Mostrando postagens com marcador Artes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artes. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de maio de 2019

O fim de Game of Thrones e do Grande Conflito

Acabou. Após oito anos e oito temporadas, "Game of Thrones", a série mais cultuada dos últimos anos, exibiu seu último episódio neste domingo (19). Escrito e dirigido pelos criadores da série David Benioff e D. B. Weiss, foi ao ar na HBO nos Estados Unidos e no Canadá. A saga, uma violenta fantasia épica escrita por George R. R. Martin, seduziu uma multidão de fãs ao apresentar o que a humanidade tem de pior. Os livros deram origem a uma das séries de TV mais caras da história. 

Imprópria para os cristãos, ela pode representar mais um passo para condicionar uma geração às estratégias do diabo no tempo do fim. GoT, como é conhecida, apresentou uma trama épica sobre a disputa do Trono de Ferro dos Sete Reinos, localizado no continente fictício de Westeros. É de uma das personagens da série, Cersei Lannister, a frase de onde sai o título da série: 

“Quando você joga o jogo dos tronos, ou você ganha, ou você morre.” 

Jesus e Satanás jogam, de certo modo, o jogo dos tronos. Satanás quis subir acima das estrelas do Céu (lembrando que as estrelas são uma figura para anjos na simbologia bíblica), colocar seu trono nas extremidades do norte e assim ser “semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14). 

Jesus, jogando o jogo dos tronos, “abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos. E, vivendo a vida comum de um ser humano, Ele foi humilde e obedeceu a Deus até a morte — morte de cruz” (Filipenses 2:7 e 8). 

A lógica de Cersei Lannister parece funcionar até certo ponto na verdadeira batalha pelo trono que está acontecendo agora. Jesus de fato morreu. Mas Satanás não ganhou. Ao contrário, graças à atitude de Jesus, tão diferente da de seu oponente, “por isso Deus deu a Jesus a mais alta honra e pôs nEle o nome que é o mais importante de todos os nomes, para que, em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos” (Filipenses 2:9 e 10). 

Uau. E, se você considera que aí, do lado esquerdo de seu peito, há um trono, e que esses dois paradigmas (inflar-me até eu ser semelhante ao Altíssimo x esvaziar-me até ser um servo) estão disputando para assentar-se nele, saiba de uma coisa, amigo: quando se joga o jogo dos tronos, ou você escolhe o lado certo ou você morre. Não dá pra ficar em cima do muro. 

Como diz Ellen G. White, "muitos há que não consideram esse conflito entre Cristo e Satanás como tendo relação especial com sua própria vida; pouco interesse tem para eles. Mas, essa luta repete-se nos domínios de cada coração" (O Desejado de Todas as Nações, p. 116) 

No novo mundo pós-conflito, Deus será o centro de toda a criação outra vez, e todos se regozijarão ao redor de seu trono. Se o trono de justiça foi usado para vencer e julgar, agora o trono de graça será a fonte de eterna felicidade. A melhor notícia é que Deus está no trono e sempre estará. O trono não está vago. O Universo não é governado por um déspota, mas pelo Rei amoroso e justo. Na verdadeira guerra dos tronos, o lado bom vence.

"Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto e sublime. Sobre esse trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle estão os súditos de Seu reino. O poder e majestade de Cristo nenhuma língua os pode descrever, nem pena alguma retratar. A glória do Pai eterno envolve Seu Filho. O resplendor de Sua presença enche a cidade de Deus e estende-se para além das portas, inundando a Terra inteira com seu brilho. Na presença dos habitantes da Terra e do Céu reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus" (O Grande Conflito, pp. 665-666).

Assista também os comentários do prof. Leandro Quadros neste excelente vídeo:

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Casal adventista usa arte como ferramenta para o evangelismo

Leah pertence a uma terceira geração de adventistas do sétimo dia, nascida na África do Sul. Quando tinha cinco anos, mudou-se para Portugal com os pais. É enfermeira formada e trabalha como coordenadora da Clínica Adventist Help, na Grécia, em um campo de refugiados. É também uma artista e tem usado seus talentos para levar avante a Grande Comissão dada por Jesus.

Hildebrando não nasceu em um lar adventista, mas conheceu a igreja através do Clube de Desbravadores que frequentava. Quando tinha oito anos, época em que seu pai faleceu, começou a participar de algumas das atividades dos Desbravadores e, com o tempo, sentiu o desejo de conhecer melhor a Jesus. Hilde viveu em um complexo de habitação social com sua mãe e seis irmãos mais novos. Ele é o único adventista na família, mas espera que algum dia seus queridos entreguem a vida a Cristo e se juntem a ele. Hilde estudou arquitetura e um dia sentiu o chamado para se tornar um missionário de tempo integral. Atualmente, é o coordenador para a Adventist Help na Grécia. Artista por profissão, Hilde acredita que deve usar seus talentos para proclamar a mensagem de Jesus usando todos os meios necessários para alcançar o maior número possível de pessoas.

Hilde e Leah se casaram em 2011. Ambos têm grandes talentos artísticos. Enquanto fazem o seu trabalho profissional, envolvidos no ministério da Adventist Help, também trabalham juntos utilizando seus talentos como artistas. Para eles, a arte pode ser uma poderosa ferramenta para o evangelismo.

Leah e Hilde estão profundamente envolvidos, tanto em nível regional como nacional, no ministério aos jovens, participando em diferentes atividades. No verão passado, por exemplo, ajudaram na realização do Camporee Nacional, que reuniu aproximadamente 900 jovens, durante uma semana. Mais recentemente, o casal esteve envolvido num projeto de intervenção urbana e de interação social, pintando um mural em Lisboa, Portugal, no maior complexo habitacional social de toda a Península Ibérica. Eles tiveram a oportunidade de criar uma grande pintura em uma parede de 16 metros de altura. Essa pintura de parede inclui a frase: “Se você conhecer a Verdade, ela o libertará!” Durante a pintura do mural, eles dedicaram tempo para compartilhar Jesus e o que Ele significa para eles. “Essa forma de testemunho”, Leah e Hilde estão convencidos, “ajuda a compartilhar a mensagem com muitas pessoas que de outra forma jamais ouviriam falar de Jesus.”

Como surgiu a ideia de usar a arte no evangelismo?
 
Iniciativa Evangelística para as 
Grandes Cidades, 2014, em Portugal
Sempre estivemos ligados às artes, explorando vários materiais e testando as mais diversas técnicas de criatividade e experimentação. Com o tempo, começamos a pensar em como usar nossos talentos para servir a Deus e à Sua igreja. Aos poucos, começamos a explorar algumas de nossas técnicas artísticas, tentando incorporar outras atividades, principalmente em eventos juvenis. E então, um dia, ao ler O Grande Conflito, de Ellen G. White, encontramos o seguinte texto: “Por esse tempo, chegaram a Praga dois estrangeiros da Inglaterra […]. Sendo artistas, bem como pregadores, prosseguiam pondo em prática a sua habilidade. Em local franqueado ao público, pintaram dois quadros. Um representava a entrada de Cristo em Jerusalém, “manso, e assentado sobre uma jumenta” (Mateus 21:5), e seguido de Seus discípulos, descalços e com trajes gastos pelas viagens. O outro estampava uma procissão pontifical: o papa adornado com ricas vestes e tríplice coroa, montando cavalo magnificamente adornado, precedido de trombeteiros e seguido pelos cardeais e prelados em deslumbrante pompa.

Iniciativa Evangelística para as 
Grandes Cidades, 2014, em Portugal
Ali estava um sermão que prendeu a atenção de todas as classes. Multidões vieram contemplar os desenhos. Ninguém deixara de compreender a moral, e muitos ficaram profundamente impressionados pelo contraste entre a mansidão e humildade de Cristo, o Mestre, e o orgulho e arrogância do papa, Seu servo professo. Houve grande comoção em Praga, e os estrangeiros, depois de algum tempo, acharam necessário partir, para sua própria segurança. Mas a lição que haviam ensinado não ficou esquecida.” (O Grande Conflito, pp. 99 e 100)

Esse texto mudou nossa perspectiva sobre como usar nossos dons artísticos para Deus e usar a arte como um meio de espalhar a Palavra.

Vocês começaram a trabalhar em algum projeto específico?

Sim, o texto que acabamos de compartilhar, de O Grande Conflito, nos inspirou a desenvolver um projeto que chamamos de “GO!” ou “Gospel Option!” (A Opção do Evangelho!). E isso é basicamente o que estamos fazendo e explorando hoje no campo do evangelismo criativo e urbano.

O que é “GO”! ou “Gospel Option!”?

"Você na Missão", Congreso patrocinado 
pela Associação Sul da Alemanha, 2015
Em essência, significa usar os talentos que nos foram dados por Deus de forma criativa, com o objetivo de compartilhar a mensagem de esperança com todos aqueles que não O conhecem. Tentamos traduzir o evangelho em uma linguagem que pode ser entendida por nossa cultura contemporânea, aqui e agora, sem comprometer a mensagem. Jesus fez uso criativo das parábolas, e devemos seguir Seu exemplo para que as pessoas possam entender a mensagem que queremos compartilhar com elas.

Testemunhar por meio da arte nos permite mostrar, explorar, desenvolver e criar oportunidades para chegar a lugares que de outra forma nunca poderíamos alcançar. As pessoas precisam ter a oportunidade de conhecer o evangelho para que venham a adotá-lo e torná-lo parte de sua vida, vivendo-o todos os dias. “GO!” implica usar os talentos que emprestamos do Senhor, para a glória e honra dAquele que nos outorgou todos esses talentos, em primeiro lugar

O que vocês pretendem alcançar com o “Gospel Option”?

"Você na Missão", Congreso patrocinado 
pela Associação Sul da Alemanha, 2015
Nosso principal objetivo é compartilhar o evangelho por meio da arte. Esse tipo de evangelismo é criativo, urbano e pessoal. Nesse evangelismo, usamos imagens: vídeo, fotografia, pinturas, etc., como um meio poderoso, eficiente e eficaz para compartilhar o evangelho onde quer que estejamos. Queremos usar todos os recursos a nossa disposição para alcançar aqueles que ainda não conhecem a Deus ou que têm conceitos errôneos sobre Seu plano redentor. Em breve, esperamos ter uma plataforma online para alcançar um público mais amplo.

Que tipo de feedback vocês receberam até agora?

Embora sempre haja alguém um tanto desconfiado, as reações em geral têm sido positivas. Geralmente, os jovens são mais curiosos e positivos. Eles querem saber como teve início a nossa missão através da arte, o que fazemos, como fazemos e como podem nos ajudar e participar. A última reação é talvez a mais orientada para os resultados, pois indica o desejo de se envolver na missão.

Contem-nos sobre suas iniciativas evangelísticas.

"Você na Missão", Congreso patrocinado 
pela Associação Sul da Alemanha, 2015
Antes de assumirmos a nossa missão atual na Grécia, fomos coordenadores de evangelismo para o Amazing Facts Centre of Evangelism-Europe (AFCOE-Europa). Foi uma grande bênção. Estivemos envolvidos com todos os tipos de atividades juvenis, especialmente com os Desbravadores, e apoiamos a igreja em várias atividades e programas, tais como:

A Iniciativa Evangelística às Grandes Cidades, na Cidade do Porto, Portugal, em 2014. O nosso envolvimento começou já antes da campanha, anunciando os encontros, com a pintura em uma lona de 9x12 metros na autoestrada. Assim que as reuniões começaram e durante os preparativos antes das reuniões, colocávamos pinturas de lona diariamente à entrada da igreja, relacionadas ao tema do dia. No último dia, uma grande pintura foi colocada para ilustrar a Segunda Vinda de Cristo.

O Congresso “Juventude em Missão”, patrocinado pela Associação Sul da Alemanha, em 2015, contou com um quebra-cabeça gigante, pintado pelos jovens presentes ao evento, e mais tarde foi usado para publicidade.

E sobre suas atividades atuais?

Pintura em mural, criada 
pelo projeto "Nossa [p]ARTE"
Como parte do nosso trabalho com a AFCOE-Europa, tivemos que usar a nossa criatividade para desenvolver programas de interação com a comunidade, que envolvessem os jovens, motivando-os a pensar livremente, a deixar sua zona de conforto e a utilizar os seus vários talentos. Em nosso trabalho atual com os refugiados, temos que ser criativos e sensíveis na maneira como os abordamos. Participamos também de várias iniciativas públicas de criação artística. Preparamos algumas exposições e trabalhamos como artistas plásticos freelancers. Também criamos um projeto chamado "Nossa [p]ARTE", que foi desenvolvido para interagir com as comunidades que estamos tentando alcançar. Oferecemos workshops, ensinamos o básico em artes e então criamos uma pintura mural com a participação dos jovens dessas comunidades. Uma das organizações com as quais trabalhamos é a ADRA Portugal. Preparamos 45 pinturas, utilizando imagens de projetos desenvolvidos e apoiados pela entidade. O lucro obtido com essas pinturas vai ajudar a ADRA Portugal em suas atividades.

Estamos envolvidos também em um projeto denominado “What’s the Difference?”, que envolve jovens artistas, com a utilização de várias técnicas para retratar a diferença entre uma vida com Deus e uma vida sem Ele. Exploramos diferentes tópicos e publicamos diferentes ilustrações em um blog e em uma página do Facebook.

Grandes e variadas oportunidades nos atraem, e somos desafiados repetidamente a usar os talentos que temos para encorajar os jovens a fazerem o mesmo sob a perspectiva da missão. Como Ellen White nos diz, “o Senhor tem um lugar para cada um em Seu grande plano. Talentos não necessários não são concedidos. A cada homem Deus dá talentos que devem ser desenvolvidos de acordo com as diferentes habilidades por Ele concedidas. Caso o talento seja pequeno, Deus tem um lugar para ele; e esse talento, se usado, fará precisamente a obra para que Deus o destinou”. (Beneficência Social, pp. 101 e 102)

Com base na experiência que têm, como vocês definiriam o evangelismo?

Fazemos uso das diversas abordagens nas artes para levar o evangelho a cada pessoa, cada raça, cada nação e a cada uma das classes sociais, dentro do que somos capazes de fazer. O evangelismo envolve tudo e a todos. O evangelismo significa sabermos nos identificar com cada pessoa, dentro de nosso próprio estado existencial. Ele leva em conta o exemplo de Jesus, que viveu entre nós, andou em nossas cidades, desceu por nossas estradas, experimentou nossas alegrias, sentiu nossa dor e compreendeu o nosso mundo. Significa construir pontes, bem como novos contatos entre nós e todos aqueles que ainda não conhecemos – aqueles que ainda não conhecem a verdade como é encontrada em Jesus!

O evangelismo não é uma opção. Não é um hobby ou algo que fazemos quando não há mais nada para fazer. Não é um meio para aliviar a nossa consciência. É um jeito de ser, uma maneira de viver neste mundo. Em síntese, é um estilo de vida! É a nossa forma de testemunhar, é a nossa missão!

Tiago Mendes Alves (via Diálogo Universitário)

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Por onde anda André Ramiro, ator adventista de Tropa de Elite?

Dez anos depois de “Tropa de Elite” (2007), André Ramiro não é mais um “aspira”, e nem estamos falando de ter sido promovido a comandante do Bope em “Tropa 2”. Desde que o filme de José Padilha o tornou conhecido do público como o aspirante a oficial do Bope André Mathias, o ator carioca de 36 anos tem procurado tirar o máximo proveito da visibilidade e, se você acha que ele andava sumido, é porque não estava prestando atenção.

Depois de “Tropa”, ele emendou um trabalho na Globo (“Casos e Acasos”, 2008) e outras cinco produções na Record --”A Lei e o Crime” (2009), “Vidas em Jogo” (2011), “Pecado Mortal” (2013), “Plano Alto” (2014) e “A Terra Prometida” (2016). Desde então, no entanto, vem mirando seus esforços novamente no cinema e em séries da TV paga.

Nas telonas, lançou sua carreira internacional ao participar do filme argentino "Las Ineses" (2015), dirigido por Pablo José Meza. Antes, já havia atuado na produção venezuelana "Patas Arribas" (2009). No meio tempo, Ramiro filmou duas séries, ainda inéditas, e voltou ao cinema nacional em “Pacto de Sangue”, que o canal Space deve levar ao ar em 2018. Há dois meses, Ramiro se mudou temporariamente para São Paulo para fazer outra série, “Rio Heroes”, produção da Fox também prevista para 2018. 

Batismo de André Ramiro na IASD
O ator também passou um mês na Amazônia para rodar “Libertos”, que ele define como um “filme cristão, mas nada catequisador”. “Meu personagem é o Emanuel, um médico que cuida de índios na Amazônia, e uma gangue o sequestra nessa aldeia e leva para um cativeiro onde eles engravidam as mulheres e vendem as crianças. Num determinado momento, ele decide que vai libertar aquelas mulheres”, revela. “Considero que até então foi o personagem da minha vida, foi um personagem que me afetou muito positivamente”, diz ele, sobre o filme que deve ser lançado na Páscoa de 2018 e que foi produzido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia (leia mais sobre o projeto aqui).

Ramiro agora quer voltar ao Rio para se dedicar um pouco à família, investir em workshops de interpretação que vem ministrando junto com amigos, e também tocar dois outros projetos: um monólogo teatral e um novo disco --antes de ser ator, ele começou como rapper, e chegou a lançar um disco em 2012. (Com informações de UOL)

Nota: André Ramiro foi batizado em 16 de novembro de 2013 na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Botafogo, no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Morte de Elvis Presley completa 40 anos - Elvis e o Gospel

No dia em que a morte de Elvis Presley completa 40 anos, fãs e crítica relembram as principais marcas que Elvis teria deixado na música e na cultura do século XX. Mas eu gostaria de lembrar aqui uma faceta do “rei do rock” bem menos conhecida que seus filmes em Acapulco, suas canções românticas ou a proibição de filmar os seus rebolantes quadris no programa de TV de Ed Sullivan no início da carreira. Aliás, os requebros da “pélvis de Elvis” foram um fator nada descartável para sua ascensão meteórica. A voz absolutamente marcante, os cabelos cuidadosamente desalinhados, o repertório quase recatado se comparado à fúria libidinal das canções de Jerry Lee Lewis e Little Richards, quase tudo seguia uma construção publicitária perfeita comandada pelo “Coronel” Tom Parker, como apelidavam o empresário de Elvis.

Os americanos sempre demonstraram afinidade com o gospel gravado por artistas não-religiosos. Por exemplo, nos anos 1950, Tennessee Ernie Ford gravou álbuns que estão entre os dez mais vendidos da década. Mas Elvis revelava também seu gosto pela música gospel. E talvez houvesse nisso mais do que ambição de vender para outro nicho de mercado. Para Don Cusic, autor do livro The Sound of Light: a history of gospel music, Elvis tinha ouvido muita música gospel - na igreja ou em casa com a mãe – e, ao cantar aquelas músicas, ele não cumpria só um dever espiritual, mas também revivia a infância. Talvez, diz Cusic, Elvis estivesse mostrando que era um bom garoto, temia a Deus (à sua maneira) e queria salvação.

Em 1952, quando ainda era um jovem motorista de caminhão, Elvis fez um teste vocal para entrar no quarteto Songfellows e foi reprovado. Mais tarde, Jim Hammil, um dos componentes “acusados” de dispensar Elvis Presley, deu sua versão dos fatos: “Eu não disse que ele não sabia cantar, mas sim que ele não conseguia ouvir a harmonia. Sozinho, ele se saía bem. Mas quando as outras vozes do quarteto entravam, ele se perdia e cantava as outras vozes que ouvia”. (Em geral, a formação vocal de um quarteto masculino é de 1º e 2º tenores, barítono e baixo).

Elvis ainda não era famoso quando encontrou o quarteto The Jordanaires no Grand Ole Opry, em 1955. O quarteto havia surgido em 1948 e só conservava um integrante da formação original, o 1º tenor Gordon Stoker. As primeiras gravações de Elvis nos estúdios da RCA têm um vocal de apoio formado, entre outros, por Stoker e Ben e Brock Speer, da Speer Family, famosa família de cantores. Mais tarde, a formação completa dos Jordanaires marcaria o som dos discos de Elvis, que passava a vender 10 milhões de discos e se tornava um ídolo teen e um ícone cultural.

Os primeiros álbuns gospel de Elvis chegariam a partir de 1957, no auge da carreira no rock, quando era inimigo dos pregadores. Primeiro, a gravação de Peace in the Valley, e depois o disco His Hand in Mine. Esse disco tinha os Jordanaires no vocal de apoio e entre as faixas estavam músicas como Swing low, Sweet chariot e Mansion over the hilltop (em português, é a conhecida Mansão sobre o monte). A capa desse álbum trazia um Elvis Presley sentado ao piano num sóbrio smoking, de cabelo grande e roupas brilhantes. O figurino e o penteado, porém, não eram uma afronta ao estilo religioso. Pelo menos, não ao estilo de certos cantores e pastores evangélicos da época. James Brown, por exemplo, explicava que seu estilo inconfundível de se movimentar no palco, falar e cantar, era influência de pregadores, digamos, hiperativos.

A voz de Elvis também recebeu grande influência do gospel. Certa vez, o cantor escutava um disco de Jake Hess, um dos grandes nomes da música gospel, quando revelou a Johnny Rivers algo como “agora você sabe de onde vem o meu estilo de cantar”.

Em 1967, Elvis convidou os quartetos The Imperials e The Jordanaires e também algumas cantoras para o vocal do seu disco gospel de maior resposta positiva de público e crítica, How Great Thou Art. Além da clássica faixa-título (no Brasil é conhecida como Quão grande és Tu), já famosa na voz de George Beverly Shea, o disco trazia Where could I go but to the Lord, In the garden (No jardim) e Where no one stands alone (Minha mão em Tua mão). Nesse disco, Elvis faz um dueto com Jake Hess na música If the Lord wasn’t walking by my side, conhecida música do quarteto The Statesmen, do qual Jake Hess já tinha sido integrante.

He Touched Me é o álbum gospel de 1972 que traz a clássica Amazing grace (Graça excelsa) e a canção-título (Tocou-me), de autoria do casal Bill e Gloria Gaither.

A partir de 1969, o quarteto The Stamps passou a abrir os shows de Elvis. J. D. Sumner, membro do quarteto, conta que após os shows Elvis reunia os cantores para cantar gospel. Frequentador da casa de Elvis, Sumner também diz que o cantor “só ouvia gospel. Ele não ouvia nem suas próprias gravações”.

No funeral de Elvis, em agosto de 77, Jake Hess e dois integrantes do quarteto The Statesmen cantaram Known only to Him, Kate Westmoreland cantou My heavenly Father watches over me, e James Blackwood e The Stamps cantaram How great Thou art. O final trágico do cantor e suas gravações ora religiosas ora seculares podem traduzir que, de algum modo, Elvis Presley não conseguiu conciliar sua vida de sucesso fabuloso com as crenças de sua juventude. Mesmo assim, para Don Cusic, a maior contribuição de Elvis ao gospel foi apresentar esse estilo ao mundo do rock.

* Os títulos em português e entre parênteses mencionados no texto foram extraídos do Hinário Adventista (CPB).

Joêzer Mendonça (via Nota na Pauta) (Título original: Élvis e o Gospel - Élvis além da pélvis)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Jim Carrey fala sobre Jesus Cristo em centro de recuperação

O famoso ator Jim Carrey fez um discurso recente sobre sua fé em Jesus Cristo em um ministério cristão que se dedica a ajudar na recuperação de usuários de drogas e ex-presidiários. Após ser apresentado pelo líder cristão que dirige o local, ele declarou: “Esta sala está cheia de Deus”.

Em seguida, afirmou que tem passado por momentos difíceis em sua vida nos últimos anos e que “o sofrimento leva à salvação.” Disse ainda que Jesus sofreu mais que todos na cruz, mas escolheu o caminho da submissão a Deus e o perdão e que todos deveriam fazer o mesmo.

Com o nome de Homeboy Industries, a organização visitada por Carrey fica em Los Angeles e seu foco é auxiliar pessoas que estiveram envolvidas em gangues. Além de oferecer ajuda com advogados, eles também pagam pela remoção de tatuagens com os nomes das gangues e auxiliam as pessoas a procurarem emprego e “começar de novo”.

“Vocês estão aqui e isso indica que estão tomando uma decisão: trilhar o caminho do perdão e graça. Assim como Cristo fez na cruz. Ele sofreu terrivelmente e deu tudo por nós, a ponto de morrer”, assegurou o ator em uma mistura de testemunho e pregação. “Usar o sofrimento e transformá-lo em compaixão e perdão é o que abre as portas do céu para todos nós. Isto é o que eu desejo para todos vocês e eu quero isso para mim também”, assegurou, sendo bastante aplaudido.

Carrey tem um histórico de envolvimento com drogas e deve ir a julgamento nos Estados Unidos pela morte de uma ex-namorada. Embora ele não tenha vindo a público anunciar sua conversão a Cristo, o vídeo onde ele aparece pregando sobre Jesus tem chamado a atenção da mídia como um indício de que o ator teve uma mudança de vida recentemente. 

[Com informações de Hello Christian e Gospel Prime]

terça-feira, 30 de maio de 2017

House of Cards: sabedoria demoníaca

Na premiadíssima série House of Cards, encontramos uma trama que se desenvolve nos bastidores do cenário político americano. Após fazer várias manobras para eleger um candidato à presidência, o congressista Frank Underwood é traído e não recebe a posição política que lhe havia sido prometida.

Através da série, Frank nos conduz em uma longa jornada de retribuição e vingança sobre aqueles que o passaram para trás, mirando em seu próprio gabinete de membros e até no presidente. De forma impetuosa, astuta, metódica e viciosa, Frank, junto com sua igualmente manipuladora e ambiciosa esposa, Clair, percorrem os corredores políticos de Washington, derrubando peça por peça e subindo a escada hierárquica por poder nesse delicado castelo de cartas.

A reação que alimentamos ao assistir a série, varia entre a admiração e a repulsa pelo personagem. Mas é importante observarmos que em nosso dia a dia da famosa vida real, nosso comportamento não costuma ser muito diferente, por menor que seja a escala. Nós manipulamos, omitimos, dobramos, colocamos a mão na consciência e inventamos algo para disfarçar, mas no apagar das luzes, dia sim e dia também, sempre estamos pensando em nós mesmos e em nosso próprio ganho.

Ao se dirigir à sua igreja, Tiago usa uma descrição muito intrigante a respeito da suposta sabedoria que aquelas pessoas desenvolveram. No capítulo 3, versos 14 a 17, ele elucida da seguinte forma:
“…se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de “sabedoria” não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera.”
Tiago destaca que uma sabedoria que age sempre em favor de si mesma, é uma sabedoria demoníaca. Para ele, a sabedoria que vem de Deus produz paz, amor, compreensão, misericórdia e perdão. No capítulo 4 ele vai dizer que as guerras e intrigas que acontecem no mundo, ocorrem por causa da ambição de nossos corações e de nossos desejos egoístas.

Mas ele completa explicando que Deus concede graça maior. Se nos humilharmos e nos afastarmos de nossa ambição, e purificarmos nosso coração dividido buscando a Deus, ele nos exaltará. Que nossa sabedoria e capacidade seja sempre usada para gerar frutos de amor, justiça e paz.

Isaque Resende (via Cinegoga)
“É o amor de si mesmo que traz desassossego. Quando formos nascidos de cima, haverá em nós o mesmo espírito que havia em Jesus, o espírito que O levou a Se humilhar para que pudéssemos ser salvos. Então, não andaremos em busca do lugar mais alto. Desejaremos sentar-nos aos pés de Cristo, e dEle aprender.” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 330, 331)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Luana Piovani - Ensinamentos da infância e exemplo da avó adventista


A atriz Luana Piovani disse ontem em um vídeo no Instagram que, quando criança, frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia com a avó, na cidade de Jaboticabal, SP. Disse também que guardava o sábado. “Eu sou evangélica. Fui criada sobre os preceitos da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A minha avó era fervorosa. Nós íamos ao culto em Jaboticabal e era maravilhoso. Final de semana, eu ficava na salinha com as crianças, e a gente tinha aula de evangelho e teatrinho. E nos dias de semana eu ia ao culto com a minha avó”, conta ela, e completa: “Deus é amor.” 

Ela disse também que devolvia o dízimo e dava ofertas para a igreja. “Quando comecei a trabalhar, aos 14 anos, eu mandava dízimo para a minha igreja. Eu dava bem pouquinho, ganhava pouquinho, e quando eu visitava a igreja, eu via o retorno, uma pintura nova, um bebedouro novo, um filtro novo...” No mesmo vídeo, ela critica líderes religiosos que lidam de maneira irresponsável com o dinheiro dos fiéis: “E você acha que as pessoas ficam milionárias como, gente? Que Deus manda sacola de dinheiro para a porta delas? Não! É o dízimo exagerado e extorquido que eles exigem das pessoas com a lavagem cerebral. Mas só para deixar claro: existem muitos pastores evangélicos que não fazem parte disso. Como em todos os lugares, existe sempre uma banda podre.”

As palavras de Luana fazem pensar no texto de Provérbios 22:6, segundo o qual devemos ensinar à criança o caminho em que ela deve andar, pois, mesmo quando crescer, ela não se desviará dele. Luana não pertence à Igreja Adventista, mas note como os ensinamentos que ela recebeu na infância e o exemplo da avó adventista falam alto ainda hoje. São lembranças que a acompanham e um bom testemunho que a faz diferenciar uma igreja séria das lideradas por “lobos em pele de ovelha”, ou “banda podre”, como ela disse.

Comparando a maneira como três veículos de comunicação noticiaram as declarações de Luana, pude constatar mais uma vez algo lamentável na imprensa que se preocupa demais em atrair leitores, custe o que custar: a manipulação somada ao sensacionalismo.

O portal Terra estampou o título: “Evangélica, Piovani conta que dava o dízimo e critica pastores.” Se só tivesse lido essa chamada, o que você seria levado a concluir? Que a atriz “dava” o dízimo para os mesmos pastores que criticou, o que é falso. Ela disse que devolvia o dízimo feliz na Igreja Adventista justamente por ver que o dinheiro era bem empregado. Os líderes religiosos que ela criticou são os da “banda podre”, com a ressalva de que nem todos os pastores são desse tipo.

O Observatório da Televisão publicou: “Luana Piovani revela que é evangélica e afirma: ‘Realmente existe uma banda podre.’” Menos pior que o Terra, mas ainda focalizando o assunto da “banda podre”, dando a impressão de que o vídeo de Luana se trata de uma espécie de denúncia de quem esteve no “lado de lá”, quando, na verdade, a tônica do vídeo é mais positiva do que negativa.

Já o Extra embolou ainda mais: “Luana Piovani revela que é evangélica e que dava dízimo para igreja: ‘Deus é amor.’” Não fica a impressão de que ela “dava” o dízimo para a igreja Deus é Amor?

Como a mídia secular via de regra procura criticar as igrejas evangélicas, os três veículos acima dão destaque ao aspecto negativo da fala da atriz, usam também de maneira negativa algo que ela falou de forma elogiosa (o uso do dízimo pela Igreja Adventista) e tentam reforçar um estereótipo fazendo a atriz dizer o que ela não disse: que todas as igrejas evangélicas extorquem seus membros.

Mas vamos ficar com o que é bom; com a lição que podemos extrair de tudo isso: é importante tratar bem todas as pessoas que vêm às nossas igrejas; tratar com carinho e respeito as crianças e procurar ensinar-lhes com dedicação as verdades da Bíblia. Devemos crer que, ainda que essas pessoas não se tornem membros da igreja, os ensinamentos que tiverem recebido as acompanharão por toda a vida, como sementes plantadas em terra fértil e que um dia, não sabemos como nem quando, hão de germinar.

Como cristãos, devemos sempre permitir que Deus atue na vida das pessoas e não nos preocupar tanto em rotular se elas pertencem à igreja a, b ou c. Devemos orar mais e rotular menos. 

Como disse a Luana acertadamente: Deus é amor.

Michelson Borges (via Criacionismo)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Filme sobre herói adventista estreia hoje - Conheça sua história


Dirigido por Mel Gibson, o filme Até o Último Homem, que conta a história de Desmond Doss, estreia hoje nos cinemas. O longa-metragem apresenta o drama vivido pelo soldado adventista, considerado o maior herói desarmado da história militar americana. Na primeira exibição mundial do filme, no Festival de Veneza, a plateia ficou em pé e aplaudiu a produção durante dez minutos. O filme está indicado em seis categorias do Oscar, incluindo melhor filme, direção e ator (Andrew Garfield).



Tendo em vista a grande repercussão dessa história e as oportunidades para a igreja, a editora Casa Publicadora Brasileira lançou a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss, escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra. Intitulado Soldado Desarmado: O Herói que Resgatou até o Último Homem, o livro narra os principais detalhes da vida de Desmond Doss: sua infância, a entrada no exército, as grandes batalhas e o seu grande amor, mostrado na prática, primeiramente a Deus e depois aos seus semelhantes.

Origens
Desmond Thomas Doss nasceu em Lynchburg, Virgínia, em 1919. Seu pai era carpinteiro e a mãe trabalhava em uma fábrica de sapatos. Durante a infância de Doss, um quadro ilustrado dos Dez Mandamentos, que ficava na sala da sua casa, mexeu muito com ele. O que mais chamava a atenção de Doss era a cena de Caim, com um grande pedaço de pau, matando Abel. Ao olhar a gravura, ele se perguntava muitas vezes: “Como alguém pode fazer isso com o próprio irmão?” (veja mais no documentário The Concientious Objector).

Quando Doss ainda era criança, viu seu pai bêbado discutir com seu tio, e depois buscar uma arma de fogo. A mãe de Desmond, prevendo uma tragédia, corajosamente entrou no meio da briga, tomou a arma do marido e, antes que ele matasse o próprio irmão, pediu que Doss levasse a arma para bem longe do pai. Ele correu por dois quarteirões e, enquanto corria, decidiu que, a partir daquele momento, nunca mais pegaria em uma arma. Aqueles foram os primeiros 200 metros do restante de uma vida. Durante as grandes batalhas da II Guerra Mundial, Doss correria muitas outras vezes desarmado em meio ao fogo cruzado, a fim de salvar, enquanto outros matavam.

Carreira militar
Em 1942, quando Doss se alistou no exército, a única arma que carregava era uma Bíblia de bolso. Ele sofreu perseguição durante os treinamentos militares devido a sua devoção à oração, por se recusar em pegar em armas, por não comer carne e também por guardar o sábado (leia mais em Dictionary of Virginia Biography). Algumas vezes, quando Doss se ajoelhava ao lado de sua cama para orar, seus colegas de exército atiravam sapatos nele. Um oficial ameaçou levá-lo para a corte marcial e até tentaram dispensá-lo do exército, sob a alegação de que ele tinha problemas mentais.

A insistência de Doss em não tocar em armas deixou irados muitos companheiros do campo de treinamento. Como publicou o site do jornal Los Angeles Times, um soldado chegou a dizer: “Doss, quando estivermos no campo de batalha, eu mesmo irei atirar em você!”

Atos heroicos
Mas, na linha de frente da guerra, tudo mudou. Como médico da 77ª Divisão de Infantaria, da 307ª Infantaria do exército americano nas batalhas do Pacífico, Doss conquistou rapidamente o respeito de seus companheiros. Combate após combate, ação após ação, havia sempre alguma história sobre Desmond T. Doss, o médico que, mesmo sob risco de morte, recusava-se a abandonar soldados feridos. Mesmo em meio ao clima infernal da guerra, Doss conseguia manter a coragem, resgatando soldados sob fogo inimigo, chuva torrencial e lama. Pela constante bravura, em Guam, em 1944, e nas Filipinas, entre 1944 e 1945, ele recebeu duas estrelas de bronze (Conscientious Objector, Medical-Aid Man, Awarded Medal of Honor, Review and Herald, 1º de novembro de 1945, p. 2).

A batalha de Okinawa
O paramédico americano era o homem mais odiado pelos soldados japoneses de Okinawa. Para um soldado nipônico, matar um médico significava destruir a esperança do exército inimigo, porque se um soldado fosse ferido, não haveria mais ninguém para cuidar dele. Todos os médicos americanos que estavam naquela ilha portavam armas, menos Desmond Doss, segundo lembrou o jornal The Telegraph, em reportagem publicada recentemente. No lugar de uma pistola, ele carregava um Bíblia de bolso. Quando não estava cuidando dos feridos, Doss lia as Escrituras. Os textos da Bíblia que lhe traziam coragem eram Apocalipse 3:10 e Salmo 91. Na sua experiência de guerra, literalmente “mil caíram ao seu lado, e dez mil à sua direita, mas ele não foi atingido”, pelo menos não mortalmente (Heroes Have Backgrounds, The Youth’s Instructor, 3 de julho de 1945, p. 13).

Entre 29 de abril e 21 de maio de 1945, Desmond Doss cuidou dos soldados de Okinawa, atendendo, em algumas ocasiões, até mesmo soldados inimigos. Com determinação inflexível diante de condições desesperadamente perigosas, Doss avançou inúmeras vezes através das linhas japonesas e trouxe os homens feridos para áreas seguras (Conscientious Objector, Medical-Aid Man, Awarded Medal of Honor, Review and Herald, 1º de novembro de 1945, p. 2).

Até o último homem
Em 5 de maio de 1945, a unidade militar da qual Desmond Doss fazia parte, recebeu a missão de capturar a Escarpa Maeda, uma parede de 120 metros que cercava a frente da ilha de Okinawa e que servia de quartel-general para os militares japoneses. Através de escadas feitas de cordas, a companhia de 155 soldados chegou sem dificuldades até o lugar mais alto do penhasco. Mas era uma armadilha. Os japoneses conseguiram emboscar 100 soldados americanos.

Depois de uma luta terrível, o comandante da companhia deu ordem para que, aqueles que pudessem, abandonassem o cume da serra. Assim, eles recuaram para a base. Todos os que podiam fugiram, mas Doss decidiu ficar porque sabia que muitos soldados estavam gravemente feridos. Na parte de baixo ele foi procurado por vinte minutos, então alguém gritou e apontou para a serra. Doss era o único homem que permanecia de pé no alto da Escarpa Maeda. Ele gritava para que os homens que estavam na base recebessem os feridos que ele descia delicadamente através de cordas até as mãos de amigos (There’s a War to Be Won, 1997, p. 480).

Por cerca de doze horas, e totalmente desarmado, Desmond Doss enfrentou metralhadoras, rifles e morteiros japoneses, descendo soldado após soldado, até o último homem, para a base americana do penhasco. Como apoio, usou apenas um toco e uma corda. Durante esse tempo, o único pensamento de Doss era uma oração: “Senhor, ajude-me a salvar mais um. Apenas mais um!” O resgate aconteceu num sábado.

Usando uma arma, uma única vez
No dia 21 de maio, em um ataque noturno, Doss permaneceu exposto em campo aberto enquanto os demais soldados de sua companhia fugiram. Mesmo sob o risco de ser confundido com um soldado japonês infiltrado, ele cuidou dos feridos, até que a explosão de uma granada feriu gravemente suas pernas. Em vez de chamar outro médico para tirá-lo da zona de batalha, ele mesmo cuidou de seus ferimentos e esperou cinco horas até que os maqueiros o encontrassem e o levassem para uma área segura. O trio foi surpreendido por um ataque de tanque japonês, e Doss, vendo um homem com ferimentos mais graves próximo a ele, arrastou-se para fora da maca e pediu que os maqueiros cuidassem primeiro do outro homem.

Enquanto esperava o retorno da maca, ele foi novamente atingido, dessa vez por um franco-atirador, e sofreu uma fratura múltipla no braço esquerdo. Com impressionante perseverança, ele atou a coronha de um rifle ao seu braço quebrado para formar uma tala e, mesmo ferido, arrastou-se por quase 300 metros até um local seguro, onde poderia ser ajudado (Conscientious Objector, Medical-Aid Man, Awarded Medal of Honor, Review and Herald, 1º de novembro de 1945, p. 2). Esta foi a única vez em que ele usou uma arma.

O resgate da Bíblia de Doss
Alguns dias depois, num barco-hospital, próximo à costa da ilha de Okinawa, Desmond procurou sua Bíblia no bolso da camisa, mas ela não estava mais lá. A Bíblia que ele havia recebido como presente da esposa o manteve de pé durante os meses de treinamento, quando ele era ridicularizado pelos colegas de acampamento. O mesmo livro também lhe servira de conforto constantemente durante os meses de combate em Guam, Leyte e Okinawa. Provavelmente o exemplar tivesse sido perdido em algum lugar no cume do penhasco onde, com o uniforme encharcado de sangue, ele salvou dezenas de soldados. Ele implorou: “Por favor, alguém diga para os meus companheiros de batalha que eu perdi a minha Bíblia!”

Os soldados, que antes criticavam o adventista do sétimo dia, receberam a mensagem na ilha e voltaram para a Escarpa Maeda com uma nova missão: resgatar a bíblia de Desmond Doss. Eles a encontraram, e enviaram pelo correio até a casa de Doss (World War II Medal of Honor Recipients, 2010, p. 192).

Lições a ser seguidas
Para Doss, a salvação vinha da oração a Deus. No fim de abril de 1945, antes que sua unidade militar subisse um penhasco em Okinawa, ele pediu ao tenente da companhia autorização para orar. Doss disse ao comandante: “A oração é a maior salvadora de vidas. Não é melhor pararmos e orar?” As palavras de Doss fizeram com que o tenente interrompesse toda a companhia militar, que estava à beira de um ataque que parecia ser a morte certa. Naquele dia, a companhia B, da qual Doss fazia parte, subiu pelo lado sul do penhasco e não houve nenhuma baixa, mas a companhia A foi dizimada pelos japoneses (Conscience Honored, Signs of the Times, 4 de dezembro de 1945, p. 2).

A lei de Deus sempre estava no coração de Doss, ele chegou a dizer que, quando criança, ao olhar para o quadro dos Dez Mandamentos, era como se Deus falasse para ele: “Desmond, se você me ama, não matará ninguém.”

Outra qualidade de Desmond Doss era sua humildade. Em novembro de 1945, ele recebeu a Medalha de Honra do Congresso, a mais alta condecoração militar dos Estados Unidos. Ainda assim, não se orgulhava do que fez, mas tinha orgulho de Deus tê-lo usado para salvar muitas vidas. Ele dizia: “Eu não queria ser um herói. Mas eu era como a mãe que corre para dentro de uma casa pegando fogo a fim de resgatar seus filhos. No campo de batalha, eu era como a mãe que não abandona seus filhos. Eu amava os meus amigos, e eles me amavam. O que eu fiz foi um serviço de amor”, publicou o jornal The Washington Post, no dia 26 de março de 2006, por ocasião da morte do herói adventista.

Foi esse amor que fez de Doss um grande missionário no tempo e no lugar mais improvável da história. Ele se tornou conhecido entre seus companheiros como o anjo da misericórdia, e sua oração, que também deve ser a nossa, era: “Senhor, ajude-me a salvar mais um. Apenas mais um!”

[Com informações da Revista Adventista]

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Bob Dylan, Nobel de Literatura 2016, e sua conversão ao cristianismo


O cantor e compositor americano Bob Dylan, de 75 anos, foi anunciado nesta quinta-feira (13) o ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2016. A escolha foi divulgada em um evento em Estocolmo, na Suécia. A opção por um músico – e não por um escritor de ofício – soa incomum, mas o nome do Dylan vinha sendo cotado havia muitos anos. Também poeta e com diversos livros lançados, o artista é aclamado sobretudo pelo lirismo de suas letras. Tanto na música como na literatura, Bob Dylan foi fortemente influenciado pela geração beatnik e pelos poetas modernos americanos.

Dez vezes vencedor do Grammy, Bob Dylan já se reinventou por diversas vezes, assumindo as identidades de desafiador do pop, estrela do rock, poeta sábio e cristão missionário – ele se converteu ao cristianismo em 1979. Vejamos como isso aconteceu...

Os avós de Dylan viviam no leste europeu dominado pelo Czar Nicholas II, que acusava os judeus de responsáveis pela decadência do império russo, e quando começou a perseguição em 1905 pelos simpatizantes do Czar, vovô Zigmar Zimmerman imigrou para os Estados Unidos da América, mais precisamente para Duluth, Minnesota. Em 1911 Abe Zimmerman, filho de Zigmar, nasce e, em 1934, aos 22 anos, Abe casou-se com Beatrice (Beatty) Stone. Deste casamento foi gerado Robert Zimmerman (mais tarde conhecido como Bob Dylan) que nasceu em 24 de maio de 1941. Quatro dias após seu nascimento Bob foi registrado e circuncidado conforme as tradições judaicas.

Apesar de não te sido criado em lar ortodoxo, Bob recebeu ensinamentos bíblicos básicos. O que foi determinante mais tarde para a criação das letras de suas músicas que o tornaram o poeta de rock mais influente do mundo, sendo que muitas destas eram baseadas em todas aquelas imagens contidas no Velho Testamento, ou seja, nos primeiros 5 livros da Bíblia ou Pentateuco, que é adotado pelos judeus ortodoxos. Mas uma frase dita por seu pai o acompanhou por toda sua vida, algo como: “... que é possível alguém tornar-se tão desonrado que seus próprios pais poderiam abandoná-lo, mas se isso acontecesse, Deus sempre acreditaria na sua própria capacidade de redenção.”

Sua trajetória de rockstar se deu naturalmente no início dos anos de 1960 até a segunda metade dos anos de 1970. Bob Dylan apareceu para o grande público como cantor folk, basicamente voz, guitarra acústica e harmônica e, em 1965, escandalizou todo um segmento de puristas fanáticos pela folk music quando amplificou seu som e se apresentou a todo volume com Mike Bloomfield na guitarra e banda no festival de Newport, foi um choque monumental que pegou público e crítica pela primeira vez de calças na mão. Em 1974 Bob estava cansado das farras, da fama, da imagem de profeta do rock criado sobre si mesmo, da grana fácil, dos shows estereotipados para grandes multidões perdidas nas drogas e na alienação que viam nele um “messias” que lhes dariam um sentido razoável para se continuar vivendo e acreditando no ser humano.

Bob se encontrava bastante deprimido, mas duas de suas antigas namoradas Mary Alice Artes e Carolyn Dennis que vinham do meio evangélico, como também outros membros da banda da época, foram influentes na sua conversão ao cristianismo em seguida. A princípio eles o incentivavam a orar sempre que estivesse em alguma situação desanimadora e assim foi, até que em certa ocasião Bob teria tido uma visão e sentido a presença de Jesus Cristo numa sala. Em 1979, o pastor de origem luterana Kenn Gulliksen, que fundara sua própria igreja, a Vineyard Fellowship em 1974, a mesma que Mary Alice Artes frequentava, procurou por Bob Dylan e lhe falou de Jesus. O que foi decisivo para Bob dobrar-se e ser batizado. Já que não tinham sede própria, as reuniões da Fellowship eram em prédios, salas alugados ou na praia como nos tempos da igreja primitiva de Jesus e seus apóstolos. Ideologicamente se baseavam na Bíblia e tinham postura rígida em relação a drogas, excesso de bebidas e adultério. Bob foi imerso (morto) e emergido (ressuscitado) do mar tendo renascido como um novo homem, agora discípulo de Jesus, o único Salvador.

A conversão de Bob Dylan não agradou à comunidade judaica, já que os próprios filhos dele tinham sido criados na Lei pregada por Moisés, sendo que os mesmos se viam constantemente em situações constrangedoras em virtude da reviravolta de fé dada pelo pai.

Mas a nova crença inspirou Bob Dylan a criar e lançar três discos com mensagens de conteúdo cristão. Uma trilogia amaldiçoada pelos críticos, com exceção talvez do primeiro, o excelente Slow Train Coming, de 1979, com as faixas “Gotta Serve Somebody”; e “Slow Train”; “Precious Angel” e “I Believe In You”. A seguir veio Saved, de 1980, com as faixas “Saved”; “Pressing On” e “Are You Ready” se destacando com mensagens mais radicais e moralistas sendo repudiado pela crítica e ignorado por boa parte dos fãs. E finalmente, Shot Of Love, de 1981, que apesar de ter sido um bom trabalho contendo “In the Summertime” e “Dead Man, Dead Man”, confirmou o repúdio geral. A crítica especializada já profetizava o fim de carreira do maior poeta do rock & roll.

Bob Dylan enfrentava todo o tipo de pressão por parte de empresários, colegas do meio musical, críticos especializados, comunidades judaicas, público em geral, etc., para que ele voltasse a ser o poeta revolucionário e inconformista que o caracterizou no início de sua carreira. A frequência em seus shows despencou junto com a arrecadação, como também a venda de discos e convites para apresentações. De repente ele se viu de escanteio e menosprezado. Era o preço a pagar por sua conversão ao cristianismo.

Em 1983, após um breve afastamento dos estúdios e palcos, Bob Dylan reaparece com o álbum Infidels, um trabalho onde demonstra profunda afinidade e identificação com o povo judeu e Israel, revoltando-se contra o anti-semitismo e anti-sionismo. Agora ele não faria mais shows aos sábados e passou a estudar a Cabala. Ele teria abandonado o cristianismo finalmente, mas talvez não totalmente, pois uma faixa de Infidels era denominada “Property Of Jesus” (“Propriedade de Jesus”).

Em entrevista à Rede CBS na década de 2000, após 19 anos excluso, Bob desabafou: “Nunca quis ser profeta nem salvador, no máximo Elvis. Posso me ver transformando nele. Mas profeta? Não.”

[Com informações de G1 e Blues do Eu]

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Igreja Adventista estuda o grande conflito e filme debocha do assunto

Ao mesmo tempo em que a Igreja Adventista mundial dedica este trimestre para estudar o livro bíblico de Jó, que começa com um vislumbre do grande conflito entre Deus e Satanás e em como essa batalha envolve o ser humano aqui na Terra, a maior produtora cinematográfica do Brasil, a Globo Filmes, lança um filme intitulado A Comédia Divina, clara referência à obra de Dante Alighieri, na qual o autor descreve uma viagem ao inferno mitológico. 

O filme apresenta o diabo como uma figura caricata, divertida, mas preocupada com sua baixa popularidade. Tentando salvar sua imagem, ele abre a própria igreja na Terra a fim de conquistar fiéis (qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência) e utiliza uma emissora de TV para disseminar suas ideias por meio de um talk show chamado “Satã Night show”. Uma das atrações do programa consiste em “queimar pessoas ao vivo”. Em sua igreja, o diabo ensina que tudo o que antes era proibido agora é permitido. A inveja e a cobiça, por exemplo.

Deus é representado pela atriz Zezé Motta, e só está preocupado com jogos de azar que ele/ela usa para enfrentar o tédio. No trailer, há um diálogo entre “deus” e o “diabo”, que é chamado por ela de “filho”. Zezé ainda diz: “Os homens não são fiéis. Por isso criei o cachorro!”

O roteiro do longa é baseado no famoso conto de Machado de Assis intitulado A Igreja do Diabo, mas é ambientado nos dias de hoje.

Na verdade, não é novidade serem lançadas produções que satirizam o conflito entre o bem e o mal e que tratam o diabo como piada. No ano 2000, estreou nos cinemas o filme Endiabrada (Bedazzled), em que o diabo é interpretado por uma mulher, a atriz Elizabeth Hurley, que concede sete desejos ao personagem principal, um funcionário de call-center insatisfeito com a vida. Segundo a sinopse do filme, o roteiro é recheado de alusões à ideia pagã da alma imortal e ao inferno mitológico. Afirma também que a batalha entre Deus e o diabo se trata de uma farsa e que o Céu e o inferno são aqui mesmo, na Terra - tudo depende da escolha humana. 

Alguns comentaristas chegaram a suspeitar de que o filme sugere que o diabo poderia ser um agente de Deus, enviado para seduzir os seres humanos! Isso é reforçado pelo fato de que, em certa cena (praticamente copiada pelo filme brasileiro), a diaba é vista jogando xadrez amigavelmente com “o Criador”. (Aliás, note a semelhança entre os cartazes dos filmes brasileiro e norte-americano.)

É muito interessante para o inimigo de Deus que as pessoas levem na brincadeira assuntos espirituais como o grande conflito. Ele ganha das duas formas: tanto se as pessoas crerem que ele não existe, quanto se acreditarem que se trata de uma figura caricata e divertida. O diabo é um ser real; um anjo caído rebelado contra o governo de Deus e que há milênios vem causando estragos aqui neste planeta.

Hollywood e a Globo estão brincando com assunto sério e levando muitas pessoas fazer a mesma coisa. Do jeito que o diabo gosta. 

Michelson Borges (via Criacionismo)

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Jovem adventista vence concurso de fotógrafo do ano no Sony Awards


Sam Delaware, um jovem adventista norte-americano de 18 anos, foi considerado fotógrafo do ano numa das três modalidades do prêmio Sony World Photography Awards 2016, um dos concursos fotográficos mais prestigiados do mundo. Vencedor da categoria “Retrato”, o estudante do Pacific Union College recebeu o troféu durante cerimônia realizada em Londres, na Inglaterra.

Foto vencedora na categoria “Retrato”
Aluno bolsista do curso de Fotografia da instituição localizada na Califórnia (EUA), Sam é considerado um aluno brilhante. “O fato de o jovem estudante ser publicamente reconhecido por seu talento é uma prova de seu compromisso, sua paixão e visão artística”, afirmou Brian Kyle, um de seus professores na faculdade.

O universitário disse que ficou honrado por ter sido reconhecido nessa fase de sua carreira. “A Organização Mundial de Fotografia é uma plataforma incrível para jovens artistas e profissionais já estabelecidos. Estou muito grato por ser reconhecido entre pessoas tão talentosas. Acima de tudo, este prêmio me fez perceber que estou indo na direção certa e me deu forte motivação para continuar fazendo o melhor”, expressou o estudante.

Ao falar sobre o que inspirou a foto vencedora, um retrato da irmã, Sam contou que, depois de se mudar para a universidade que fica do outro lado do país, sentiu pela primeira vez o impacto de estar longe do convívio familiar. “De alguma forma, queria transmitir os sentimentos contraditórios que vivi: emoção para a vida que estava começando e nostalgia para o que eu estava deixando para trás. A viagem de volta para o Maine, por um curto período de tempo, me permitiu criar essa imagem bastante espontânea de minha irmã, dando-me a oportunidade de expressar a mudança da melhor maneira que pude”, explicou.

Neste ano, o concurso registrou número recorde de trabalhos inscritos: 230.103. Concorreram ao prêmio fotógrafos de 186 países. O concurso Sony World Photography Awards é aberto a fotógrafos com idade entre 12 e 19 anos. Além de presenteados com uma câmera profissional, os vencedores tiveram a chance de ver suas fotografias expostas no famoso Somerset House, em Londres. Além disso, as fotos ganhadoras serão publicadas no livro do Sony World Photography Awards 2016. 

Com informações de Revista Adventista / Notizie Avventiste 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

House of Cards: sabedoria demoníaca


Na premiadíssima série House of Cards, encontramos uma trama que se desenvolve nos bastidores do cenário político americano. Após fazer várias manobras para eleger um candidato à presidência, o congressista Frank Underwood é traído e não recebe a posição política que lhe havia sido prometida.

Através da série, Frank nos conduz em uma longa jornada de retribuição e vingança sobre aqueles que o passaram para trás, mirando em seu próprio gabinete de membros e até no presidente. De forma impetuosa, astuta, metódica e viciosa, Frank, junto com sua igualmente manipuladora e ambiciosa esposa, Clair, percorrem os corredores políticos de Washington, derrubando peça por peça e subindo a escada hierárquica por poder nesse delicado castelo de cartas.

A reação que alimentamos ao assistir a série, varia entre a admiração e a repulsa pelo personagem. Mas é importante observarmos que em nosso dia a dia da famosa vida real, nosso comportamento não costuma ser muito diferente, por menor que seja a escala. Nós manipulamos, omitimos, dobramos, colocamos a mão na consciência e inventamos algo para disfarçar, mas no apagar das luzes, dia sim e dia também, sempre estamos pensando em nós mesmos e em nosso próprio ganho.

Ao se dirigir à sua igreja, Tiago usa uma descrição muito intrigante a respeito da suposta sabedoria que aquelas pessoas desenvolveram. No capítulo 3, versos 14 a 17, ele elucida da seguinte forma:
“…se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de “sabedoria” não vem do céu, mas é terrena, não é espiritual e é demoníaca. Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males. Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera.”
Tiago destaca que uma sabedoria que age sempre em favor de si mesma, é uma sabedoria demoníaca. Para ele, a sabedoria que vem de Deus produz paz, amor, compreensão, misericórdia e perdão. No capítulo 4 ele vai dizer que as guerras e intrigas que acontecem no mundo, ocorrem por causa da ambição de nossos corações e de nossos desejos egoístas.

Mas ele completa explicando que Deus concede graça maior. Se nos humilharmos e nos afastarmos de nossa ambição, e purificarmos nosso coração dividido buscando a Deus, ele nos exaltará. Que nossa sabedoria e capacidade seja sempre usada para gerar frutos de amor, justiça e paz.

Isaque Resende (via Cinegoga)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Cantora Joelma está estudando a Bíblia com pastor adventista

Cantora Joelma com o pastor adventista Otávio Barreto em Recife, PE

Joelma da Silva Mendes, mais conhecida apenas como Joelma, ficou famosa por ser a vocalista da Banda Calypso por mais de 15 anos, de 1999 a 2015, com mais de 20 milhões de CDs e 6 milhões de DVDs vendidos no mundo, recordista de vendas no Brasil até hoje. Conquistou vários prêmios importantes da música, entre eles dois Grammys. Joelma tem como marca registrada sua voz marcante, timbre único e apresentação que mistura canto com dança.
Joelma no Clube Português, em Recife, no Programa Arena do Futuro
Em uma entrevista concedida ao programa De Cara da Rádio Fm O Dia, Joelma falou sobre sua espiritualidade: "Sempre passou pela minha cabeça seguir a linha gospel. Eu gravo gospel há mais de oito anos. Não vou à igreja. Estudo em casa com os adventistas. Estudo com a minha equipe, a minha família... Todo mundo gosta. O manual do ser humano é a Bíblia. Tem certas coisas que a gente precisa aprender. A minha base é a Bíblia. Eu estudo a Bíblia todos os dias."

A entrevista completa de Joelma pode ser vista aqui. Em 23:00 ela fala sobre o estudo bíblico.

Pastor Luís Gonçalves com Joelma e seus dois filhos mais novos
Joelma é telespectadora assídua da TV Novo Tempo e tem estudado a Bíblia com o pastor adventista Otávio Barreto em Recife. Segundo ele, Deus está atuando muito na vida dela e da família. 

(Com informações de EGO - G1 e Adventistas Nordeste)