sexta-feira, 7 de abril de 2017

13 Reasons Why - Alerta sobre bullying e suicídio entre jovens

A série mais falada do momento, "13 Reasons Why", trouxe à tona assuntos de extrema seriedade e relevância ao abordar questões como suicídio, bullying e cultura do estupro. 

A nova produção da Netflix mobilizou internautas a divulgarem a hashtag #NãoSejaUmPorquê, com o objetivo de combater ações que levam à depressão. Outra informação comprovou mais ainda a influência do seriado. O CVV (Centro de Valorização da Vida) - organização sem fins lucrativos para a prevenção do suicídio no Brasil - recebeu por volta de 25 mensagens mencionando "13 Reasons Why". Desde 31 de março, estreia da série, os pedidos de socorro enviados para a instituição aumentaram mais de 100%. No lançamento da série, a Netflix disponibilizou o site da CVV para incentivar os telespectadores a procurarem ajuda. A plataforma oferece apoio 24h gratuita e sigilosamente por telefone (141), e-mail, chat e Skype.

A Série
Baseada no romance do estadunidense Jay Asher, 13 Reasons Why traz à tona um relato autêntico do conturbado período que é a adolescência. Depois de sofrer abusos físicos, sexuais e psicológicos, Hannah Baker (Katherine Langford), de 17 anos, vê-se destruída a ponto de enxergar apenas uma solução para seus problemas: pôr fim à própria vida. Duas semanas depois, Clay Jensen (Dylan Minnete), colega de classe que nutria uma paixão secreta pela garota, encontra uma misteriosa caixa com várias fitas cassete à porta de casa. À medida que ele escuta, as fitas trazem flashbacks que revelam um mundo sombrio e cruel por trás do cotidiano juvenil: “Talvez eu nunca saiba por que vocês fizeram o que fizeram. Mas eu posso fazê-los sentir como foi”, diz Hannah, que, antes de se suicidar, decidiu narrar em detalhes os porquês de sua ruína.

Produzida pela cantora Selena Gomez e pelo ganhador do Oscar Tom McCarthy (Spotlight), a série triunfa ao ampliar de forma coerente a narrativa do livro, permitindo discussões que vão além dos conflitos da protagonista. A história não é contada de uma lente maniqueísta, com indivíduos inteiramente bons ou maus. O espectador se sensibiliza com os problemas de todos os personagens, mesmo sabendo que foram eles os responsáveis pelos atos que levaram Hannah ao suicídio. Estuprada, uma das meninas lamenta: “Você sabe o que acontece quando garotas pedem ajuda.”

Bullying
A agressividade e a violência advindas do fenômeno bullying assumem além de tudo, o caráter etiológico do violar, não só referente às normas de conduta, a moral e a disciplina, mas principalmente viola os direitos do cidadão relacionados a sua integridade física e psíquica, a sua liberdade de opinião ou sua escolha de vida, a sua liberdade de expressão e até de locomoção, enfim, fere de morte o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana em sociedade.

A psiquiatria e a psicologia mostram que além do sofrimento dos jovens vítimas de bullying, muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática. Nos últimos anos a população mundial frequentemente assiste atônita as diversas situações estarrecedoras quase sempre nascidas e advindas do bullying, com agressões físicas e assassinatos por parte de alunos contra os seus próprios colegas, contra professores, guerras de gangues, de torcidas organizadas, de tráfico de drogas com participação de jovens estudantes até mesmo dentro das próprias instalações escolares.

Ética, solidariedade e humanismo são realmente palavras desconhecidas e perdidas em muitas comunidades de jovens estudantes que as substituem pelo desrespeito e pela afronta ao direito individual do seu colega que pretende prosperar e vencer na vida honestamente, pelo seu próprio esforço e valor. É preciso dar um basta nestes tipos perniciosos de vandalismo e delitos juvenis. O jovem necessita acima de tudo de limites. Precisa entender os seus direitos e os seus deveres e até onde eles chegam. Precisa de disciplina e autoridade. Precisa entender que todos são cidadãos em igualdade de condições. Entretanto, para que consigamos chegar a tal geração de jovens politizada, só com uma boa educação familiar e escolar é possível alcançar tal objetivo.

Devido a necessidade de pessoas preparadas para combater o bullying e também a violência e abuso contra mulheres, crianças e idosos, foi criado em 2002 o projeto educativo Quebrando o Silêncio, que é promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Suicídio
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 800 mil pessoas tiram a própria vida todos os ano no mundo. Isso significa que, a cada 40 segundos, alguém comete um suicídio. Ainda mais preocupante é constatar que, de acordo com o relatório, o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens entre 15 e 29 anos de idade. 

A prática de suicídio sempre existiu e, no próprio registro bíblico, há vários casos como os de Abimeleque (Juízes 9:54), Saul e seu escudeiro (I Samuel 31:4 e 15), Aitofel que era conselheiro do rei Absalão (II Samuel 17:23), Sansão (Juízes 16:29,30) e Judas (Mateus 27:5). De acordo com estudiosos, há dois aspectos importantes a ser ponderados sobre esse assunto: o que causa o suicídio e a questão da justiça de Deus diante de uma mente atribulada.

A psicologia e a psiquiatria demonstram que o suicídio é frequentemente resultado de uma intensa revolta emocional ou desequilíbrio bioquímico associado a um profundo estado de depressão e temor. O suicida em tais circunstâncias não pode ser julgado por nós.

Biblicamente fica claro que a salvação é algo pessoal e que nenhum ser humano pode responder plenamente se alguém que se suicidou está salvo ou perdido espiritualmente. Deve-se ressaltar, também, que ninguém será condenado por um ato isolado, mas por uma conduta de vida.

Para finalizar, segue abaixo alguns conselhos de Ellen G. White para lidarmos com essas questões:
"Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades tão-somente aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e Palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração." (Caminho a Cristo, pp. 96-97)
"Quando a depressão baixa sobre a alma, isto não é evidência de que Deus tenha mudado. Ele é o mesmo 'ontem, e hoje, e eternamente' (Hebreus 13:8). Estareis seguros do favor de Deus quando sois sensíveis aos raios do Sol da justiça; mas se nuvens pairarem sobre vossa alma, não vos deveis sentir abandonados. Vossa fé tem de atravessar as sombras, vossos olhos devem ser simples e todo o corpo será pleno de luz. As riquezas das graças de Cristo têm de ser conservadas na mente. Entesourai as lições que Seu amor provê. Seja vossa fé qual a de Jó, para que possais declarar: 'Ainda que Ele me mate, nEle esperarei.' (Jó 13:15). Apegai-vos às promessas de vosso Pai celestial, e lembrai-vos de Seu antigo trato convosco e com os Seus servos; pois 'todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus' (Romanos 8:28)." (Review and Herald, 24 de janeiro de 1888)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

“Vade Retro”: série da Globo tratará da luta do bem contra o mal

A luta do bem contra o mal será o universo de Vade Retro, a nova série da Globo, com estreia prevista para abril. A trama de Alexandre Machado e Fernanda Young, com direção artística de Mauro Mendonça Filho, vai apresentar a história de Celeste (Monica Iozzi), uma doce e ingênua advogada, e de Abel Zebu (Tony Ramos), um empresário milionário, misterioso e sem escrúpulos. 

Ele, com segundas e terceiras intenções, vai fazer de tudo para corromper a moça e usá-la em seus negócios escusos – alguns até de outro mundo. Ela, sem saber ao certo onde está se metendo, tenta resistir aos encantos e ao poder desse homem, ao mesmo tempo em que sente-se atraída por tudo o que Abel tem para oferecer. (Com informações de Gshow)

Nota 1: É muito interessante para o inimigo de Deus que as pessoas levem na brincadeira assuntos espirituais como o grande conflito entre o bem e o mal. Ele ganha das duas formas: tanto se as pessoas crerem que ele não existe, quanto se acreditarem que se trata de uma figura caricata e divertida. O diabo é um ser real; um anjo caído rebelado contra o governo de Deus e que há milênios vem causando estragos aqui neste planeta.

A humanidade, na visão de muitos guias religiosos ao longo da História, vive um perpétuo conflito entre as forças do bem e do mal. Uma das versões desse conflito é a da Igreja Adventista do Sétimo Dia, constituída com base em certa interpretação da Bíblia. Em 1858, Ellen G. White, uma de suas fundadoras, escreveu O Grande Conflito, uma narrativa do ‘grande embate entre Cristo e Satanás’ que existe desde a criação do mundo e perdurará até o dia de sua destruição final. 

Na versão adventista, o pecado passou a existir quando Satanás, um anjo criado para viver no Céu em comunhão com Deus, encheu-se de orgulho e insatisfação com a vida sob as leis do Senhor. Movido pela ânsia de autonomia e igualdade com Deus, ele liderou uma rebelião que resultou em sua expulsão do Paraíso. O campo de batalha deslocou-se, então, para a Terra, onde Satanás infectou Adão e Eva com seu orgulho e persuadiu-os a desobedecer a Deus, que, como castigo, privou-os do domínio que lhes fora concedido sobre a Terra. Depois de outorgar-se o título de ‘príncipe deste mundo’, Satanás deu continuidade à sua rebelião a partir da nova base de operações terrena, onde sua queda foi, finalmente, decidida pelo abnegado sacrifício de Cristo na cruz. 

Para os adventistas do sétimo dia, o grande conflito envolve o caráter, a soberania e o governo de Deus sobre todo o Universo. A rebelião de Satanás contesta a lei de Deus, denunciando-a como arbitrária e opressiva. Questiona, também, o caráter de Deus como imperfeito e nega-lhe o direito de governar o Universo. E esse conflito permanente afeta todos os aspectos da nossa vida.

Neste grande conflito, o que está em jogo é a vida ou a morte eterna!

“Vivemos em um mundo onde o bem e o mal, o certo e o errado lutam pela supremacia. Há apenas dois lados nesse grande conflito espiritual. De que lado estamos? Esta é uma escolha de consequências eternas, porque a vida e a morte são, literalmente, eternas.” (Clifford Goldstein)

Nota 2: A expressão vade-retro significa "arreda-te", "vai para trás". Foi usada por Jesus quando foi tentado pelo diabo em Mateus 4:10 ("Retira-te, Satanás") e também por Ele em Mateus 16:23 para repreender o apóstolo Pedro, quando este tentava fazê-Lo desistir do Calvário ("Arreda, Satanás!").

Todos os caminhos levam a Deus?

“Acho que não importa qual o caminho, pois todos eles levam a Deus!” 

O que você acha? Esta afirmação está certa?

Sempre que comparamos o nosso modo de pensar ao de Deus, encontramos muitas diferenças, do mesmo jeito que pais e filhos diferem na forma de encarar a vida. Por exemplo, diante de uma piscina, uma criança de três anos de idade vê “um lugar para se refrescar”, mas os pais enxergam um lugar perigoso onde a criança pode se afogar.

Nós, filhos de Deus, vemos um mundo cheio de atrativos, porém, Deus vê um mundo cheio de armadilhas, de enganos que nos afastam dEle. O homem vê muitos caminhos que podem conduzir à “salvação”, mas Deus vê um único caminho, o caminho que Ele mesmo traçou.

Certa ocasião, Jesus Cristo disse: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por Mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem” (João 10:9). Nesse capítulo, Ele Se identifica como pastor, o que, obviamente, implica que somos Suas ovelhas. Anteriormente, afirmou: “Eu sou a porta das ovelhas” (João 10:7). Agora, Ele declara ser a única entrada para o redil espiritual. Só mediante Cristo é possível ter acesso ao reino espiritual de Deus. Nas palavras de A. B. Davidson, “Cristo usou esse símbolo como uma espécie de caminho absoluto. Só há uma porta, uma entrada, uma só maneira de entrar”.

Talvez isso não seja muito simples de ser entendido pela mente pós-moderna, tão acostumada com relativismos e pluralismos. Na verdade, nosso mundo parece um supermercado de opções religiosas. Com a ideia de que todos os caminhos levam a Deus, as pessoas como que passeiam por entre as gôndolas desse supermercado, escolhendo os produtos que mais lhes convêm para formar sua própria verdade, como se estivessem planejando fazer uma salada. Porém, não somos salvos por meio de uma salada religiosa. Somos salvos por meio de nosso relacionamento com uma pessoa – Jesus Cristo – que Se disse a porta pela qual devem passar todos os que desejam chegar mais perto de Deus. 

Não existem caminhos alternativos nem opções rivais à pessoa de Cristo. Aliás, Ele também disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6). Somente Ele é a resposta para nossos questionamentos e dúvidas. NEle somente encontramos satisfação para todos os nossos anseios espirituais e nutrição para nossa alma carente, faminta e sedenta – “entrará, e sairá, e achará pastagens”. O acesso a Ele é um ato de fé e está franqueado a qualquer pessoa, em qualquer lugar, em qualquer ocasião. Sim, agora mesmo, você pode abrir seu coração e, pela fé, convidá-Lo a entrar. E Ele o fará, conforme Suas palavras: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Apocalipse 3:20). Finalizando, leia o que Ellen G. White nos deixou sobre esse importante assunto:
"Não há muitos caminhos para o Céu. Não pode cada um escolher o seu. Cristo diz: “Eu sou o caminho. [...] Ninguém vem a Meu Pai, senão por Mim.” (João 14:6). Desde que foi pregado o primeiro sermão evangélico, quando no Éden se declarou que a semente da mulher havia de esmagar a cabeça da serpente, Cristo fora exaltado como o caminho, a verdade e a vida. Ele era o caminho ao tempo em que Adão vivia, quando Abel apresentava a Deus o sangue do cordeiro morto, representando o sangue do Redentor. Cristo foi o caminho pelo qual se salvaram patriarcas e profetas. Ele é o único caminho pelo qual podemos ter acesso a Deus." (O Desejado de Todas as Nações, p. 470)
Assista abaixo o professor Leandro Quadros abordando este tema no programa Na Mira da Verdade:

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Você costuma chegar atrasado ao culto ou à Escola Sabatina?

“Que todas as coisas ocorram com decência e ordem.” (1 Coríntios 14:40)

Nesses dias tão corridos em que vivemos quando é comum o “urgente” tomar lugar do “prioritário”, podemos facilmente ser levados a deixar de considerar que cada momento da vida é sumamente precioso, e que devemos ser mordomos cuidadosos no uso e administração do tempo que Deus nos concede. Paulo recomendou aos efésios: 
“Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus." (Efésios 5:15-16)
O nosso Deus permite que usemos o tempo para ganharmos o nosso sustento, para nosso descanso e lazer, para servirmos à sua igreja, para falarmos de Cristo e muito mais. Tudo isso nós fazemos em Sua presença como Seus adoradores. Entretanto, é fácil nos esquecermos de que o tempo não é nosso, mas sim um depósito que Ele nos confiou para administrarmos bem, como bons mordomos.

Temos muitos compromissos em nosso corrido cotidiano, e em sua grande maioria, precisamos ser pontuais e chegar no horário combinado. Nos mais variados aspectos, vivemos hoje a famosa “cultura do atraso”. Em relação aos cultos em nossas igrejas, é certo que um percentual de pessoas que têm o hábito de chegarem atrasadas perdem total ou parcialmente o precioso momento de louvor e adoração, que é tão importante como qualquer outro ato do culto ou da Escola Sabatina.

Muitas coisas que ocorrem na sexta-feira acabam influenciando na qualidade da observância do sábado. Quando recebemos o santo dia no devido espírito de adoração e reverência, isso se refletirá durante as horas sagradas. Um dos momentos mais tensos e complicados para muitas famílias é quando saem para a igreja. A maioria chega atrasada à Escola Sabatina ou ao culto. Muitos tentam encontrar as mais diferentes explicações. Realmente, para muitas pessoas isso é um verdadeiro desafio. O certo é que cada um deve buscar uma saída para esse dilema. A grande pergunta é: o que fazer? Onde está a causa do problema? Bem, vamos observar a orientação profética de Ellen White:
“É uma triste falha o fato de muitos estarem sempre atrasados em relação ao tempo no sábado de manhã. São muito cuidadosos de seu tempo particular, e não se permitem perder uma hora sequer; mas o tempo do Senhor, do único dia dos sete que Ele reivindica como Seu, e pede que a Ele o devotemos, uma boa parte é dissipada em virtude de levantarem-se tarde da cama pela manhã. Estão desta forma roubando a Deus. Isto os leva a se atrasarem em tudo; produz confusão na família, resultando afinal em chegarem todos tarde à Escola Sabatina e talvez, ao culto. Mas por que não nos havemos de levantar com os pássaros e oferecer louvores e agradecimentos a Deus? Experimentai-o, irmãos e irmãs. Tende tudo preparado na véspera, e vinde prontamente para a Escola Sabatina e culto, e assim não apenas beneficiareis aos outros, mas recebereis ricas bênçãos.” (Youth’s Instrutor, 19 de março de 1879)
"A pontualidade e decisão na causa de Deus são altamente essenciais." (Testemonies, vol. 3, p. 500)
"Atrasos são virtualmente defeitos. Os minutos são áureos e devem ser aproveitados da melhor das maneiras. Relações terrenas e interesses pessoais devem sempre ser secundários. Nunca deve a causa de Deus ser levada a sofrer em qualquer particular por causa de nossos amigos terrestres ou os mais queridos parentes." (Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 598)
Cremos que, para muitos, essa é uma questão de oração. Para outros, é mais fácil. Basta ser mais cuidadoso com as claras orientações da Bíblia e do Espírito de Profecia. O certo é que, quando chegamos à igreja a tempo, isso se constitui num dos elementos favoráveis para uma adequada adoração. Ellen White também nos aconselha a começarmos na hora certa nossas reuniões:
"As reuniões de conferências e oração não devem tornar-se tediosas. Todos devem estar prontos, se possível, na hora indicada; e se há retardatários, que estejam atrasados meia hora, ou mesmo quinze minutos, não se deve esperar por eles. Se houver apenas dois presentes, podem reclamar a promessa. A reunião deve ser iniciada na hora marcada, se possível, estejam presentes muitos ou poucos." (The Review and Herald, 3 de Maio de 1871)
"O Senhor não está satisfeito com a atual falta de ordem e exatidão entre os que trabalham na Sua obra. Mesmo nas reuniões de negócios da associação, poder-se-ia economizar muito tempo e evitar muitos erros, mediante um pouco mais de estudo e pontualidade. Tudo quanto tenha qualquer relação com a obra de Deus deve ser tão perfeito quanto seja possível ao cérebro e às mãos humanos." (Obreiros Evangélicos p. 460)
Ellen White também cita a importância da pontualidade dos professores da Escola Sabatina:
"Aqueles cujo dever é escolher professores, devem ser prudentes, não insistindo a que entrem para a escola os que não sejam aptos a exercer boa influência. Qual é o comportamento do professor? É pontual? É asseado? Essas qualidades merecem atenção, pois são essenciais ao professor. Como pode ele exigir da classe esses requisitos necessários, a menos que ela tenha um exemplo de pontualidade, asseio, compostura e ordem? Se o professor não está em seu lugar e a classe é deixada a recrear-se, se ele chega atrasado, entrando apressado e ofegante, essa influência conduz à desordem e falta de pontualidade." (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 92)
Considere a pontualidade como boa mordomia que agrada a Deus e contribui para encorajamento e prestígio dos que já são pontuais, exemplo aos que ainda não manifestam essa virtude cristã e, ainda, para edificação da igreja de Cristo. Que Deus nos auxilie a sermos bons mordomos sob a Sua graça e para a Sua glória. Pense nisso! O assunto é sério!

9 atividades simples para prevenir doenças mentais

As doenças mentais aumentaram de maneira alarmante nos últimos cem anos. Por exemplo, a depressão, ansiedade, dependência química ou os efeitos do estresse psicológico. Esse crescimento dos transtornos da mente tem relacionamento com a genética e ainda mais com o estilo de vida e atitude mental. Promover a saúde mental e prevenir os transtornos da mente pode ser alcançado evitando emoções desagradáveis (ódio, medo, inveja, raiva, frustração, pessimismo, tristeza, impaciência, desesperança, etc.) e centralizando-se nas prazerosas. Essas constituem um escudo protetor contra os desequilíbrios mentais e emocionais. Qualquer pessoa consciente desse processo pode fazer uso desse recurso. Pratique estas atitudes:

1. Seja otimista
Quando alguma coisa sair errada com você, pense nas possíveis soluções, não apenas em dados desesperadores que impeçam a superação do assunto.

2. Fortaleça sua autoestima
Ao se sentir inferior, você está diminuindo suas “defesas” contra as doenças mentais. Desenvolva o hábito de cada dia nutrir mais segurança naquilo que faz. E quando conseguir sucesso em algum empreendimento, não tire o mérito que lhe corresponde.

3. Mantenha-se ativo
Dedique tempo necessário ao seu trabalho. Depois, no horário do descanso, procure fazer outra atividade de natureza distinta (se seu trabalho é sedentário, pratique esportes ou realize exercícios físicos). Se uma atividade não o agrada, tente fazer outra, mas evite ficar em casa sem fazer nada.

4. Enfrente a culpa
Se você tem sentimento de culpa, fundado ou infundado, procure agir rapidamente, pois esse sentimento é perigoso para a saúde mental. Se falou ou fez algo que magoou outra pessoa e a lembrança do fato relembra sua culpa, fale com a pessoa ofendida. Peça perdão com sinceridade e humildade. Certamente, ela aceitará suas desculpas e a situação será resolvida.

Às vezes, a pessoa ofendida não tem disposição para aceitar suas desculpas. Nesse caso, peça auxílio a Deus e confesse sua culpa. A Bíblia diz que “se confessarmos nossos pecados [culpas], Ele [Deus] é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

5. Cuide de sua saúde física
A saúde física e mental mantêm uma relação muito íntima. Se você sofrer mal-estar físico não gozará de bem-estar mental. Portanto, é necessário manter a saúde no seu melhor estado.

• Esteja atento à sua dieta. Coma alimentos o mais natural possível. Produtos de origem animal, em sua grande maioria, não são necessários e geralmente são prejudiciais à saúde.

• Faça exercício físico. Faça um programa regular de exercício físico, com algum esporte ou outra atividade. Se não puder fazer exercício que exija muita energia, procure caminhar.

• Cuide de seu descanso noturno. Durma pelo menos sete a oito horas diariamente.

• Evite substâncias químicas. As drogas, álcool e, inclusive, o café alteram o sistema nervoso central e o estado de ânimo. Qualquer planejamento de prevenção ou cura de problemas mentais deve eliminar completamente o uso dessas substâncias.

6. Seja humanitário
Participe de algum plano de apoio aos desamparados ou pessoas necessitadas.

7. Mantenha uma atitude confiante
É uma das medidas mais proveitosas para conservar a saúde mental.

8. Procure ambientes naturais
Os transtornos mentais encontram sua base de desenvolvimento em ambientes urbanos, enquanto a saúde integral se desenvolve em meio à natureza.

9. Inclua em sua vida o aspecto espiritual
A dimensão espiritual pode ser fortalecida por meio da música, meditação, reflexão na vida de personagens exemplares; mas a espiritualidade mais completa é alcançada através da experiência religiosa na qual, pela fé, se admite a existência de Deus. Não de um deus cruel que se alegra com o castigo e sofrimento de suas criaturas, mas um Deus amoroso que ouve a responde às orações de Seus filhos. Por meio da oração e aproximação com Deus, você obterá tranquilidade e paz mental.

Julián Melgosa é psicólogo (via Revista Vida e Saúde)

Nota: As doenças de origem emocional têm se tornado epidêmicas. Isso se deve às condições inerentes às pessoas e também ao ambiente degradado e relações interpessoais complicadas que caracterizam os tempos em que vivemos. Os fatores agressivos ou estressantes são cada vez mais poderosos, cobrando de nós uma importante capacidade e energia para compreender, avaliar e gerenciar as exigências ou dificuldades, antes que se transformem em problemas, preocupações, angústia, medo ou violenta depressão. 
E o que fazer se algum desses sintomas ou doenças emocionais já faz parte de sua vida? Além de tudo o que a medicina, a psicologia e a psiquiatria podem realizar, estão o poder de Deus e o Seu desejo de que sejamos felizes. Ele não somente tem dado conhecimento a muitos profissionais da saúde como, de forma especial, tem instruções importantes para nós, as Suas criaturas. Inspirada por Deus, Ellen G. White defendeu conceitos revolucionários para a época em que viveu, relacionando fatores e propondo soluções que hoje são endossados pela ciência mais avançada. Este material está disponível no excelente livro Como lidar com as Emoções de sua autoria. 
A revista Fique Leve também é um excelente material de apoio que traz orientações sobre saúde física, mental e espiritual. Para baixá-la, clique aqui.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Eu não valho nada

Como anda sua autoestima? Será que você ama a pessoa que vê no espelho ou tem dificuldade de valorizar a si mesmo? Não estou falando apenas de estética, mas de tudo aquilo que tem a ver com quem você é. Há pessoas que, se pudessem, pegariam suas malas e se mudariam para outra vida, por desprezar a própria aparência, por não apreciar seu intelecto, por detestar suas realizações ou simplesmente por crer que não valem tanto assim. Essa baixa autoestima acaba gerando pessoas tímidas, introvertidas, tristes, retraídas, deprimidas ou, até mesmo, revoltadas. Essa distorção na percepção de si mesmo acaba levando a vítima a tornar-se alguém pessimista, incapaz de acreditar no próprio valor. Ela tem medo de se expor para os demais e chega a sabotar a si própria para não ter de enfrentar os olhares alheios. Muitas vezes, a pessoa com baixa autoestima deixa de viver situações maravilhosas com receio da rejeição. Ela pensa montes de coisas, como “não vou conseguir”, “não vai dar certo”, “ninguém vai gostar”, “vão rir de mim”, “não sou capaz”, “o do outro é melhor”, “não sou bom o suficiente” e pensamentos semelhantes. Quem tem baixa autoestima se dá pouco valor. Muitos cristãos e cristãs, inclusive, sofrem desse mal. Como lidar com isso?

Precisamos compreender que ninguém nasce com baixa autoestima. Essa é uma característica que se adquire com o tempo, em decorrência de um evento ou de um processo que ocorreu em algum momento da vida. A pessoa pode ter sofrido críticas excessivas dos pais, bullying dos colegas ou algum outro tipo de rejeição social. Talvez fracassos sucessivos na área sentimental sejam a causa. Ou mesmo insucessos nos estudos ou na carreira. Muita coisa pode levar alguém a passar a menosprezar a si mesmo e acreditar que vale menos do que na verdade vale. Se é o caso, é necessário identificar em que momento e por que razão surgiu o problema e tratar essa ferida, seja com a ajuda pastoral, seja psicológica. Mas, além de amparo “especializado”, gente comum – como eu e você – pode contribuir enormemente para fazer o próximo acreditar no próprio valor.

Uma dos maiores antídotos contra o veneno da baixa autoestima é o elogio. É incrível como as palavras positivas e de afirmação são capazes de mudar vidas. Isso ocorre porque quem sofre desse mal pensa sempre que, por se enxergar negativamente, os outros também o enxergarão. Por isso, quando você começa a apontar as qualidades da pessoa, isso interfere profundamente na forma como ela se vê. Mas, assim como doses de um remédio, o elogio não pode ser administrado uma única vez, ele deve ocorrer com constância. Quando você começa a elogiar alguém com baixa autoestima, a primeira reação dele será de incredulidade, pois não acreditará no que você diz. Mas a constante afirmação das suas boas características e ações aos pouco farão efeito e ela começará a enxergar-se como alguém de valor. E entenda: não é inventar qualidades que a pessoa não tem, mas, sim, mostrar o que ela tem de bom mas não está enxergando.

Não fui eu quem inventou isso: foi Deus. Ele gosta de mostrar a seus filhos como eles são preciosos. Repare as verdades celestiais a nosso respeito, ditas por meio do apóstolo Pedro: 
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” (1Pe 2.9-10) 
Uau! Haveria palavra de afirmação mais significativa que essa? Não sei como você se sente ao saber que é dessa forma que o Senhor te vê, mas eu me sinto especial. Raça eleita. Nação santa. Propriedade ex-clu-si-va de Deus. E isso sendo eu pecador até a medula! E você também. Com todos os meus e os seus defeitos é isto que somos: eleitos. Santos. Exclusivos.

Quando fala de Jó, o Pai se refere a ele com palavras extremamente elogiosas: “…ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desvia do mal” (Jó 1.8). Depois, usa Lemuel para destacar as qualidades da mulher virtuosa (Pv 31.10-31). A Gideão, que se via desta maneira, “Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai” (Jz 6.15), o Senhor diz que o vê como um “homem valente” (Jz 6.12). O traidor Pedro é chamado pelo Mestre para apascentar seu rebanho, como se Jesus dissesse: “Tu não és traidor, és pastor”. No Sermão do Monte, Cristo afirma às multidões, inferiorizadas pelo domínio do Império Romano, que elas eram, na verdade, o sal da terra, a luz do mundo. E fecha com chave de ouro: “Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mt 6.26). Sim, Deus constantemente reafirma nosso valor.

Meu irmão, minha irmã, você sofre de baixa autoestima? Por vezes crê que vale muito menos do que vale? Talvez, até, pense que não vale nada? Então procure nas Escrituras aquilo que o onisciente Deus pensa a seu respeito. Sim, você é pecador, falho e cheio de problemas e defeitos. Mas, a partir do momento em que Jesus subiu à cruz por sua causa, não é nada disso que o teu Pai vê quando te olha. Ele te vê como filho. Luz do mundo. Eleito. Santo. Exclusivo. Comprado pelo preço mais alto do universo, o preço do sangue do Cordeiro.

Você pode achar que vale pouco ou nada. Mas sabe quanto você vale aos olhos do teu Pai? Bem, na verdade, não há como responder essa pergunta, pois, para Deus, você simplesmente não tem preço.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)
“Perdemos muitas e ricas bênçãos porque negligenciamos buscar o Senhor com coração humilde. Quando formos a Ele com coração sincero, pedindo-Lhe que revele nossos defeitos, Ele nos mostrará um quadro verdadeiro de nós mesmos, refletido no espelho de Sua Palavra. Então, tendo nos visto como Deus nos vê, não saímos esquecidos de que tipo de pessoas somos. Vamos estudar cuidadosamente os traços defeituosos de nosso caráter e buscar graça para torná-los semelhantes ao padrão apresentado na Palavra de Deus.” (Ellen G. White - The Lake Union Herald, 3 de novembro de 1909)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O que fazer quando explode um escândalo no meio cristão?

No meio cristão volta e meia somos surpreendidos por um escândalo. Como nossa fé prega a santidade e o apego inegociável aos valores éticos, ficamos profundamente chocados quando tomamos conhecimento de falhas morais ou atitudes reprováveis de algum irmão ou irmã – seja de nosso círculo próximo de relacionamentos, seja alguém com mais notoriedade. É compreensível. O pecado nos choca, confronta, entristece, abate, revolta. Nessas horas, nosso senso de justiça nos leva a querer sangue, exigir punição dos pecadores, hereges e canalhas. A minha pergunta é: como exatamente devemos proceder quando explode um escândalo no meio cristão?

Pastores que falharam em sua santidade, irmãos que pecaram na sexualidade, líderes que desonraram pai e mãe, cristãos famosos que disseram ou fizeram algo estranho em público, bons pregadores que passaram a pregar heresias… a lista das causas de um escândalo entre nós é interminável. No centro de todas, uma única causa: pecado. Deus é santo e não tem parte com o pecado, é certo. Mas Deus também é gracioso e sua misericórdia dura para sempre. Diante dessa realidade, eis minha sugestão sobre como devemos nos posicionar diante de um escândalo:

1. Não tenha prazer no escândalo
Quedas morais, pecados e heresias são tragédias. São desastres. Não são motivo de piada. Devemos tratá-los como o horror que representam: com lamento, choro e profunda tristeza. O pecado jamais deve se tornar motivo para tricotadas, fofocadas, “você soube da última?” ou disse-me-disse. Não faça piada com o horror. Não se deleite na tragédia. Isso é papel do diabo.

2. Fale com Deus
Converse sobre o escândalo com as demais pessoas apenas o estritamente necessário. A pessoa com quem você deve conversar intensamente e longamente sobre o escândalo é o Senhor. O nome disso é oração. Portanto, ore a Deus, peça misericórdia sobre a vida dos envolvidos, clame por arrependimento e restauração. Ficar de tititi com as pessoas, pessoalmente ou nas redes sociais, não adianta absolutamente nada; orar adianta tudo.

3. Não conclua antes de saber de todos os fatos
Cansei de ver escândalos em que as pessoas criam mil conjecturas acerca do que houve sem saber direito as informações. “Ouviram falar” e, por causa disso, tomam comentários colhidos ao vento como verdades absolutas. Para emitir uma opinião, assumir uma postura, tomar lados, se posicionar, antes é preciso ter total conhecimento da situação. Nesse sentido, uma das virtudes do fruto do Espírito é essencial: a paciência. Espere. Não corra para emitir uma opinião. Deixe a verdade ser exposta totalmente e, só então, se posicione.

4. Olhe para os culpados com firmeza, mas com misericórdia
A ética de Cristo não é a da punição, é a da restauração. Como filhos de Deus, o desejo do nosso coração deve ser sempre ver os que erraram arrependidos e restaurados espiritualmente. Não queira mandar os hereges e os pecadores para o inferno, queira vê-los de lágrimas no pó e coração sinceramente compungido. Como embaixadores do reino daquele que veio para os doentes, devemos ser médicos da graça e não carrascos da desgraça. Uma vez que se comprove a culpa, seja movido por compaixão pela vida dos culpados, para que sejam resgatados do poço de trevas em que se enfiaram e que, se tiverem de arcar com as consequências humanas de seu pecado, que pelo menos sua alma seja salva.

5. Entenda que a disciplina dos culpados é necessária
Determinados tipos de escândalos vão gerar consequências no plano humano. Um pastor que adultera precisa ser afastado do cargo até que sua vida esteja restaurada. Um pregador que diz uma heresia precisa se retratar em público. Um líder que desonra pai e mãe tem de ser tratado fora dos púlpitos e cargos antes de continuar liderando. Uma pessoa qualquer que comete um crime deve ser punida de acordo com o que prevê o código penal, mesmo que esteja arrependida e tenha sido perdoada por Deus: há consequências no plano humano para nossos atos, e devemos enfrentá-las.

6. Olhe para as vítimas com compaixão
Esposas traídas, pessoas enganadas, ovelhas feridas… muitas pessoas ficam machucadas quando explode um escândalo. As vítimas devem ser abraçadas, devemos chorar com elas, conduzi-las a perdoar quem as machucou, amparar seu coração em frangalhos. Nunca se aproxime dos feridos para obter mais detalhes sobre o escândalo ou algo assim. O nosso papel é amar, sofrer com quem sofre e auxiliar na sua restauração física, emocional e espiritual.

7. Lembre-se dos seus próprios pecados
Jesus presenciou um escândalo. Mais do que isso: ele foi instigado a emitir um parecer sobre o escândalo. Afinal, uma mulher fora flagrada em adultério. Adúltera! Pecadora! Escandalosa! Opróbrio! Digna de apedrejamento aos olhos da Lei! Mas a resposta de Jesus aos que queriam apedrejá-la foi que cada um olhasse para si. Afinal, em maior ou menor intensidade, todos temos telhado de vidro. E isso Ele nos diz, hoje: olhe para si. Quando ocorre um escândalo, devemos agir com humildade, sem nos considerarmos megassantos, pessoas acima do bem e do mal. Mais do que jogar pedras, precisamos usar o escândalo alheio para ver como nós mesmos somos frágeis e passíveis de errar. Se há algo de positivo no escândalo é o alerta que ele lança sobre nós, para que, estando de pé, não caiamos. Vigie sempre.

8. Seja parte da solução e não do problema
Que tudo o que você pensar, falar ou fizer em relação ao escândalo seja para edificação das pessoas e para a glória de Deus. Fora disso, o melhor é não fazer nada, manter-se calado e ficar quieto.

Meu irmão, minha irmã, infelizmente sempre haverá escândalos entre nós, pois vivemos debaixo do pecado. Devemos saber como falar e agir no momento que isso acontecer, sempre com amor, graça e palavras temperadas, chorando com quem chora e pacificando. Nosso papel não é chutar quem está caído. Muito menos execrar vítimas. Exerça misericórdia. Busque a justiça, sim, mas que seja em amor e não com ira, vingança, ódio, destempero. Fale e faça aos outros como gostaria que falassem e fizessem a você se a queda fosse sua. E, acima de tudo, ore a Deus. Pois Ele é quem tudo sabe, quem exerce a perfeita justiça e quem governa a nossa vida como Justo juiz e Príncipe da paz. Como ordena a Palavra do Senhor: 
“Amados, nunca se vinguem; deixem que a ira de Deus se encarregue disso, pois assim dizem as Escrituras: ‘A vingança cabe a mim, eu lhes darei o troco, diz o Senhor’. Pelo contrário: ‘Se seu inimigo estiver com fome, dê-lhe de comer; se estiver com sede, dê-lhe de beber. Ao fazer isso, amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele’. Não deixem que o mal os vença, mas vençam o mal praticando o bem.” (Romanos 12:19-21)
Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)
"Que revelações viriam aos homens se a cortina fosse aberta e vocês pudessem ver o resultado de seu trabalho ao lidar com os que erram e que necessitam do mais adequado tratamento para não serem desviados do caminho!" (Ellen White, Liderança Cristã, p. 62)