segunda-feira, 5 de março de 2018

Guerra na Síria: 6 maneiras de ajudar efetivamente as vítimas

A guerra na Síria está envolta em motivações múltiplas, são guerras dentro de uma guerra, tem pautas políticas, outras religiosas, disputas territoriais, influências internacionais... condensa todos os conflitos sombrios que andam rondando o mundo ultimamente, inclusive no Brasil.

Dada essa complexidade, a paz torna-se cada vez mais utópica, embora crianças mutiladas, mulheres estupradas, fome, morte e humilhação de civis apontem sua urgência.

Orar é muito bonito, mas, galera, tem como fazer mais do que só aliviar nossa consciência com uma tag bacana de #PrayForSíria. O site da Revista Claudia reuniu 6 maneiras efetivas de ajudar as vítimas de Alepo. Escolha uma forma de se comprometer ativamente com uma ajuda humanitária proficiente. (Wellington Martins via facebook)

1. Ajude a Capacetes Brancos
Encabeçada pelo líder humanitário Raed Al-Saleh, esta organização é responsável por procurar e salvar vítimas em regiões controladas pelos rebeldes, inclusive em Aleppo. Até o presente momento, 10 mil feridos já foram resgatados durante o conflito. Integrantes também desempenham, além da retirada de pessoas de bombardeios e escombros, as tarefas de arrecadação de dinheiro para próteses e apoio psicológico aos familiares dos mortos. Saiba como doar visitando seu site oficial.

2. Ajude o Médicos Sem Fronteiras
A organização fornece suprimentos médicos para 158 hospitais localizados no leste de Alepo, uma das áreas mais atingidas pela guerra, e tenta manter 6 instalações médicas distribuídas na região norte do país. Pela intensificação dos conflitos, a maioria destas instituições não estão sendo capazes de atender todos os feridos. Por isso, as doações são fundamentais. Saiba como ajudar e leia sobre o trabalho na Síria.

3. Ajude o Comitê Internacional de Resgate
O IRC, como é conhecida, é responsável por assistir pessoas que estão fugindo de guerras ao redor do mundo, inclusive os refugiados sírios. Acesse o site oficial para doar.

4. Ajude a Salve As Crianças
Esta ONG é responsável por auxiliar crianças e seus familiares a fugirem dos conflitos que os afetam – tanto os que se mudam internamente, quanto aqueles que partem para outros países. Saiba mais sobre o trabalho dos voluntários e faça sua doação.

5. Ajude a Agência de Refugiados da ONU, a Estação de Ajuda aos Migrantes e a Questscope
Ser obrigado a deixar – às vezes sem absolutamente nenhuma perspectiva de mudança – sua casa é uma realidade recorrente para a maioria dos refugiados ao redor do mundo. A Agência de Refugiados da ONU é uma das responsáveis por fornecer educação e recursos essenciais para que esses pequenos retomem suas vidas em outro país. Outras organizações que unem esforços em prol da causa são a Estação de Ajuda aos Migrantes e a Questscope, a primeira presta assistência a refugiados da Jordânia e a segunda ajuda os refugiados a cruzarem o mar rumo à Europa em segurança.

6. Ajude o Movimento Internacional da Cruz Vermelha
A organização está auxiliando na retirada de civis feridos – entre eles mulheres e crianças – das regiões mais suscetíveis aos bombardeiros aéreos e ataques terrestres, principalmente em Alepo. Para que os resgates continuem, doe pelo site oficial.

Programa "É de Casa" da Globo mostra ação da Missão Calebe

Assista abaixo a reportagem feita pela apresentadora e jornalista Patrícia Poeta no Programa É de Casa, da Rede Globo, exibido no último sábado (3). A matéria mostrou voluntários adventistas do projeto Missão Calebe construindo uma casa para a professora Luciane em Curitiba.



O Projeto Missão Calebe é um programa voluntário, serviço social e testemunho que desafia os jovens adventistas a dedicarem suas férias ao evangelismo em lugares onde não há presença adventista, para fortalecer as congregações pequenas e conquistar novas pessoas para o reino de Deus. Ele se tornou o maior movimento de jovens dos últimos tempos. Não há dúvidas de que o programa é a estratégia de Deus para integrar a juventude no evangelismo.

Síndrome do Pânico: o medo à flor da pele

Poucas coisas podem ou conseguem ser mais perturbadoras na vida do que a sensação ou a iminência de perdê-la. Acometidos pela Síndrome do Pânico são pegos de surpresa pela força avassaladora da primeira crise; e, é esse evento que acontece sem aviso prévio, que faz com que a pessoa sinta-se refém da avalanche de sensações intensas e assustadoras que envolvem o episódio. E, pior que isso, sinta-se vulnerável pelo medo de que a situação se repita. Quem sofre de Síndrome do Pânico sente-se preso num quarto escuro, envolto por opressores invisíveis que infringem dor, angústia e desconforto. E, quando a crise passa, o choque e o pavor são substituídos por tensão e medo de jamais encontrar a chave para abrir o quarto e ter direito à volta de sua vida lá fora.

Tudo começa com a primeira crise. Antes disso, a pessoa ia tocando a sua vida; aparentemente não apresentava nenhum sinal de problemas de saúde física ou psíquica. Ocorre que, em geral, o Pânico atinge pessoas que vêm sendo submetidas a situações prolongadas de estresse; insatisfação com a vida profissional ou emocional; perdas materiais ou afetivas; falta de objetivos e perspectivas; instabilidade financeira; frustração com seu próprio desempenho ao longo da vida. Ora, vivendo em um mundo regido pela competição sem limites; com exigência de performances impecáveis na vida pessoal ou profissional; pautado na aparência e felicidade via conquistas materiais, parece quase impossível não ser acometido por essas perturbações.

A ansiedade é um estado emocional que compõe a nossa maneira de interagir com o mundo. Ficamos ansiosos antes de uma entrevista de emprego; na véspera de um exame; nas horas que antecedem um encontro amoroso; com a perspectiva de consolidar uma conquista… Ocorre que a Síndrome do Pânico caracteriza-se por um estado de ansiedade que escapa aos padrões aceitáveis, fazendo com que a pessoa torne-se incapaz de cumprir com suas rotinas e, mesmo, perca a capacidade de sentir prazer com as atividades mais agradáveis, lúdicas ou de lazer.

Enfim, ficar ansioso, é parte do processo de experimentação das situações da vida e do auto-conhecimento. A ansiedade passa a ser um problema quando afeta negativamente a rotina; quando constitui elemento desencadeador da sensação de incapacidade, falta de controle, desespero e perda de contato com os recursos que nos ajudam a reequilibrar nossas emoções diante de episódios de risco, excitação, conflitos ou perigos.

A Síndrome do Pânico é diagnosticada a partir da repetição de episódios de crises. Aqueles que a enfrentam descrevem que são repentinamente acometidos por sensações físicas que podem envolver: sensação de não poder respirar; medo de morrer; dor no peito; palpitações; tontura; náuses; suor excessivo; taquicardia; tremor; medo de perder o controle; dormência ou formigamento nas mãos, pés ou rosto; dor de cabeça forte; calafrios e ondas de calor. Tudo isso, ou pelo menos quatro desses sintomas, ocorrem simultaneamente e podem perdurar em média de 10 a 20 minutos.

O gatilho é constituído por uma relação que a pessoa estabelece entre a ocorrência da crise e o local onde estava ou o que estava fazendo naquele momento. Então, se a pessoa estava dirigindo, por exemplo, quando ocorreu a crise, ela passa a ter medo de dirigir porque acredita que será atingida por uma nova crise toda vez que for dirigir. Ou, se a pessoa estava no elevador, por exemplo, passa a associar a permanência nesse local à ocorrência da crise. O estabelecimento de relação entre as crises e locais ou ocupações, fazem com que a pessoa passe a ter dificuldades de manter seus afazeres, justamente pelo medo de que a crise se repita. Há pessoas que deixam de sair de casa; não conseguem mais ficar sozinhas; passam a ter medo de tudo que possa colocá-las novamente naquela situação de sofrimento.

A insidência de Síndrome do Pânico é 70% maior em mulheres (pode haver uma falha nessa medida pelo fato de que os homens costumam buscar menos ajuda quando da ocorrência de transtornos de ansiedade) ; em geral ocorre por volta dos 25 anos (mas pode acontecer em qualquer idade). Infelizmente, não há causas específicas que possam garantir às pessoas atitudes efetivamente preventivas. Algumas hipóteses apontam para fatores genéticos, já que 35% das pessoas com Síndrome do Pânico têm familiares de 1º grau já acometidos pela doença. Outra hipótese é de que o paciente com a Síndrome sofra de uma disfunção neurológica do sistema de alerta, uma vez que em situações de medo ou perigo, nosso sistema de alerta é acionado pelo cérebro.

Uma vez diagnosticada a Síndrome do Pânico, deve-se iniciar o tratamento cujo objetivo principal é diminuir gradativamente o número de crises. O tratamento ideal é feito de forma conjunta por Psiquiatra e Psicólogo, podendo haver necessidade de uso de medicamentos. Há muitos tipos de psicoterapia capazes de auxiliar no tratamento da Síndrome; tem-se mostrado mais eficaz a Terapia Cognitivo-Comportamental, pois por meio dela o paciente alcança recursos para compreender o funcionamento dos ataques de Pânico e, aos poucos, consegue perceber quando eles começam e passa a ter, gradativamente maior tranquilidade e menos medo de novos ataques. Uma vez que é o medo que traga a pessoa para dentro da crise, a sua compreensão ajuda o paciente a administrá-lo.

Conviver com a Síndrome do Pânico é um enorme desafio para quem sofre diretamente com a doença e, numa escala menor, para quem convive com o paciente. Os familiares e pessoas mais próximas de quem esteja sofrendo com a Síndrome precisam informar-se a respeito, para poder entender que trata-se de uma doença; não é “chilique”; não é invenção; muito menos algo que se provoque intencionalmente. Síndrome do Pânico é assunto para ser tratado com seriedade; compaixão; acompanhamento médico e psicológico. Diferente de outras disfunções emocionais, a Síndrome do Pânico pode ter cura, desde que o paciente receba tratamento adequado. E ela depende diretamente do estabelecimento de uma força conjunta de todos os envolvidos para que ocorra a remissão dos sintomas; e a pessoa tenha de volta a sua vida que foi temporariamente tragada pelo medo de ter medo. Ainda que Síndrome evolua para o prognóstico de um transtorno crônico, no qual as crises voltem a ocorrer a partir de elementos estressores, o paciente que mantiver as condutas clínicas prescritas pelo médico e psicólogo, terá condições de manejo dessas crises e, até, conseguir alcançar a remissão dos sintomas.

Ana Macarini (via Conti Outra)

Vejamos dois poderosos conselhos de Ellen G. White para lidarmos com o medo:
"Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as dificuldades tão-somente aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando todas as coisas por Sua vontade e Palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração. Seja em terra ou no mar, se temos no coração o Salvador, nada há a temer. A fé viva no Redentor acalma o mar da vida, e Ele nos protege do perigo da forma que sabe ser a melhor." (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 475)
"Exponhamos continuamente ao Senhor nossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e temores. Não vamos conseguir sobrecarregá-Lo nem fatigá-Lo. Seu coração amorável se comove com as nossas tristezas, até mesmo com a menção delas. Levemos a Ele tudo que nos causa incômodo. Coisa alguma é muito difícil para Ele, pois sustém os mundos e rege o Universo. Nada que de algum modo se relaciona com a nossa paz é tão insignificante que o não observe. Não há em nossa vida capítulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de Seus filhos, ansiedade alguma lhe atormentar o espírito, nenhuma alegria possuí-lo, nenhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios, sem que seja observada por nosso Pai celestial, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse. As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e íntimas como se não existisse nenhuma outra por quem Ele houvesse dado Seu bem-amado Filho." (Caminho a Cristo, p. 100)

domingo, 4 de março de 2018

Ser diferente ou fazer a diferença?

Já virou um chavão evangélico o “devemos ser diferentes”.

Normalmente quem fala isso está pensando primeiramente em roupas, cabelos, acessórios, e em segunda instância, em comportamento (modo de falar, de namorar, lugares que não se deve frequentar, etc). 

Não funciona. 

Enquanto nossa preocupação primária for em "sermos diferentes", seremos apenas mais uma tribo urbana esquisita e estereotipada. 

E o pior é que muitos crentes aparentam uma diferença externa, enquanto fazem negócios de maneira igual, dirigem de maneira igual, jogam bola de maneira igual, e se comportam em casa de maneira igual e comum a todo o mundo não-cristão.

Nossa preocupação primária deveria ser “fazer a diferença”. 

Se fizéssemos interferências graciosas onde vivemos, se influenciássemos as pessoas, se falássemos e vivêssemos do evangelho, faríamos a diferença.

E fatalmente, seríamos diferentes.

Vanessa Meira (via Resumo da Ópera)
"Cumpre-nos ser um povo diferente do mundo. Os olhos do mundo se encontram sobre nós, e somos observados por muitos de quem não temos conhecimento. Pessoas há que conhecem alguma coisa das doutrinas que professamos crer, e estão notando o efeito de nossa crença sobre nosso próprio caráter. Esperam ver a espécie de influência que exercemos, e como nos comportamos diante de um mundo destituído de fé. Os anjos do Céu estão nos contemplando." (Ellen G. White - Mensagens Escolhidas, p. 386)

sábado, 3 de março de 2018

Não sei orar bonito

Falar sobre oração é sempre assunto complicado e controverso. Algumas pessoas logo deixam de ler ou de ouvir qualquer palavra, ensino ou comentário sobre oração. Talvez, algumas tenham medo da pergunta: “Como anda sua vida de oração?" Essa é uma típica pergunta que todos deveriam responder: “Minha vida de oração poderia ser melhor." Essa seria uma boa resposta dada por qualquer um, mesmo por um grande pastor ou até pelo papa.

A verdade é que o maior exemplo de pessoa de oração que temos é Jesus Cristo. Ele não teve grandes momentos de ensino acerca da oração, mas sua vida demonstrava a importância de se tecer a vida com a oração. Quando o apóstolo Paulo escreveu orai sem cessar, se remetia a Cristo. Não significa que devemos não parar de orar um único segundo (o que não seria má ideia), mas sim que deveríamos tecer nossa vida com a oração. 

Permita-me utilizar todos os meus conhecimentos filosóficos, sociológicos, teológicos, políticos, sociais e culturais para definir oração: oração é conversar com Deus. É simples tal como deve ser uma oração. Sendo assim, tecer a vida com oração, orando sem cessar é tão somente conversar com Deus em todo o tempo. Assim: você está dirigindo e conversando com Deus; você está na mesa do trabalho, digitando no celular e conversando com Deus; ao acordar, você conversa com Deus, e antes de ir dormir, você conta a Deus como foi o seu dia.

Orar é conversar com Deus, humildemente, respeitosamente e informalmente. Quando questionado sobre a maneira de orar, Jesus disse primeiro aos discípulos como não orar. Quando orardes não façam como as pessoas religiosas. Engraçado Jesus dizer que o exemplo de como não orar são justamente as pessoas que mais pareceriam ser o exemplo de como orar. Digo isso: quando orar não olhe para os grandes televangelistas, para o papa, para o pastor sênior da sua igreja. Assim como Jesus instruiu, vá para o quarto e diga Pai nosso… 

Orar é conversar com Deus, o tendo como Pai. Sinceramente, quando vou pedir a meu pai, por exemplo, para me emprestar o carro, não faço assim: “Poderoso pai, venho te pedir que o senhor me empreste o seu carro, para que eu possa…”. Não há necessidade. É melhor e mais bonito uma oração que se faz humildemente, respeitosamente e informalmente: “Pai, o senhor poderia me emprestar o carro…”. Orar é conversar com Deus.

Pessoas não oram porque pensam não saber orar “bonito” como o irmão o faz. Deus não quer orações com palavras difíceis, mãos erguidas e carinha de coitado. Deus quer um coração puro e sincero, orando humildemente, respeitosamente e informalmente. E, conforme diz Ed Rene Kivitz: “O resultado da oração não é necessariamente a mudança da realidade a respeito da qual se ora, mas a mudança da pessoa que ora.”

Luciano Bruno (via Minha Vida Cristã)
"A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo." (Ellen G. White - Caminho a Cristo, p. 93)

“A linguagem floreada é inadequada à oração, seja a petição feita no púlpito, no círculo da família, ou em particular. Especialmente o que ora em público deve servir-se de linguagem simples, para que os outros possam entender o que diz, e unir-se à petição.” (Obreiros Evangélicos, p. 177)

sexta-feira, 2 de março de 2018

O que é jejum espiritual e por que praticá-lo?

"O espírito do verdadeiro jejum e oração é o espírito que rende a Deus mente, coração e vontade." (Ellen G. White - Manuscrito 28, 1900)

O jejum espiritual é uma das principais ferramentas para a comunhão com Deus. Mas o que significa? Simplificando, é a abstenção de alimento para finalidades espirituais. O objetivo é conduzir uma pessoa à plena lucidez espiritual e facilitar a profunda comunhão com Deus, pois o organismo não utilizará energia para a digestão, de modo que o cérebro terá mais energia para refletir nas coisas espirituais. Como prática religiosa, é voluntário, exige pureza de vida e exclui a exibição.

Para quem é indicado?

1) Para quem tem medo. Existem muitas coisas na vida que nos provocam medo: desemprego, doenças, fome, pessoas más… O jejum proporciona especial oportunidade para íntima comunhão com Deus. A amizade com o Senhor Jesus traz paz e segurança ao coração. (2 Crônicas 20:3, 4).

2) Para quem está arrependido. O arrependimento é obra milagrosa do Espírito Santo. Se o coração encontra-se aflito e há dúvida sobre o perdão divino, faça um jejum. Você terá, na ocasião, espaço ideal para reflexão e leitura da Bíblia. Sendo assim, Deus o fará sentir Seu perdão e promoverá alívio à alma. (1 Samuel 7:6, Jonas 3:5).

3) Para quem busca a conversão. Converter-se significa mudar de direção. Deus deseja nos manter sempre em Seu caminho. Ao povo de Israel, o Senhor solicitou jejuns para levá-lo ao quebrantamento do coração e conduzí-lo à conversão. Faça jejum periodicamente e busque maior comunhão com Deus. (Joel 2:12).

4) Para quem necessita de uma resposta divina. A ação de jejuar o colocará numa condição de entrega a Deus, e o tornará sensível para discernir Suas respostas. ( Ester 4:16).

5) Para quem deseja humilhar o coração. O jejum é um excelente antídoto para o orgulho que deseja instalar-se no íntimo. Por meio dele percebemos que somos completamente dependentes de Deus. (Esdras 8:21, Salmo 35:13).

6) Para quem enfrenta forte provação. Jesus sentia-se fortalecido pelo jejum. Ao enfrentar as terríveis tentações de Satanás, encontrava-se plenamente lúcido. O exemplo de Jesus deve ser seguido. Ao enfrentar tentações ou provações, faça do jejum uma das principais armas espirituais. (Mateus 4:1, 2).

7) Para quem precisa do poder. O jejum precisa resultar em “poder” para quebrar todas as cadeias do mal e libertar os aflitos de alma.

8) Para quem decidiu entregar-se a Deus. O jejum é fundamental para uma vida santa e piedosa diante do Senhor. Todo clamor é ouvido por Deus. (Joel 1:14).

9) Para compreender a Palavra de Deus. Quando se tem alguma dúvida bíblica, o jejum oferece maior facilidade para o estudo e a iluminação do Espírito Santo. O entendimento será aberto pelo Espírito, que o guiará por toda a Verdade.

Como jejuar?
1. Defina o objetivo: peça ao Espírito Santo que mostre claramente a direção e os objetivos para o seu jejum e oração.

2. Faça o seu compromisso: qual a duração do jejum? De meio dia, dia inteiro ou mais? Que tipo de jejum você vai adotar? Tomando apenas água, água e sucos, comendo apenas frutas… Quanto tempo você dedicará à oração e à leitura da Bíblia? De que atividades físicas ou sociais você irá abster-se? Idas a shoppings, TV, Internet…

3. Prepare-se espiritualmente: peça a Jesus perdão por todos os seus pecados e clame pelo batismo do Espírito Santo.

4. Avalie sua condição física: se tiver algum problema de saúde, consulte um médico para saber qual o tipo de jejum ideal pra você.

5. Termine o jejum gradualmente: não coma comidas sólidas imediatamente após o jejum. Se você terminar o jejum aos poucos será melhor para a sua saúde.

6. Programe o próximo jejum: assim como precisamos de um novo enchimento do Santo Espírito diariamente, também precisamos de novos períodos de jejuns perante Deus.

O jejum que Deus não aceita
1. Por orgulho ou penitência: “dizendo: por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta? Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Que jejuais para contendas e rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto” – Isaías 58:3, 4.

2. Praticar o jejum para exibir cristianismo: provocar intrigas e visar interesses egoístas não é aceitável a Deus. O que deveria ser uma bênção, torna-se então uma maldição.

3. O jejum não pode ser uma espécie de “justificação pelas obras”: ou seja, “vou jejuar e me salvar”. A salvação vem unicamente pela fé em Cristo Jesus. O jejum deve ser útil apenas como instrumento de uma busca mais profunda pelo Salvador.

O Senhor Deus deseja conceder-lhe um vigoroso discernimento espiritual, novas percepções de Sua glória e desenvolver em você a fé incondicional. Faça um plano pessoal de jejum. Você se sentirá física, mental e espiritualmente fortalecido, e entenderá claramente as respostas que Deus concede às suas orações.

Texto extraído do livro “Alcance o Poder” de Manassés Queiroz

quinta-feira, 1 de março de 2018

O cristão e o Imposto de Renda

A Receita Federal começa a receber a partir das 8h desta quinta-feira (1º) as declarações do Imposto de Renda 2018, ano base 2017. O programa gerador já pode ser baixado no site da Receita. Se preferir, o contribuinte pode prestar contas por meio de aplicativos em tablets e smartphones. O prazo para entrega termina em 30 de abril. (Mais informações aqui)

A Bíblia como regra de fé, de conduta e de salvação, também nos dá o exemplo de como devemos nos comportar diante do imposto de renda exigido pelo governo.

Jesus deu-nos um exemplo de boa cidadania ao pagar impostos 
A Bíblia diz em Mateus 17:27: "Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir e, abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-lho por mim e por ti." 

Jesus aconselha-nos que paguemos impostos
A Bíblia diz em Mateus 22:17-21: "Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar tributo a César, ou não? Jesus, porém, percebendo a sua malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um denário. Perguntou-lhes ele: De quem é esta imagem e inscrição? Responderam: De César. Então lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus."

Os cristãos devem pagar os seus impostos de boa vontade
A Bíblia diz em Romanos 13:5-7: "Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra."

Que diz as Escrituras sobre dever impostos?
A Bíblia diz em Romanos 13:8: "A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei."

Que possamos ser exemplos nessa sociedade corrupta, pagando corretamente nossos impostos. Fique também com esta linda reflexão de Marcos De Benedicto extraída do livro Meditações Diárias "Um Olhar para o Céu":

No início de 2013, o ator francês Gerard Depardieu foi registrado como residente da cidade russa de Saransk, onde abriria um restaurante. O motivo da nova cidadania não era seu amor pela Rússia, mas a fuga dos altos impostos na sua pátria. No ano anterior, ele já havia se mudado para a Bélgica a fim de evitar um imposto de 75% para os milionários na época.

Imposto é um mal necessário, mais mal do que necessário, que só sobrevive por força da lei. Onde há dinheiro, há imposto. E, às vezes, o imposto existe mesmo onde não há dinheiro. Exorbitante, geralmente injusto, mal empregado, o imposto é tão certo quanto a morte. Por sua natureza e seus efeitos, podemos concluir que o imposto também é parte do salário do pecado!

Na qualidade de bom cidadão, o cristão obedece às leis e paga impostos. O próprio Jesus disse que devemos dar ao imperador o que é do imperador e a Deus o que é de Deus. Mas, certamente, nem o cristão consegue pagar impostos de boa vontade quando sabe que um carro ou computador em seu país custa o dobro do preço em outros países que oferecem infraestrutura melhor.

Do imposto, não dá para fugir. Porém, podemos pagar "imposto" para alguém que concede uma restituição muito maior e melhor. Quando damos a Deus o que é de Deus, podemos ter certeza de que o investimento tem um retorno garantido.

Certa vez, um assessor fiscal foi até um cristão pobre para determinar a quan­tidade de impostos que ele teria que pagar. "Que propriedade você possui?", per­guntou o assessor. "Sou um homem muito rico", replicou o cristão. "Enumere seus bens, por favor", instruiu o assessor. O cristão disse:

Primeiro, tenho a vida eterna (Jo 3:16). 
Segundo, tenho uma mansão no Céu (Jo 14:2). 
Terceiro, tenho paz que excede todo o entendimento (Fp 4:7). 
Quarto, tenho alegria inexprimível (1Pe 1:8). 
Quinto, tenho amor divino que nunca falha (1Co 13:8). 
Sexto, tenho uma esposa fiel e virtuosa (Pv 31:10). 
Sétimo, tenho filhos obedientes e felizes (Êx 20:12). 
Oitavo, tenho amigos verdadeiros e leais (Pv 18:24). 
Nono, tenho canções à noite (Sl 42:8). 
Décimo, tenho a coroa da vida (Tg 1:12).

O assessor fechou o notebook e disse: "Você é verdadeiramente um homem muito rico, mas sua propriedade não está sujeita a impostos."

Dê a Deus o que é de Deus, e você, com uma nova cidadania, terá bens fora do alcance do Fisco. O Leão da tribo de Judá não pega ninguém na malha fina.

Assista também a este vídeo muito esclarecedor do prof. Leandro Quadros: