segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

9 atitudes para o cristão tomar na celebração do Natal


A ocasião do Natal deve direcionar nossos pensamentos para a Palavra que “estava com Deus, e era Deus [e] estava com Deus no princípio” (Jo 1:1-2). Não para o feriado, a Ceia, os presentes, as férias ou o que for, pois isso não é nem de longe o foco. Minha sugestão? Celebre o Natal pensando em Cristo e nas consequências da vinda dEle à terra. Eu recomendaria comemorar a data com algumas atitudes que tomam como ponto de partida muito do que foi dito no episódio do nascimento de Cristo:

1. Renove sua fé – lembrando, como disse Gabriel, que “nada é impossível para Deus” (Lc 1: 37). Você tem vivido de fato como quem crê que o seu Deus pode tudo?

2. Renove sua entrega a Deus – lembrando, como disse Maria, que importa que “aconteça comigo conforme a tua palavra” (Lc (1:38). Você tem de fato priorizado a vontade de Deus em tudo, amando “o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todas as suas forças e de todo o seu entendimento [e amando] o seu próximo como a si mesmo” (Lc 10:27)? Tem buscado de fato “em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça” Mt 6:33)?

3. Adore ao Senhor – assim como disse Maria, que seus lábios digam “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador” (Lc 1:47). Você tem de fato adorado a Deus “em espírito e em verdade” (Jo 4:24)?

4. Confie que a graça de Deus está presente em sua vida – por saber, como disse Maria, que “A sua misericórdia estende-se aos que o temem, de geração em geração” (Lc 1:50). Você tem vivido como quem sabe que a compaixão de Deus é absoluta para aqueles que O buscam em arrependimento? 

5. Lembre-se de que a presença de Jesus traz alegria - como disse o anjo aos pastores, “estou lhes trazendo boas novas de grande alegria” (Lc 2:10). Será que você tem vivido a alegria que é “fruto do Espírito” (Gl 5:22-23)? Aquela que vem “porque seus nomes estão escritos nos céus” (Lc 10:20)? Você deixa seu ânimo se guiar mais pela tristeza causada pelas dificuldades da vida ou pela alegria causada pelo fato de que Jesus te deu a vida eterna?

6. Reflita sobre quem é Jesus – como o anjo disse aos pastores, “Hoje, na cidade de Davi, lhes nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2:11). Você consegue compreender o profundo significado prático e objetivo de ter sido escolhido e chamado por Aquele que salva e que é Senhor de todo o universo?

7. Glorifique a Deus – como os anjos cantaram, “Glória a Deus nas alturas” (Lc 2: 14). Você tem glorificado o Senhor não só com os lábios, mas com cada atitude sua?

8. Pense em como você tem contribuído para a paz entre as pessoas – como os anjos cantaram, “paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor” (Lc 2:14). Você tem sido um bem-aventurado pacificador (Mt 5:9), alguém que transborda a paz que é “fruto do Espírito” (Gl 5:22-23), ou tem sido agressivo, promovido discórdias, usado a língua para o mal, feito intrigas, inflamado corações, estimulado conflitos, alimentado polêmicas, se deleitado em controvérsias?

9. Analise o quanto vale sua vida hoje – como disse o velho Simeão, “Ó Soberano, como prometeste, agora podes despedir em paz o teu servo” (Lc 2:29). Você seria capaz de dizer hoje mesmo a Deus que pode partir em paz desta vida, porque o tempo que passou sobre a terra já valeu a pena? Tem vivido cada dia como se fosse o último? Tem abençoado o próximo? Tem perdoado? Tem edificado vidas? Tem deixado um legado? Viveu seus anos amando, ajudando, abençoando, entregando-se, devotando-se? Em resumo, sua vida já deu frutos dignos de serem apresentados diante do Criador? Se não… o que está esperando?

A encarnação de Cristo nos conduz a muitas reflexões. Mas refletir não basta, se apenas pensarmos e não tomarmos nenhuma atitude a partir das conclusões a que chegamos. Algo ainda não está bom? Precisa melhorar? Necessita galgar novos patamares? A hora é esta.

E que, acima de tudo, o Natal sirva para lembrar da verdade máxima da vida: “Pois dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas. A Ele seja a glória para sempre. Amém!” (Rm 11:36).

Adaptado de reflexão escrita por Maurício Zágari

Revista Time aponta cristã Angela Merkel como a personalidade do ano


A revista norte-americana Time elegeu a cristã Angela Merkel, de 61 anos, primeira-ministra da Alemanha, como a personalidade do ano por sua atuação durante a crise imigratória dos refugiados da Síria, Iraque e países da África. Merkel, que recentemente passou a ocupar as manchetes por sua expressão pública de fé, foi escolhida pela revista por “ter pedido mais de seu próprio país do que a maioria dos políticos faria, ter ficado firme contra a tirania e por fornecer firme liderança moral em um mundo em que isso está em falta”. O anúncio foi feito na última quarta-feira, 9 de dezembro.

Dados recentes apontam que a Alemanha já registrou a entrada de um milhão de refugiados, que pediram asilo no país. Na contramão da maioria dos dirigentes dos países europeus, que buscam restringir o acesso dos imigrantes ao continente, Angela Merkel avaliou, durante um discurso recente, que os refugiados podem ajudar seu país e a Europa a se voltar à Bíblia Sagrada.

Filha de um pastor luterano, Merkel já havia conquistado uma posição de destaque no cenário internacional ao ser eleita a 2ª pessoa mais poderosa do mundo em outubro, numa eleição da Forbes. O histórico religioso de Angela Merkel, que ocupa o posto de primeira-ministra da Alemanha há dez anos, não é recente. Em 2012, ao admitir que a fé é sua “companheira constante”, a chanceler acrescentou que é evangélica e que a irmandade cristã “não deve ter qualquer problema em professar o seu credo”. 

A chanceler alemã, também falou sobre a identidade cristã que ajudou a forjar os valores europeus: “Eu tenho que ser muito honesta. Todos temos a oportunidade e a liberdade de ter nossa religião, para praticá-la e acreditar nela. Eu quero ver mais pessoas que têm a coragem de dizer ‘Eu sou um crente cristão.’ E mais pessoas que têm a coragem de dialogar“, disse ela.

Merkel aconselhou aqueles que estão longe de sua fé, dizendo que devem voltar a frequentar a à igreja ocasionalmente e desenvolver princípio bíblico.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Entrevista com Ellen White sobre o Natal


Quando chega o Natal, muitos interrogam: É certo fazermos comemoração do Natal, uma vez que não sabemos nem o dia em que Jesus nasceu? É certo darmos presentes na época do Natal? É certo colocarmos uma árvore de Natal na igreja, para alegria das crianças? 

Ellen White, nesta entrevista, nos orienta a respeito deste assunto. As perguntas são formuladas por nós, mas as respostas são literalmente da pena de Ellen White. Fonte no final da entrevista.

Pergunta: Sra. White, podemos saber exatamente o dia em que Jesus nasceu?

E.G.W.: “A Bíblia não nos informa a data precisa do nascimento de Jesus. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para nossa salvação, ele se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.”

Pergunta: Se não sabemos o dia exato do nascimento de Jesus, é lícito realizarmos algum tipo de comemoração no dia 25 de dezembro, dia em que o mundo cristão comemora esse acontecimento?

E.G.W.: “Sendo que o 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, ser-vos-á difícil passar por alto este período sem lhes dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.”

Pergunta: O que a senhora acha sobre o costume de dar presentes na época do Natal?

E.G.W.: “É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente… Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecermos a Deus, o nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus, ou que aumentem nosso amor por seus preceitos.

Pergunta: E como podemos manifestar a Jesus nosso reconhecimento nas festividades do Natal?

E.G.W.: “Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Não se agradará Ele se mostrarmos que não O esquecemos? Jesus, o Príncipe da Vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. Ele sofreu mesmo até a morte, para que nos pudesse dar a vida eterna… Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor.”

Pergunta: A senhora vê alguma forma mais sensata de comemorarmos o Natal, do que aquela que é frequentemente praticada entre os cristãos?

E.G.W.: “Temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo. Jesus a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino… Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus.”

Pergunta: E como fazer isso de tal forma que as crianças compreendam e aceitem de boa vontade?

E.G.W.: “Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são freqüentemente oferecidos a nosso filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade de ser levada ao lar. Podeis ensinar uma lição aos vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus… Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho.

Pergunta: E quanto ao costume de se colocar uma árvore de Natal na igreja?

E.G.W.: “Deus muito se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvore de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um perfumoso pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore. A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai vossas doações santificadas pela oração. As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados que têm família grande para sustentar.”

Nota: Todas as respostas acima encontram-se no livro Lar Adventista, às páginas 477 – 482.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Denominações cristãs se dividem sobre impeachment de Dilma


O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), composto pelas igrejas Evangélica de Confissão Luterana, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e Católica, divulgou nota em que diz que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se baseou em “argumentos frágeis” ao abrir o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A posição da entidade não é acompanhada por lideranças evangélicas favoráveis a Cunha, que é membro da Assembleia de Deus de Madureira. No documento, o Conic sustenta que o processo de impeachment não tem legitimidade e que o afastamento de Dilma “nos conduziria para situações caóticas”. Já o pastor Omar Silva da Costa, presidente do Conselho Nacional de Pastores e da Convenção Geral das Igrejas Assembleias de Deus no Brasil, disse que as duas instituições defendem a abertura do processo. 

Na sua página na rede social Twitter, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, comemorou a abertura do processo de impeachment e criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por defender sua sucessora e correligionária. O presidente do Conselho Político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, pastor Lelis Washington, não só apoiou a atitude de Cunha, como afirmou que ele demorou muito tempo para tomá-la.

Pastora luterana e ex-presidente do Conic, Lusmarina Garcia disse que o impeachment não tem bases legais, pois sua “argumentação legal” é “muito frágil”. Dilma foi democraticamente eleita e o seu impeachment seria um golpe”, disse ela, que considerou “natural” e “previsível” a Assembleia de Deus se manifestar a favor do processo, já que Dilma “contraria alguns interesses conservadores”.

Clemir Fernandes, pastor da Igreja Batista e sociólogo do Instituto de Estudos da Religião (Iser), afirma que nem sempre as crenças têm a mesma opinião política, mas que o cenário é comentado pelos líderes em cultos. “Nas igrejas em que circulo, mesmo que um pastor manifeste uma posição política, isso não tem alterado as opiniões dos fiéis.” (Com informações do Estadão)

Nota: Ellen G. White fala sobre a atitude cristã para com as autoridades e governos:
"Alguns de nossos irmãos têm escrito e dito muitas coisas que são interpretadas como contrárias ao Governo e à lei. Está errado expor-nos dessa maneira a um mal-entendido geral. Não é procedimento sábio criticar continuamente os atos dos governantes. A nós não nos compete atacar indivíduos nem instituições. Devemos exercer grande cuidado para não sermos tomados por oponentes das autoridades civis. Certo é que a nossa luta é intensiva, mas as nossas armas devem ser as contidas num simples “Assim diz o Senhor”. Nossa ocupação consiste em preparar um povo para estar de pé no grande dia de Deus. Não devemos desviar-nos para procedimentos que provoquem polêmica, ou suscitem oposição nos que não são da nossa fé.

Tempo virá em que expressões descuidadas de caráter denunciante, displicentemente proferidas ou escritas pelos nossos irmãos, hão de ser usadas pelos nossos inimigos para nos condenarem. Não serão usadas simplesmente para condenar os que as proferiram, mas atribuídas a toda a comunidade adventista. Nossos acusadores dirão que em tal e tal dia um dos nossos homens responsáveis falou assim e assim contra a administração das leis desse governo. Muitos ficarão pasmos ao ver quantas coisas foram conservadas e lembradas, as quais servirão de prova para os argumentos dos nossos adversários. Muitos se surpreenderão de como foi atribuído às suas palavras um significado diferente do que era a sua intenção. Sejam nossos obreiros cuidadosos no falar, em todo tempo e sob quaisquer circunstâncias. Estejam todos precavidos para que, por meio de expressões imprudentes, não tragam sobre si um tempo de angústia antes da grande crise que provará os seres humanos.

Devemos estar lembrados de que o mundo nos julgará pelo que aparentamos ser. Que os que buscam representar a Cristo exerçam o cuidado de não exibir traços incoerentes de caráter. Antes de assumirmos um lugar definido na linha de frente, certifiquemo-nos de que o Espírito Santo nos tenha sido concedido lá dos altos Céus. Quando isso acontecer, pregaremos uma mensagem definida, que será, porém, de espécie muito menos condenatória do que a de alguns; e os que crerem terão muito mais interesse na salvação de nossos oponentes. Deixemos inteiramente com Deus o assunto de condenar as autoridades e governos. Com humildade e amor, defendamos, como sentinelas fiéis, os princípios da verdade tal como é em Jesus.

O cristianismo não se exterioriza em acusações violentas e condenação."

Testemunhos para a Igreja 6, p. 394, 395, 397

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Campanha alerta igrejas adventistas sobre prevenção contra Zika Vírus


Uma campanha quer alertar as igrejas adventistas do sétimo dia sobre como prevenir e combater a multiplicação do mosquito Aedes Aegypti, agente transmissor da dengue, da febre chikungunya e da febre Zika, doença que levou o Ministério da Saúde a entrar em estado de vigilância e foi relacionada aos 1.248 casos de microcefalia no país.

Por meio de um boletim eletrônico disponível no portal e nas redes sociais (baixe o boletim aqui), a União Leste Brasileira, sede da Igreja Adventista para Bahia e Sergipe, faz uma alerta para as igrejas sobre a necessidade de evitar focos multiplicadores do mosquito, como jardins e lugares onde é possível ter água parada. O boletim traz dicas práticas do que precisa ser feito para evitar a proliferação do principal agente causador do vírus.

O boletim é reforçado por meio de um vídeo com mensagem dos líderes de ministérios da Igreja que evangelizam setores da sociedade de grande adesão às redes sociais, como os jovens e as mulheres. A líder do Ministério da Mulher da Igreja Adventista para Bahia e Sergipe, Joelma do Vale, e o líder do Ministério Jovem para a mesma região, pastor Alceu Filho, apelam para as igrejas para que sigam orientações preventivas de modo a contribuir com o combate ao problema. (ASN) Assista:

10 perguntas para diagnosticar seu casamento


Recentemente, conversei com um amigo meu que sugeriu que a risada é geralmente um bom indicador de quão bem o casamento está indo. Quando as brincadeiras diminuem, pode ser porque você está num momento de sofrimento, mas também pode significar que vocês saíram da fase de paz e confiança. O casal que ri unido permanece unido.

Essa ideia me deixou pensando: quais são algumas outras perguntas que podem ajudar a diagnosticar nossa vida conjugal? Aqui estão dez que podem ser úteis.

1. Vocês oram juntos?
Essa pode ser a mais difícil, então coloco em primeiro. Embora eu conheça bons casamentos em que o marido e a esposa não oram juntos tanto quanto gostariam, não conheço qualquer casamento ruim em que o marido e a esposa oram juntos o tempo todo.

2. Vocês ainda notam um ao outro? 
Eu não me lembro muito do filme Dave – Presidente por Um Dia (um filme dos anos 90 em que um sósia ocupa a vaga de um presidente falecido), mas eu me lembro de uma cena em que o presidente substituto (papel de Kevin Kline) é pego olhando para a s pernas de sua “esposa” (Sigourney Weaver). Mais tarde, revela-se que ela sabia desde o começo que aquele homem não era o marido verdadeiro porque o verdadeiro (que morreu tendo um caso) não tinha olhado para as pernas dela por anos. Tudo bem, não é um filme excelente, mas não é uma lição ruim. Há alguma chance de que alguém poderia pegar você notando seu cônjuge como atraente?

3. Vocês dão as mãos?
No cinema? No sofá? Caminhando pelo bairro? Durante a oração na igreja? No carro? Todos nós amamos ver casais de idosos de mãos dadas. Quando criança, sempre me fazia sentir-se bem ver meu pai pegar na mão da minha enquanto ele dirigia (sim, às vezes, era perigoso). Se esse simples ato de afeto está em falta, mais do que você percebe pode estar faltando. [N.do.T.: Lembrando que, nos EUA, a maioria dos carros usam marcha automática, o que facilita uma mão livre no volante. No Brasil, isso é ainda mais perigoso – então, cuidado! :) ]

4. Quando foi a última vez que você disse “Me desculpe”?
Não como uma desculpa. Não com um resmungo. Mas, um pedido de perdão sincero, tenro e contrito.

5. Quando foi a última vez que você disse “Obrigado”? 
Eu não estou falando de educação ao passar o sal. Estou falando sobre uma expressão específica de gratidão por lavar a louça, por deixar dormir mais um pouco, pelo trabalho duro de sustentar a família, por cuidar dos filhos o dia todo ou por fazer seu prato preferido.

6. Quando foi a última vez que você planejou uma surpresa? 
Semanas atrás, eu dei flores à minha esposa sem nenhum motivo especial. Apenas pareceu que já tinha muito tempo desde a última vez que me esforcei para dar algo especial. Vocês ainda surpreendem o outro com presentes, saídas especiais, com um beijo do nada, voltar mais cedo pra casa (ou esperar acordado até tarde)?

7. Quando foi a última vez que vocês fizeram seus filhos ficarem constrangidos? 
As crianças deveriam revirar os olhos de tempo em tempo ao ver quão bobos mamãe e papai podem ser. Eles deveriam ver vocês dançando, beijando, agindo como bobos. As crianças odeiam, mas no fundo, elas provavelmente amam também. Filhos precisam ver seus pais se divertindo muito juntos.

8. Quando foi a última vez que vocês saíram e falaram sobre algo além dos filhos? 
Vocês não precisam gastar dinheiro. Vocês podem dar uma caminhada ou não pedir refrigerante aonde vocês forem. Apenas deixe os filhos um pouco e tente não fixar a atenção neles quando eles não estão presentes.

9. O que outros pensariam sobre seu cônjuge apenas ouvindo falar sobre ele ou ela?
Todos nós temos ocasiões em que falamos sobre nosso cônjuge a outros – em um pequeno grupo, numa reunião de oração, com outro amigo, com um parente, com o pastor. Se alguém pudesse ouvir tudo que você disse sobre seu marido ou sua esposa em um mês e, então, se encontrassem com seu cônjuge pela primeira vez, eles ficaram surpresos com a pessoa que eles encontraram? Pelas suas conversas, os outros adivinhariam que seu cônjuge é um sapo, e não um príncipe, ou a rainha das harpias?

10. Vocês pensam mais sobre o que não estão dando ou sobre o que não estão recebendo?
Todos nós nos magoamos no casamento. Todos nós ficamos decepcionados. Fique com alguém até a morte e você se sentirá injustiçado uma vez ou outra. Mas, quando você pensa sobre o que precisa de ajuda em seu casamento, você está preocupado com as deficiências do seu cônjuge ou aquilo que você precisa melhorar? Amar como Cristo é comprometer-se a amar mesmo quando não somos amados como merecemos.

Kevin DeYoung | Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Marília Pêra e o Amor Ilimitado de Deus


No final de semana em que o Brasil perdeu a grande atriz Marília Pêra, o Fantástico fez uma série de homenagens à estrela, iniciando o programa com uma bela gravação de Marília lendo o poema Amar, de Carlos Drummond de Andrade, em uma produção do Instituto Moreira Salles. Assista abaixo:


Carlos Drummond de Andrade inicia o poema se perguntando: “o que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?” E já ao final ele afirma: “Este o nosso destino: amor sem conta…”.

Contaram-me outro dia, um pedaço da história de Susana, mãe do grande teólogo John Wesley. Mulher firme e consagrada, cuidadora de dezessete crianças, certa vez foi surpreendida pela pergunta: "Dentre tantos filhos, a quem você mais ama?" Se esta é uma questão do tipo que não se faz, a resposta recebida foi do tipo que não se esquece: "Eu amo mais o que está doente, para que sare. Eu amo mais o que está longe, para que volte".

Deus tem um jeito estranho de amar. É como se o céu exibisse à terra predileções confusas, contrárias às regras e lógicas que orientam nossas relações de humanos. O amor de Deus busca com especial interesse a quem menos merece, a quem menos entende, e menos percebe a procura. 

Para seres limitados, Deus tem amor ilimitado.

Talvez você se sinta longe agora. Talvez a igreja, a família, a consciência façam coro à volta, denunciando sua condição e distância. Saiba que Deus o ama mais que a qualquer outro. Ele sofre sua ausência. Ele ainda o espera na varanda.

Em uma linda composição de Stênio Marcius (escute aqui) nós lemos:

O Seu amor é tão forte, mais que o inferno e a morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares, apagar a estrela antares
Que arrancar o amor do seu coração

"Ninguém tem maior amor que esse..." (João 15:13)

Adaptação de texto do Pr. Cândido Gomes