sexta-feira, 20 de maio de 2011

IX Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano (ao vivo)

Clique na imagem para assistir a transmissão ao vivo











O Simpósio Bíblico-Teológico Sul-Americano, que acontece de 20 a 23 de maio, em Foz do Iguaçu (Paraná), terá transmissão pela web no site do Concílio Ministerial Unidos na Esperança.

A nona edição do Simpósio é promovida pelo Seminário Latino-Americano de Teologia (SALT). Segundo o reitor do SALT, pastor Alberto Timm, o Simpósio é aberto a professores de teologia, redatores de editores adventistas, profissionais de instituições adventistas, administradores adventistas e a todos que possuem interesse teológico. O tema geral, em 2011, será Pneumatologia: Pessoa e Obra do Espírito Santo.

Todas as palestras apresentadas por convidados de vários países serão publicadas em forma de livro pelas editoras Casa Publicadora Brasileira (Brasil) e Asociación Casa Editora Sudamericana (Argentina) para posterior pesquisa. “É um programa com profundas apresentações de conteúdo teológico que ajudam a embasar o trabalho dos participantes, sobretudo pastores”, comenta o pastor Timm. 

Clique aqui e veja a programação completa.

Fonte: Concílio Ministerial Unidos na Esperança

Evangelismo Adventista 2012

Pr. Rubens Lessa, da CPB, ora com líderes
Foi aprovado na manhã desta quinta-feira, dia 19, o projeto de Evangelismo Integrado 2012. São várias ações que os adventistas do sétimo dia em oito países sul-americanos planejam realizar para difundir a mensagem bíblica ao maior número possível de pessoas de várias maneiras diferentes. O plano envolve seis atividades que vão desde a comunhão pessoal de cada membro até ação prática em contato com a comunidade.

O primeiro passo é um incentivo ao reavivamento e reforma espirituais em que cada adventista é motivado a buscar a Deus na primeira hora do dia.

Além disso, a data de 10 de março foi marcada para que todos os dois milhões de membros em oito países sul-americanos estejam unidos, no mesmo dia, em jejum e oração.

Outra iniciativa vem logo na sequência, dia 24 de março de 2012, quando a expectativa é que em apenas nesse dia sejam distribuídos gratuitamente à população em geral 18 milhões de exemplares do livro A Grande Esperança, uma seleção de capítulos da versão condensada da histórica obra adventista O Grande Conflito, escrito por Ellen White. Neste mesmo dia, os jovens adventistas realizarão mobilizações especiais para doação de sangue e medula óssea dentro do projeto Vida por Vidas.

O programa Amigos da Esperança, dia 31 de março, motivará que cada membro convide uma pessoa a conhecer as congregações adventistas em um culto especial.

Em seguida, começará o evangelismo de Semana Santa até dia 8 de abril e, no segundo semestre, mensagens para decisão ao lado de Jesus Cristo serão apresentadas pelo orador internacional pastor Alejandro Bullón no mês de novembro.

Livro missionário – A distribuição do livro missionário A Grande Esperança faz parte de uma iniciativa que vem desde 2006. O objetivo é que as famílias sul-americanas recebem gratuitamente em casa, exemplar de obras fundamentadas na Bíblia com uma linguagem moderna e um número de até 200 páginas.

Na região Nordeste do Brasil, por exemplo, onde há cerca de 10 milhões de domicílios, os adventistas pretendem entregar oito milhões de cópias do livro.

No Chile, serão 3 milhões de exemplares desse livro para praticamente todas as residências do país. Exemplares do livro em espanhol foram dedicados pelos líderes presentes à Comissão Diretiva Plenária da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul

A Erotização da Fé


















O período em que vivemos bem pode passar à história como a Era Erótica. O amor sexual foi elevado à posição de culto. Eros tem mais cultuadores entre os homens civilizados de hoje do que qualquer outro deus. Para milhões o erótico suplantou completamente o espiritual.

Não é difícil verificar como o mundo chegou a este estado. Entre os favores que contribuíram para isso estão o fonógrafo e o rádio, que puderam difundir canções de amor de costa a costa sem problema de dias ou de ocasiões; o cinema e a televisão, que possi­bilitam a toda a população focalizar mulheres sensuais e jovens amorosos ferrados em apaixonado abraço (e isto nas salas de estar de lares “cristãos” e diante dos olhos de crianças inocentes!); jornada de trabalho mais curta e uma multiplicidade de artefatos mecânicos com o resultante aumento do lazer para toda gente. Acrescentem-se a isso tudo as dezenas de campanhas publicitárias astutamente idea­lizadas, que fazem do sexo a isca não muito secretamente escondida para atrair compradores de quase todos os produtos imagináveis; os corruptos colunistas que consagraram a vida à tarefa de publicar fofas e sorrateiras nulidades com rostos de anjos e com moral de gatas da rua; romancistas sem consciência, que conquistam fama duvidosa e se enriquecem graças ao trabalho inglório de dragar podridões lite­rárias das imundas fossas das suas almas para dar entretenimento às massas. Estas coisas nos dizem algo sobre a maneira pela qual Eros conseguiu seu triunfo sobre o mundo civilizado.

Pois bem, se esse deus nos deixasse a nós, cristãos, em paz, eu por mim deixaria em paz o seu culto. Toda a sua esponjosa e fétida sujeira afundará um dia sob o seu próprio peso e será excelente combustível para as chamas do inferno, justa recompensa recebida, e que nos enche de compaixão por aqueles que são arras­tados em sua ruinosa voragem. Lágrimas e silêncio talvez fossem melhores do que palavras, se as coisas fossem ligeiramente diversas do que são. Mas o culto de Eros está afetando gravemente a igreja. A religião pura de Cristo que flui como rio cristalino do coração de Deus está sendo poluída pelas águas impuras que escorrem de trás dos altares da abominação que aparecem sobre todo monte alto e sob toda árvore verde.

Sente-se a influência do espírito erótico em toda parte quase, nos arraiais evangélicos. Grande parte dos cânticos de certos tipos de reuniões têm em si maior porção de romance do que do Espírito Santo. Tanto as palavras como a música se destinam a provocar o libidinoso. Cristo é cortejado com uma familiaridade que revela total ignorância de quem Ele é. Não é a reverente intimidade do santo em adoração, mas a impudente familiaridade do amante carnal.

A ficção evangélica também faz uso do sexo para dar interesse à leitura pública, a fina desculpa sendo que, se o romance e a religião forem entretecidos compondo uma história, a pessoa comum que não leria um livro puramente religioso lerá a história, e assim se defrontará com o Evangelho. Deixando de lado o fato de que, na maioria, os romancistas evangélicos modernos são amadores de talento caseiro, sendo raros os capazes de escrever uma única linha de boa literatura, todo o conceito subjacente ao romance religioso é errôneo. Os impulsos libidinosos e os suaves e profundos movimentos do Espírito são dia­metralmente opostos uns aos outros. A noção de que Eros pode ser induzido a servir de assistente do Senhor da glória é ultrajante. O filme “cristão” que procura atrair espectadores retratando cenas de amor carnal em sua propaganda é completamente infiel à religião de Cristo. Só quem for espiritualmente cego se deixará levar por isso.

A moda atual de usar a beleza física e celebridades na promoção da fé é outra manifestação da influência do espírito romântico na igreja. O balanço rítmico, o sorriso plástico, e a voz muito, mas muito alegre mesmo, denunciam a frivolidade religiosa mundana. O executante aprendeu a sua técnica da tela da TV, mas não a apreendeu suficientemente bem para ter sucesso no campo profissional. Daí, ele traz a sua produção inepta para o lugar santo e a mascateia,  oferecendo-a  aos cristãos  doentios  e  inferiores  que andam à procura de alguma coisa que os divirta enquanto ficarem dentro dos limites dos costumes sócio-religiosos vigentes.

Se meu linguajar parece severo, é bom lembrar que não o dirijo a nenhuma pessoa individualmente. Para com o mundo perdido dos homens, só tenho uma grande compaixão e o desejo de que todos venham a arrepender-se. Pelos cristãos cuja liderança vigorosa mas equivocada tem procurado atrair a igreja moderna do altar de Jeová para os altares do erro, sinto genuíno amor e simpatia. Quero ser o último a ofendê-los e o primeiro a perdoá-los, lembrando-me dos meus pecados passados e da minha necessidade de misericórdia, bem como da minha fraqueza pessoal e da minha tendência natural para o pecado e o erro. A jumenta de Balaão foi usada por Deus para repreender um profeta. Daí parece que Deus não exige perfeição no instrumento que Ele emprega para advertir e exortar o Seu povo.

Quando as ovelhas de Deus estão em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e meditar sobre temas “inspiradores”. É obri­gado a agarrar sua arma e a correr em defesa delas. Quando as circunstâncias o exigirem, o amor poderá usar a espada, embora por sua natureza deva, em vez disso, ligar o coração quebrantado e atender os feridos. É tempo de o profeta e o vidente se fazerem ouvir e sentir outra vez. Nas últimas três décadas a timidez disfarçada de humildade tem ficado encolhida no seu canto enquanto a qualidade do cristianismo evangélico vem piorando ano após ano. Até quando. Senhor, até quando?

A. W. Tozer - (“Erótico versus Espiritual” - O Melhor de A. W. Tozer, Estação do Livro)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Médicos americanos exigem 'morte' de Ronald McDonald

















Centenas de médicos americanos participam de uma campanha para proibir a rede McDonald's de promover seus produtos entre as crianças e forçar a gigante do fast food a eliminar seu mascote, o palhaço Ronald McDonald.

A carta aberta, publicada na quarta-feira (18) nos grandes jornais do país, coincide com uma reunião anual dos diretores do McDonald's em Chicago, que será realizada hoje.

Um grupo de religiosas já havia proposto que o McDonald's publicasse na ocasião, um documento avaliando sua resposta às "preocupações da opinião pública a respeito da relação entre fast food e obesidade infantil".

A carta dos médicos vai além, e pede ao McDonald's que deixe de incluir brindes em seus "McLanches Felizes", refeições que contêm sanduíches hipercalóricos e ricos em sal, gordura e açúcar. A carta faz parte de uma campanha conduzida pela organização sem fins lucrativos Corporação de Responsabilidade Internacional (Corporate Accountability International), conhecida por sua luta para que a marca de cigarros Camel deixe de usar seu mascote, o camelo Joe.

O palhaço Ronald McDonald, que com seus enormes sapatos e cabelos vermelhos enfeita as entradas dos restaurantes da rede, tem sido usado por décadas como um simpático porta-voz corporativo. Em um comunicado, o McDonald's defendeu seu mascote, seus cardápios e sua política de publicidade.

"Como o rosto da Ronald McDonald House Charities (braço encarregado das atividades de caridade do grupo), Ronald é um embaixador a serviço do bem, que dá mensagens importantes às crianças sobre segurança, alfabetização e um estilo de vida ativo e equilibrado", redigiu a empresa. "Servimos alimentos de alta qualidade e nossos 'McLanches Felizes' propõem opções e variedade nas porções adaptadas às crianças", continuou.

A obesidade infantil triplicou nos últimos 30 anos nos Estados Unidos. Atualmente, uma criança em cada três tem excesso de peso ou é obesa no país.

Fonte: Folha.com

Código Florestal Brasileiro - A Igreja e o Debate

 
















"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra” (Gênesis 1:26).

Há diversos meses, a sociedade brasileira acompanha com profunda atenção os debates que se travam no Congresso Nacional, em torno do projeto do novo Código Florestal. De um lado, ecologistas defendendo que a legislação permaneça como está, alegando que alterações podem colocar em risco a preservação de nossos recursos naturais, a Amazônia em particular. De outro, produtores rurais alegam a necessidade de uma lei ambiental que possua menos restrições à atividade produtiva, pois estes limites, segundo eles, servem mais para inibir o potencial da competitiva agricultura brasileira do que propriamente proteger o meio ambiente. Trata-se, sem dúvida, de um debate tensionado por dois radicalismos, que precisam encontrar seu ponto de equilíbrio e convergência no Congresso Nacional - aliás, esta é a função fundamental do Legislativo em qualquer democracia.

Trata-se de um tema de importância crucial para o futuro do país, e que por isso mesmo, deveria chamar a atenção dos cristãos. Preservação ambiental e produção de alimentos seriam mesmo questões inconciliáveis? Como a fé cristã trata deste assunto? O que a Bíblia nos diz sobre esse assunto? Quem é mais importante, a ecologia ou a alimentação humana?

O livro do Gênesis nos apresenta um relato poético da criação que é prenhe de significados. Ao entregar a Adão o cuidado do Jardim do Éden, Deus confiou ao ser humano a missão e a responsabilidade de zelar sobre a criação. Nos tempos em que as igrejas não estavam preocupadas demais com a prosperidade financeira de seus membros e ainda se pregavam as doutrinas fundamentais da fé, era comum se falar do tema "Mordomia Cristã", o conceito de que somos "mordomos" de Deus, ou seja, gestores dos bens que Ele, na sua infinita bondade e sabedoria, nos legou.

Todavia, é a natureza que deve estar a serviço do homem, e não o contrário, como apregoa o “biocentrismo”, corrente científica que não identifica diferenças substanciais entre o homem e os animais. Não se trata de verdadeira ciência, mas sim de uma ideologia a serviço do radicalismo ecológico. Este pensamento se tornou a metafísica mais influente no atual movimento ambiental, que parte do pressuposto que os desequilíbrios ambientais do planeta são "antropogênicos", ou seja, gerados principalmente pelo homem, o que nem de longe é consenso na comunidade científica.

A Bíblia é profundamente ecológica. Mas não respalda o tipo de ecologia radical que vê o homem como um estorvo ao meio ambiente. Antes, pelo contrário, a fé cristã defende que a natureza pode e deve estar ao serviço do desenvolvimento da humanidade, e que por isso mesmo o uso dos recursos naturais deve ser sustentável. Ou seja, não há dicotomia entre a produção de alimentos e a preservação ambiental, como faz crer o movimento ecológico moderno.

O tipo de ecologia alarmista que hoje se manifesta, num jogo onde se misturam interesses poderosos e inconfessáveis, tenta impor uma legislação que, na prática, confisca reservas de terra de milhões de pequenos produtores, impedindo-os de ser sinal de luz e esperança num mundo tão necessitado de alimentos. O Brasil, abençoado com uma natureza pujante e uma agricultura de ponta, pode e deve olhar para a inspiração contínua do Evangelho, sendo fonte de alimento para as gerações futuras do planeta. Há quem prefira um país engessado por uma legislação ambiental profundamente restritiva, movimentos cegados para a realidade por uma ideologia que idolatra a natureza em detrimento da dignidade humana. “Não se preocupe com eles. São cegos guiando outros cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois cairão num buraco” (Mateus 15: 14).

Deus vos abençoe abundantemente.
 
Claudio Moreira - Título Original: O Meio Ambiente e a Produção: o que a Bíblia diz?

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Top 5 - Religiões Excêntricas

1. Movimento Príncipe Philip
A tribo Yaohnanen de uma ilha ao sul de Tanna, em Vanuatu, cultua o príncipe Philip como deus, e creem que ele seja filho de um antigo espírito, habitante de uma montanha próxima. Como exatamente eles passaram a crer na divindade do príncipe não é claro, mas ao que parece, em determinado ponto, na década de 1950, eles começaram a misturar a crença cristã – que aguarda o retorno do Messias – com a devoção e respeito dedicado à Sua Alteza Real pelos britânicos, no que era então a colônia das Novas Hébridas.

2. Movimento Jon Frum
Também originário da ilha de Tanna, é outro culto que idolatra um estrangeiro – no caso, um americano, como uma espécie de deus. O Movimento Jon Frum, atua desde a década de 1930, e considera um americano chamado Jon Frum, como símbolo de prosperidade financeira, que trará riqueza para aqueles que o seguem. Ele às vezes é retratado como negro, noutras, como branco.

3. Jediismo
George Lucas, criador da série Guerra nas Estrelas, não podia prever que seus filmes poderiam criar uma nova religião, com adeptos fervorosos que defendem a existência de “A Força”. De acordo com a mitologia do universo de Guerra nas Estrelas, “A Força” é a energia que move o universo e permeia toda a matéria existente. “Os verdadeiros Jedis do mundo”, como se auto-intitulam, creem que são capazes de manipular “A Força”. Em 2009, Daniel Jones, fundador da Igreja Jedi de Holyhead, foi expulso de um supermercado em Bangor, quando se recusou a remover o capuz de seu uniforme sacerdotal, por motivos religiosos.

4. Raelismo
Fundada por um piloto de corridas chamado Claude Vorilhons, que trocou seu nome para Rael, tem em seus seguidores, os raelianos, que acreditam que a raça humana é fruto de uma criação alienígena em laboratório há 25.000 anos, e que esses mesmos aliens retornarão, pousando em Jerusalém em 2025. Enquanto isso Rael ensina a paz e a “meditação sensual”. Rael também fundou a Cloined, empresa que garante ter clonado uma criança.

5. A Igreja de Todos os Mundos
A Igreja de todos os Mundos é uma religião neo-pagã fundada em 1962 por Oberon Zell-Ravenheart (foto) e sua esposa Morning Glory Zell-Ravenheart. Eles se inspiraram na religião ficcional de mesmo nome de um romance chamado “Estranhos em uma terra estranha” de Robert A. Heinlein. Recentemente, seguindo a tradição de se inspirar na literatura, O Sr. Zell-Ravenheart, fundou a Grey School Wizardry, baseada em Hogwarts, a escola onde o personagem Harry Potter estuda, de acordo com seus livros.

Homofóbicos e Cristofóbicos

















Vivemos em um país democrático. Apesar dos mandos e desmandos do partido trabalhista no poder, não podemos sequer por um segundo comparar o Brasil com a China comunista (onde ainda hoje o acesso à internet é controlado), com a Cuba socialista (onde se prendem e matam dissidentes políticos), com países em que o islamismo é a religião dominante (onde gays e cristãos são assassinados com a conivência do governo e do povo). De modo geral, os brasileiros têm asseguradas suas liberdades fundamentais.

No entanto, há aqui uma perseguição não-violenta, que com raras exceções é informal, subjetiva e dispersa — uma perseguição que não vem com força de lei, mas é exercida de acordo com preferências pessoais, acentuadas segundo as circunstâncias. Não juntei à toa “gays e cristãos” no parágrafo acima: assim como são igualmente visados nos países muçulmanos, acredito que, no Brasil, ambos os grupos se assemelham no modo de perseguição sofrida. Chocante a ideia? Explico.

Nas universidades públicas, onde caminhões de literatura “libertária” anticristã são despejados há décadas, os perseguidos da vez são os cristãos, associados a um conservadorismo rançoso e a estreiteza mental. O estudante cristão precisa aguentar calado em sala de aula uma quantidade impressionante de bobagens sobre o cristianismo, quando não se depara com insultos diretos, tanto do professor quanto das obras que precisa ler. Deve cuidar para não sentir-se desmotivado ao ouvir, vezes sem conta, que o conteúdo das matérias que estuda “é incompatível com a fé cristã” ou que a abertura de espírito necessária à investigação científica é inversamente proporcional a sua lealdade religiosa. Se teima em proclamar o que crê em alto e bom som no ambiente universitário, ou se apenas decide integrar o cristianismo a seus horizontes como um dado a mais, o aluno é tolhido em seus trabalhos e vigiado em sua trajetória. Caso escolha a carreira acadêmica, se não for barrado pelos professores da bancas, será considerado pela maioria um outsider, indigno de apreciação intelectual verdadeira. E o mesmo banimento dos cristãos pode ser verificado na quase totalidade dos veículos de produção cultural do país.

E onde os gays são mais perseguidos? Não é na família em primeiro lugar: hoje, pai e mãe aceitam com cada vez mais naturalidade a “opção” dos filhos. Não é no ambiente escolar e acadêmico: professores gays que se assumem são até considerados mais divertidos. Em funções associadas a moda, beleza e artes em geral, o gay que sai do armário é recebido com palmas. Talvez o profissional encontre alguma dificuldade em meios que exigem maior sisudez, como o do direito. Mas creio que a discriminação mais pesada se dá nas vias públicas, nos ajuntamentos, onde se suscita muitas ocasiões para a perda das boas maneiras. Já presenciei uma espécie de bullying insistente sofrido por um homossexual bem feminino que caminhava pelas calçadas do centro de Niterói. As provocações duraram o trajeto de uma rua inteira e os machões que as proferiam se sentiam totalmente à vontade. Abomino esse tipo de coisa e não queria estar na pele dele/dela naquele momento. Quanto à violência, a história é outra: quem surra e mata homossexuais também surra e mata índios, mendigos, mulheres, estrangeiros ou qualquer outra pessoa em situação de vulnerabilidade. Estou falando de perseguidores, gente que até pode ser imbecil, mas que é normal; não de psicopatas.

Como na universidade tanto alunos como professores gostam de mostrar-se liberais (dá status), não há muita ocasião para manifestações contra gays. Pelo contrário: na Letras, por exemplo, há uma linha de estudos todinha dedicada a eles. (Não há, que eu conheça, uma linha de estudos que seja cristã.) Por outro lado, os cristãos não estão livres do bullying, nem em suas próprias famílias, nem entre amigos. Quando me converti, aguentei inúmeras piadas e expressões de desagrado. E também perdi amigos. Há quem tenha perdido o afeto de toda a família, sobretudo quando seus membros eram muito apegados a outras religiões. Sei que gays passam pelas mesmas tristezas. Nem sempre essa faceta difícil é revelada em público pelos crentes, pois preferimos falar de Jesus (o objeto de nossa fé) em vez de insistir em nossas desventuras (que são ínfimas se comparadas à alegria da salvação).

E aqui chego a meu ponto. Sim, somos perseguidos de modo semelhante. Mas há uma diferença, ou melhor, duas. A primeira é política: no Brasil de hoje, a simpatia generalizada pelo homossexualismo se tornou uma conquista prioritária para o governo. A midia e instituições de ensino (debaixo de um controle estatal grande demais para nossa condição de país democrático) têm refletido várias estratégias massivas para ganhar essa simpatia (a última delas foi o tal “kit gay”). Quanto aos cristãos, o normal e aceitável há muito tempo é a antipatia generalizada: falar mal de padres e pastores, inventar personagens “evangélicos” caricatos e histriônicos para as novelas, fazer piadas sobre o Deus da Bíblia, ridicularizar a fé, tudo isso é até “bonito” aos olhos dos formadores de opinião. Assim, podemos afirmar que os dois grupos estão em condições bastante desiguais: as consequências da perseguição anticristã são mais graves, pois não temos o governo como parceiros no fomento de uma imagem mais aceitável — e nem queremos: do governo, só esperamos que trate a todos com verdadeira igualdade, sem favorecimentos injustos (nem “kit gay”, nem “kit crente”: ao governo não cabe doutrinar nossas crianças, e um governo laico não deve impor uma religião disfarçada, como nos tempos do paganismo).

A segunda diferença é mais profunda, psicológica e espiritual: como se reage à perseguição? Se são fiéis às orientações de Jesus, os cristãos oram por seus perseguidores e os tratam com bondade, de acordo com Mateus 5.24. Já os gays se juntam em lobby para instaurar leis opressivas contra quem os persegue. Sei que pareço cometer uma injustiça quando generalizo, usando o termo “os gays”. Mas me pergunto: onde estão os homossexuais que não querem seus nomes associados a coações jurídicas? Onde estão seus blogs, suas petições, suas passeatas? Peço a vocês, homossexuais que não concordam com nada disso: levantem-se e clamem, por favor, antes que, caso aprovem o PLC 122, seja fomentada no país uma verdadeira cultura da imposição gay. A pecha de “autoritário”, em nossos dias, não é nada agradável. Vocês realmente acham que a opinião pública ficará a seu favor quando começarem a punir indiscriminadamente, subjetivamente, os ofensores “homofóbicos”? (E se puníssemos os “cristofóbicos” da universidade, como seria?) Por que não estimulam que se reaja com mais nobreza aos ataques não-violentos? (Contra os ataques violentos já existe lei.) Se vocês não são religiosos, precisam concordar, pelo menos, que o exemplo de Jesus é inspirador.

Quanto aos cristãos, há décadas ninguém dá a mínima por eles. Continuaremos sofrendo zombarias, desprezo, ameaças. O que faremos? Elaboraremos leis para calar à força e mandar para a prisão quem nos persegue? Não, de modo algum. Que Jesus nos ajude a cumprir a vontade do Senhor: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.”

Norma Braga - (Título original: Últimas palavras sobre o PLC 122)