terça-feira, 7 de agosto de 2018

7 frases simples que desarmam pessoas rudes

Quando alguém é grosseiro com você, é difícil não ficar chateado. Sua reação inicial é muitas vezes de revidar. Se você resiste a seus sentimentos, não se irritar e se tornar defensivo, você pode responder a comentários inadequados e acusações grosseiras, sem perder o seu autocontrole .

Aqui estão sete frases simples que rapidamente desarmam pessoas rudes:

1. “Eu aprecio sua perspectiva”
Esta frase nem sempre indica o fim de uma conversa, mas permitirá que a outra pessoa saiba que está disposto a continuar a conversa se eles tratam você com respeito e considerem seus sentimentos. Se isso não funcionar e a pessoa continua a ser rude, tente outra frase para pôr fim à conversa.

2. “Por que você está me dizendo isso? O que espera ganhar?”
Você pode usá-la quando alguém tenta colocá-lo em uma situação embaraçosa ou te incomodar emocionalmente. Se uma pessoa rude recebe uma resposta calma e confiante de você, eles ficarão nervosos. Essas frases dão-lhes uma chance de se redimir.

3. “Você gosta de ser rude?”
Alguém que é constantemente grosseiro nem percebe que está sendo desagradável repetidamente. Usar esta frase pode pode fazê-los dar um passo atrás e reconhecer seu comportamento descortês.

4. “Você sempre tem algo negativo para dizer, não é?”
Esta frase funciona de forma semelhante à frase acima. Isso pode causar a outra pessoa uma reavaliação de seu comportamento e pensar sobre por que ele está agindo dessa forma.

5. “Obrigado”
Dizer “obrigado” parece simples, mas pode mudar o curso da conversa. Pode mostrar à outra pessoa que você não está com raiva. As pessoas rudes gostam quando os outros se irritam e se tornam descontentes. Permanecer educado significa que você reconhece o comportamento grosseiro da outra pessoa e você não se deixa afetar por esse comportamento.

6. “Você está machucando meus sentimentos”
Às vezes, a melhor maneira de mostrar para alguém que é rude é explicar-lhes que estão te machucando. Deixe-os saber o que é exatamente o que você não gosta e fica ofendido. Ao fazer isso, você pode se proteger de comentários inadequados e grosseiros no futuro.

7. “Eu acho que devemos parar essa conversa agora”
Infelizmente, as pessoas rudes nem sempre se importam ou percebem que estão machucando outras pessoas emocionalmente. Usando essa frase você mostrará que não está gostando da conversa e não quer fazer parte dela. Assim o outro pensará duas vezes quando for dizer algo ofensivo na próxima vez.

Traduzido e adaptado por equipe Bem Mais Mulher do original DavidWolfe (via Revista Pazes)

Nota: Vejamos também estes sete maravilhosos conselhos de Ellen G. White extraídos do livro A Ciência do Bom Viver, pp. 485-496:

1. Não podemos permitir que nosso espírito se irrite por algum mal real ou suposto que nos tenha sido feito. 

2. Não permitamos que nossa sensibilidade seja facilmente ferida. 

3. Não vos vingueis. Quanto puderdes, removei toda a causa de mal-entendido.

4. Evitai a aparência do mal. Se vos forem dirigidas palavras impacientes, nunca respondais no mesmo tom. Lembrai-vos de que "a resposta branda desvia o furor" (Pv 15:1). 

5. Há um poder maravilhoso no silêncio. As palavras ditas em réplica a alguém encolerizado por vezes servem apenas para o exasperar. Mas se a cólera encontra o silêncio, e um espírito amável e paciente, em breve se esvai. 

6. Sob uma tempestade de palavras ferinas e acusadoras, conservai apoiado o espírito na Palavra de Deus. Se sois maltratados ou acusados injustamente, em vez de responder com cólera, repeti a vós mesmos as preciosas promessas: "Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12:21).

7. Enquanto estivermos no mundo, encontraremos influências adversas. Haverá provocações para ser provada a nossa têmpera; e é enfrentando-as com espírito reto que as virtudes cristãs são desenvolvidas. Se Cristo habitar em nós, seremos pacientes, bondosos e indulgentes, alegres no meio das contrariedades e irritações. Agi sempre por princípio, nunca por impulso. Temperai a impetuosidade da vossa natureza pela doçura e bondade.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Por que os adventistas não adotam o ecumenismo?

O movimento ecumênico teve início há mais de cem anos, mas o verdadeiro marco foi a criação do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) em 1948. Principal organização ecumênica no mundo, presente em mais de 120 países, a entidade está comemorando 70 anos. O grande momento da celebração foi a visita do papa Francisco ao centro do CMI em Genebra no dia 21 de junho (foto). Terceiro papa a visitar o CMI, Bergoglio adotou para essa peregrinação o lema “Caminhando, orando e trabalhando juntos”.

Em seus próprios termos, a Igreja Católica, que não faz parte oficial da entidade, tem procurado fortalecer o movimento ecumênico. No início deste ano, o cardeal suíço Kurt Koch, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, ou seja, o ecumenista-chefe do Vaticano, disse que a igreja precisa “se converter” ao ecumenismo. E qual é o posicionamento da Igreja Adventista?

O adventismo tem tido uma postura consciente e coerente desde o início: existem bandeiras que podem ser compartilhadas e há um ecumenismo ideológico e comprometedor que deve ser evitado. Cooperar em boas causas comuns, como saúde, liberdade religiosa e projetos sociais, não significa ecumenismo no sentido negativo. O próprio adventismo começou como uma espécie de “ecumenismo”, reunindo pessoas de muitas denominações.

Os adventistas não são um grupo sectário e respeitam todas as denominações, mas ao mesmo tempo reconhecem seu papel especial. A crença fundamental número 13 expressa bem esse paradoxo: “A igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente creem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Ao falar sobre o futuro sinal da besta, Ellen White reconheceu: “Há cristãos verdadeiros em todas as ­igrejas, inclusive na comunidade católico-romana” (Evangelismo, p. 234).

“Ecumenismo” vem da palavra grega oikoumene, que significa “o mundo inteiro habitado”. Na antiguidade, o termo se referia ao Império Romano. Por expressar a ideia de universalidade, o conceito foi também usado para designar os sete grandes concílios cristãos até o racha de 1054. Porém, a tentativa de recuperar essa união ­global ganhará cada vez mais destaque.

Infelizmente, a perspectiva não é boa. O Apocalipse fala de um ecumenismo sinistro em que “espíritos de demônios” unirão os reis do “mundo inteiro” (oikoumenes holes) contra o Todo-Poderoso (Ap 16:13-14). Trata-se de uma grande confederação ecumênica que resultará em guerra contra o povo de Deus.

Ao mesmo tempo, há um claro chamado para as pessoas saírem do ecumenismo do mal (Babilônia) e se unirem ao ecumenismo do bem (Ap 14:6-7; 18:1-4). O sonho de Cristo para a igreja inclui a unidade (Jo 17), mas ela deve ser buscada com base no amor e na verdade, como propõe a matéria de capa desta edição. O ecumenismo autêntico se dá em torno de Cristo, é movido pelo Espírito, regido pela Palavra e voltado para a glorificação de Deus e o bem das pessoas.

Marcos de Benedicto (via Revista Adventista)

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Fantasmas existem?

Do latim phantasma, embora com origem mais remota na língua grega, fantasma é um termo de definição complexa, já que se pode referir a diferentes entidades. Fantasmas são geralmente descritos como essências solitárias que assombram um local, objeto ou pessoa em particular a qual estiveram ligados em vida. A tentativa deliberada de contactar o espírito de uma pessoa morta é conhecida como necromancia, ou séance no espiritismo (sessão espírita). Mas a Bíblia diz que os mortos não têm contato com os vivos (Jó 7:9-10; 1 Tessalonicenses 4:13). Quem está morto não pode voltar.

A única maneira de voltarmos a falar com os mortos é quando eles voltarem à vida! Jesus terá que voltar ao nosso mundo (Apocalipse 1:7) para ressuscitá-los (João 5:28, 29; Lucas 14:14; 11:25). Só depois desses eventos é que os reencontraremos (1 Coríntios 15:23; 1 Tessalonicenses 4:16-17; Isaías 26:19). Porque através do espiritismo, o inimigo de Deus tem enganado muitas pessoas sinceras misturando a verdade com a mentira, o que levará à perdição de acordo com Apocalipse 22:15.

Só existem duas forças no universo: do bem ou do mal. Somente dois tipos de anjos: os caídos (2 Pedro 2:4; Apocalipse 12:7-9 – demônios) e os não caídos (Apocalipse 22:8, 9). Não é difícil, com base em Hebreus 1:14 e Colossenses 2:15, vermos que esses dois poderes lutam pelo coração do ser humano. Portanto, se Deus não apóia a consulta a mortos e nem a mediunidade, quem está presente nas sessões espíritas são os anjos caídos que querem atrair pessoas sinceras de todas as classes sociais.

O pretenso reaparecimento de Samuel para o iníquo rei Saul, relatado em 1 Samuel 28, não passa de uma experiência mediúnica de origem satânica. Samuel estava morto e, na morte, a pessoa está inconsciente (Eclesiastes 9:5, 6 e 10). Deus não mais falava com Saul porque ela havia ido longe demais. Portanto, quem apareceu a Saul naquela reunião espírita não foi o servo de Deus, Samuel, que jamais agiria contra a decisão do Criador. A Bíblia condena toda e qualquer forma de necromancia, ou seja, de comunicação com os mortos (ver Levítico 19:31; 20:6, 27; Deuteronômio 18:9-12; Isaías 8:19, 20), e Saul foi condenado pelo Senhor, entre outras coisas, “porque interrogara e consultara uma necromante” (1 Crônicas 10:13).

Já no evento da transfiguração de Jesus (ver Mateus 17:1-8; Marcos 9:2-8; Lucas 9:28-36), Moisés e Elias “apareceram em glória” para consolar Jesus a respeito de Sua morte (Lucas 9:30, 31). Os espíritas costumam usar esse reaparecimento de Moisés e Elias para sustentar a teoria antibíblica da reencarnação, ou seja, de que uma pessoa pode morrer várias vezes, reencarnando o seu espírito em uma sucessão de novos corpos. Mas o texto bíblico é claro em afirmar que “aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hebreus 9:27). Moisés e Elias vieram ter com Jesus representando o futuro reino de Deus a ser implantado pela morte de Cristo. Elias, representando os que serão transladados sem ver a morte. E Moisés representando os que após a morte, forem ressuscitados por Deus para vida eterna. Os reaparecimentos de Moisés e Elias não podem ser considerados reencarnações espíritas, e sim, manifestações reais, possíveis apenas porque Moisés fora ressuscitado dentre os mortos e Elias havia sido trasladado ao Céu sem provar a morte. As Escrituras não reconhecem como autênticas quaisquer comunicações com mortos que não foram previamente ressuscitados de forma corpórea e literal. Manifestações espirituais de mortos não-ressuscitados são identificadas como enganosas contrafações satânicas.

Em outra passagem lemos: “As feras do deserto se encontrarão com as hienas, e os sátiros clamarão uns para os outros; fantasmas ali pousarão e acharão para si lugar de repouso” (Isaías 34:14). O povo de Edom era descendente de Esaú, irmão de Jacó, ambos, filhos de Isaque e de Abraão. Edom também poderia ser um povo abençoado por Deus se seguisse os caminhos de seus patriarcas Isaque e Abraão. Mas, por sua impiedade e constante perseguição ao seu povo irmão, eles seriam abandonados por Deus e castigados. O contexto apresentado pelo profeta Isaías no capítulo 34 anuncia que o povo de Edom, por ter-se afundado em pecado e violência contra Sião (v. 8), sofreria terríveis castigos. Eles não teriam um rei (v. 12); espinheiros cresceriam em suas mansões, ou seja, seu lugar ficaria deserto (v. 13); o povo daria lugar a hienas e animais selvagens (v. 14). Nesse contexto de desolação completa, o território de Edom se tornaria lugar de fantasmas. A palavra hebraica usada para “fantasma” é “lilith”, cujo significado é “demônio ímpio”, em acadiano. Isso dá a ideia de que anjos unidos a Satanás na obra de degradar a humanidade encontrariam repouso nesses lugares desolados.

Vale a pena notar que a Bíblia utiliza linguagens populares. Alguns versos bíblicos fazem alusão a algum elemento da cultura popular, não a endossando, nem dizendo necessariamente ser ela correta. O que o profeta está mencionando não quer dizer que ele tenta provar que existem fantasmas, mas que Edom seria destruída e ninguém moraria lá a não ser os animais selvagens e “fantasmas”. Ou seja, ocorreria o pior que a imaginação humana poderia pensar. Ressalta-se que esse texto não apoia a ideia de que existe fantasma ou vida incorpórea após a morte. 

E para finalizar, vejamos este importante alerta de Ellen G. White:
"Não é difícil para os anjos maus representar tanto os santos como os pecadores que morreram, e tornar essas representações visíveis aos olhos humanos. Essas manifestações serão mais frequentes e aparecerão desenvolvimentos de caráter mais sensacional à medida que nos aproximarmos do fim do tempo. É o mais fascinante e bem-sucedido engano de Satanás - com a intenção de atrair as simpatias daqueles que depositaram seus entes queridos na sepultura. Anjos maus vêm na forma desses entes queridos, relatam incidentes relacionados com sua vida e efetuam atos que eles realizaram enquanto viviam. Desse modo, levam as pessoas a crer que seus amigos falecidos são anjos que pairam sobre essas pessoas e se comunicam com elas. Esses anjos maus, que aparentam ser os amigos falecidos, são encarados com certa idolatria e, para muitos, suas palavras têm mais valor do que a Palavra de Deus." (Eventos Finais, p. 161)
Assista também este vídeo do prof. Leandro Quadros sobre o assunto:

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Os Sete Pecados Capitais na visão de Ellen G. White

Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os sete pecados capitais tratam de uma classificação de condições humanas conhecidas atualmente como vícios, que precedem o surgimento do cristianismo, mas que foram usadas mais tarde pelo catolicismo com o intuito de educar os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano e assim se aproximar de Deus.

A lista final, apresentada no século XIII, é a versão aprimorada de uma primeira versão, datada do século IV. Todo esse esforço em descrever defeitos de conduta tinha um motivo: facilitar o cumprimento dos Dez Mandamentos. A tradição católica considera que os setes pecados capitais dão origem a todos os outros pecados. A Bíblia não diz isso, mas concorda que são pecados e devem ser evitados. A seguir, vejamos os pecados capitais sob a ótica de Ellen G. White:

1. Gula
"Não estejas entre os bebedores de vinho nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência vestirá de trapos o homem." (Pv 23:20-21)
"Sobrecarregar o estômago é um pecado comum, e quando se usa demasiado alimento, todo o organismo é sobrecarregado. A vida e vitalidade, em vez de aumentar, diminuem. É assim como Satanás planeja. O homem utiliza suas forças vitais no desnecessário trabalho de cuidar de excesso de alimentos. Por tomar demasiado alimento, não apenas gastamos descuidadamente as bênçãos de Deus, providas para as necessidades da natureza, mas causamos grande dano a todo o organismo. Contaminamos o templo de Deus, que é enfraquecido e mutilado; e a natureza não pode fazer o seu trabalho bem e sabiamente, como Deus designara que fosse. A Palavra de Deus coloca o pecado de glutonaria na mesma categoria que a embriaguez. Os que isto fazem não são cristãos, não importa quem sejam ou quão exaltada seja sua profissão de fé. Comer demais é o pecado deste século." (Conselhos sobre o Regime Alimentar, pp. 131-142)

2. Avareza
"Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores." (1Tm 6:10)
"Não deves ser avarento, mas honesto contigo mesmo e com teus irmãos. A avareza é um abuso das beneficências de Deus. Seja qual for a vossa vocação ou posição, se acariciardes o egoísmo e a cobiça, sobre vós recairá o desagrado do Senhor. Não façais da obra e da causa de Deus uma desculpa para tratar de maneira avara e egoísta com qualquer pessoa, mesmo que estejais fazendo um negócio que se relacione com Sua obra. Deus não aceita coisa alguma no sentido de ganho que seja levado para o Seu tesouro por meio de transações egoístas." (Conselhos sobre Mordomia, p. 145)

3. Luxúria
"Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos." (Ef 5:3)
"Os pecados que atraíram a vingança sobre o mundo antediluviano, existem hoje. Aquilo que em si mesmo é lícito, é levado ao excesso. Multidões não se sentem sob qualquer obrigação moral de reprimirem seus desejos sensuais, e tornam-se escravos da luxúria. Os homens estão vivendo para os prazeres dos sentidos, para este mundo e para esta vida unicamente. A extravagância invade todas as rodas da sociedade. A entrega de todas as faculdades a Deus, simplifica grandemente o problema da vida. Enfraquece e abrevia milhares de lutas com as paixões do coração natural." (Patriarcas e Profetas, p. 62)

4. Ira
"Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal." (Sl 37:8)
"Os que, a qualquer suposta provocação, se sentem em liberdade de condescender com a zanga ou o ressentimento, estão abrindo o coração a Satanás. Amargura e animosidade devem ser banidas da alma, se queremos estar em harmonia com o Céu. Se condescendermos com a ira, a concupiscência, a cobiça, o ódio, o egoísmo ou outro pecado qualquer, tornamo-nos servos do pecado. Muitos consideram as coisas pelo seu lado mais escuro; engrandecem suas supostas ofensas, nutrem a ira, e são tomados de sentimentos de vingança e ódio, quando em verdade não tinham causa real para esses sentimentos. Resisti a esses sentimentos errados, e experimentareis grande mudança em vossas relações com os semelhantes." (Mente, Caráter e Personalidade vol. 2, pp. 516-523)

5. Inveja
"O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos." (Pv 14:30)
"A inveja não é meramente uma perversidade do gênio, mas uma indisposição que perturba todas as faculdades. Começou com Satanás. Ele desejou ser o primeiro no Céu e, como não alcançasse todo o poder e glória que buscava, rebelou-se contra o governo de Deus. Invejou nossos primeiros pais, tentando-os ao pecado, e assim os arruinou, e a todo o gênero humano. O invejoso fecha os olhos às boas qualidades e nobres ações dos outros. Está sempre pronto a desprezar e representar falsamente aquilo que é excelente. Os homens muitas vezes confessam e abandonam outras faltas; do homem invejoso, porém, pouco se pode esperar. Visto como invejar a alguém é admitir que ele é superior, o orgulho não tolerará nenhuma concessão. O invejoso espalha veneno aonde quer que vá, separando amigos, e suscitando ódio e rebelião contra Deus e o homem. Procura ser considerado o melhor e o maior, não mediante heroicos e abnegados esforços por alcançar ele mesmo o alvo da excelência, mas sim ficando onde está e diminuindo o mérito dos outros." (Testemunhos Seletos vol. 2, p. 19)

6. Preguiça
"O que trabalha com mão preguiçosa empobrece, mas a mão dos diligentes vem a enriquecer-se." (Pv 10:4)
"Foi-me mostrado que muito pecado é resultado da preguiça. Mãos e mentes ativas não acham tempo para dar ouvidos a toda tentação sugerida pelo inimigo; as mãos e os cérebros ociosos, porém, estão sempre em condições de ser controlados por Satanás. Quando não devidamente ocupada, a mente demora-se em coisas impróprias. É vil preguiça o que faz com que criaturas humanas olhem com desprezo os simples deveres diários da vida. A recusa a cumpri-los produz uma deficiência mental e moral que há de ser vivamente sentida algum dia. Em algum tempo, na vida do preguiçoso, sua deformidade aparecerá claramente definida. No registro de sua vida, acham-se escritas as palavras: Um consumidor, mas não produtor." (Conselhos para a Igreja, p. 197)

7. Soberba
"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda." (Pv 16:18)
"A soberba é um terrível aleijão no caráter. 'A soberba precede a ruína'. Isto é verdade na família, na igreja e na nação. O Redentor nos adverte contra a soberba da vida, mas não contra sua graça e natural beleza. Sempre que a ambição e o orgulho são tolerados, a vida é maculada; pois o orgulho, não sentindo necessidade, cerra o coração para as bênçãos infinitas do Céu." (Profetas e Reis, p. 60)

A Torre de Babel segundo Ellen G. White

Para repovoar a Terra desolada, da qual tão recentemente havia o dilúvio varrido a corrupção moral, Deus tinha preservado apenas uma família, a casa de Noé, a quem Ele declarou: "... te hei visto justo diante de Mim nesta geração" (Gn 7:1). Contudo, nos três filhos de Noé rapidamente se desenvolveu a mesma grande distinção que se via no mundo anterior ao dilúvio. Em Sem, Cão e Jafé, que seriam os fundadores do gênero humano, estava prefigurado o caráter de sua posteridade.

Noé, falando por inspiração divina, predisse a história das três grandes raças que se originariam desses pais da humanidade. Seguindo a linhagem de Cão, por meio do filho em vez de o pai, declarou ele: "Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos" (Gn 9:25). O atentado aos sentimentos de afeição natural por parte de Cão, declarou que a reverência filial muito tempo antes havia sido repelida de sua alma; e revelou a impiedade e vileza de seu caráter. Estas más características perpetuaram-se em Canaã e sua posteridade, cujo delito, continuado, atraiu-lhes os juízos de Deus.

Do outro lado, a reverência de Sem e Jafé por seu pai, e assim pelos estatutos divinos, prometia um futuro mais brilhante aos seus descendentes. Com relação a esses filhos foi declarado: "Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-Lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo" (Gn 9:26 e 27). A linhagem de Sem deveria ser a do povo escolhido, do concerto de Deus, do Redentor prometido. Jeová era o Deus de Sem. Dele devia descender Abraão, e o povo de Israel, por intermédio do qual Cristo devia vir. "Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor" (Sl 144:15). E Jafé "habite nas tendas de Sem". Das bênçãos do evangelho os descendentes de Jafé deveriam especialmente participar.

A posteridade de Canaã desceu às mais degradantes formas de paganismo. Posto que a maldição profética os condenasse à escravidão, esta condenação foi retida durante séculos. Deus suportou sua impiedade e corrupção até que eles passaram os limites da longanimidade divina. Então foram despojados, e se tornaram escravos dos descendentes de Sem e Jafé.

A profecia de Noé não foi uma manifestação arbitrária de ira ou uma declaração de favor. Ela não fixou o caráter e destino de seus filhos. Mas mostrou qual seria o resultado da conduta de vida que cada um havia escolhido, e o caráter que tinham desenvolvido. Era uma expressão do propósito de Deus para com eles e sua posteridade, em vista de seu próprio caráter e conduta. Em regra, os filhos herdam as disposições e tendências dos pais, e imitam-lhes o exemplo, de modo que os pecados dos pais são praticados pelos filhos de geração em geração. Assim a vileza e irreverência de Cão foram reproduzidas em sua posteridade, acarretando-lhes maldição por muitas gerações. "Um só pecador destrói muitos bens" (Ec 9:18).

De outro lado, quão ricamente galardoado foi o respeito de Sem para com seu pai! e que ilustre estirpe de homens santos aparece em sua posteridade! "O Senhor conhece os dias dos retos", "a sua descendência é abençoada" (Sl 37:18 e 26). "Saberás pois que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e guardam os Seus mandamentos" (Dt 7:9).

Durante algum tempo os descendentes de Noé continuaram a habitar entre as montanhas onde a arca repousara. Aumentando o seu número, a apostasia logo determinou a divisão. Aqueles que desejavam esquecer-se de seu Criador, e lançar de si as restrições de Sua lei, sentiam um incômodo constante pelo ensino e exemplos de seus companheiros tementes a Deus; e depois de algum tempo resolveram separar-se dos adoradores de Deus. Portanto viajaram para a planície de Sinear, nas margens do rio Eufrates. Eram atraídos pela beleza do local e fertilidade do solo; e nesta planície decidiram-se a fazer sua morada.

Ali resolveram edificar uma cidade, e nela uma torre de altura tão estupenda que havia de torná-la uma maravilha do mundo. Estes empreendimentos destinavam-se a impedir que o povo se espalhasse ao longe, em colônias. Deus determinara que os homens se dispersassem pela Terra toda, para povoá-la e subjugá-la; mas estes construtores de Babel resolveram conservar unida a sua comunidade, em um corpo, e fundar uma monarquia que finalmente abrangesse a Terra inteira. Assim, a sua cidade tornar-se-ia a metrópole de um império universal; sua glória imporia a admiração e homenagem do mundo, e tornaria ilustres os fundadores. A magnificente torre, atingindo os céus, tinha por fim permanecer como um monumento do poder e sabedoria de seus construtores, perpetuando a sua fama até as últimas gerações.

Os moradores da planície de Sinear não criam no concerto de Deus de que não mais traria um dilúvio sobre a Terra. Muitos deles negavam a existência de Deus, e atribuíam o dilúvio à operação de causas naturais. Outros criam em um Ser supremo, e que fora Ele que destruíra o mundo antediluviano; e seu coração, como o de Caim, ergueu-se em rebelião contra aquele Ser. Um objetivo que tinham na construção da torre era garantir sua segurança em caso de outro dilúvio. Elevando a construção a uma altura muito maior do que a que foi atingida pelas águas do dilúvio, julgavam colocar-se fora de toda possibilidade de perigo. E, como pudessem subir à região das nuvens, esperavam certificar-se da causa do dilúvio. Todo o empreendimento destinava-se a exaltar ainda mais o orgulho dos que o projetaram, e desviar de Deus a mente das futuras gerações e levá-las à idolatria.

Quando a torre se completara parcialmente, parte dela foi ocupada como habitação de seus construtores; outros compartimentos, esplendidamente aparelhados e ornamentados, eram dedicados a seus ídolos. O povo regozijava-se com o seu êxito, e louvava os deuses de prata e ouro, e colocavam-se em oposição ao Governador do Céu e da Terra. Súbito sustou-se a obra que estivera avançando tão prosperamente. Anjos foram enviados para reduzir a nada o propósito dos edificadores. A torre havia alcançado uma grande altura, e era impossível aos trabalhadores no cimo comunicar-se diretamente com os que estavam na base; portanto foram estacionados homens em diferentes pontos, devendo cada um receber os pedidos de material de que se necessitava, ou outras instruções relativas à obra, e transmiti-las ao que estava imediatamente abaixo. Passando assim os avisos de um para o outro, foi confundida a língua, de modo que se pedia material de que não havia necessidade, e as instruções transmitidas eram muitas vezes o contrário das que tinham sido dadas. Seguiram-se a confusão e o desânimo. Todo o trabalho paralisou-se. Não mais podia haver harmonia ou cooperação. Os edificadores eram inteiramente incapazes de dar a razão dos estranhos mal-entendidos entre eles, e em sua raiva e decepção, censuravam uns aos outros. Terminou sua confederação em contenda e carnificina. Raios do céu, como prova do desagrado de Deus, quebraram a parte superior da torre, e a lançaram ao solo. Os homens foram levados a compenetrar-se de que há um Deus que governa nos Céus.

Até aquele tempo todos os homens falavam a mesma língua; agora, aqueles que compreendiam a fala uns dos outros, uniram-se em grupos; alguns foram para um lado, outros para outro. "O Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a Terra" (Gn 11:8). Esta dispersão foi o meio de povoar a Terra; e assim o propósito do Senhor se cumpriu pelo próprio meio que os homens haviam empregado para impedir a sua realização.

Mas com que perda para aqueles que se colocaram contra Deus! Era Seu propósito que, ao saírem os homens para fundarem nações nas várias partes da Terra, levassem consigo o conhecimento de Sua vontade, para que a luz da verdade pudesse resplandecer com todo o brilho às gerações que se sucedessem. Noé, o fiel pregoeiro da justiça, viveu trezentos e cinquenta anos depois do dilúvio, e Sem quinhentos anos; e assim seus descendentes tiveram oportunidade de familiarizar-se com os mandos de Deus e a história de Seu trato para com os pais. Estavam, porém, indispostos a ouvir estas verdades, que lhes desagradavam; não tinham o desejo de conservar a Deus em seu conhecimento; e pela confusão das línguas ficaram em grande medida excluídos do intercâmbio com aqueles que lhes poderiam proporcionar luz.

Os edificadores de Babel tinham alimentado o espírito de murmuração contra Deus. Em vez de se lembrarem com gratidão de Sua misericórdia para com Adão, e de Seu gracioso concerto com Noé, queixaram-se de Sua severidade ao expulsar do Éden o primeiro par, e destruir o mundo por um dilúvio. Entretanto enquanto murmuravam contra Deus, como sendo arbitrário e severo, estavam a aceitar o governo do mais cruel dos tiranos. Satanás estava procurando levar o desdém às ofertas sacrificais que prefiguravam a morte de Cristo; e, obscurecendo-se a mente do povo pela idolatria, ele os levou a falsificar essas ofertas, e a sacrificar seus próprios filhos sobre os altares de seus deuses. Desviando-se de Deus os homens, os atributos divinos de justiça, pureza e amor foram suplantados pela opressão, violência e brutalidade.

Os homens de Babel tinham-se decidido a estabelecer um governo que fosse independente de Deus. Alguns houve entre eles, entretanto, que temiam ao Senhor, mas tinham sido enganados pelas pretensões dos ímpios, e arrastados aos seus desígnios. Por amor a estes fiéis, o Senhor retardou os Seus juízos, e deu ao povo tempo para revelar o seu verdadeiro caráter. Desenvolvendo-se este, os filhos de Deus trabalharam para os demover de seu intuito; mas o povo estava completamente unido em seu empreendimento que se atrevia contra o Céu. Houvessem eles continuado sem serem impedidos, e teriam aviltado o mundo em sua infância. A confederação foi fundada de modo revoltoso; estabelecido fora um reino para a exaltação própria, mas no qual Deus não deveria ter domínio ou honra. Houvesse sido permitida esta confederação, e uma grande potência teria exercido o domínio para banir da Terra a justiça, e com esta a paz, a felicidade e a segurança. Os homens estavam a esforçar-se por substituir os estatutos divinos, que são justos, santos e bons (Rm 7:12), por leis que conviessem aos intuitos de seu coração egoísta e cruel.

Os que temiam ao Senhor clamavam a Ele para que interviesse. "Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam" (Gn 11:5). Usando de misericórdia para com o mundo, frustrou o propósito dos edificadores da torre, e transtornou o memorial de sua ousadia. Misericordiosamente confundiu-lhes a língua acabando com seus propósitos de rebelião. Deus suporta longamente a perversidade dos homens, dando-lhes ampla oportunidade para o arrependimento; mas nota todos os seus expedientes para resistirem à autoridade de Sua santa e justa lei. De tempos em tempos a mão invisível que segura o cetro do governo estende-se para restringir a iniquidade. Prova inequívoca é dada de que o Criador do Universo, o Ser infinito em sabedoria, amor e verdade, é o supremo governador do Céu e da Terra, e de que ninguém pode impunemente desafiar o Seu poder.

Os planos dos construtores de Babel terminaram com vergonha e derrota. O monumento ao seu orgulho tornou-se no memorial de sua loucura. Os homens, todavia, estão continuamente a prosseguir no mesmo caminho, confiando em si mesmos e rejeitando a lei de Deus. É o princípio que Satanás procurou pôr em prática no Céu; o mesmo que governou Caim ao apresentar ele a sua oferta.

Há edificadores de torre em nosso tempo. Os incrédulos constroem suas teorias pelas supostas deduções da Ciência, e rejeitam a Palavra revelada de Deus. Pretendem dar sentença contra o governo moral de Deus; desprezam Sua lei e vangloriam-se da suficiência da razão humana. Então, "visto como se não executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal" (Ec 8:11).

No professo mundo cristão, muitos se desviam dos claros ensinos da Bíblia, e edificam um credo com especulações humanas e fábulas aprazíveis; e apontam para a sua torre como um caminho para subir ao Céu. Os homens ficam tomados de admiração ante a eloquência, enquanto esta ensina que o transgressor não morrerá, que a salvação pode ser conseguida sem a obediência à lei de Deus. Se os professos seguidores de Cristo aceitassem a norma de Deus, esta os levaria à unidade; mas enquanto a sabedoria humana for exaltada sobre a Sua santa Palavra, haverá divisões e dissensão. A confusão existente entre credos e seitas em conflito uns com os outros, é apropriadamente representada pelo termo "Babilônia", que a profecia aplica às igrejas amantes do mundo, dos últimos dias (Ap 14:8; 18:2).

Muitos procuram fazer um Céu para si mesmos, obtendo riquezas e poderio. "Tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente" (Sl 73:8), pisando os direitos humanos, e desrespeitando a autoridade divina. O orgulhoso pode por algum tempo estar em grande poderio, e pode ver o êxito em tudo que empreende; mas no fim encontrará apenas decepção e desgraça.

O tempo do juízo de Deus está próximo. O Altíssimo descerá para ver o que os filhos dos homens têm edificado. Revelar-se-á Seu poder soberano; derribar-se-ão as obras do orgulho humano. "O Senhor olha desde os Céus, e está vendo a todos os filhos dos homens; da Sua morada contempla todos os moradores da Terra" (Sl 33:13 e 14). "O Senhor desfaz o conselho das nações, quebranta os intentos dos povos. O conselho do Senhor permanece para sempre; os intentos do Seu coração de geração em geração" (Sl 33:10 e 11).

Ellen G. White - Patriarcas e Profetas, pp. 117-124

Dr. Rodrigo Silva, na série Evidências, fala sobre a Torre de Babel:

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

As crianças que morrem na infância serão salvas?

A possibilidade dessas crianças serem salvas parece, a primeira vista, descartada pelas afirmações de que “quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Marcos 16:16), e que, para crer, é necessário entender o evangelho (Romanos 10:12-15). Na tentativa de resolver esse dilema, a Igreja Católica e mesmo alguns reformadores (inclusive Lutero) argumentavam que Deus concede o “dom” da fé a um bebê que for batizado, sendo assim salvo da culpa do “pecado original” de Adão. Mas essa proposta é inaceitável, pois as Escrituras ensinam que os seres humanos herdam apenas a natureza pecaminosa, sem que lhes seja atribuída a “culpa” do pecado de Adão. Além disso, a Bíblia não recomenda a prática do batismo infantil nem reconhece o caráter sacramental desse rito.

No entanto, a experiência do ladrão que se converteu na cruz (Lucas 23:39-43) confirma que entre os remidos estarão pessoas que não tiveram condições de serem batizadas. Nessa categoria estão as crianças que morreram antes de atingirem a idade ideal para o batismo. A salvação das crianças é uma questão que transcende à mera questão do batismo. Se os pecadores são justificados unicamente pela fé em Cristo (Romanos 5:1 e 2; cf. João 14:6), como pode uma criança que não exerceu conscientemente tal fé ser justificada para a salvação? 

As declarações de Ellen White nos livros Mensagens Escolhidas, vol. 2, pp. 259 e 260 (tópico “As Crianças na Ressurreição”); Ibid., vol. 3, pp. 313-316 (capítulo “Perguntas a Respeito dos Salvos”); e Eventos Finais, pp. 253 e 254 (tópico “A Salvação de Criancinhas e Deficientes”) revelam pelo menos três conceitos fundamentais sobre a salvação de crianças que morreram em tenra idade. Um deles é que os filhos de pais crentes serão salvos, pois a fé dos pais é extensiva aos filhos que ainda não atingiram a idade da razão. É-nos assegurado que “a fé dos pais que creem protege os filhos, como sucedeu quando Deus enviou Seus juízos sobre os primogênitos dos egípcios” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, p. 314). Os pais crentes podem ter a certeza de que esses pequeninos lhes serão devolvidos na gloriosa manhã da ressurreição. “Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu leito poento, imediatamente seguirão caminho, voando, para os braços maternos. Reencontrar-se-ão, para nunca mais se separarem.” (Ibid., vol. 2, p. 260).

Outro conceito fundamental é que no Céu estarão também criancinhas cujos pais não serão salvos, e que elas serão cuidadas pelos próprios anjos até atingirem a estatura necessária para se manterem sozinhas. Ellen White declara que “muitos dos pequeninos, porém, não terão mãe ali. Em vão nos pomos à escuta do arrebatador cântico de triunfo por parte da mãe. Os anjos acolherão os pequeninos sem mãe e os conduzirão para junto da árvore da vida” (Ibid.).

Em contraste com a fé dos pais crentes que é extensiva aos filhos em tenra idade, não existe qualquer possibilidade de os pais incrédulos protegerem seus filhos desta forma. A salvação de tais crianças é, por conseguinte, um ato exclusivo da graça de Deus, a respeito do qual não é apropriado conjecturar. Um terceiro conceito fundamental é que “não podemos dizer se todos os filhos de pais descrentes serão salvos, porque Deus não tornou conhecido o Seu propósito a respeito desse assunto” (Ibid., vol. 3, p. 315). 

Ellen White esclarece também que, por ocasião da primeira ressurreição, “todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram”, e que, durante o milênio, “os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva” (O Grande Conflito, pp. 644 e 645). Como, então, Ellen White pôde ver, em sua primeira visão, a presença de crianças ainda na nova Terra (ver Primeiros Escritos, p. 19)? É provável que as cenas dessa visão tenham sido descritas tematicamente em Primeiros Escritos, sem a mesma precisão cronológica que caracteriza o conteúdo de O Grande Conflito

Portanto, entre os salvos estarão os filhos que morreram em tenra idade cujos pais se salvarão, bem como outras criancinhas cujos pais se perderão. Durante o milênio essas crianças, juntamente com os demais remidos, crescerão até atingirem a estatura original da raça humana.

Alberto R. Timm (via Centro White)

Título original: Serão salvas as crianças que morreram antes de atingirem a idade da razão?

Projeto Quebrando o Silêncio 2018 - Tema: Suicídio

Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) desde o ano de 2002.

A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das suas principais ações ocorre sempre no quarto sábado do mês de agosto (neste ano - dia 25). Este é o “Dia de ênfase contra o abuso e a violência”, quando ocorrem passeatas, fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência e manifestações na América do Sul.

A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado com propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas. O tema de 2018 é suicídio. Já considerado uma questão de saúde pública global, precisamos unir forças não somente para evitar que mais pessoas atentem contra a própria vida, mas para ajudar os que sofrem a voltar a sorrir.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a 17ª principal causa de mortes em todo o mundo, com 800 mil vítimas anuais. Isso equivale a um óbito a cada 40 segundos. O quadro ainda é mais preocupante se levada em conta a estimativa de que, para cada caso registrado, existem 20 tentativas de suicídio. Assim, é provável que você conviva ou já tenha entrado em contato com pessoas que não mais apresentam interesse pela vida. A recorrência desse problema exige que estejamos preparados para enfrentar essa situação. 

O ponto é que a maioria dos suicídios poderia ser evitada se estivéssemos mais atentos aos avisos enviados pelos que planejam tirar a própria vida. Cansaço emocional, isolamento social e sono excessivo podem ser “pedidos de socorro” de quem não está lidando bem com seus problemas e que pode enxergar na morte uma solução, ainda que ilusória. 

Os motivos que levam ao suicídio são variados e complexos. Podem ser decorrentes de um distúrbio mental, como depressão e ansiedade, de um abuso sexual, e de problemas sociais. Independentemente da causa, precisamos estar preparados para oferecer apoio e saber como agir preventivamente. 

Um dos aspectos mais importantes na prevenção é ajudar quem tem ideias suicidas a encontrar ou redescobrir um sentido para a vida. A logoterapia, sistema teórico criado por Viktor Frankl, um psiquiatra austríaco sobrevivente dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial, é uma abordagem que trabalha nessa direção. 

“Ter um sentido para a vida é o que permite ao ser humano passar por crises sem evoluir para um processo autodestrutivo. Recuperar o sentido de viver é o objetivo último e fundamental para que alguém saia da depressão e permaneça bem depois disso”, explica o psiquiatra Ricardo Falavigna, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria. 

Contudo, por vezes, é muito difícil alguém que está imerso em problemas complexos reencontrar o propósito da existência. É nessas situações que pequenos gestos podem fazer grande diferença. “A melhor atitude é o respeito, a solidariedade e a empatia. Com isso, abrimos espaço para que a pessoa exponha o que está sentindo e seja levada ao tratamento”, pontua o psiquiatra.

O médico explica que sentir-se acolhido ajuda o corpo a produzir serotonina, hormônio fundamental na regulação do humor, das sensações de dor, medo, ansiedade e depressão. Ele completa dizendo que, ao estudar o cérebro de pessoas que cometeram suicídio, cientistas confirmaram a redução de serotonina em algumas áreas. “As mais afetadas foram aquelas responsáveis pela inibição do comportamento e tomada de decisões”, destaca.

Embora não possamos compreender plenamente as causas e motivações por trás do suicídio, como adventistas podemos afirmar três princípios importantes:

· Primeiro, a vida é preciosa e é um dom de Deus, para ser vivida por Sua graça e pela fé. Nenhum problema é demasiado grande que não possa ser trazido a Deus em oração.

· Segundo, quando encontramos uma pessoa com pensamentos suicidas, temos o dever de ajudá-la. Com a ajuda de Deus, podemos encarar a culpa de uma maneira construtiva, tendo em mente que muitas vezes aqueles que cometeram suicídio necessitavam de ajuda profissional que nós mesmos fomos incapazes de proporcionar.

· Terceiro, a psicologia e a psiquiatria têm revelado que o suicídio geralmente é o resultado de um profundo transtorno emocional ou desequilíbrio bioquímico associado a um profundo estado de depressão e medo. Não deveríamos julgar as pessoas que optaram pelo suicídio sob tais circunstâncias. Não nos cabe julgar. Enquanto devemos estender um ministério de amor e ternura à pessoa envolvida, não devemos julgar que tal pessoa cometeu o pecado máximo.

Para finalizar, segue abaixo dois conselhos de Ellen G. White para lidarmos com essa questão:
"Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades tão-somente aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e Palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração." (Caminho a Cristo, pp. 96-97)
"Quando a depressão baixa sobre a alma, isto não é evidência de que Deus tenha mudado. Ele é o mesmo 'ontem, e hoje, e eternamente' (Hebreus 13:8). Estareis seguros do favor de Deus quando sois sensíveis aos raios do Sol da justiça; mas se nuvens pairarem sobre vossa alma, não vos deveis sentir abandonados. Vossa fé tem de atravessar as sombras, vossos olhos devem ser simples e todo o corpo será pleno de luz. As riquezas das graças de Cristo têm de ser conservadas na mente. Entesourai as lições que Seu amor provê. Seja vossa fé qual a de Jó, para que possais declarar: 'Ainda que Ele me mate, nEle esperarei.' (Jó 13:15). Apegai-vos às promessas de vosso Pai celestial, e lembrai-vos de Seu antigo trato convosco e com os Seus servos; pois 'todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus' (Romanos 8:28)." (Review and Herald, 24 de janeiro de 1888)
[Para mais informações e materiais acesse Quebrando o Silêncio]