadeiramente reconvertida, seja ela rebatizada. Renove ela seu concerto com Deus, e Deus renovará seu concerto com ela.” (ibid., p. 375)
Rebatismo Impróprio
Com base nos ensinamentos bíblicos e na orientação de Ellen G. White, o rebatismo deverá ocorrer apenas em circunstâncias especiais e será relativamente raro. Administrar o batismo repetidamente ou com motivação emocional deprecia seu significado e representa incompreensão da solenidade e significado que as Escrituras atribuem a ele. Um membro cuja experiência espiritual se tornou fria necessita de um espírito de arrependimento que o conduzirá ao reavivamento e reforma. Essa experiência será acompanhada pela participação na cerimônia da comunhão para indicar uma purificação renovada e comunhão no corpo de Cristo, fazendo com que o rebatismo seja desnecessário.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Maior cerimônia batismal da história do adventismo na Mongólia


Ao fim de uma programação evangelística realizada entre os dias 4 e 10 de setembro em Ulan Bator, capital da Mongólia, 198 pessoas foram batizadas nas águas do rio Tuul River. Segundo líderes da igreja no país asiático, essa foi a maior cerimônia batismal realizada num único dia ao longo dos 26 anos de presença adventista no território mongol. (Com informações de Revista Adventista)

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Batismo de crianças na Igreja Adventista - Qual o momento certo?


Talvez esse não seja um tema fácil de se falar. É possível que as opiniões sejam diversas, contudo, é necessário pensar a respeito deste assunto, e por isso queremos abordá-lo aqui.

Na Igreja Adventista do Sétimo Dia não são realizados batismos de crianças recém-nascidas, mas tem se tornado cada vez mais comum o costume de batizar crianças. Há alguns anos, as crianças na faixa etária de desbravadores eram batizadas, hoje, até os aventureiros têm sido batizados em nossas Igrejas. Isso, particularmente, me preocupa bastante!

As crianças ao longo de seu desenvolvimento vão adquirindo capacidades e conhecimentos que são fundamentais para a aquisição de novas capacidades e conhecimentos. Quando uma criança chega a escola, antes de aprender a fazer cálculos de equações de segundo grau ela precisa aprender a segurar o lápis, a ler e escrever, a somar números simples, só então terá capacidade de fazer algo mais complexo. Da mesma forma, é preciso atingir certo grau de maturidade para se tomar determinadas decisões, e por isso durante um bom tempo os pais tomam boa parte das decisões por seus filhos. Decidir pertencer à Igreja de Deus, e fazer um voto público de aceitação às doutrinas de Sua Igreja é algo bastante sério!! Deve ser feito com bastante entendimento e consciência! Será que as crianças tem capacidade de tomar essa decisão?

O que é preciso para batizar? Minimamente, a pessoa que decide pelo batismo deve entender o que é pecado, o que é salvação e o que é batismo. Entender é diferente de reproduzir algo que lhe foi ensinado. Quando fazemos algumas provas em nossa vida acadêmica decoramos diversas coisas, mas isso não significa que de fato entendemos. Na verdade, muitas vezes não há entendimento, mas mera reprodução de algo que foi ensinado.

Muitas crianças aprendem a dar belas explicações sobre coisas espirituais, mas não compreendem essas coisas que explicam. Com duas ou três perguntas é possível verificar que não há entendimento, ou até mesmo que não há maturidade ainda para este entendimento existir!

Às vezes, o que os pequenos querem é poder comer o pão da santa ceia, ou beber do suco de uva. Outras vezes, querem apenas passar pelas águas batismais porque veem outras crianças fazendo isso. Crianças são assim! Querem fazer o que veem os outros fazendo, e os adultos têm que estar atentos a isso. Ao convidar os homens a aceitar o batismo, Pedro disse: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados” (Atos 2:38). Uma criança que não entende de fato o que é pecado, como poderá se arrepender?

Ellen White diz que o batismo “simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus.” (Evangelismo, p. 309). Que nova vida as crianças iniciam quando saem do tanque batismal? Veja quão séria é a orientação da serva do Senhor:
“Os pais cujos filhos desejam batizar-se têm uma obra a fazer, já examinando-se a si próprios, já instruindo conscienciosamente os filhos. O batismo é um rito muito importante e sagrado, e importa compreender bem o seu sentido. Simboliza arrependimento do pecado e começo de uma vida nova em Cristo Jesus. Não deve haver nenhuma precipitação na administração desse rito. Pais e filhos devem avaliar os compromissos que por ele assumem. Consentindo no batismo dos filhos, os pais contraem em relação a eles a responsabilidade sagrada de mordomos, para guiá-los na formação do caráter. Comprometem-se a guardar com especial interesse esses cordeiros do rebanho, para que não desonrem a fé que professam.
A instrução religiosa deve ser ministrada aos filhos desde a mais tenra infância; não num espírito de condenação, mas alegre e bondoso. As mães devem vigiar constantemente, para que a tentação não sobrevenha aos filhos de modo a não ser por eles reconhecida. Os pais devem proteger os filhos por meio de instruções sábias e valiosas. Como os melhores amigos desses seres inexperientes, devem ajudá-los a vencer a tentação, porque ser vitoriosos é quase sempre a sua sincera ambição. Devem considerar que os filhinhos, que procuram proceder bem, são os membros mais novos da família do Senhor, sendo o seu dever ajudá-los com profundo interesse a dar passos firmes na vereda da obediência. Com carinhoso zelo, devem ensinar-lhes dia a dia o que significa ser filhos de Deus e induzi-los a render-se em obediência a Ele. Ensinai-lhes que obediência a Deus implica obediência aos pais. Esse deve ser o vosso empenho de cada dia e de cada hora. Pais, vigiai; vigiai e orai, e fazei dos filhos os vossos companheiros.
E quando enfim raiar a época mais feliz de sua existência, e, amando de coração a Jesus, desejarem ser batizados, procedei com reflexão. Antes de os fazer batizar, perguntai-lhes se o principal propósito de sua vida é servir a Deus. Ensinai-lhes então como devem começar; muito depende dessa primeira lição. Mostrai-lhes com simplicidade como prestar o primeiro serviço a Deus. Tornai essa lição tão compreensível quanto possível. Explicai-lhes o que significa entregar-se a si mesmos ao Senhor e, ajudados pelos conselhos dos pais, proceder como manda Sua Palavra.
Depois de terdes feito tudo quanto vos foi possível, e eles revelarem ter compreendido o que significam a conversão e o batismo, e estarem verdadeiramente convertidos, deixai que se batizem. Mas, repito, disponde-vos de antemão a agir como pastores fiéis em guiar-lhes os inexperientes pés no caminho estreito da obediência. Deus tem de operar nos pais para que possam dar aos filhos bom exemplo em relação ao amor, à cortesia, humildade cristã e inteira devoção a Cristo. Se, porém, consentirdes em que os filhos sejam batizados e depois lhes permitirdes proceder como lhes apraz, não sentindo nenhuma obrigação de guiá-los pelo caminho estreito, sereis vós mesmos responsáveis pelo fracasso de sua fé, ânimo e interesse pela verdade.” (Evangelismo, p. 309-311)
Há uma grande responsabilidade que recai sobre os ombros dos pais desde que um filho nasce. Contudo, fazer um compromisso com Deus através do Batismo é uma responsabilidade ainda maior.

Para que a criança tenha suporte no lar para a decisão que está tomando de renunciar ao pecado e viver unicamente para Cristo, é preciso que seus pais vivam essa realidade de renuncia ao eu e ao pecado. Infelizmente, poucos adultos têm feito essa renúncia. Como seus filhos podem tomar decisões conscientes ao lado de Cristo??

Por duas vezes já vi crianças tomarem a decisão de adotar o regime vegetariano e não seguir adiante por falta de apoio dos pais (que eram líderes da Igreja). Sob a desculpa dos pais de que “eu não consigo parar de comer carne” uma decisão importante tomada por estas crianças foi afetada e estas crianças aprenderam que é difícil aderir ao regime que Deus nos orienta a seguir. Este é apenas um exemplo. Há muitas outras lutas da vida espiritual que os adultos ensinam às crianças que são difíceis, quando deveriam ensinar que Cristo nos dá poder para vencer.

Pais que se recusam a abrir mão do eu e dos desejos carnais não estão aptos a se responsabilizarem por crianças que tomam a séria e sagrada decisão do batismo. Nas palavras de serva do Senhor: “Se, porém, consentirdes em que os filhos sejam batizados e depois lhes permitirdes proceder como lhes apraz, não sentindo nenhuma obrigação de guiá-los pelo caminho estreito, sereis vós mesmos responsáveis pelo fracasso de sua fé, ânimo e interesse pela verdade.”

Reflita sobre isso!!!


Leia também recente artigo do pastor Erton Köhler na Revista Adventista sobre esse assunto.

sábado, 3 de setembro de 2016

Cantora Tatiana Costa se rebatiza na Igreja Adventista do IASP

A cantora Tatiana Costa se rebatizou na manhã deste sábado, 3 de setembro, ao lado de seu esposo José Carlos Costa, no último culto da Semana de Oração realizada na Igreja do IASP (Instituto Adventista São Paulo) - Campus 3 do UNASP em Hortolândia-SP. A cerimônia foi transmitida ao vivo pelo site Viva7. Em sua página no facebook, Tatiana postou: Deus faz tudo novo, de novo. 

A cantora tem ministério musical desde 2004. O CD Faça Diferença e DVD marcaram o início de uma trajetória de louvor, continuado com o lançamento do CD Faça Diferença 2, proclamando através da música o poder transformador do nosso Deus. Conheça em seu site, o projeto Faça a Diferença. 

A Semana de Oração "Jesus quer salvar os cristãos" teve a presença do pastor Ivan Saraiva e dos Arautos do Rei. Assista abaixo o vídeo do culto onde foi celebrado o batismo.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Batismos chegam a 100.000 na Igreja Adventista em Ruanda


É oficial: O número de pessoas batizadas depois de uma grande campanha evangelística da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Ruanda ultrapassou 100.000.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia em Ruanda promoveu uma grande cruzada evangelística entre os dias 13 e 28 de maio. A iniciativa, denominada “Total Member Involvement” (Envolvimento Total dos Membros, um programa da sede mundial), uniu pastores e membros que desenvolveram atividades como estudos bíblicos, atendimento médico e odontológico gratuito, palestras sobre saúde, visitas de porta em porta convidando pessoas para estudar a Bíblia e muitas outras ações.

Durante duas semanas, reuniões evangelísticas foram realizadas todas as noites em 2.227 lugares por todo o país. Esperava-se que no dia 28 de maio houvesse 60 mil batismos. Contudo, o resultado foi ainda mais surpreendente: 95.900 pessoas haviam sido batizados. Mas com a mais recente onda de batismos neste último fim de semana, um total de 100.135 pessoas se uniram à Igreja Adventista.

Esse evento evangelístico foi o maior da história da Igreja Adventista desde sua organização, em 1863. O presidente mundial da igreja, pastor Ted Wilson e a esposa, Nancy, estiveram pessoalmente envolvidos no evangelismo, liderando atividades e conduzindo programações em alguns lugares.

"A experiência de Ruanda não é nada menos que um milagre maravilhoso", disse Duane McKey, coordenador chave do evento. "A Igreja Adventista é um movimento profético, e o batismo de 100.135 pessoas em Ruanda é realmente uma profecia cumprida", disse McKey. A Igreja Adventista tinha 720.000 membros em Ruanda, um país de 11,8 milhões de pessoas, quando começaram as reuniões evangelísticas. (Com informações de Adventist Review e Revista Adventista)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Igreja Adventista: 21 pessoas são batizadas no Mar da Galileia


Foi à beira do Mar da Galileia que Jesus começou a pregar, chamou pescadores para ser Seus discípulos e convidou pessoas ao novo nascimento. Mais de dois mil anos depois, Sua mensagem continua impactando a vida de pessoas que vivem nas terras bíblicas. Cenário da maioria dos milagres realizados por Cristo, o famoso lago foi palco do batismo de 21 pessoas no último sábado, 18 de junho. A cerimônia marcou o encerramento de um sermão proferido pelo evangelista Mark Finley. O último batismo dessa proporção havia acontecido há dois anos. 

Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia em Israel contabiliza 731 membros, distribuídos em 20 congregações. Embora esses grupos estejam espalhados pelo país, Tel Aviv concentra a maior parte dos adventistas no território israelense. Tendo em vista a dificuldade de evangelizar usando somente os métodos tradicionais, a igreja pretende implantar um centro comunitário e um restaurante vegetariano em Haifa. O novo projeto funcionará numa região central da terceira maior cidade do país, em parceria com duas congregações adventistas locais. 

Revista Adventista / Com informações da Adventist Review / Créditos da imagem: Ted Wilson

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Primeiro batismo adventista por influência do WhatsApp


Jabs Crês é advogado em São Paulo. A funcionária pública Lóide Gomes mora em Valinhos, na região metropolitana de Campinas. À primeira vista, eles nada têm a ver com a auxiliar contábil Celme Barroso, que reside em Pitangueiras, no interior paulista. Eles atuam em áreas distintas e a distância entre os três soma 377 km. A relação entre os três é que, assim como outras 700 milhões de pessoas, eles possuem uma conta no WhatsApp. No entanto, entre as milhares de mensagens trocadas diariamente pelo utilitário – estima-se que sejam compartilhadas 8.102 imagens no aplicativo a cada segundo – o conteúdo da conversa entre os três transformou a vida de Celme.

Pr. Domingos Souza, Celme, Lóide, Jabs e Pr. Odaílson Fonseca
No início de 2014, Jabs resolveu criar grupos de oração no WhatsApp. Entre as participantes, estava Lóide, que gostou da experiência e resolveu se candidatar para administrar um grupo quando a iniciativa foi abraçada pela Igreja Adventista no Estado de SP (União Central Brasileira – UCB) e ganhou o nome de projeto 7/7 (conheça o projeto no vídeo).

Quando navegava pelo Facebook, Celme viu uma publicação da página dos adventistas no Estado de SP que convidava pessoas a participar de grupos de oração pelo WhatsApp. A auxiliar contábil mostrou interesse e entrou em grupo administrado pela Lóide em junho do ano passado. Cinco meses depois, Celme entrava no tanque batismal do templo adventista de Pitangueiras, sem ter conhecido presencialmente a principal influência por aquela decisão.

A iniciativa que incentiva a formação de grupos de oração no WhatsApp ganhou o nome de 7/7 (a pronúncia é sete por sete). No site oficial do projeto há um tutorial que mostra o passo a passo para montar um grupo. Em síntese, basta adicionar seis amigos em um grupo e a cada dia orar por um dos integrantes. O objetivo é que nos sete dias da semana os participantes façam oração por um dos sete membros do grupo – por isso 7/7. Não há requisitos para participar de um dos grupos. Os integrantes não precisam se conhecer pessoalmente, viver na mesma cidade ou participar da mesma religião. O projeto mostra que não há barreiras físicas para a oração. Celme só foi conhecer Lóide em janeiro deste ano, meses após o batismo (veja como foi no vídeo).

Com informações de ASN

terça-feira, 11 de novembro de 2014

André Ramiro, o Matias de Tropa de Elite, fala sobre sua conversão


Se você estivesse numa feira, no Rio de Janeiro, no início da década de 90, provavelmente encontrasse André Ramiro fazendo carreto. Tempos depois, o encontraria tomando conta de placas na Avenida das Américas, na zona oeste carioca. Ou ainda como office boy, atendente de boteco, caixa de supermercado, e porteiro de cinema. Por fim, ao assistir ao filme Tropa de Elite, você o encontraria como André Matias, o soldado do Bope e do aclamado capitão Nascimento, interpretado por Wagner Moura.

André Ramiro nasceu em Lins de Vasconcelos e foi criado no bairro de Vila Kennedy, em Bangu, na favela da Metral. Tem duas irmãs por parte de mãe, três irmãos por parte de pai e um filho de nove anos. “Fui criado e educado por minha mãe, tive uma infância simples em um lar de valores cristãos. Com doze anos e como já era o homem da casa, tive que conciliar trabalho e estudo”, destaca André, ao mesmo tempo em que lembra que foi uma criança hiperativa e criativa. “Gostava de desenhar, pintar, assistia a muitos filmes, colecionava histórias em quadrinhos, ouvia muita música e comecei a praticar artes marciais aos 14 anos”.

Com 22 anos, Ramiro conheceu a cultura hip-hop no bairro boêmio da Lapa. Por meio de um amigo, começou a participar da Batalha do Real, competição em que MCs se enfrentam, por turnos, com rimas improvisadas. “A partir daí participei de varias edições da Liga dos MCs. Naturalmente fui envolvido no universo artístico da cultura urbana e foi aí que tudo começou.”

Dentro da tropa
“Como assim ‘tudo começou’, André? Tudo o quê?”, pensei, mas em seguida ele respondeu. “Tudo começou no fim de 2005. Nessa época, eu era porteiro de cinema e rapper.” Em um dos eventos, conheceu o ator João Velho e logo se tornaram amigos. João passou o contato de André para a Zazen Produções, de José Padilha e Marcos Prado, pois estavam procurando alguém com o perfil do Matias. “Recebi uma ligação me convidando para testes do filme Tropa de Elite. Esse foi meu primeiro trabalho como ator”, observa.

A partir daí, André foi convidado para inúmeros festivais de cinema nacionais e internacionais, foi premiado e só então começou a estudar teatro. “Fiz dez longas-metragens no Brasil e exterior, inúmeros curta-metragens e algumas participações na Globo.” Atualmente, tem contrato com a Rede Record, na qual teve participação em uma novela e está gravando seu segundo seriado. O ator também possui um disco de rap gravado, além de outros projetos cinematográficos com amigos ou por convite.

Ramiro viveu um marco na história do cinema nacional. Em Tropa de Elite, ele entrou na pele de Matias, o aspirante que depois virou capitão do Batalhão de Operações Especiais. “Os filmes Tropa de Elite e Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro abordam a realidade social, econômica e política da Polícia Militar do Rio de Janeiro, da população carioca e, consequentemente, do Brasil. Um filme sem máscaras que reflete o quanto é necessário assumirmos nossa responsabilidade como cidadãos”, acredita o ator.

Segundo ele, os longas vão ao encontro das seguintes perguntas: “É assim que queremos ser governados? Somos protegidos mesmo pela polícia? Temos boa saúde, boa educação? Somos ressarcidos dos nossos impostos? Divido as perguntas com todos, crendo que a verdadeira riqueza de uma nação é a sabedoria e que feliz é a nação cujo Senhor é Deus”.

Acertando o alvo
Por falar em Deus, André cresceu em um lar cristão e seu encontro com Cristo veio de dentro de sua casa. “Vivemos num mundo em que a vaidade, o desejo material e nosso próprio eu nos fazem adorar mais a criatura que o Criador. Como sou um homem falho e limitado por essência, não foi diferente comigo e, consequentemente, afastei-me dos ensinamentos de Cristo.” Mesmo ganhando o mundo, com sucesso na vida financeira e profissional, o ator fracassava dentro de casa e se sentia vazio.

“Procurei e visitei várias religiões acreditando que o caminho para melhorar seria através da espiritualidade”, continua, “foi quando minha mãe e minha irmã se aproximaram me dando carinho e conselhos, incentivando-me a ler e a estudar a Bíblia”. Mateus 11:28, 29 foi o verso que tocou no coração de André: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”

“Senti-me tocado e, por meio da minha irmã, conheci a Igreja Adventista. Fiquei impressionado com a maneira detalhada com que a igreja transmite os ensinamentos da Palavra de Deus”, afirma o ator. Ele recebeu estudos bíblicos de diversos pastores. “Desde então, decidi voltar a estudar a Bíblia, fui batizado, fiz novos amigos, participo de grupos de estudos bíblicos e a cada passo minha vida tem sido transformada, no passo da prática da militância da fé.”

Quando perguntado sobre a reação e opinião da família, amigos e colegas de trabalho a respeito desse novo estilo de vida, André é sucinto. “Minha família está feliz. Meus verdadeiros amigos entendem e aceitam minha escolha, entretanto, quanto ao restante, peço sabedoria a Deus para poder lidar”, resume. “Acredito que quando nós decidimos levantar a bandeira do Rei do Universo naturalmente as lutas e dificuldades virão, mas a vitória é sempre certa!”, alegra-se.

“O que você teve que renunciar, André?”, questionei. “Acredito que, como qualquer pessoa, o que temos de renunciar todos os dias, desde o momento em que acordamos, é nosso próprio eu”, explica. De acordo com o ator, a vaidade e os desejos carnais massacram o ser humano. A desobediência traz culpa e nos afasta do Pai. “Não sou perfeito, nem melhor que ninguém. Nossa luta é travada diariamente e será assim por todos os dias de nossa vida! Sem Deus nada podemos fazer.”

Missão dada, é missão cumprida
Voltando ao assunto da vida artística, cinema e televisão, Ramiro afirma que vai continuar atuando. “Creio que Deus não tem me dado o dom de atuar e não me colocou no lugar onde estou à toa. Segundo as palavras de Cristo, somos a luz do mundo e o sal da Terra. Tudo que aprendemos com a Palavra de Deus deve ser transmitido, principalmente para as pessoas que estão perdidas e não conhecem a Jesus.”

André acredita que as atitudes do cristão despertam o interesse nas pessoas em conhecer sobre essa novidade de vida (Rm 6:4). Elas estão nas ruas, em casa, no trabalho e no meio social. “Faz parte dos meus planos continuar atuando, pedindo a Deus que me proporcione trabalhos em que eu possa honrar o nome dEle. Seja dentro do meio cristão ou fora dele. Todos nós temos uma missão”, conclui o ator. E como diz o slogan do filme Tropa de Elite: “Missão dada, é missão cumprida”.

Passamos pela feira, pela Avenida das Américas, pelo boteco, observamos as ruas procurando um office boy, entramos em supermercados, lojas de conveniência e portarias de cinemas e nada do cara do Tropa de Elite. Contudo, se você, hoje, visitasse a Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Botafogo, no Rio de Janeiro, com certeza encontraria André Ramiro. O filho pródigo retornou à casa do Pai.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Esposo de Marina Silva é batizado na Igreja Adventista de Santos


No último sábado, dia 13/09, ocorreu a cerimônia de batismo de Fábio Vaz de Lima, esposo da candidata à Presidência da República, Marina Silva, na Igreja Adventista do Sétimo Dia - Central de Santos. O pastor Crislem Marlon oficializou o batismo. Esteve presente também na ocasião o pastor Anderson Oliveira Santos, da Associação Paulistana.


Fábio Vaz de Lima nasceu em Santos (SP), mas vive no Acre desde o começo de 1980, depois de se formar como técnico agrícola no interior de São Paulo. Casou-se com Marina Silva em 1986 e tiveram duas filhas, Moara e Mayara.