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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Dia de Reis e a verdadeira história dos Sábios do Oriente

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do oriente" (Mateus 2:1) que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis". A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Belchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios, sendo o dia em que são desarmados os presépios, e portanto, são retirados todos os enfeites natalícios. (Informações de Wikipédia)

Ellen G. White em O Desejado de Todas as Nações, no capítulo 6, "Vimos a sua estrela", nas páginas 33 a 38, faz o relato do que aconteceu naqueles dias. Vejamos alguns trechos:

"Tendo nascido Jesus em Belém de Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está Aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a Sua estrela no Oriente, e viemos a adorá-Lo”. (Mateus 2:1, 2)

Os magos do Oriente eram filósofos. Faziam parte de uma grande e influente classe que incluía homens de nobre nascimento, bem como muitos dos ricos e sábios de sua nação. Entre estes se achavam muitos que abusavam da credulidade do povo. Outros eram homens justos, que estudavam as indicações da Providência na natureza, sendo honrados por sua integridade e sabedoria. Desses eram os magos que foram em busca de Jesus. [...]

"Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino." (Mateus 2:9)

Viram os magos uma luz misteriosa nos céus, naquela noite em que a glória de Deus inundara as colinas de Belém. Ao dissipar-se a luz, surgiu uma luminosa estrela que permaneceu no céu. Não era uma estrela fixa, nem um planeta, e o fenômeno despertou o mais vivo interesse. Aquela estrela era um longínquo grupo de anjos resplandecentes, mas isso os sábios ignoravam. Tiveram, todavia, a impressão de que aquela estrela tinha para eles significado especial. Consultaram sacerdotes e filósofos, e examinaram os rolos dos antigos registros. A profecia de Balaão declarara: “Uma Estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel." (Números 24:17)

Teria acaso sido enviada essa singular estrela como precursora do Prometido? Os magos acolheram com agrado a luz da verdade enviada pelo Céu; agora era sobre eles derramada em mais luminosos raios. Foram instruídos em sonhos a ir em busca do recém-nascido Príncipe. [...]

Em Belém, não encontraram nenhuma guarda real a proteger o recém-nascido Rei. Não havia a assisti-Lo nenhum dos grandes da Terra. Jesus estava deitado numa manjedoura. Os pais, iletrados camponeses, eram Seus únicos guardas. Poderia ser Este Aquele de quem estava escrito que havia de restaurar “as tribos de Jacó”, e tornar a “trazer os remanescentes de Israel”; que seria “luz para os gentios”, e “salvação [...] até à extremidade da Terra”? (Isaías 49:6). 

“E, entrando na casa, acharam o Menino com Maria, Sua mãe, e, prostrando-se, O adoraram.” (Mateus 2:11)

Através da humilde aparência exterior de Jesus, reconheceram a presença da Divindade. Deram-Lhe o coração como a seu Salvador, apresentando então suas dádivas — “ouro, incenso e mirra”. Que fé a sua! Como do centurião romano, mais tarde, poder-se-ia haver dito dos magos do Oriente: “Nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”. (Mateus 8:10). [...]

Por meio dos magos, Deus chamara a atenção da nação judaica para o nascimento de Seu Filho. Suas indagações em Jerusalém, o despertar do interesse popular, e o próprio ciúme de Herodes, que forçou a atenção dos sacerdotes e rabis, dirigiu os espíritos para as profecias relativas ao Messias, e ao grande acontecimento que acabava de ocorrer.

Leandro Quadros expõe as lições que podemos tirar desta história:

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Qual é a idade ideal para se casar?

Qual é a idade ideal para se casar? Um estudo da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, sugere que pessoas que se casam entre 28 e 32 anos têm poucas chances de se divorciar nos primeiros cinco anos de casamento.

Os resultados foram obtidos através da análise de dados da Pesquisa Nacional de Crescimento Familiar dos EUA nos anos de 2006 a 2013. O sociólogo Nick Wolfinger, o responsável pelo estudo, analisou os números e percebeu que a taxa de divórcio nessa faixa etária é menor.

A pesquisa ainda explica algumas razões pelas quais casar-se entre 28 e 32 anos é bom: nessa época, as pessoas já têm maturidade suficiente para entender se realmente querem compartilhar a vida com outra pessoa e porque a vida financeira já está mais estabilizada. Segundo o estudo, por outro lado, não é bom casar-se muito mais velho do que isso, pois os hábitos de vida da pessoa vão se consolidando ao longo dos anos e podem ser difíceis se adaptar-se ao parceiro. (Estadão)

Agora vejamos alguns comentários de Ellen G. White acerca da idade ideal para o casamento:
"Casamentos precoces não convêm. Relação tão importante como a do casamento, e tão vasta no alcance de seus resultados, não deve ser assumida precipitadamente, sem suficiente preparo, e antes de se acharem bem desenvolvidas as faculdades mentais e físicas." (A Ciência do Bom Viver, p. 358)

"Rapazes e meninas entram em relações matrimoniais com amor imaturo, com juízo não desenvolvido, sem sentimentos nobres e elevados, e assumem os compromissos matrimoniais, completamente guiados por suas paixões juvenis. Afeições formadas em tenra idade têm muitas vezes resultado em uniões infelizes, ou em vergonhosas separações." (Mensagens aos Jovens, p. 452)

"Em consequência de casamentos apressados, mesmo entre o professo povo de Deus, há separações, divórcios e grande confusão na igreja." (O Lar Adventista, p. 80)

"Muito antes de atingirem a idade de homens ou mulheres feitos, julgam-se competentes para fazerem sua escolha, sem o auxílio de seus pais. Alguns anos de vida conjugal são usualmente bastantes para mostrar-lhes seu erro, mas muitas vezes demasiado tarde para impedir seus resultados funestos." (Patriarcas e Profetas, p. 175)
"Se homens e mulheres têm o hábito de orar duas vezes ao dia antes de pensar no casamento, devem fazê-lo quatro vezes quando pensam em dar esse passo. O casamento é uma coisa que influenciará e afetará sua vida, tanto neste mundo como no porvir. O cristão sincero não avançará os seus planos nesta direção sem ter o conhecimento de que Deus aprova seu proceder." (Mensagens aos Jovens, p. 460)
"Se há qualquer assunto que deveria ser considerado com calma reflexão e juízo desapaixonado, é este o assunto do casamento. Se há tempo em que se necessita da Bíblia como uma conselheira, é antes de dar um passo que ligue pessoas por toda a vida." (Fundamentos da Educação Cristã, p. 103)
A jornalista, escritora e palestrante adventista Fabiana Bertotti também dá sua opinião:

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ellen White, dramatizações e filmes

Nesse ano, a Igreja Adventista do Sétimo Dia lançou um filme intitulado O Resgate para apresentar às pessoas uma parábola moderna sobre o significado da vida e da morte de Jesus. O filme ultrapassou 400 mil visualizações em português e espanhol no Youtube, e os números não param de crescer. Os testemunhos são inúmeros de como as pessoas foram impactadas pela mensagem central, que nos leva a refletir no maior resgate da história, quando Jesus tornou-se um de nós.

Para dirimir qualquer dúvida, o departamento de Comunicação da Divisão Sul-Americana apresenta o seguinte texto que esclarece as bases para usar esse tipo de mídia para pregar.

Um dos temas de preocupação de Ellen White em seus escritos foram o teatro e as dramatizações ou encenações teatrais. Os principais estudos que sistematizaram o pensamento de White a respeito dessa questão são dois: Representações dramáticas em instituições adventistas, de Arthur White, publicado originalmente em 1963, e o recente verbete Drama and theather, de Liliane Doukhan, publicado na The Ellen G. White Encyclopedia, livro de 2013 ainda não traduzido para o português.

Em um breve panorama desses estudos, fica claro que Ellen White escreveu sobre o tema a partir de duas perspectivas: (1) o teatro como meio de entretenimento e (2) a inserção de atitudes teatrais por pregadores e evangelistas.

A respeito do primeiro foco, o do teatro como meio de entretenimento, ela critica essa forma de diversão pelo seu conteúdo vulgar e pelo seu ambiente estar associado à vida boêmia (jogos de azar, bebida e fumo), o que era realidade na época. Geralmente as declarações de Ellen White sobre o perigo da influência do teatro estão ligadas ao contexto institucional adventista a partir da década de 1880: o problema da formação de sociedades literárias adventistas, que levavam muitos jovens a frequentarem o teatro, e das encenações teatrais “mundanas” feitas em instituições adventistas como colégios e hospitais, embora até hoje não se saiba ao certo que tipo de peças e entretenimento eram apresentados no Sanatório de Battle Creek, por exemplo. Sabe-se apenas que eles não tinha caráter religioso ou evangelístico, mas de entretenimento somente.

Sobre o segundo foco, que é o uso de posturas teatrais por ministros e pregadores, White condena essa prática. Para ela, era inaceitável que pregadores e ministros agissem de forma sensacionalista ou vulgar para atrair os ouvintes.

Abaixo seguem trechos do texto de Doukhan, o estudo mais recente a respeito da temática feito pela igreja, já mencionado anteriormente:
“Outra das preocupações de Ellen White tem a ver com o comportamento teatral em contextos religiosos. Com frequência ela usa a palavra teatral para se referir a um conjunto de atitudes e comportamentos no contexto de reuniões públicas, como o púlpito, reuniões de temperança, reuniões evangelísticas, Escola Sabatina e reuniões de angariação de fundos. Muitas de suas referências a atitudes teatrais tratam do comportamento do pregador no púlpito. White condena especialmente as ‘atitudes e expressões calculadas a causar efeito’, ‘gestos indignos, impetuosos’ e ‘vulgaridade’, durante as quais os pregadores ‘atacam, gritam, saltam para cima e para baixo, esmurram o púlpito’. (Evangelismo, p. 640, Obreiros Evangélicos, p. 172 e Review and Herald, 8 de agosto de 1878)
"Em vez de usar anedotas para divertir a congregação, o pregador deve buscar qualidades como dignidade, simplicidade, bondade e beleza. Além disso, ela fala contra o uso da ‘habilidade no palco’ com o propósito de se exibir, ou o desejo de obter sucesso mediante o cultivo do sensacionalismo e da exibição externa, e usando a tolice vulgar para tornar as reuniões atrativas e interessantes." (Testemunhos para a Igreja 5, p. 127)
“O que é condenado em todas essas atitudes teatrais é uma abordagem ‘superficial’ que confunde os sentidos e ofusca a verdade. White encoraja o uso de métodos sensíveis e racionais caracterizados por profunda experiência religiosa, verdadeira piedade e humilde espiritualidade. Por meio do cultivo de expressões que elevam e enobrecem, o intelecto será fortalecido e a moral será confirmada. Simplicidade, humildade, graciosa dignidade e sabedoria devem ser as qualidades que governam a apresentação da verdade de maneira que os ouvintes possam ser impressionados favoravelmente.” (Lilianne Doukhan, Drama and theater, em The Ellen G. White Encyclopedia, ed. Denis Fortin e Jerry Moon [Review and Herald, 2014], pp. 783-784 [a ser lançada pela CPB])
Diante disso, os textos usados para desqualificar a criação de produções audiovisuais de ficção pela organização adventista, encontrados em livros como Evangelismo, por exemplo, referem-se a “posturas teatrais“ e “exibições teatrais” apresentadas por ministros e pregadores. Tais textos não se referem a encenações e dramatizações produzidas por adventistas, seja dentro ou fora do ambiente de culto. Não é possível considerar os textos de White sobre o ambiente e o conteúdo do teatro, e muito menos as críticas que ela faz à teatralidade de pregadores, como argumento para tornar as produções evangelísticas da igreja como estando contra os testemunhos.

A Igreja Adventista jamais buscará meios de produção audiovisual ou comunicação que entrem em conflito com os princípios bíblicos e conceitos dos escritos de Ellen White e cujo objetivo seja meramente entreter uma plateia ou exibir a performance de alguém. Nossa intenção é a de termos relevância junto aos públicos da atualidade, mas sempre mantendo uma coerência com nossa identidade histórica fundamentada em sólida base bíblico-teológica.
"Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros." (2 Crônicas 20:20)
Pr. Rafael Rossi (via Em dia com o nosso tempo)

Nota: Grupos de dramatização têm participado frequentemente em vários programas de TV mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao redor do mundo. Elencos especiais de dramatização foram necessários também para a produção dos filmes e/ou vídeos “Um em Vinte Mil” (EUA), “O Grande Conflito” (Argentina), “Heróis da Fé” (Austrália), “O Barquinho Azul” (Brasil) e muitos outros [como “Tell the World”, “Opostos” e “O Resgate”]. Evangelistas adventistas usam um número significativo de filmes em suas séries de conferências públicas. Dramatizações fazem parte ainda da vida da grande maioria dos internatos mantidos pela denominação. Elas são usadas também em nível de igrejas locais, tanto em programas alusivos ao Dia das Mães e ao Natal, quanto nos departamentos infantis da Escola Sabatina. Várias dessas dramatizações têm elevado espiritualmente tanto os apresentadores quanto os que a elas assistem. 

[Leia mais sobre o assunto em O uso de dramatizações na Igreja Adventista]

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Peça teatral “PornoGospel” critica hipocrisia e banalização da religião


O espetáculo teatral “PornoGospel”, que estreou no dia 19 de maio no Mini Auditório do Teatro Guaíra, causou revolta de segmentos cristãos e evangélicos da sociedade curitibana. Membros do grupo de teatro chegaram a registrar um boletim de ocorrência em uma delegacia e a reforçar a segurança durante as apresentações depois de ameaças. A peça é uma comédia, com sátiras baseadas em fatos reais, noticiados em grandes veículos de comunicação. Como faz uma crítica ao comportamento de pastores evangélicos na exploração da fé, na política, e faz uma associação ao lançamento de produtos eróticos exclusivos para evangélicos, o espetáculo é acusado por fiéis de generalizar e atacar a fé cristã. O pastor Tiago Ferro, fundador do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política, no Paraná, e diretor do Conselho de Ministros Evangélicos do Estado, afirma que a chamada, o nome e as referências a políticos evangélicos ofendem o segmento cristão.

A direção da peça esclareceu que há oito meses, quando o espetáculo começou a ser pensado, o nome “PornoGospel” já existia. É uma referência a produtos que estão no mercado de sex shop, apresentados na Erotika Fair, em São Paulo no ano passado. Além disso, existem filmes destinados ao público evangélico. O produtor da peça, Fernando Cardoso, afirma que todo o roteiro da comédia é baseado em fatos reais e não houve ofensa à fé das pessoas.

A diretora da peça, Mariana Zanette, afirma que os temas principais são “política” e o “mau uso da fé das pessoas”. Segundo ela, todos elegeram políticos corruptos, tanto na esquerda quanto na direita, e a peça cita exemplos de exploração por meio da religião. (Paraná Portal)

Nota do jornalista e escritor Michelson Borges: "Não adianta espernear e reclamar. Processar o grupo teatral por estar criticando justamente o que o “mundo gospel” anda fazendo? Os evangélicos estão colhendo os frutos da banalização da religião. Os cristãos primitivos seriam perseguidos, presos e mortos por sua fé e sua fidelidade a Jesus e à Bíblia. Alguns ditos cristãos de hoje estão sendo debochados por terem se afastado do Evangelho e se aproximado demais dos negócios deste mundo, da política e do espetáculo. Em lugar de eventos de genuíno louvor a Deus, temos visto por aí “shows gospel” e rios de dinheiro afluindo para o bolso dos donos de gravadoras e dos artistas. Em lugar de pregações bíblicas que chamem ao arrependimento e ao desprendimento, pastores vociferam do púlpito as crendices absurdas e pseudo-bíblicas da teologia da prosperidade. Em lugar de anunciar a volta de Jesus e o reino de glória que virá, líderes evangélicos parecem se preocupar apenas com o reino deste mundo e com as boas coisas que ele oferece para os bon vivants. Em lugar de atuação evangelística do povo que deveria ser sal da terra, vemos muitos políticos evangélicos chafurdando na corrupção e dando péssimo testemunho com suas “bancadas” e seus conchavos. É balada gospel, carnaval gospel, MMA gospel, sex shopgospel. O que mais falta? Se o sal perder o sabor, para que mais serve? Resposta: para ser debochado em peças teatrais."

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dia Nacional do Teatro - Como ele era na época de Ellen White?


O Dia Nacional do Teatro é celebrado no dia 19 de Setembro. A primeira forma de teatro surgiu no Oriente, apesar de ser um conceito de teatro relacionado com rituais religiosos. O teatro como forma de arte surgiu na Grécia Antiga. No Brasil, o teatro nasceu no século XVI, e tinha como objetivo espalhar a crença religiosa. Mais tarde, esta manifestação artística sofreu um retrocesso significativo por causa da censura imposta pela ditadura militar. O fim da ditadura militar significou um novo fôlego e uma nova relevância para os artistas e para o teatro. 

Como eram os "teatros" da época de Ellen White?


Ellen White condenava veementemente o teatro. Segundo ela, "entre os mais perigosos lugares de diversão, encontra-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro celeiro de imoralidade". Ela o associava a "cantigas baixas, [...] gestos, expressões e atitudes indecentes" (Conselhos aos pais, professores e estudantes, p. 334) e "tolices vulgares” (idem, p. 541). Para ela, o teatro “estimula ao extremo todas as paixões" (Parábolas de Jesus, p. 54), "desperta a paixão e glorifica o vício" e a "satisfação sensual" (Patriarcas e Profetas, p. 336).

Estudos históricos mostram que no teatro da época predominavam imoralidade, humor vulgar e sentimentalismo baixo. Na verdade, o teatro não era muito melhor do que um bordel (veja Benjamim McArthur, "Amusing the masses", em Gary Land, ed., The World of Ellen G. White [Review and Herald, 1987], p. 177-191. Na época de Ellen White, o que era popular nos EUA era o chamado teatro "Vaudeville" (ou "teatro de variedades", como era conhecido na Europa). Ele era caracterizado por reunir uma dezena de artistas, entre cantores, dançarinas, atores, ilusionistas e acrobatas, numa sequência de atos geralmente independentes que misturavam música, comédia e mágica. Geralmente dirigidos a audiências masculinas, eles exploravam temas grosseiros e obscenos. 

Abaixo está o trecho de um espetáculo "Vaudeville". Levando-se em consideração que o biquíni só foi lançado em 1946, essas cenas são realmente chocantes para a época (especialmente a partir de 2min20).

Como as orientações de Ellen White não condenam as encenações em si, a IASD não é contra o uso desse recurso na igreja. Veja Alberto R. Timm, “O uso de dramatizações na igreja”; e Arthur L. White, "Dramatic productions in SDA institutions".

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Como eram os "teatros" da época de Ellen White?

Ellen White condenava veementemente o teatro. Segundo ela, "entre os mais perigosos lugares de diversão, encontra-se o teatro. Em vez de ser uma escola de moralidade e virtude, como muitas vezes se pretende, é um verdadeiro celeiro de imoralidade". Ela o associava a "cantigas baixas, [...] gestos, expressões e atitudes indecentes" (Conselhos aos pais, professores e estudantes, p. 334) e "tolices vulgares” (idem, p. 541). Para ela, o teatro “estimula ao extremo todas as paixões" (Parábolas de Jesus, p. 54), "desperta a paixão e glorifica o vício" e a "satisfação sensual" (Patriarcas e Profetas, p. 336).

Estudos históricos mostram que no teatro da época predominavam imoralidade, humor vulgar e sentimentalismo baixo. Na verdade, o teatro não era muito melhor do que um bordel (veja Benjamim McArthur, "Amusing the masses", em Gary Land, ed., The World of Ellen G. White [Review and Herald, 1987], p. 177-191. Na época de Ellen White, o que era popular nos EUA era o chamado teatro "Vaudeville" (ou "teatro de variedades", como era conhecido na Europa). Ele era caracterizado por reunir uma dezena de artistas, entre cantores, dançarinas, atores, ilusionistas e acrobatas, numa sequência de atos geralmente independentes que misturavam música, comédia e mágica. Geralmente dirigidos a audiências masculinas, eles exploravam temas grosseiros e obscenos. 

Abaixo está o trecho de um espetáculo "Vaudeville". Levando-se em consideração que o biquíni só foi lançado em 1946, essas cenas são realmente chocantes para a época (especialmente a partir de 2min20).

Como as orientações de Ellen White não condenam as encenações em si, a IASD não é contra o uso desse recurso na igreja. Veja Alberto R. Timm, “O uso de dramatizações na igreja”; e Arthur L. White, "Dramatic productions in SDA institutions".

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A volta do polêmico musical 'Jesus Cristo Superstar'

O ator Igor Rickli como Jesus
A Ópera-rock de Andrew Lloyd Webber aqui no Brasil é uma superprodução da Time For Fun (T4F) em parceria com a Takla Produções, duas das maiores produtoras de teatro musical do Brasil, que tem estréia prevista para 14 de março no teatro do Complexo Ohtake Cultural (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros / São Paulo). 

Desde a sua estréia mundial, em 1970, a obra Jesus Cristo Superstar revoltou cristãos fervorosos que consideram o espetáculo blasfemo. No Brasil não poderia ser diferente. Até mesmo os primeiros rumores na imprensa já previam tais ações, é o exemplo da primeira matéria sobre o musical publicada em 30 de novembro de 2013 no diário “O Estado de São Paulo”, do jornalista Ubiratan Brasil, que tinha como chamada “A volta do polêmico ‘Jesus Cristo Superstar’ – Musical considerado blasfemo ganha nova versão em 2014″.

A comoção que surgiu em grande escala em redes sociais durante essa semana trata-se de uma petição destinada ao Ministério da Cultura e a ministra da cultura Marta Suplicy que tem como argumento “Não se pode promover atentados contra a fé dos brasileiros sob pretexto de promover a Cultura!” (clique aqui para acessar o documento) que já tem mais de 28.000 assinaturas virtuais.

O musical que conta com Alírio Netto, Negra Li e Igor Rickli (clique aqui para elenco completo) tem a narrativa que apresenta a última semana de vida de Jesus Cristo, desde sua chegada em Jerusalém até o dia em que foi crucificado. Jesus Cristo, Judas Iscariotes e Maria Madalena são os personagens centrais nas questões políticas, religiosas e pessoais que são vividas pela humanidade até hoje, o que torna o musical tão atual.

“Esses tabus não envelhecem e talvez possamos enfrenta-los novamente” Jorge Takla, diretor do espetáculo para O Estado de São Paulo.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A “conversão” de Harry Potter

Harry Potter, o bruxinho mais famoso do mundo converteu-se e se tornou um o cristão ortodoxo. As aventuras do feiticeiro ortodoxo não são parte de um novo livro de JK Rowling. Mas trata-se de uma peça de teatro escrita por um padre russo.

“Harry Potter arrependido e o milagre de fogo” é a tradução livre do padre que supervisiona o trabalho do departamento de jovens da diocese de Bugulma, na república russa.

No início da trama, Hedwig, coruja de estimação de Harry, traz uma notícia triste de Hogwarts. A batalha entre o bem e o mal terminou com vitória de Voldemort. Com isso, todos os amigos de Harry, Hermione e Ron além de quase todos os Weasley, morreram. Harry corre para ver Dumbledore, que o aconselha a encontrar “aquele que criou tudo”, pois Deus é o único que teria poder de parar Voldemort.

Harry então acaba indo para uma igreja ortodoxa, onde fica sabendo que os seus pais o batizaram pouco antes de morrerem. Ele chega até Jerusalém para ver a descida da Chama Sagrada, com seus novos amigos. Anastas e Agniya são dois irmãos ortodoxos que ele conheceu durante a viagem. O encontro final com Voldemort acontece na Terra Santa e, com a ajuda de São Cipriano, seu santo padroeiro, Harry derrota seu inimigo.

Padre Manuil explica que a peça descrita acima terá apresentações gratuitas e seu objetivo é apenas aproximar os jovens dos ensinamentos da igreja. Os atores são amadores, mas ele comemora o fato de ter recebido apoio da liderança da Igreja.

O teatro sempre fez parte da vida de Manuil, pois seu pai era um ator amador. O próprio padre participou de peças enquanto era estudante na Academia Eclesiástica e Seminário em São Petersburgo.

Como no restante do mundo, a série de livros e filmes sobre Harry Potter é sucesso na Rússia. Mas também muito criticada pelos cristãos. A Igreja Ortodoxa da Trácia afirmou que os livros “familiarizam as pessoas com magia, o mal, o ocultismo e demonologia” e que os ensinamento eram “puro satanismo.”

A primeira “resposta” dos ortodoxos veio de Andrei Kuraev, que escreveu em 2003 o livro “Harry Potter na Igreja” e a obra de John Granger “Procurando Deus em Harry Potter”. Agora com a peça, parece que a fama de Harry Potter chegou ao sincretismo moderno. 

Fonte: Gospel Prime com informações de The Moscou News

quarta-feira, 28 de março de 2012

O uso de dramatizaçőes na igreja


Especialistas na área de comunicação têm afirmado que aprendemos 83% das informaçőes do mundo exterior através da visão; 11% através da audiçăo; e 6% distribuídos entre o tato, o olfato e o paladar. Isto significa que nos lembramos muito mais daquilo que vemos do que daquilo que meramente ouvimos.

Se a visão é tăo eficaz no processo da comunicaçăo, deveria a Igreja Adventista do Sétimo Dia valer-se apenas de recursos auditivos na proclamação do "evangelho eterno" (Apoc. 14:6)? Até que ponto poderia esta denominação incorporar recursos visuais e dramatizaçőes em seus serviços religiosos, sem com isso infringir princípios expostos na Bíblia e nos escritos de Ellen White? 

A fim de respondermos a estas questões, consideraremos, inicialmente, alguns antecedentes do uso de dramatizações na literatura bíblica e nos escritos da Sra. White. Procuraremos, então, identificar alguns princípios básicos que poderăo nos ajudar a estabelecer parâmetros seguros sobre o assunto.

No Antigo Testamento

A liturgia do Antigo Testamento centralizava-se nos rituais simbólicos, primeiro, dos altares patriarcais; depois, do tabernáculo mosaico; e, por último, do tempo de Jerusalém. Esses serviços, ministrados por sacerdotes (cf. Êx 28 e 29; Lv 8), constituíam uma prefiguraçăo dramática da salvação que haveria de se concretizar através do sacrifício e do sacerdócio de Cristo. Animais representavam a Cristo; a imolação desses animais simbolizava a morte de Cristo; e o sangue deles prefigurava o sangue de Cristo. Também as festas de Israel eram marcadas por inúmeras dramatizações (ver Êx 12:1-27; Lv 16 e 23). Ellen White denomina todo esse sistema centralizado no santuário de "o evangelho em figura".

Outro ato religioso dramático do Antigo Testamento era a cerimônia da circuncisão. Esse ato foi ordenado por Deus como um símbolo exterior do concerto entre Ele e Seu povo.
Em Números 21:4-9, Deus ordenou que Moisés preparasse e levantasse uma "serpente de bronze", como um símbolo de Cristo. Todos aqueles que olhassem com fé para aquela serpente, viveriam.

Dramatizações săo encontradas também nos livros proféticos do Antigo Testamento. O próprio Deus usou recursos pictóricos para descrever realidades sócio-políticas e religiosas nas visőes proféticas registradas em tais livros, como Ezequiel, Daniel e Zacarias. Por exemplo, no capítulo 2 do livro de Daniel, a Segunda Vinda de Cristo é representada pela grande pedra que feriu os pés da estátua. Já no capítulo 1 de Oséias, encontramos Deus ordenando que o próprio profeta (Oséias) dramatizasse a apostasia espiritual de Israel, casando-se com uma prostituta.

Portanto, o uso de recursos visuais (incluindo dramatizaçőes) permeava o culto do Antigo Testamento. Tais recursos eram parte do serviço do santuário, da cerimônia da circuncisão e dos ensinos proféticos. Mas o emprego de tais recursos visuais não se limita apenas ao Antigo Testamento. 

No Novo Testamento

Os quatro Evangelhos apresentam inúmeras ocasiőes em que Cristo usou ilustraçőes vívidas da Natureza e da vida diária para ensinar liçőes espirituais. Ele năo apenas Se valeu do recurso didático das parábolas, mas até comparou-Se a Si mesmo com tais figuras como a água (Joăo 4:10), o păo (6:41 e 48), a luz (8:12), a porta (10:9), o pastor (10:14) e a videira (15:1-5).

A própria cerimônia do Batismo é uma dramatização simbólica, instituída por Cristo para marcar o início de uma vida de consagração a Deus. Cristo năo apenas submeteu-Se a essa cerimônia (Mateus 3:13-17), mas também ordenou que ela fosse ministrada a todos quantos aceitassem o evangelho (28:18-20).

Até mesmo Sua morte dramática sobre a cruz tinha propósitos didáticos. Ellen White declara que "a cruz é uma revelação, aos nossos sentidos embotados, da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração de Deus". Ela acrescenta que "o Calvário aí está como um monumento do estupendo sacrifício exigido para expiar a transgressão da lei divina".

Esse evento dramático ocorreu sobre uma cruz com o objetivo de tocar os "nossos sentidos embotados". Ele é relembrado simbolicamente através da cerimônia da Santa Ceia (ver Mateus 26:17-30; João 13:1-20), que é, por sua vez, uma dramatizaçăo litúrgica ordenada por Cristo para ser repetida periodicamente por Seus seguidores (cf. Joăo 13:13-17;  1Co 11:23-26).

À semelhança de alguns livros proféticos do Antigo Testamento, o conteúdo do Apocalipse de João é caracterizado por dramatizaçőes simbólicas, que descrevem pictoricamente o desenvolvimento do plano da salvação no contexto do grande conflito entre as forças do bem e os poderes do mal.

Por conseguinte, o Antigo e o Novo Testamentos estão permeados de dramatizaçőes simbólicas. Especialmente o Batismo e a Santa Ceia são dramatizaçőes do plano de salvaçăo, instituídas pelo próprio Cristo como parte da liturgia de Sua igreja.

Nos Escritos de Ellen White

Analisando-se os escritos de Ellen White, percebe-se, por um lado, que ela: (1) endossa reiteradas vezes as dramatizaçőes litúrgicas do Antigo Testamento (o cerimonial do santuário, etc.); (2) enaltece as dramatizaçőes litúrgicas do Novo Testamento (o Batismo, o Lava-pés, a Santa Ceia, etc.); (3) engrandece o ritual sacerdotal de Cristo no Céu; (4) năo criticou a dramatização a que assistiu na Escola Sabatina de Battle Creek, em 1888; (5) năo condenou a encenação do Natal de 1888, em Battle Creek, mas simplesmente expressou sua aprovação aos pontos positivos do programa e sua desaprovaçăo aos pontos negativos; e (6) não condenou o uso das bestas de Daniel e do Apocalipse como ilustraçőes evangelísticas.

Por outro lado, várias citaçőes de Ellen White desaprovam o uso de qualquer tipo de exibicionismo teatral. Estariam essas citaçőes condenando indistintamente todo tipo de dramatização? Eu creio que năo, pois, se assim fosse, teríamos que eliminar até mesmo o Batismo e a Santa Ceia de nossas igrejas.

É interessante notarmos que as próprias citaçőes de Ellen White que desaprovam o uso de exibiçőes teatrais, identificam também as características negativas básicas que a levaram a se opor a tais exibiçőes. Dentre essas características destacamos as seguintes: (1) afastam de Deus; (2) levam a perder de vista os interesses eternos; (3) alimentam o orgulho; (4) excitam a paixão; (5) glorificam o vício; (6) estimulam o sensualismo; e (7) depravam a imaginação.

Disto inferimos que dramatizaçőes săo aceitáveis, em contrapartida, quando: (1) aproximam de Deus; (2) chamam a atenção para os interesses eternos; (3) năo alimentam o orgulho; (4) năo excitam a paixăo; (5) desaprovam o vício; (6) năo estimulam o sensualismo; e (7) elevam a imaginaçăo.

Na Igreja Adventista

Grupos de dramatização têm participado frequentemente em vários programas de TV mantidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, ao redor do mundo. Elencos especiais de dramatização foram necessários também para a produçăo dos filmes e/ou videos Um em Vinte Mil (EUA), O Grande Conflito (Argentina), Heróis da Fé (Austrália), O Barquinho Azul (Brasil) e muitos outros. Evangelistas adventistas usam um número significativo de filmes em suas séries de conferências públicas.

Dramatizaçőes fazem parte ainda da vida da grande maioria dos internatos mantidos pela denominaçăo. Elas são usadas também em nível de igrejas locais, tanto em programas alusivos ao Dia das Mães e ao Natal, como nos departamentos infantis da Escola Sabatina.

Várias dessas dramatizaçőes tęm elevado espiritualmente tanto os apresentadores como aos que a elas assistem. Existem, no entanto, aqueles que pensam que os fins justificam os meios e que boas intençőes săo o único critério determinante para a aceitaçăo de um determinado programa. Mas se restringíssemos os critérios apenas ao nível das intençőes, certamente incorreríamos no grave erro de abrirmos as portas a todo e qualquer tipo de programaçăo "culturalmente" aceitável.

Critérios básicos

Cuidadosa consideração deve ser dada, năo apenas ŕs intençőes, mas também ŕ própria natureza do programa, ŕ escolha dos participantes, bem como ao tempo e local adequados tanto para o ensaio como para a apresentação da cena.

As dramatizaçőes devem: (1) evitar o elemento jocoso e vulgar; (2) evitar o uso de fantoches (animais e árvores que falam, etc.); (3) ser bíblica e historicamente leais aos fatos, como estes realmente ocorreram; e, acima de tudo, (4) exaltar a Deus e Sua Palavra (e năo os apresentadores da programação).

Já os apresentadores devem ser pessoas cuja vida espiritual e conduta estejam em plena conformidade com os princípios adventistas, e que estejam dispostos a acatar as orientaçőes da liderança da congregação local e das organizaçőes superiores da denominaçăo. Prudente seria que todos os participantes de um elenco de dramatização fossem escolhidos bom base nas diretrizes sugeridas pelo Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia para a seleção dos "membros do coro da igreja".

A liderança da igreja, por sua vez, é responsável por prover orientaçőes adequadas aos apresentadores de dramatizaçőes. A ela compete exercer uma função equilibradora, para que as programaçőes sejam um meio (e não um fim) de melhor glorificar a Deus e de mais efetivamente comunicar o evangelho ao mundo. Jamais deve permitir que dramatizaçőes venham obliterar a centralidade da pregação da Palavra na liturgia adventista.

Conclusão

Portanto, dramatizaçőes permeiam a liturgia tanto do Antigo como do Novo Testamentos. Ellen White, por sua vez, não condena todo tipo de dramatizaçăo, mas apenas as exibiçőes teatrais que afastam de Deus, levam a perder de vista os interesses eternos, alimentam o orgulho, excitam a paixão, glorificam o vício, estimulam o sensualismo e depravam a imaginação.

Se alegarmos que toda e qualquer dramatização é inapropriada, teremos, conseqüentemente, de suspender: (1) o uso de filmes, que são o produto de dramatizaçőes; (2) a maior parte das programaçőes dos departamentos infantis da Escola Sabatina (colocar coroas na cabeça das crianças, cenas do Céu, etc.); (3) todas as "cantatas" e grande parte das apresentaçőes musicais de nossas igrejas; e, até mesmo (4) a celebraçăo das cerimônias do Batismo e da Santa Ceia.

Por outro lado, devemos ser cuidadosos tanto na avaliação da natureza do programa, como na escolha dos apresentadores e do tempo e do local dos ensaios e da apresentação. O uso adequado de dramatizaçőes implica năo meramente agirmos em conformidade com nossa própria consciência (sendo ela santificada), mas também com base nos princípios bíblicos e dos escritos de Ellen White. Toda cena deve glorificar a Deus e não aos apresentadores.

Referências:

1. Fundamentos da Educação Cristã, pág. 238.
2. Educação, pág. 263.
3. Caminho a Cristo, pág. 33.
4. Educação, pág. 263.
5. Para um estudo mais detido das declaraçőes de Ellen White sobre dramatizaçőes, ver Arthur L. White, "Representaçőes Dramáticas em Instituiçőes Adventistas" (Documento disponível no Centro de Pesquisas Ellen G. White, Instituto Adventista de Ensino - Campus 2, Engenheiro Coelho, SP). Tais declaraçőes podem ser melhor compreendidas através da leitura do artigo intitulado "Divertindo as Massas", de Benjamin McArthur, em: Gary Land, ed., The World of Ellen G. White (Washington, DC: Review and Herald, 1987), págs. 177-191.
6. A. L. White, "Representaçőes Dramáticas em Instituiçőes Adventistas", pág. 1.
7. Idem, págs. 5 e 6.
8. As principais citaçőes de Ellen White nas quais ela expressa sua desaprovaçăo ao uso de exibiçőes teatrais, encontram-se no livro Evangelismo, págs. 136-140.
9. Ver A. L. White, "Representaçőes Dramáticas em Instituiçőes Adventistas".
10. Ver Manual da Igreja Adventista do Sétimo Dia, 8Ş ed. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1992), pág. 111

Alberto R. Timm - Publicado na Revista Adventista de setembro de 1996