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sábado, 8 de maio de 2021

NA LINHA DE FRENTE

De acordo com uma pesquisa divulgada no fim de março pela Fiocruz, a pandemia alterou de modo significativo a vida de 95% dos trabalhadores da área de saúde. E o médico Francisco Mateus João  (foto acima) faz parte dessa estatística. Doutorando em Medicina Tropical na Universidade Estadual do Amazonas, ele é o coordenador clínico do Hospital Adventista de Manaus (AM), que já registrou mais de 1.100 internações por Covid-19 e teve que adaptar sua estrutura para atender à demanda. Nesta entrevista, Francisco fala sobre a realidade enfrentada pelos profissionais da saúde que estão na linha de frente de combate ao coronavírus.

O que mudou na rotina dos profissionais da saúde dentro e fora dos hospitais?

Os ajustes na estrutura física para acomodação do crescente número de infectados, a necessidade urgente de aquisição de ventiladores pulmonares e a escassez de profissionais para atender a demanda transformaram consideravelmente o ambiente e a dinâmica dos hospitais. Vimos profissionais de outras especialidades médicas ajudando a combater a pandemia nos setores de pronto atendimento e internação e até em UTIs, o que resultou em jornadas extenuantes de trabalho. Ademais, fora dos hospitais, tivemos que adotar medidas extremas de segurança. Muitos, inclusive, decidiram se isolar da família para protegê-la.

Temos visto algumas homenagens sendo feitas aos profissionais que estão na linha de frente. Que significado esse reconhecimento tem em um contexto difícil como esse?

Esse reconhecimento é importante e impulsiona os profissionais da saúde a buscar força física e mental para o enfrentamento de uma patologia completamente adversa e ainda nebulosa.

Como tem sido o impacto psicológico da crise sanitária nos profissionais da saúde?

A compreensão limitada da ação e dos efeitos até certo ponto imprevisíveis do novo coronavírus, a alta taxa de infecção e o agravamento dos pacientes são fatores que contribuem para o desequilíbrio psicológico de quem se dedica a salvar vidas, mas, em muitos casos, se vê incapaz de modificar o curso catastrófico de uma grave evolução clínica. Imagine então o impacto emocional de ter que decidir entre quem vai viver e quem vai morrer; de perder vários pacientes no mesmo dia; ou ainda de ver colegas de trabalho morrendo. Não é de estranhar que 80% dos que estão na linha de frente do combate à pandemia manifestem um quadro de exaustão emocional, conforme apontou uma pesquisa recente feita pela Fundação Getúlio Vargas com mais de 1,8 mil profissionais da saúde de todo o Brasil.

Em um contexto em que tanta gente necessita de cuidados médicos, como agir para não transformar o paciente em uma estatística?

Uma boa assistência requer um tratamento humanizado e a presença constante junto ao leito. Onde trabalho, temos nos esforçado, inclusive, no sentido de dar maior atenção aos familiares dos pacientes (aflitos pela situação de isolamento e distanciamento de seus queridos), o que tem sido possível por meio de videoconferências e a divulgação de boletins médicos diários.

Essa pandemia tem sido marcada por muita desinformação. Segundo dados de uma pesquisa nacional realizada pela Fiocruz, 76% dos profissionais da saúde relataram que os pacientes tinham algum tipo de crença referente às fake news. Que responsabilidade os médicos têm na construção de uma narrativa melhor embasada em evidências científicas?

Pesa sobre os ombros dos profissionais da saúde o imenso desafio de salvar as pessoas do vírus em si, bem como da desinformação. O conhecimento científico é o caminho que nos leva ao melhor entendimento da patologia e à implementação de protocolos assistenciais que garantem a segurança do tratamento. Mas, infelizmente, a avalanche de fake news que circula pelas mídias sociais tem trazido danos emocionais e dificuldades de entendimento entre médicos e pacientes. E isso tem colocado em risco a saúde de muitas pessoas.

Que diferença a espiritualidade faz na vida de quem está arriscando a própria vida para salvar pessoas em meio a uma pandemia dessas proporções?

Os serviços de assistência psicológica e capelania têm sido de fundamental importância não somente para pacientes e seus familiares, mas também para o corpo clínico e demais servidores da área da saúde. A confiança em um Deus poderoso e sensível aos dilemas e aflições da humanidade é capaz de nos trazer paz ao coração atribulado e forças para prosseguirmos. Por meio da fé podemos vislumbrar Deus no comando de todas as coisas e Seu propósito final de renovação de tudo que nos traz tristeza, choro e dor.

Márcio Tonetti (via Revista Adventista)

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Shabat Digital - Um tempo para se desconectar das ferramentas tecnológicas

A cultura moderna e a tecnologia desajustaram a relação do homem com o tempo. Mas muitos hoje querem desacelerar, e a mensagem do sábado pode ser a resposta que eles buscam

Por atuar há mais de 17 anos em grandes empresas do segmento de mídia e tecnologia, Débora Bonazzi tem uma visão ampla sobre a relação das pessoas com a cultura digital. Um dos aspectos defendidos por ela é o maior equilíbrio entre o tempo on e off-line. Para a publicitária adventista, a ideia do “shabat digital”, um tempo para se desconectar das ferramentas tecnológicas, parece ser uma tendência hoje. Nesta entrevista, ela reforça o fato de que a mensagem do sábado parece ganhar ainda mais relevância nesta época em que algumas pessoas começam a reagir ao excesso de velocidade.

Débora Bonazzi
Como a tecnologia mudou a maneira de as pessoas se relacionarem com o tempo?

A tecnologia trouxe e continuará trazendo muita conveniência. Comprar uma passagem, ir ao banco ou pedir um táxi são facilidades que ela oferece. Nesse sentido, a tecnologia nos adiciona tempo. Por outro lado, se não tivermos consciência do que estamos fazendo em nossos celulares, nosso tempo será minado, sem nem mesmo percebermos.

Como a lógica da conexão ininterrupta tem desafiado os adventistas em relação à guarda do sábado?

Antigamente, as coisas estavam em caixas bem definidas: a compra estava no shopping, o ­conteúdo secular e o resultado do jogo estavam na TV, as notas estavam no boletim que ficava na escola ou na gaveta em casa. Hoje, quase tudo está no celular. No mesmo dispositivo que usamos para ler o texto bíblico durante o sermão, podemos ver o resultado do jogo que está sendo transmitido pela TV naquele instante. A linha é muito tênue…

A expressão “shabat digital” tem se popularizado nos últimos anos com o surgimento de movimentos como o “Sabbath Manifesto” e “Digital Detox”, que nasceram nos Estados Unidos. O que esses grupos pregam?

Esses movimentos defendem a pausa da tecnologia por um período (pode ser por horas, dias, viagens desconectadas, etc.) e atividades que conectem as pessoas e proporcionem momentos de relacionamento na vida real. Muito parecido com o que defendemos para o sábado, não é verdade?

A mensagem do sábado tende a atrair esse público?

Talvez esta seja uma grande oportunidade para nós. Nunca se discutiu tanto a pausa e nunca ela foi tão necessária como agora.

Como o próprio repouso sabático pode ajudar a mudar a maneira de nos relacionarmos com a tecnologia?

O sábado é uma enorme oportunidade que temos para refletir sobre o assunto. Um verdadeiro presente. Não quero defender a bandeira de que devemos guardar o celular trancado na gaveta aos sábados (a menos que a pessoa decida fazer isso), mas sim que aproveitemos essas horas para buscar o equilíbrio e o uso consciente.

Neste mundo tão dependente de internet, qual é o caminho para conseguir se desligar da tecnologia sem assumir uma postura anti-tecnológica?

Recomendo sempre buscar o equilíbrio. Duas dicas para começar: (1) Ter consciência de quem está no comando: eu ou o celular? Tenha a certeza de que é você. (2) Ter seus lugares e momentos sagrados. Combine com você mesmo, com sua família, com seu(sua) namorado(a), com seus amigos ou com seus colegas de trabalho quais serão os momentos em que todos estarão 100% concentrados na vida real e em que seu celular vai estar descansando um pouco… e você também.

Márcio Tonetti (via Revista Adventista)

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Tricampeão mundial de levantamento de peso se torna adventista


Conquistar três vezes o título de Campeão Mundial de Levantamento de Supino não é fácil, garante Enio Amaral, que venceu a disputa três vezes na categoria acima de 125 quilos: em 2007, 2009 e 2016, além do vice em 2013. O atleta de 48 anos treina desde os 14 e já conseguiu levantar 302 quilos, seu recorde pessoal. “Eu era um rapaz muito magrinho e tinha vontade de ser forte. Comecei o treinamento em casa, com pesinhos de cimento, participei de campeonatos de halterofilismo, sendo campeão logo na estreia, e comecei a participar de campeonatos regionais, estaduais, brasileiro, até chegar no mundial”, conta.

Em 34 anos de dedicação, Enio sofreu contusões e enfrentou problemas como a diabetes, que o tirou das competições por cinco anos. “Para conseguir levantar uma grande quantidade de peso, eu preciso ingerir muito carboidrato, de onde vem a energia. E o carboidrato se transforma em glicose. Por isso o meu treinamento ficou bem complicado, tenho que estar cuidando sempre”, explica.

O atleta mora em Maringá, no norte do Paraná, onde tem em sua casa uma academia para manter o preparo e também treinar outras pessoas. Segundo ele, já formou ali seis campeões mundiais em diversas categorias. Quando tinha 4 anos, em 1972, Enio teve o primeiro contato com a Igreja Adventista do Sétimo Dia, por meio dos tios. “Ficamos anos afastados por minha família não ser adventista, apenas meus tios, mas ficou na minha cabeça a vontade de ser adventista”, recorda o atleta, que também teve influência da igreja ao estudar durante um ano numa escola adventista. Em 2014, um aluno da academia revelou ser adventista e o convidou para ir à igreja. O convite foi aceito de imediato. “Eu sentia saudade do ‘clima’ adventista. Era aquilo que eu queria para mim”, afirma.

Depois de estudos bíblico e frequência assídua aos cultos, Enio foi batizado no dia 3 de dezembro na Igreja Adventista de Guaiapó, em Maringá. Emocionado, reconhece: “Estou tendo a oportunidade de recomeçar tudo. Até agora eu exercitei o físico, o músculo, e estou precisando agora exercitar a minha fé”. Confira abaixo uma entrevista com Enio Amaral:



[Com informações de Notícias Adventistas]

terça-feira, 24 de maio de 2016

Marina Silva analisa atual cenário político brasileiro na TV Novo Tempo


Ela começou sua carreira política em 1984 e desde então não parou mais. Foi vereadora de Rio Branco (AC), deputada estadual, senadora e ministra do Meio Ambiente de 2003 a 2008. Em 2010, se candidatou pela primeira vez à presidência da República e em 2014 se tornou a terceira candidata mais votada do país com 22 milhões de votos. No ano passado, conseguiu o registro do seu partido, a Rede Sustentabilidade. Nessa entrevista, a ambientalista, historiadora, ex-ministra e ex-senadora Marina Silva conta um pouco de sua infância no Acre, comenta alguns momentos de sua trajetória política e traz o seu olhar sobre o cenário nacional.


Nota: A Rede Novo Tempo de Comunicação, assim como a Igreja Adventista do Sétimo Dia, não apoia políticos ou mesmo partidos. Ou seja, não é por entrevistar pessoas desse meio que apoiamos suas propostas ou então concordamos com as suas decisões. As entrevistas de cunho político do programa Identidade Geral, assim como do departamento de Jornalismo da Novo Tempo, tem um objetivo: informar você sobre os acontecimentos do país, para que assim, você possa tomar as suas próprias decisões.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Entrevista com o "Príncipe dos Pregadores” - Pastor Alejandro Bullón


Ele não se permite ser um “ídolo de barro”. Alejandro Bullón, seguramente um dos mais reconhecidos evangelistas do mundo, se retirou da cena adventista como pastor ativo há cerca de dez anos. Mas parece cada vez mais presente na vida de centenas de milhares de pessoas ao redor do mundo para as quais ainda prega a mensagem da justificação pela fé. Mais versátil e atuante do que nunca, Bullón divide seu tempo entre pregações evangelísticas, livros que escreve e roteiros de cinema que elabora. Como coroamento de seu intenso e frutífero ministério, recebeu no início deste mês o mais alto reconhecimento acadêmico justamente da maior, mais antiga e mais reconhecida universidade adventista, a Andrews, nos Estados Unidos. Nesta entrevista, o doutor honoris causa abre seu coração, falando de Cristo, da vida e de seus sonhos.

O título de doutor honoris causa atribuído a um pastor sem uma carreira acadêmica significa, na prática, encurtar a distância entre teólogos e os pastores distritais? Isso é real no ministério e afeta os membros?

Sou graduado em Teologia, mas não me dediquei a fazer Teologia e, sim, evangelismo. Creio que essa “diferença” entre os teólogos e os evangelistas é um tanto imaginária. Pode ser que existam um ou dois teólogos que acreditem que os evangelistas pregam “água com açúcar”, e também é possível que existam dois ou três evangelistas que pensem que os teólogos vivem fechados em uma “redoma de livros”, afastados do mundo real. Mas isso não é verdade. Não se pode definir um conceito pela opinião de dois ou três. A verdade é que os teólogos são os encarregados de fazer nossa Teologia, de dar um fundamento bíblico sólido à nossa mensagem e às nossas doutrinas. E os evangelistas, por sua vez, se encarregam de fazer com que essa mensagem e essas doutrinas cheguem às pessoas de maneira tão simples que até uma criança possa entender.

No corpo de Cristo há lugar para todos. Paulo declarou isso em 1 Coríntios 12:5, 6, 17-19, mencionando a diversidade de dons concedida pelo mesmo Deus na comparação com as partes do corpo humano. Assim, penso que, quando a Andrews decidiu conceder um título honorífico a um evangelista, foi simplesmente porque reconheceu esse fato, e isso deve gerar na igreja a confiança de que os pastores trabalham em unidade.

Em sua trajetória se vê um homem sempre avesso às honras e reconhecimentos pessoais, inclusive evitando saudações e fotos por não querer representar um tipo de artista. A titulação acadêmica afeta essa consciência pessoal?

Os que me conhecem de perto sabem que evito, sempre que possível, toda homenagem pessoal. Talvez a igreja nunca entenda isso. Amo os meus irmãos. É por eles que, apesar de aposentado, não parei de fazer evangelismo. Apesar disso, não faz bem à igreja formar “ídolos de barro”. Pessoalmente, jamais alimentarei esse tipo de aproximação. Porém, creio que esse título acadêmico não foi uma simples homenagem pessoal, mas um reconhecimento de nossa universidade mais antiga ao trabalho que os pastores realizam.

Conte um pouco da sua trajetória ministerial desde sua saída da cidade natal até a homenagem da Andrews. É a maior honra do seu ministério?

Saí de uma cidade humilde. Jauja, onde nasci, parece hoje uma cidade adormecida no tempo. Ali, entre o canto dos pássaros e o aroma fresco das árvores no campo, passei os dias da minha infância. Dali, meus pais se mudaram a Ñaña, nos arredores de Lima, para dar aos filhos uma educação cristã. Desse modo cheguei ao que é, hoje, a Universidade Peruana União, onde vivi minha adolescência e juventude. Devo muito a essa universidade. Ali fui batizado, graduei-me em Teologia, casei-me, fui ordenado ao ministério e essa universidade me concedeu o primeiro doutorado honoris causa em Teologia. Embora tenha trabalhado os primeiros anos do meu ministério no Peru, passei a maior parte da minha vida no Brasil, que me adotou como a um filho, e nunca me fez sentir um estrangeiro. Fui pastor de igreja, diretor de jovens em vários campos e Uniões e, nos últimos anos de meu ministério ativo, fui secretário ministerial da Divisão Sul-Americana. Ao longo de todos esses anos vivi muitas emoções. Cada noite, quando vejo dezenas de pessoas aceitando a Cristo como seu Salvador, meu coração bate acelerado. Aquelas são vidas que literalmente foram arrancadas das mãos do diabo pela graça maravilhosa de Jesus. Mas não posso negar que a entrega deste título honorífico me fez viver um momento especial.

Amigos e colegas publicam em seus perfis nas redes sociais que o senhor é o “príncipe dos pregadores”. Pergunto, primeiramente, se o senhor se considera assim e, em segundo lugar, quais critérios estabeleceria para formar um bom pregador?

Eu sou apenas um pobre pecador que um dia foi alcançado por Jesus. Meu entendimento do que Jesus faz a um pecador arrependido e o que Sua graça transformadora realiza, trouxe tanto alívio ao meu angustiado coração que, hoje, tudo que eu mais desejo é ensinar às pessoas que, por mais que se sintam perdidas e acabadas, há esperança para elas se forem a Jesus e aceitarem a obra que Ele fez na cruz e que hoje realiza no Santuário Celestial. Ao longo do meu ministério preguei com força essa mensagem. Coloquei minha mente, meu coração e meu corpo ao serviço de Deus para que Ele me usasse da melhor maneira. Creio que não somente a igreja, mas também os pastores sentem isso e, talvez, por essa razão, falam de mim com carinho.

Para formar um grande pregador há que se buscar um grande homem de Deus. Antes de estar preocupado em lotar estádios e pregar a multidões é preciso se preocupar em buscar a Deus todos os dias e depender dEle. Nós, pregadores, não somos simples propagandistas de uma doutrina. Somos arautos do evangelho, e essa é uma obra divina. Nossa missão é dar ao mundo a notícia de que, ainda que o pecado tenha arruinado os planos divinos, Cristo veio ao mundo para restaurar esses planos e devolver ao ser humano a esperança da salvação e a confiança em um mundo novo, quando finalmente o pecado será exterminado.

“Um exemplo a seguir, uma inspiração, um Billy Graham adventista para o mundo hispano”. Essas foram algumas das palavras ditas sobre o senhor durante a cerimônia na Universidade Andrews. Como vê essa comparação?

Nos Estados Unidos, Billy Graham é considerado uma referência para os pregadores. Ele pregou em diferentes estádios do mundo e desenvolveu um ministério acima de qualquer suspeita. Creio que, nesse país, qualquer pregador gostaria de ser comparado a Billy Graham. Eu tenho minhas referências pessoais. Jesus e Paulo são meus mestres de pregação e evangelismo.

Como conhecedor do mundo e das culturas de quase todos os lugares, o que falta para a segunda vinda de Jesus?

Ellen White, a serva de Deus, disse: “A mensagem da justiça de Cristo há de ressoar de um extremo ao outro da Terra para preparar o caminho do Senhor. Essa é a glória de Deus que conclui a obra do terceiro anjo (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 374). Essa é a mensagem que preparará a igreja para o fim. Esse é o desafio que, como pregadores, temos.

O Espírito de Profecia declara: “Os discípulos haviam de realizar sua obra em nome de Cristo. Todas as suas palavras e atos haviam de chamar a atenção ao poder vital de seu nome para salvar pecadores. Sua fé havia de concentrar-se nAquele que é a fonte da misericórdia e poder. O nome de Cristo havia de ser seu slogan, sua divisa distintiva, seu vínculo de união, a autoridade para seu curso de ação e a fonte de seu êxito. Nada que não levasse o Seu nome e Sua inscrição havia de ser reconhecido em Seu reino” (Atos dos Apóstolos, p. 23). Ao longo do meu ministério tratei de ter isso em conta e tenho segurança de que essa mensagem preparará a igreja para o encontro com Jesus.

Olhando para toda a sua trajetória ministerial, quem foi, quem é e quem será Bullón até que Cristo volte?

Apenas um servo de Deus. Uma simples ferramenta em Suas mãos. Por amor a Deus eu O busco cada dia e estudo Sua Palavra com seriedade. E por amor aos seres humanos, me esforço para transmitir o que Deus me deu, de maneira simples e fácil de entender.

Escritor, pregador e roteirista de cinema… Que faltaria fazer profissionalmente na vida? Há algo que ainda é um sonho?

Gostaria de pregar toda a Bíblia, desde o Gênesis até o Apocalipse. Já preguei séries inteiras de Habacuque, Obadias, Rute, Malaquias, Judas, as cartas de João, Romanos. Mas me falta muito e não creio que Deus me dê vida para terminar esse sonho. Deveria ter começado antes, mas todos vamos crescendo e pregar a Bíblia e somente a Bíblia me levou algum tempo. Hoje entendo que a pregação existe porque existe a Palavra de Deus. Sem ela, a pregação não tem sentido. A pregação fundamentada no texto bíblico tem um poder extraordinário que vem da própria Palavra. “Minha Palavra não voltará a Mim vazia”, diz Isaías 55:11.

Carlos Henrique Nunes (via Revista Adventista)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Entrevista: Física adventista ajuda na detecção das ondas gravitacionais


Uma física adventista do sétimo dia faz parte da equipe internacional que ocupou as manchetes mundiais ao anunciar a primeira detecção das ondas gravitacionais, uma descoberta que promete abrir uma nova era na astronomia.

Tiffany Summerscales, professora associada de Física na Universidade Andrews, nos Estados Unidos, auxiliou na pesquisa realizada pelo LIGO Collaboration, que detectou as ondas gravitacionais provocadas pela colisão de dois buracos negros a bilhões de anos luz da Terra.

Segundo ela, a descoberta, publicada na revista Physical Review Letters há duas semanas, dá aos cientistas uma nova ferramenta para explorar o universo. “Imagino as ondas gravitacionais como sendo a verdadeira ‘música das esferas’”, pontua Tiffany. “Os detectores do LIGO são os rádios que construímos a fim de podermos ouvir essa música. Até agora obtivemos apenas a primeira nota – bem, um gorjeio, na verdade – mas sabemos que há mais que poderemos ouvir quando aprendermos a sintonizar melhor os nossos rádios.”

Graduada em 1999 pela Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan, ela começou a trabalhar com a equipe do LIGO Collaboration, com mais de mil físicos, enquanto fazia o doutorado, uma década e meia atrás, na Penn State University, na Pennsylvania.

Tiffany falou sobre a importância da descoberta e do que a física significa para ela como adventista do sétimo dia, em uma entrevista para a Adventist Review.

Adventist Review – Qual foi exatamente sua contribuição nesse projeto?

Tiffany Summerscales – Sou membro do LIGO Collaboration há 15 anos ou mais. Esse é o grupo de pessoas que ajudam na concepção e melhoria dos detectores, analisam os dados produzidos e fazem ciência com esses dados.

Especificamente, eu tenho trabalhado em dois tipos de projetos. Meus alunos e eu fazemos parte de uma equipe que trabalha no desenvolvimento e testes de um dos algoritmos de computador que analisa os dados e tenta caracterizar os sinais das ondas gravitacionais que são encontradas. Nós também participamos em atividades educacionais e de sensibilização pública.

AR – O que a descoberta das ondas gravitacionais significa para você pessoalmente?

Tiffany – É muito emocionante. Todos nós na Collaboration trabalhamos em prol deste momento, por muito tempo – alguns por mais décadas do que eu. Foi necessário um longo tempo para tornar os detectores suficientemente sensíveis para medir essas tênues ondas do espaço. Agora que as medimos, podemos nos tornar os astrônomos de ondas gravitacionais que sempre desejamos ser. Usar as ondas gravitacionais para investigar os mistérios do universo será formidável. Eu espero surpresas.

AR – Você pode dar alguns palpites das possíveis surpresas?

Tiffany – As ondas se produzem melhor diante de alguns eventos astronômicos dos quais temos o mínimo conhecimento. Até agora, só fomos capazes de ver as estrelas e as nuvens de gás orbitando ao redor e sendo atraídas aos buracos negros. Os buracos negros em si não emitem luz, mas sim produzem ondas gravitacionais. Ao medir essas ondas, seremos capazes de ver como é o espaço imediato ao redor dos buracos negros. Atualmente, não temos uma boa forma de testar como se comportam as regiões de gravidade muito forte.

Outro exemplo é o das explosões de supernovas que resultam no colapso de uma estrela maciça no final de sua vida. Vemos a explosão pelo lado de fora, mas não podemos ver o que acontece no centro. O núcleo da estrela entra em colapso até que ele se torna tão denso que os átomos se esmagam, até que todo o núcleo se torna uma grande bola de nêutrons, um tipo como um único átomo imenso (menos os prótons). Ninguém sabe como se comporta essa substância nêutron-estrela, porque não podemos fazer isso no laboratório, mas as ondas gravitacionais serão produzidas a partir do centro da supernova e trarão informações de como se parece esse tipo de matéria.

AR – O que essa descoberta significa para os adventistas?

Tiffany – Uma vez que os adventistas são seres humanos, significa que temos um novo tipo de astronomia para aprender mais sobre o universo. Para mim, aprender mais a respeito do universo é muito inspirador, pois ele contém ecos da grandeza de Deus.

AR – Ampliando esse pensamento, como você vê a mão de Deus em seu trabalho?

Tiffany – O espaço é vasto, impressionante e de uma beleza “de cair o queixo”. Na verdade, diariamente eu passo ainda mais tempo trabalhando com os alunos. Há muitas oportunidades aí para ver Deus operando na vida deles e os levando a se tornarem jovens adultos com grande potencial para impactar o positivamente mundo.

AR – Qual é seu verso bíblico favorito e por quê?

Tiffany – Posso escolher dois? Miqueias 6:8 e Eclesiastes 3:11. O primeiro porque resume nosso relacionamento com Deus e destaca o que é mais importante: a justiça, a misericórdia e a humildade, que são diferentes aspectos do amor. Eclesiastes 3:11 destaca a maravilha de Deus e de Sua criação, e a parte “pôs na mente do homem a ideia da eternidade”, me faz lembrar de como me sinto quando penso na vastidão do espaço.

AR – Há algo que você gostaria de acrescentar e que eu não lhe perguntei?

Tiffany – Eu gostaria de incentivar os leitores a buscar mais informações. Há vídeos online com gráficos realmente legais que fazem um trabalho melhor de explicar o que foi descoberto que é fácil transmitir com palavras. Um bom lugar para começar é: ligo.caltech.edu/detection. 

Equipe ASN, Andrew McChesney

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A crise financeira no Brasil e no mundo está afetando a Igreja Adventista?


Como a crise financeira no Brasil e em outros países tem afetado a atuação da Igreja Adventista do Sétimo Dia? Saiba nesta entrevista com o Pr. Juan Prestol, diretor financeiro mundial da instituição.



Não deixe de orar para que, independentemente da crise, mais pessoas possam conhecer a Cristo.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Entrevista com Ellen White sobre o Natal


Quando chega o Natal, muitos interrogam: É certo fazermos comemoração do Natal, uma vez que não sabemos nem o dia em que Jesus nasceu? É certo darmos presentes na época do Natal? É certo colocarmos uma árvore de Natal na igreja, para alegria das crianças? 

Ellen White, nesta entrevista, nos orienta a respeito deste assunto. As perguntas são formuladas por nós, mas as respostas são literalmente da pena de Ellen White. Fonte no final da entrevista.

Pergunta: Sra. White, podemos saber exatamente o dia em que Jesus nasceu?

E.G.W.: “A Bíblia não nos informa a data precisa do nascimento de Jesus. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para nossa salvação, ele se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.”

Pergunta: Se não sabemos o dia exato do nascimento de Jesus, é lícito realizarmos algum tipo de comemoração no dia 25 de dezembro, dia em que o mundo cristão comemora esse acontecimento?

E.G.W.: “Sendo que o 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, ser-vos-á difícil passar por alto este período sem lhes dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.”

Pergunta: O que a senhora acha sobre o costume de dar presentes na época do Natal?

E.G.W.: “É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente… Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecermos a Deus, o nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus, ou que aumentem nosso amor por seus preceitos.

Pergunta: E como podemos manifestar a Jesus nosso reconhecimento nas festividades do Natal?

E.G.W.: “Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Não se agradará Ele se mostrarmos que não O esquecemos? Jesus, o Príncipe da Vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. Ele sofreu mesmo até a morte, para que nos pudesse dar a vida eterna… Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor.”

Pergunta: A senhora vê alguma forma mais sensata de comemorarmos o Natal, do que aquela que é frequentemente praticada entre os cristãos?

E.G.W.: “Temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo. Jesus a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino… Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus.”

Pergunta: E como fazer isso de tal forma que as crianças compreendam e aceitem de boa vontade?

E.G.W.: “Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são freqüentemente oferecidos a nosso filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade de ser levada ao lar. Podeis ensinar uma lição aos vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus… Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho.

Pergunta: E quanto ao costume de se colocar uma árvore de Natal na igreja?

E.G.W.: “Deus muito se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvore de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um perfumoso pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore. A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai vossas doações santificadas pela oração. As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados que têm família grande para sustentar.”

Nota: Todas as respostas acima encontram-se no livro Lar Adventista, às páginas 477 – 482.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Agenda e principais temas da visita do papa Francisco aos Estados Unidos


Faltam poucos dias para a chegada do Papa Francisco nos Estados Unidos. É oficial, que no dia 22 de setembro, quando Francisco, retornando de Santiago de Cuba, chegar à Base Andrews (às 16h, hora local), será recebido pelo presidente Barack Obama e por sua esposa Michelle. Uma recepção calorosa será então dada a Francisco pela população dos Estados Unidos que há semanas lançou nas redes sociais trends virais para celebrar a viagem do papa.

A seguir, vejamos uma avaliação do padre Thomas Reese, jesuíta e integrante da ala progressista da Igreja Católica dos EUA, sobre quais seriam os principais temas da primeira visita do papa aos EUA: 

"Há uma série de tópicos que o papa levantará em sua visita aos EUA e eles são consistentes com coisas sobre as quais fala desde o início de seu papado. Ele tem um grande amor e preocupação em relação aos pobres e também é muito preocupado com o meio ambiente. Esses são dois tópicos que abordará quando falar com o país mais rico e poderoso do mundo. Vai dizer “vocês foram abençoados e têm uma responsabilidade de cuidar dos pobres e do meio ambiente”. A crise dos refugiados certamente será tratada no discurso na ONU. A preocupação com refugiados e imigrantes que vêm aos EUA será algo que ele levantará... Aguardo com expectativa o discurso do papa na sessão conjunta do Congresso. O que eles farão, especialmente os republicanos? Se o papa falar “vocês devem receber bem os imigrantes, se preocupar com os pobres, proteger o meio ambiente”? Os democratas irão à loucura, aplaudirão, gritarão. O que os republicanos farão? Sentar em cima das mãos? Ao mesmo tempo, se ele falar que toda a criança merece um pai e uma mãe e a vida deve ser protegida (condenação do aborto), os republicanos darão pulos e os democratas não saberão o que fazer. Será uma peça extraordinária de teatro político."

Agenda do papa Francisco nos EUA

Terça-feira, 22 de setembro de 2015
16.00 Chegada à Andrews Air Force Base em Washington, D.C.

Quarta-feira, 23 de setembro de 2015
9.15 Cerimônia de boas-vindas na Casa Branca e visita de Cortesia ao Presidente dos EUA
11.30 Encontro com os Bispos dos Estados Unidos
16.15 Santa Missa e Canonização

Quinta-feira, 24 de setembro de 2015
9.20 Visita ao Congresso dos Estados Unidos
11.15 Visita ao Centro Caritativo da Paróquia de São Patrício e encontro com os sem-teto
16.00 Partida de avião para Nova Iorque 
17.00 Chegada ao Aeroporto JFK em Nova Iorque 
18.45 Vésperas com o Clero, Religiosos e Religiosas

Sexta-feira, 25 de setembro de 2015
8.30 Visita à Sede da Organização das Nações Unidas
11.30 Encontro Inter-religioso no Memorial Ground Zero em Nova Iorque
16.00 Visita às famílias de imigrantes em Nova Iorque (Harlem) 
18.00 Santa Missa no Madison Square Garden em Nova Iorque

Sábado, 26 de setembro de 2015
9.30 Chegada ao Aeroporto Internacional da Filadélfia 
10.30 Santa Missa com os Bispos, Clero, Religiosos e Religiosas
16.45 Encontro pela Liberdade Religiosa com a comunidade hispânica e outros imigrantes
19.30 Festa das Famílias e vigília de oração

Domingo, 27 de setembro de 2015
9.15 Encontro com os Bispos participantes do Encontro Mundial das Famílias
11.00 Visita aos presidiários do Instituto Curran-Fromhold
16.00 Santa Missa conclusiva do VIII Encontro Mundial das Famílias
19.45 Cerimônia de Despedida 
20.00 Partida do aeroporto da Filadélfia para Roma/Ciampino 

Segunda-feira, 28 de setembro de 2015
10.00 Chegada ao Aeroporto de Roma Ciampino


Nota: Sobre o discurso do papa na sessão conjunta do Congresso, para o Senado e a Câmara dos Deputados, grande oportunidade será essa do papa falar aos dirigentes da mais poderosa nação do mundo, que tem um papel profético bastante destacado. Sobre o discurso do papa na Assembleia Geral da ONU, oportunidade ainda maior será essa, de falar a todos os chefes de Estado do mundo, numa reunião sobre sustentabilidade. Sabe-se que uma das propostas do Vaticano para uma vida mais sustentável e para a proteção do meio ambiente consiste em reservar um dia na semana para que a Terra descanse e as famílias possam estar unidas, e esse dia é o domingo. Neste ano, o papa publicou sua encíclica sobre meio ambiente. Significativo também é o fato de que o papa poderá, em seguida, participar de uma reunião envolvendo várias religiões. O Marco Zero, local do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, que derrubou as torres gêmeas do World Trade Center, é outra parada prevista no itinerário do papa, ocasião em que ele poderá, de novo, criticar os “fundamentalistas”, apontando-os como um grande perigo para a humanidade. Essa visita promete...

terça-feira, 30 de junho de 2015

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade


Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que Ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque Ele morreu por mim, eu devo tudo a Ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que Ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamentos radicais.

Apresentador: Você diz que Ele condenou o adultério, mas Ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas Ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que Ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-Lo fielmente. Isso significa que tudo que Ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em Sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casados a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

Trevin Wax | Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21 | original aqui

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Entrevista - Ellen White e o Natal


Quando chega o Natal, muitos interrogam: É certo fazermos comemoração do Natal, uma vez que não sabemos nem o dia em que Jesus nasceu? É certo darmos presentes na época do Natal? É certo colocarmos uma árvore de Natal na igreja, para alegria das crianças? 

Ellen White, nesta entrevista, nos orienta a respeito deste assunto. As perguntas são formuladas por nós, mas as respostas são literalmente da pena de Ellen White. Fonte no final da entrevista. 

Pergunta: Sra. White, podemos saber exatamente o dia em que Jesus nasceu?

E.G.W.: “A Bíblia não nos informa a data precisa do nascimento de Jesus. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para nossa salvação, ele se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.”

Pergunta: Se não sabemos o dia exato do nascimento de Jesus, é lícito realizarmos algum tipo de comemoração no dia 25 de dezembro, dia em que o mundo cristão comemora esse acontecimento?

E.G.W.: “Sendo que o 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, ser-vos-á difícil passar por alto este período sem lhes dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.”

Pergunta: O que a senhora acha sobre o costume de dar presentes na época do Natal?

E.G.W.: “É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente… Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecermos a Deus, o nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus, ou que aumentem nosso amor por seus preceitos.

Pergunta: E como podemos manifestar a Jesus nosso reconhecimento nas festividades do Natal?

E.G.W.: “Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Não se agradará Ele se mostrarmos que não O esquecemos? Jesus, o Príncipe da Vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. Ele sofreu mesmo até a morte, para que nos pudesse dar a vida eterna… Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor.”

Pergunta: A senhora vê alguma forma mais sensata de comemorarmos o Natal, do que aquela que é freqüentemente praticada entre os cristãos?

E.G.W.: “Temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo. Jesus a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino… Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus.”

Pergunta: E como fazer isso de tal forma que as crianças compreendam e aceitem de boa vontade?

E.G.W.: “Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são freqüentemente oferecidos a nosso filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade de ser levada ao lar. Podeis ensinar uma lição aos vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus… Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho.

Pergunta: E quanto ao costume de se colocar uma árvore de Natal na igreja?

E.G.W.: “Deus muito se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvore de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um perfumoso pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore. A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai vossas doações santificadas pela oração. As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados que têm família grande para sustentar.”

Nota: Todas as respostas acima colocadas são da pena de Ellen G. White, e encontram-se no livro Lar Adventista, às páginas 477 – 482.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Prefeito de Curitiba participa de encontro com jovens adventistas


Na última sexta-feira, 13 de junho, o Bora Lá, programa promovido pelos jovens da Igreja Adventistas de Jd. das Américas, recebeu o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, como o convidado da noite.

Durante o bate papo, foram tratados assuntos como a responsabilidade depositada pela população sobre o prefeito e a questão da espiritualidade para governar a cidade. Respondendo as perguntas, Fruet destacou que lê a Bíblia diariamente e utiliza os conselhos nela encontrados para aplicar em sua gestão da cidade.

Na oportunidade esteve presente o líder da Igreja Adventista no Sul do Paraná, pastor Williams César que recepcionou o político.

Ao final, o prefeito agradeceu o convite e parabenizou o Bora Lá por ter a ousadia de trazê-lo ao programa a fim de abordar assuntos que a juventude muitas vezes não dá importância.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Entrevista - Ellen White e o Natal


Quando chega o Natal, muitos interrogam: É certo fazermos comemoração do Natal, uma vez que não sabemos nem o dia em que Jesus nasceu? É certo colocarmos uma árvore de Natal na igreja, para alegria das crianças? 

Ellen White, nesta entrevista, nos orienta a respeito deste assunto. As perguntas são formuladas por nós, mas as respostas são literalmente da pena de Ellen G. White. Veja a fonte no final da entrevista.

Pergunta: Sra. White, podemos saber exatamente o dia em que Jesus nasceu?

E.G.W.: “A Bíblia não nos informa a data precisa do nascimento de Jesus. Se o Senhor tivesse considerado este conhecimento essencial para nossa salvação, ele se teria pronunciado através de Seus profetas e apóstolos, para que pudéssemos saber tudo a respeito do assunto. Mas o silêncio das Escrituras sobre este ponto dá-nos a evidência de que ele nos foi ocultado por razões as mais sábias.”

Pergunta: Se não sabemos o dia exato do nascimento de Jesus, é lícito realizarmos algum tipo de comemoração no dia 25 de dezembro, dia em que o mundo cristão comemora esse acontecimento?

E.G.W.: “Sendo que o 25 de dezembro é observado em comemoração do nascimento de Cristo, e sendo que as crianças têm sido instruídas por preceito e exemplo que este foi indubitavelmente um dia de alegria e regozijo, ser-vos-á difícil passar por alto este período sem lhes dar alguma atenção. Ele pode ser utilizado para um bom propósito.”

Pergunta: O que a senhora acha sobre o costume de dar presentes na época do Natal?

E.G.W.: “É agradável receber um presente, mesmo simples, daqueles a quem amamos. É uma afirmação de que não estamos esquecidos, e parece ligar-nos a eles mais intimamente… Está certo concedermos a outros demonstrações de amor e afeto, se em assim fazendo não esquecermos a Deus, o nosso melhor amigo. Devemos dar nossos presentes de tal maneira que se provem um real benefício ao que recebe. Eu recomendaria determinados livros que fossem um auxílio na compreensão da Palavra de Deus, ou que aumentem nosso amor por seus preceitos.

Pergunta: E como podemos manifestar a Jesus nosso reconhecimento nas festividades do Natal?

E.G.W.: “Irmãos e irmãs, enquanto estais planejando dar presentes uns aos outros, desejo lembrar-vos nosso Amigo celestial, para que não passeis por alto Suas reivindicações. Não se agradará Ele se mostrarmos que não O esquecemos? Jesus, o Príncipe da Vida, deu tudo a fim de pôr a salvação ao nosso alcance. Ele sofreu mesmo até a morte, para que nos pudesse dar a vida eterna… Não deve nosso Benfeitor celestial participar das provas de nossa gratidão e amor? Vinde, irmãos e irmãs, vinde com vossos filhos, mesmo os bebês em vossos braços, e trazei ofertas a Deus, segundo vossas possibilidades. Cantai ao Senhor em vosso coração, e esteja em vossos lábios o Seu louvor.”

Pergunta: A senhora vê alguma forma mais sensata de comemorarmos o Natal, do que aquela que é freqüentemente praticada entre os cristãos?

E.G.W.: “Temos o privilégio de afastar-nos dos costumes e práticas desta época degenerada; em vez de gastar meios meramente na satisfação do apetite, ou com ornamentos desnecessários ou artigos de vestuário, podemos tornar as festividades uma ocasião para honrar e glorificar a Deus. Cristo deve ser o objetivo supremo; mas da maneira em que o Natal tem sido observado, a glória é desviada dEle para o homem mortal, cujo caráter pecaminoso e defeituoso tornou necessário que Ele viesse ao nosso mundo. Jesus a Majestade do Céu, o nobre Rei do Céu, pôs de lado Sua realeza, deixou Seu trono de glória, Sua alta posição, e veio ao nosso mundo para trazer ao homem caído, debilitado nas faculdades morais e corrompido pelo pecado, auxílio divino… Os pais deviam trazer essas coisas ao conhecimento de seus filhos e instruí-los mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, em suas obrigações para com Deus.”

Pergunta: E como fazer isso de tal forma que as crianças compreendam e aceitem de boa vontade?

E.G.W.: “Há muita coisa que pode ser planejada com gosto e muito menos dispêndio do que os desnecessários presentes que são freqüentemente oferecidos a nosso filhos e parentes, podendo assim ser mostrada cortesia e a felicidade de ser levada ao lar. Podeis ensinar uma lição aos vossos filhos enquanto lhes explicais a razão por que tendes feito uma mudança no valor de seus presentes, dizendo-lhes que estais convencidos de que tendes até então considerado o prazer deles mais que a glória de Deus… Como os magos do passado, podeis oferecer a Deus vossos melhores dons e mostrar por vossas ofertas a Ele que apreciais Seu dom por um mundo pecaminoso. Levai os pensamentos de vossos filhos através de um canal novo, altruístico, incitando-os a apresentar ofertas a Deus pelo dom do Seu Unigênito Filho.

Pergunta: E quanto ao costume de se colocar uma árvore de Natal na igreja?

E.G.W.: “Deus muito se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. Têm chegado a nós cartas com a interrogação: Devemos ter árvore de Natal? Não seria isto acompanhar o mundo? Respondemos: Podeis fazê-lo à semelhança do mundo, se tiverdes disposição para isto, ou podeis fazê-lo muito diferente. Não há particular pecado em selecionar um perfumoso pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore. A árvore pode ser tão alta e seus ramos tão vastos quanto o requeiram a ocasião; mas os seus galhos estejam carregados com o fruto de ouro e prata de vossa beneficência, e apresentai vossas doações santificadas pela oração. As festividades de Natal e Ano Novo podem e devem ser celebradas em favor dos necessitados que têm família grande para sustentar.”

Nota: Todas as respostas acima colocadas são da pena de Ellen G. White, e encontram-se no livro Lar Adventista, às páginas 477 – 482.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Pr. Luís Gonçalves fala sobre o programa "A Última Esperança" + Materiais


De uma casa cinematográfica montada na Rede Novo Tempo de Comunicação, o pastor Luís Gonçalves, diretor da área de Evangelismo da Igreja Adventista em oito países sul-americanos, conversará com alguns líderes de Pequenos Grupos em um programa especial. A Última Esperança será uma campanha evangelística com transmissão pela TV e pela web agora em novembro. 

Durante 45 minutos, os participantes poderão ouvir louvores, uma mensagem especial baseada na Bíblia apresentada por Gonçalves e irão interagir com o orador. A ideia é alcançar principalmente pessoas que participam de Pequenos Grupos. Os PGs, como são chamados, funcionam geralmente em casas e os participantes oram, mantêm uma confraternização e estudam a Bíblia em um ambiente propício para desenvolvimento de talentos e fortalecimento dos vínculos de amizade. 

Hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia mantém mais de 46 mil PGs no Brasil e outros 23 mil nos sete países hispanos que formam a chamada Divisão Sul-Americana da Igreja. O site oficial do projeto é http://adventistas.org/pt/aultimaesperanca/. A ASN, Agência Adventista Sul-Americana de Notícias, conversou sobre o programa com o pastor Luís Gonçalves.

Qual o grande diferencial para o evangelismo via satélite em 2013?
Pr. Luís Gonçalves – Nesse ano, o evangelismo A Última Esperança será realizado em pequenos grupos, lares de esperança e nas igrejas também. De sábado até quinta será em Pequenos Grupos e sexta e sábado levaremos todos os amigos para a igreja. O ponto alto no evangelismo de colheita deste ano é que, em vez de levar as pessoas à igreja, nós iremos até elas, através da TV em canal aberto e da internet. Temos 70 mil e 224 pequenos grupos na América do Sul.

Faça um resumo dos temas que serão apresentados.
Pr. Luís Gonçalves – Os temas serão de decisão, mas, ao mesmo tempo, os temas foram selecionados pensando principalmente nas pessoas que estarão vendo o programa pela primeira vez em canal aberto.

Como os participantes de PGs serão envolvidos nessa programação?
Pr. Luís Gonçalves – A ideia é que cada pequeno grupo tenha o maior número de interessados possíveis, que se reúnam uns 30 minutos antes para a confraternização e depois, às 20h30, recebam uma mensagem da Bíblia por meio do pastor Luís Gonçalves, que vai interagir com os PGs. Além disso, enviaremos os temas com perguntas para interação entre os participantes dos pequenos grupos. A pregação terá a duração de 45 minutos.

Fale de duas histórias que o marcaram nos últimos evangelismos.
Pr. Luís Gonçalves – Deus tem abençoado grandemente o evangelismo via satélite. Em 2012, tivemos o pastor Alejandro Bullón como pregador e foi uma linda experiência. No Peru, recebemos a visita de Magdiel Ugaz, uma famosa artista, apresentadora do programa mais popular do país. O Espirito Santo a tocou de uma maneira especial, ela procurou o pastor Bullón, pediu oração e contou que quando juvenil foi desbravadora.
No Brasil, tivemos muitos milagres, um rapaz estava assistindo no Rio de Janeiro, foi tocado pelo poder de Deus, tomou um ônibus, viajou para o UNASP Campus 1, terminou de assistir ao vivo e pediu para ser batizado. Estamos seguros de que esse ano será muito mais poderoso, pois vamos estar em canal aberto da TV Novo Tempo. 

[Equipe ASN, Felipe Lemos]