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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Globo exibe primeira cena de sexo gay da TV aberta brasileira


Em janeiro de 2014, a TV Globo entrou na história com a exibição do primeiro beijo entre dois homens da TV aberta brasileira. Mais de dois anos depois, a emissora repetiu o feito, indo muito além do beijo discreto entre Félix e Nico no final de Amor à Vida. A emissora exibiu na noite desta terça-feira (12/7) a primeira cena de sexo entre dois homens da história da teledramaturgia brasileira. A cena foi protagonizada pelos atores Ricardo Pereira e Caio Blat, que interpretam, respectivamente, Tolentino e André em “Liberdade Liberdade”, novela das onze.

Considerada sodomia, a homossexualidade era tratada como crime de lesa-majestade naquele início de século XIX, conforme retratado no folhetim. “O que importa são as consequências desse momento, e as consequências serão nefastas”, explica o autor Mário Teixeira. “Naquela época, a sodomia era considerada crime, com enforcamento. Não era nem preconceito, porque o conceito de homossexualidade nem existia, era tratado como ato inatural, como pecado.”

O diretor da novela Vinicius Coimbra também fez uma declaração: “Estou muito feliz por ter feito essa cena e pelo fato de a Globo bancar isso, não só essa temática da homossexualidade, mas voltar a abordar a questão do negro, da violência contra a mulher, vários casos horrorosos, e isso vem num ótimo momento, em que a intolerância tem se mostrado tão nociva."

Em contrapartida, para se manifestar contra a exibição, a bancada evangélica do Congresso Nacional, juntamente a algumas lideranças religiosas, mobilizaram seguidores para promover uma passeata em várias capitais contra a cena. Uma página católica também se manifestou, incentivando seus seguidores a repudiarem este tipo de exibição na TV aberta. “Está na hora de deixar de assistir [a Globo]. O demônio agirá por meio dessa emissora. [...] Uma nação cristã não pode se calar diante desta promoção de atos abomináveis aos olhos do Nosso Deus. Deus ama o pecador (a pessoa), mas abomina o pecado (a ação)”, diz um trecho publicado pela página Paraclitus.

Para a Igreja Católica, a relação entre indivíduos do mesmo gênero é contrária à lei natural e encontra oposição na Bíblia (Gn 19:1-29; Rm 1:24-27; 1Co 6:9, 10; 1Tm 1:10). Apesar disso, o Catecismo incentiva o respeito aos que mantêm esse tipo de relação. E também, em recente declaração, o papa Francisco se manifestou sobre o perdão aos gays por tratamento no passado.

Os adventistas do sétimo dia também entendem que, de acordo com o Livro Sagrado, o padrão estabelecido por Deus na criação é a união heterossexual (Gn 2:24). O sexo – em suas mais variadas formas – praticado fora do círculo do casamento entre homem e mulher está proibido (Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Apesar de não aprovar as práticas homossexuais, a Igreja Adventista reconhece a dignidade de cada ser humano e procura, à semelhança de Jesus, tratar todos com amor, independentemente de credo, cor, idade ou orientação sexual. (Leia aqui a Declaração Oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia Sobre a Homossexualidade). 

Diante disso, que não nos esqueçamos que o mesmo Deus que desaprova as relações homossexuais é o que ordena amar ao próximo como a si mesmo (Matheus 22:39). Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões. Que possamos praticar mais amor e menos ódio (1 João 4:20).

terça-feira, 30 de junho de 2015

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade


Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que Ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque Ele morreu por mim, eu devo tudo a Ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que Ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamentos radicais.

Apresentador: Você diz que Ele condenou o adultério, mas Ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas Ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que Ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-Lo fielmente. Isso significa que tudo que Ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em Sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casados a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

Trevin Wax | Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21 | original aqui

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Comunicado da Igreja Adventista sobre a legalização do casamento gay nos EUA


A Divisão Norte-Americana emitiu este comunicado sobre a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo nesta sexta-feira 26 de junho:

A Suprema Corte dos EUA, na sexta-feira, 26 de junho, lançou sua decisão pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Mesmo com a decisão do Supremo Tribunal, a Igreja Adventista mantém a sua crença fundamental de que o casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher.

Embora a Igreja respeite as opiniões daqueles que divergem, ela vai continuar a ensinar e promover a sua crença baseada na Bíblia do casamento entre um homem e uma mulher.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita que todas as pessoas, independentemente de raça, gênero e orientação sexual são filhos de Deus e devem ser tratadas com civilidade, compaixão e amor semelhante ao de Cristo.

Com informações de Adventist Review

Mais informações sobre a crença da Igreja Adventista sobre o casamento podem ser encontradas aqui (Crença Fundamental nº 23 - Matrimônio e Família)

Leia também a Declaração Oficial: Os Adventistas e a Homossexualidade

terça-feira, 23 de junho de 2015

Igreja Católica prepara inclusão de cristãos homossexuais e divorciados


A Igreja Católica se prepara para iniciar um processo de inclusão de cristãos homossexuais e divorciados, conforme consta em um documento apresentado nesta terça-feira (23) que será a base para a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, convocado pelo papa Francisco para os dias 4 a 25 de outubro para discutir o tema da "Vocação e Missão da Família na Igreja e no Mundo Contemporâneo". O texto, chamado de "Instrumentum Laboris", foi preparado em reuniões ocorridas há oito meses, no Vaticano, e que geraram discussões acaloradas sobre a possibilidade da Igreja se abrir aos gays e divorciados, temas centrais para uma discussão sobre família na atualidade.

Segundo o documento, criado em cima do que foi aprovado pelos bispos em 2014, chegou-se a um acordo sobre a inclusão à Igreja de divorciados que se casaram novamente no civil, através de um "itinerário de reconciliação ou penitência", o qual ainda deve ser definido.

Na questão dos homossexuais, o texto diz que "seria desejável que os projetos pastorais diocesanos reservassem uma atenção especial e fornecessem um acompanhamento" a estes fiéis. "Mas é de todo inaceitável que os pastores da Igreja se submetam a pressões neste tema e que os organismos internacionais condicionem ajudas financeiras a países pobres à introdução de leis que instituem o 'matrimônio' entre pessoas do mesmo sexo", criticou o "Instrumentum Laboris". Com isto, o documento se limitou a sugerir o "respeito à dignidade" de todas as pessoas, "independentemente da sua tendência sexual", e não abordou a questão do reconhecimento dos casais gays.

As indicações presentes no "Instrumentum Laboris", no entanto, não devem se converter diretamente em prática dentro da Igreja Católica. Cada item contido no texto deve ser votado na Assembleia Geral e, para entrar em vigor, precisa do apoio da maioria de dois terços.

Com informações de iG

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Eu amo o homossexual como a mim mesmo?


Nas últimas semanas, o confronto nas redes sociais entre homossexuais e cristãos está tendo maiores repercussões devido a passeata dos LGBTs somado a revolta contra o comercial da O boticário por alguns religiosos. Essa luta tomou maior força por causa de uma multidão que resolveu “sair do armário”. E não são os gays. São pessoas que decidiram se posicionar tanto de um lado, quanto do outro. Observando textos, vídeos, pesquisas e a mídia, duas palavras bem fortes são repetidas no geral: Amor e Respeito. Vamos falar primeiro do Respeito.

Segundo a Constituição Federal:
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,…”
Ou seja, devemos respeitar nosso próximo, independente do que ele acredite ou escolha viver. Se alguém está de desacordo quanto a isso, mude para um País que pensa igual a você. Sabe aquela famosa frase: minha liberdade termina quando interfere a liberdade do outro? Eu aprendi na pré escola, e acho que todo mundo já ouviu essa expressão que é totalmente auto-explicativa. 

Devemos respeitar nosso próximo, mesmo que ele não tenha a mesma opinião. Mas não é assim que a história está sendo conduzida. Um grande problema é o desrespeito e o desamor de ambas as partes. Se formos analisar o contexto humano, ninguém, NINGUÉM, está certo. Todos saem perdendo. Por isso, vamos falar do Amor. Ahhhhhh, o Amor.

Segundo a Bíblia em Matheus 22:39, diz o seguinte:
"Ame o seu próximo como a si mesmo."
Amar o próximo como a mim mesmo > Homossexuais também são o próximo > Amar os homossexuais como a mim mesmo. 

Será que o amor morreu e eu não fiquei sabendo? Oo Gostaria de enfatizar uma coisa.

A partir daqui o texto será conduzido com base Bíblica, afinal essa luta começou por conta dos escritos presentes nela, A Bíblia. Então já que todo mundo já esteve em contato com esse Livro de alguma maneira, vamos usá-la, mas de modo coerente, com respeito (afinal nosso país se constitui por maioria cristã, colonizado por católicos) e livre de preconceito.
"Nós amamos porque Ele nos amou primeiro. Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê." 1 João 4:19-20
Então…precisamos amar nossos irmãos. Mas antes disso, vamos entender o que é o amor?

Em 1 Corintios 13, há uma famosa descrição do amor:
"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha;" 1 Coríntios 13:4-8
Logo, o amor não é um mero sentimento e sim um princípio carregado de bons valores.

O amor é o resumo da Lei de Deus, pois Ele disse para amarmos a Deus (primeira tábua) sobre todas as coisas e nosso próximo (segunda tábua) como a nós mesmos.
"O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." Romanos 13:10
"E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele." 1 João 4:16
DEUS é Amor e Seu caráter é a Sua Lei. Um Deus de amor não age com injustiça ou tirania ou com a mentira e isso vimos na descrição do amor em 1 Corintios 13, mas sim com justiça, misericórdia e verdade.
"Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo Seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)." Efésios 2:4,5
"Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus." Romanos 10:3
Quando deparo com textos sobre a misericórdia e a justiça de Deus, fico maravilhada com a infinidade e plenitude de Suas ações e Sua graça para conosco.

Somos seres humanos ingratos, pecadores e eu estou falando de todos nós.

Você já teve um amor não correspondido? Dói, né? Amar alguém e querer receber o mesmo amor. Imagina então Deus, que deu Seu filho unigênito para nos salvar em uma cruz (João 3:16) e a todo tempo concede-nos um amor sem medida, no qual negamos diariamente. Ninguém tem direito de dizer que seu sofrimento é semelhante ao de Jesus, porque ninguém entende esse amor.

Olhando essa visão do Amor de Deus e Sua misericórdia e Sua justiça… Cabe a mim ou a você julgar ou discriminar alguém? Seja por sua religião, cor, opção sexual, cultura…???????? Creio que Não! Mas porque então há tantos comentários de que Deus é tirano ou que Sua Escritura soa homofóbica, radical e preconceituosa se vimos o caráter de Deus em Sua Lei que é a maior expressão do amor? Talvez porque nós, os próprios seguidores de Cristo, não agimos de acordo com o exemplo que Ele nos deixou, sendo mesquinhos e donos da verdade.

Portando vamos expor, rapidamente, duas histórias bíblicas onde houve Amor, Misericórdia e Justiça da parte de Deus para com seus filhos. Davi e Solomão (pai e filho) seguiam a Deus em sua juventude, mas quando mais velhos no período de seus reinados, o primeiro cobiçou, cometeu adultério e homicídio e o segundo promiscuidade (geeeeentxiii, eu não perdoaria nunca, alguém pode pensar), mas Deus os amava muito. Amava a Davi e a Salomão, não os seus pecados. Ambos se arrependeram e Deus os perdoou. Mesmo assim Deus agiu com JUSTIÇA e você pode acompanhar essa história em 1 Samuel 17, 2 Samuel 11, 1 Reis 1 e 1 Reis 11.
"E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre." Isaías 32:17
Não há como negar que o pecado não é compatível com o caráter de Deus. Deus AMA o pecador, mas ABOMINA o pecado. Forte, né? E a Bíblia revela os maiores atos de Amor, Misericórdia, Mansidão, Justiça, Juízo, Eternidade, Caráter de Deus. É só ler e estudar para conseguir esse entendimento. Mas Ele não obriga ninguém a ter um estilo de vida que Ele designou para nós e que se exemplificou em Jesus. Porque o que Ele quer é que estejamos todos juntos com Ele no Céu e isso é uma ESCOLHA.

Entenda, querido irmão, que Deus te ama demais, mas Ele não ama os seus pecados, e eu não estou falando sobre homossexuais ou heterossexuais. Estou falando sobre pecados que aborrecem muito a Deus e que são cometidos por todos nós.
"Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, o coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, a testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos." Provérbios 6:16-19
Ele nos chama para abandonarmos os nossos pecados e nos prepararmos, pedindo a transformação diária, para estarmos com Ele no reino dos Céus. E sabe, Deus também deixa em Sua Palavra pecados que não estarão lá.

Em I Corintios 6:9-10 está escrito quem não terá parte no reino de Deus:
"Vocês sabem que os maus não terão parte no Reino de Deus. Não se enganem, pois os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os caluniadores e os assaltantes não terão parte no reino de Deus."
(Ahhhhhhhhhhh Oo ela escreveu HOMOSSEXUAIS!!!!)

Veja bem! Deus te ama, assim como ele me ama. Ele não se mistura com o pecado e está disposto a perdoar, pois somente um pecado não há perdão: contra o Espírito Santo.
"Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens." Mateus 12:31
Eu não conheço você que está lendo esse texto e de modo algum estou aqui para ferir alguém ou apontar um erro, descriminar ou agir com preconceito. Tenho muitos (MUITOS) amigos gays e os amo demais. Alguns são como irmãos que sabem que eu não compactuo com a opção sexual deles e, mesmo assim, eles também me amam. Sabe como eu e meus amigos gays nos damos muito bem? Porque nós nos respeitamos muito. Pra deixar mais claro. Eu não compactuo com o homossexualismo, mas amo meus amigos homossexuais.

Talvez você seja hétero e homofóbico ou homo e cristofóbico. Se me for permitido, darei uma sugestão. Tente conhecer um ao outro, a realidade, o que levou a decidir pela vida que tem, mas não precisa compactuar com suas práticas. E PRINCIPALMENTE, tente conhecer a Deus. A Bíblia é um caminho importante para esse entendimento do Senhor. E nunca se esqueça que Ele te ama.

Meu desejo sincero é que você escolha estar ao lado de Jesus, pois Ele é a maior fonte de amor e bondade que existe. E se você, ao ler esse texto, percebeu que seus pecados estão impedindo que possa conhecê-Lo melhor, lembre-se que:

– Ele é o Deus do Impossível: Lc 1:37
– Você precisa ter fé nEle: Hb 11:6

Que nós abandonemos qualquer tipo de pecado, seja fofocar, adulterar, não dar a devida educação aos seus filhos, comer demais, desrespeitar pai e mãe, mentir, cobiçar, odiar o próximo, ser preconceituoso ou praticar o sexo da maneira que Deus não ordenou. Porque Ele te espera.
"Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?" Ezequiel 33:11

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Blogs cristãos comentam protestos na 19ª Parada do Orgulho LGBT

A imagem de um protesto do transexual Viviany Beleboni na cruz, durante a 19ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de São Paulo, que aconteceu na tarde do último domingo (7) no centro da cidade, com aproximadamente 20 mil pessoas, de acordo com a estimativa da Polícia Militar, e também outras manifestações usando símbolos cristãos, geraram muitos debates e artigos nas redes sociais e em blogs cristãos.

O protesto (foto ao lado) foi feito pelo transexual Viviany Beleboni. Segundo informou, sua intenção era chamar a atenção para o sofrimento que passam os LGBTs de todo o país. 

Leia abaixo os artigos mais relevantes sobre o assunto:




Bonita Adventista - Direito de não concordar




Bíblia a Fundo - Crucificando a homofobia

terça-feira, 6 de maio de 2014

Balada Gay Gospel e a Posição da Igreja Adventista Sobre a Homossexualidade

Aconteceu em São Paulo, no dia 2 de maio, a primeira balada gay gospel promovida pela Igreja Cidade de Refúgio, fundada por Lanna Holder e sua esposa, Rosania Rocha.

O evento recebeu o nome de “Refúgio White” e atraiu não apenas gays evangélicos como também aqueles que não frequentam nenhuma religião.

O objetivo do evento, segundo Lanna Holder, era evangelizar e mostrar que os homossexuais também são amados por Deus. “Ao invés de levar o público para a igreja, nós estamos indo aonde o público está”, disse ela.

Apesar de permitir o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, a Igreja Cidade de Refúgio não aceita a prática do sexo antes do casamento e nem o consumo de bebidas alcoólicas, tanto que durante a balada só foram oferecidos drinques sem álcool, refrigerantes e sucos.

“A Bíblia que o heterossexual uso é a mesma Bíblia que o homoafetivo, transgênero, o transexual vai utilizar, ou seja, sexo só depois do casamento”, disse Lanna Holder.

Em um vídeo de divulgação do evento ela diz que o objetivo é evangelizar e não trazer a libertinagem. Durante a balada os presentes puderam dançar com canções pop, eletrônicas e gospel e a cantora Rosania Rocha também apresentou algumas canções de louvor. (Gospel Prime)

A Posição da Igreja Adventista Sobre a Homossexualidade

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que cada ser humano é valioso aos olhos de Deus, e procura ministrar para todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Também acredita que pela graça de Deus e através do encorajamento da comunidade de fé, um indivíduo pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus.

Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher. Este foi o desígnio estabelecido por Deus na Criação. As Escrituras declaram: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2:24, NVI). Por todas as Escrituras, este padrão heterossexual é afirmado. A Bíblia não faz acomodação para a atividade ou relacionamentos homossexuais. Atos sexuais fora do círculo do casamento heterossexual são proibidos (Lv 18:5-23, 26; Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Jesus Cristo reafirmou a intenção da criação divina: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?’ Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne” (Mt 19:4-6, NVI). Por essas razões, os Adventistas do Sétimo Dia são opostos às práticas e relacionamentos homossexuais. 

Os adventistas do Sétimo Dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a pessoas e famílias que sofrem as consequências do pecado. Ele ofereceu um ministério carinhoso e palavras de consolo para pessoas que lutam, embora diferenciando Seu amor pelos pecadores do Seu claro ensinamento sobre as práticas pecaminosas. Como discípulos, os Adventistas do Sétimo Dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo do Senhor, vivendo uma vida de compaixão e fidelidade semelhante à de Cristo. (Portal Adventista)

Nota: O evangelismo pode ser moderno na apresentação, mas sem rebaixar os princípios que defende. Misturar o santo com o profano é desvirtuar o objetivo do evangelho. A pregação, para cumprir seu propósito, precisa elevar os ouvintes a um estágio espiritual superior e não nivelá-los ao estágio moral degradado do ser humano. A criatividade só será benéfica na pregação se também for acompanhada de bom senso e espiritualidade...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

A Posição da Igreja Adventista Sobre a Homossexualidade


A Posição da Igreja Adventista Sobre a Homossexualidade

A Igreja Adventista do Sétimo Dia reconhece que cada ser humano é valioso aos olhos de Deus, e procura ministrar para todos os homens e mulheres no espírito de Jesus. Também acredita que pela graça de Deus e através do encorajamento da comunidade de fé, um indivíduo pode viver em harmonia com os princípios da Palavra de Deus.

Os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que a intimidade sexual é apropriada unicamente no relacionamento conjugal entre um homem e uma mulher. Este foi o desígnio estabelecido por Deus na Criação. As Escrituras declaram: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” (Gn 2:24, NVI). Por todas as Escrituras, este padrão heterossexual é afirmado. A Bíblia não faz acomodação para a atividade ou relacionamentos homossexuais. Atos sexuais fora do círculo do casamento heterossexual são proibidos (Lv 18:5-23, 26; Lv 20:7-21; Rm 1:24-27; 1Co 6:9-11). Jesus Cristo reafirmou a intenção da criação divina: “Vocês não leram que, no princípio, o Criador ‘os fez homem e mulher’ e disse: ‘Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne?’ Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne” (Mt 19:4-6, NVI). Por essas razões, os Adventistas do Sétimo Dia são opostos às práticas e relacionamentos homossexuais. 

Os adventistas do Sétimo Dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo de Jesus. Ele afirmou a dignidade de todos os seres humanos e estendeu a mão compassivamente a pessoas e famílias que sofrem as consequências do pecado. Ele ofereceu um ministério carinhoso e palavras de consolo para pessoas que lutam, embora diferenciando Seu amor pelos pecadores do Seu claro ensinamento sobre as práticas pecaminosas. Como discípulos, os Adventistas do Sétimo Dia se esforçam para seguir a instrução e o exemplo do Senhor, vivendo uma vida de compaixão e fidelidade semelhante à de Cristo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Justiça autoriza o casamento homossexual no Brasil

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dirigido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Joaquim Barbosa, aprovou nesta terça-feira (14) uma resolução que obriga os cartórios de todo o país a celebrar a união entre pessoas do mesmo sexo.

A decisão do CNJ é a continuação do que foi aprovado pelo STF em 2011 quando a união estável passou a ser reconhecida, agora os casais que desejarem transformar a união em casamento civil poderão fazer e o cartório não poderá mais se negar a realização do serviço.

A obrigação está no primeiro artigo da resolução que diz: “É vedada às autoridades competentes [no caso, os cartórios] a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo”.

O juiz de paz que se negar a realizar o ato poderá ser punido. “A recusa prevista no artigo 1° implicará a imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para as providências cabíveis”. Foram 14 votos contra 1 e a medida vai passar a ter validade assim que for publicada no Diário Oficial. 

A resolução pode ser contestada já que a Constituição Federal só reconhece a o casamento entre um homem e uma mulher (Artigo 226, §3º diz: Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento). Para poder autorizar o casamento gay, a Carta Magna precisa ser alterada, o que só pode ser feito através do Congresso.

Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O que eu faria se minha filha me contasse que é lésbica?


Minha filha mais velha, Charis, tem quatro anos, então, esperançosamente, estamos um pouco longe de ter qualquer tipo de conversa sobre sexo. No entanto, em algum ponto no futuro tenho certeza de que conversarei com Charis, e com o resto de meus filhos, sobre sexualidade. E existe a possibilidade de que um de meus filhos experimente atração homossexual.

O que eu faria se Charis me dissesse que ela está experimentando atrações homossexuais?

A primeira coisa que eu faria seria dar-lhe um abraço gigante e dizer-lhe que nada, nada, nada pode mudar meu amor por ela. Ela é minha menininha preciosa e nada mudará isso. Eu agradeceria por contar-me sobre seus sentimentos e lhe diria que ela sempre pode contar pra mim qualquer coisa, não importa quão grande ou pequena. Eu quero que meus filhos se sintam confortáveis me contando qualquer coisa e que saibam que eu não ficarei bravo com eles, não importa o que me disserem.

Eu lhe diria que Deus a ama ainda mais do que eu a amo. Ele a criou à Sua imagem e, por causa disso, ela é preciosa para Ele. Ele enviou Seu Filho para morrer pelos pecados dela, o que também prova que ela é preciosa para Ele.

Então eu lhe diria que se ela seguir a Jesus, sua sexualidade não é sua identidade. A identidade dela está enraizada em Cristo. Ela é uma filha de Deus que tem o Espírito Santo habitando nela. A identidade fundamental dela não são os seus desejos sexuais, sua identidade fundamental é uma pecadora perdoada, unida a Cristo, cheia do Espírito Santo. Era disso que Paulo estava falando em 2 Coríntios 5.17 quando disse: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.

Eu diria: “Querida, se você seguir a Jesus, sua identidade é como uma nova criação em Jesus. Esses desejos que você está experenciando não definem quem você é. Jesus define quem você é. Você é dEle. Você pertence a Ele. Essa é a sua identidade. Isso é quem você é”.

Então eu iria gentilmente pegar a sua mão e dizer: “Charis, seguir a Jesus é realmente muito custoso. Jesus disse até mesmo que devemos morrer para nós mesmos. Ele disse que temos de tomar nossa cruz e segui-lo. Isso significa submeter cada faceta de nossas vidas ao Rei Jesus, inclusive nossos desejos sexuais. Se você seguir a Jesus, você terá de submeter esses desejos a Jesus. Você não pode ceder a eles, porque a Bíblia diz que qualquer expressão sexual fora de um casamento entre um homem e uma mulher é errada”.

Ela poderá perguntar: “Deus irá tirar esses desejos de mim?”

“Eu não sei”, eu diria, “mas eu sei disto: ele te dará poder para não ceder a eles. Essa é a beleza do evangelho. Jesus perdoa todos os nossos pecados e, então, nos dá força para não ceder aos nossos desejos pecaminosos. Será difícil, será custoso e haverá momentos nos quais você se sentirá sozinha, mas Jesus vale a pena. Ele vale tanto a pena! Quando você ouvir Jesus dizer ‘Muito bem, serva boa e fiel’, valerá a pena!”

“Mas por que eu tenho esses desejos?” – Ela poderá perguntar.

“Bem, querida” – eu diria – “O pecado distorceu a sexualidade de cada pessoa. Toda a vez que eu sou tentado a cobiçar uma mulher, isso é uma distorção da minha sexualidade. Toda vez que você é tentada a cobiçar alguém do mesmo sexo, isso é, também, uma distorção. Veja, você e eu somos iguais. Funciona só um pouquinho diferente. Nós dois precisamos desesperadamente de Jesus, mas a coisa maravilhosa é: Jesus está no processo de consertar as distorções. Ele me dá poder para não ceder à cobiça, mesmo quando, às vezes, parece ser muito forte. Ele pode te dar o mesmo poder. E, algum dia, quando Ele voltar, tudo o que é triste e destruído será finalmente desfeito”.

Então eu diria “Quer saber de uma coisa? Nós continuaremos conversando sobre isso, mas, agora, vamos tomar um sorvete”.

Stephen Altrogge | Traduzido por Natália Moreira | iPródigo.com | Original aqui

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Cardeal negro cotado a papa é favorável à pena de morte para homossexuais


Um dos mais fortes nomes para suceder o papa Bento 16, o cardeal de Gana Peter Turkson, defende a pena de morte para homossexuais em Uganda. 

O religioso, que poderia se tornar o primeiro papa negro e africano da história, disse ao site National Catholic Register que “a intensidade da reação (à homossexualidade) é provavelmente compatível com a tradição”. Ele ainda criticou a atitude do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que pediu ao continente africano o fim da criminalização da homossexualidade. “Quando você está falando sobre o que é chamado de ‘estilo de vida alternativa’, são estes os direitos humanos? Ele [Ban Ki-moon] precisa reconhecer que há uma sutil distinção entre moralidade e direitos humanos, e é isso que precisa ser esclarecido”, afirmou.


Nota: Um discurso como este só faria com que a ICAR retrocedesse aos tempos 'áureos´ da Inquisição. Afasta do mundo tal cálice, Senhor!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade


Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que Ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque Ele morreu por mim, eu devo tudo a Ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que Ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamento radicais.

Apresentador: Você diz que Ele condenou o adultério, mas Ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas Ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que Ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-Lo fielmente. Isso significa que tudo que Ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em Sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casado a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

Trevin Wax | Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo | original aqui

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Ativistas protestam nuas no Vaticano contra homofobia


O grupo Femen, que luta pelos direito das mulheres e dos homossexuais começou na Ucrânia em 2010, sempre fazendo manifestações nuas ou seminuas. Em 2011, uma tentativa de protesto no Vaticano foi frustrada pela segurança do Papa.

Ontem (13), quatro delas foram presas na Praça São Pedro, no momento em que o Papa recitava o tradicional Angelus. As mulheres estavam ao lado de uma Árvore de Natal da praça, na frente da Basílica de São Pedro.

No momento em que o Papa apareceu na janela para recitar a oração do Angelus, tiraram a roupa e mostraram os corpos pintados com frases como “cale a boca” e nas costas “In gay we trust” (um trocadilho com a frase “In god we trust”, em Deus confiamos, frase impressa nas notas de dólar).

O protesto durou apenas alguns minutos. Algumas seguravam cartazes e gritavam palavras de ordem contra o papa até serem contidas pela polícia. A motivação seria questionar os ensinamentos “homofóbicos” da igreja católica, reforçados pelos discursos recentes do papa.

O Femen seguidamente faz protestos na Rússia e na Ucrânia, mas já existem “versões” na Inglaterra e até no Brasil. Em setembro de 2012, elas criaram “o primeiro centro de treinamento” do “novo feminismo” em Paris. Elas afirmam serem feministas que defendem a democracia, o meio-ambiente e a liberdade individual. 

Fonte: Gospel Prime

800 mil marcham em Paris contra o casamento gay


Dezenas de milhares de pessoas reunidas em várias manifestações iniciaram um protesto neste domingo em Paris contra o projeto de legalizar o casamento homossexual, promessa do presidente socialista François Hollande, eleito em maio de 2012. Os organizadores, apoiados pela Igreja Católica e pela oposição de direita, pretendem manter a pressão, já que o Parlamento vai examinar, a partir de 29 de janeiro. o projeto de lei sobre a abertura do casamento e da adoção aos casais homossexuais.

"Esta manifestação tem um valor de teste para François Hollande porque aqui vemos muito claramente que há na França milhões de franceses que, provavelmente, estão preocupados com esta reforma", declarou Jean-François Copé, secretário-geral do principal partido de direita, a UMP, em sua chegada ao ato.

O arcebispo de Paris, Monsenhor André Vingt-Trois, se juntou ao cortejo para manifestar seu "apoio" aos organizadores da manifestação contra o casamento homossexual. O deputado socialista de Paris, Jean-Christophe Cambadélis, criticou o prelado por travar "um combate duvidoso contra o amor", ao lutar contra o casamento de pessoas do mesmo sexo.

A polícia esperava entre 150 e 300 mil participantes, mas chegou ao número de 340 mil depois que os manifestantes se concentraram no parque em volta da Torre Eiffel. Os organizadores estimam que mais de 800 mil pessoas compareceram.

Os opositores ao casamento gay reuniram 100 mil contra o projeto no dia 17 de novembro. Uma manifestação em favor da reforma está prevista para 27 de janeiro. A maioria dos franceses, 56%, é favorável ao casamento gay. O apoio dos franceses à liberação da adoção para os homossexuais é menor, 50%, segundo uma pesquisa recente.

A ministra da Justiça, Christiane Taubira, reafirmou que o governo manterá seu projeto, descartando também um referendo exigido por parte da oposição e por 115 parlamentares. O gabinete de Hollande informou que o comparecimento na manifestação foi "substancial", mas não iria mudar a sua determinação de efetuar a reforma.

Fonte: Terra

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

EUA aprovam maconha e casamento gay


Eleitores nos Estados americanos de Maine e Maryland aprovaram, em um referendo realizado na terça-feira, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Já Washington e Colorado votaram pela legalização da maconha, como droga recreativa. Diversos referendos foram realizados em Estados do país no mesmo dia em que americanos foram às urnas para escolher o presidente americano. Na corrida à Casa Branca, Barack Obama venceu a disputa contra o republicano Mitt Romney. O casamento gay já é permitido em seis Estados americanos, mas esta foi a primeira vez que a medida foi aprovada em um referendo, pelo voto popular, e não apenas através do processo legislativo e judiciário.

Tanto o Colorado quanto Washington permitirão posse de até 28 gramas de maconha. No caso do Colorado, o uso da droga em espaços públicos é permitido, mas os cidadãos terão direito de cultivar até seis pés de maconha em casa.

Já em Washington, os eleitores aprovaram um sistema de licenças estatais que serão emitidas a produtores de maconha. Em Massachusetts, um referendo aprovou o uso medicinal da maconha.

Na terça-feira, foram realizados 176 referendos em 38 dos 50 Estados americanos. Na Califórnia, eleitores votaram uma proposta para por fim à pena de morte, mas o resultado ainda não foi divulgado.

Entre os assuntos que foram votados, estão a obrigatoriedade de indicar nos rótulos de alimentos a presença de ingredientes geneticamente modificados na Califórnia, o direito a decidir pela própria morte em Massachusetts e o uso obrigatório de camisinhas por atores pornôs em Hollywood.


Nota: Aos poucos, a intensa propaganda pró-“casamento” gay (em filmes, novelas, seriados) vai convencendo e convertendo as multidões. Que os homossexuais queiram formalizar legalmente sua união é um direito que lhes assiste, mas reinterpretar a palavra “casamento” para significar a união entre pessoas do mesmo sexo é uma violência à instituição estabelecida por Deus no Éden, e que diz respeito apenas à união de um homem com uma mulher. Mas as distorções não param aí: aprovaram também a maconha como “droga recreativa” e a obrigatoriedade do uso de camisinhas por atores de filmes pornográficos, como se a fina proteção de látex fosse suficiente para conter os estragos causados por uma vida desregrada e pela promoção da pornografia. Garanto que o alto índice de suicídios cometidos por profissionais do sexo não se deve à falta do tal preservativo que não preserva ninguém das marcas emocionais causadas pelo sexo animalesco. Quanto à maconha, basta ler a matéria de capa da revista Veja da semana passada (“Maconha faz mal, sim”) e esta postagem para confirmar que é um contrassenso liberar uma droga tão nociva. Diz o subtítulo da reportagem: “O atual liberalismo em torno do consumo da droga está em descompasso com as pesquisas médicas mais recentes. As sequelas cerebrais são duradouras, sobretudo quando o uso se dá na adolescência.” Alguém duvida de que este mundo está na contramão do que é certo? 
[Michelson Borges - Criacionismo]

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Casa Publicadora lança livro abordando homossexualidade

Um novo livro de ensaios e depoimentos abordando a homossexualidade é o primeiro de seu tipo que sai de uma casa publicadora adventista.

A obra “Homosexuality, Marriage, and the Church: Biblical, Counseling, and Religious Liberty Issues” [Casamento, Homossexualidade, e a Igreja: Questões de Aconselhamento, Bíblicas e de Liberdade Religiosa] aborda as questões complexas que envolvem a homossexualidade e a vida e fé adventistas. O livro, de quase 600 páginas, publicado pela Andrews University Press, é de autoria de especialistas em direito, saúde, e teologia. O conteúdo do livro é baseado em apresentações de uma conferência sobre homossexualidade, patrocinada pela Igreja em 2009. 

Niels-Erik Andreasen, presidente da Universidade Andrews e do conselho da University Press, editora da universidade, disse que o tema deste livro é oportuno e necessário. "Acontecimentos recentes na nossa comunidade de fé, organizações religiosas, política americana e na sociedade secular requerem cuidadosa reflexão sobre este assunto sensível", disse Andreasen. "A Universidade Andrews tem o prazer de ajudar a resolver algumas destas questões, reunindo uma gama de perspectivas sobre este assunto na nossa igreja".

O livro, lançado no início deste mês, é uma coletânea de 14 ensaios e seis testemunhos de pessoas que têm lutado pessoalmente com a homossexualidade.

"Por mais que gostaria de assim fazer, a Igreja não pode mais fugir a perguntas sobre homossexualidade e matrimônio do mesmo sexo", diz Nicholas P. Miller, editor principal do trabalho, juntamente com Roy E. Gane e Peter H. Swanson, todos do Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia da Andrews. "A sociedade, com estridência crescente, está forçando os cristãos a enfrentarem esses temas", diz Miller.

Miller aponta aos diversos Estados americanos cujas legislaturas recentemente promulgaram disposições de casamento do mesmo sexo. Ele observa que em novembro deste ano, pelo menos dois estados, Maryland e Washington, terão referendo em cédulas eleitorais, por iniciativa de cidadãos que procuram reverter leis de casamento do mesmo sexo recentemente promulgadas.

"Vejam a estranha controvérsia e evidente indignação surgida quando o proprietário de uma cadeia nacional de fast-food [alimentos rápidos] recentemente expressou seu apoio ao casamento tradicional", disse Miller. "Era a mesma posição mantida até muito recentemente pelo presidente dos Estados Unidos. E a reação midiática é uma indicação de como esforços estão sendo feitos para mudar os sentimentos do público sobre esta questão”.

Alguns na Igreja estão tentando reformular atitudes sobre a homossexualidade também. Recentemente, alguns adventistas promoveram um documentário admitindo o estilo de vida gay entre os adventistas, disse Miller.

"Em meio a tudo isso, os adventistas devem ter uma compreensão clara de todas as questões em jogo, e elas são significativas", disse ele.

Ronald Knott, diretor da Andrews University Press, observa que, juntamente com questões bíblicas e de liberdade religiosa, o livro enfatiza o apelo passional para o mais alto nível de amor pastoral e apoio para os cristãos que, disse ele, "podem ​​ter sido seduzidos para um caminho espiritual perigoso mediante argumentos encantadores, porém falsos, das Escrituras e da história política, vindas de dentro e de fora da Igreja”.

O livro é dividido em quatro seções: material bíblico sobre a homossexualidade, questões jurídicas, aconselhamento e testemunhos. Um apêndice reproduz as várias declarações oficiais referentes à homossexualidade emitidas através dos anos pela Igreja Adventista.

Além de sua responsabilidade de ensino como professor-associado de história da Igreja na Andrews, Miller também é diretor do Instituto Internacional de Liberdade Religiosa, da Universidade. O instituto está patrocinando um fórum sobre as questões políticas, religiosas e sociais que cercam o casamento homossexual em 6 de outubro. O evento será realizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Spencerville, em Spencerville, Maryland.

O fórum, planejado para coincidir com o referendo de Maryland para derrubar a lei estadual de casamento do mesmo sexo, vai chamar a atenção para as questões envolvidas, para o novo livro, e contará com painéis de discussão e um sermão sobre os adventistas e a ação social por Bill Knott, editor e redator-executivo da Revista Adventista [edição em inglês] e Adventist Review

Para mais informações, visite universitypress.andrews.edu.