domingo, 15 de abril de 2018

8 passos para evitar um conflito, segundo a Bíblia e Ellen White

Conflitos existem porque ninguém quer perder a razão. Todos querem ter a palavra final. Você precisa mesmo estar certo sempre? Será que existe um vencedor no final de uma discussão? Será que depois de uma guerra alguém sai ileso? Tenham como objetivo amar os que discordam de vocês. Lutem pelo amor e não pela vitória. Jesus disse que o amor sempre vencerá. Para andarmos juntos, nem sempre temos de concordar em tudo.

Quando você se pegar iniciando uma discussão com outra pessoa, use estas orientações bíblicas:

1. Deixem a misericórdia guiar suas respostas (Pv 3:3-6)
Num conflito, a maioria quer apenas o que é justo, mas a abordagem de Deus não se refere à justiça e sim à graça e misericórdia (Rm 5:8).

2. Permita que Deus determine qual é a verdade (2Co 13:8) 
A verdade não é determinada por sua maneira de pensar ou sentir, nem pela opinião dos outros. É aquilo que Deus diz, Ele é a única autoridade para interpretar toda e qualquer situação (2Co 10:5).

3. Busque a presença de Deus (Mt 28:20)
Satanás quer que acreditemos que estamos sozinhos nessa batalha. Devemos seguir o exemplo de Davi, que acreditou pertencer ao Senhor da batalha (1Sm 17:47)

4. Apoie-se na mente de Cristo (1Co 2:15,16)
A Bíblia diz que não devemos nos apoiar em nosso próprio entendimento, pois o que parece ser certo aos nosso olhos, pode estar completamente errado (Pv 14:12).

5. Procure a verdadeira fonte do conflito (Ef 6:12)
De acordo com a Palavra de Deus, não estamos lutando contra pessoas. Nosso inimigo verdadeiro é Satanás e suas “forças espirituais do mal nas regiões celestiais”.

6. Largue as armas humanas (2Co 10:4, 5)
Quando tentamos suprir nossas necessidades trabalhando independente de Deus, temos tendência a usar o que Paulo chamou de armas da carne. Manipulação, fofoca, difamação, ridicularização, ameaças, vergonha, murmuração… Quando as usamos, acabamos num círculo vicioso de retribuir “mal com mal”.

7. Aprenda a usar as armas espirituais (2Co 10:4)
A Bíblia diz que a oração é uma forte arma. Depois que vestimos toda a armadura de Deus, devemos orar “… no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica…” (Ef 6:18). A oração leva qualquer discussão a uma perspectiva divina.

8. O perdão é outra arma espiritual
Seu poder é maior do que qualquer coisa que o inimigo possa usar contra você. Deus ordena que perdoemos os outros da mesma forma que fomos perdoados (Mt 6:12).

E também use estas preciosas orientações que Ellen G. White nos deixou:

1. Unidade com Deus resulta em união
Deus é a personificação da benevolência, misericórdia e amor. Os que se acham verdadeiramente ligados a Ele não podem estar em divergência, uns com os outros. Seu Espírito reinando no coração, criará harmonia, amor e união. O contrário disto se vê entre os filhos de Satanás. É sua obra provocar inveja, discórdia e ciúme. Em nome de meu Senhor eu pergunto aos professos seguidores de Cristo: Que frutos produzis? — Testimonies for the Church 5:28

2. Semeando e colhendo dissensões
Quem espalha as sementes da dissensão e discórdia, colhe em sua própria alma os frutos mortíferos. O próprio ato de olhar para o mal nos outros, desenvolve o mal em quem olha. — A Ciência do Bom Viver, 492

3. Satanás deleita-se com a contenda
Contendas, lutas e processos judiciais entre irmãos são uma desgraça para a causa da verdade. Os que seguem esse procedimento expõem a igreja ao ridículo de seus inimigos e levam a triunfar os poderes das trevas. Eles traspassam de novo as feridas de Cristo e O expõem ao opróbrio público. — Testimonies for the Church 5:242, 243

4. Polêmicas levam à combatividade
A obra especial, enganosa de Satanás tem sido a provocação de debates, para que haja contendas em torno de palavras, que nenhum proveito trazem. Bem sabe ele que isto ocupará a mente e o tempo. Desperta a combatividade e sufoca, na mente de muitas pessoas, o ardor da convicção, levando-as à diversidade de opiniões, acusação e preconceito, o que cerra a porta para a verdade. — The Review and Herald, 11 de Setembro de 1888; Evangelismo, 155

5. Contendas entre irmãos retardam o segundo advento
Por quarenta anos a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. ... É a incredulidade, a mundanidade, a falta de consagração e a contenda entre o professo povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor por tantos anos. — Manuscrito 4, 1883; Evangelismo, 696.

6. Não há tempo para contenda e controvérsia
Homens e mulheres que professam servir ao Senhor, contentam-se com ocupar tempo e atenção com assuntos de somenos importância. Satisfazem-se com estar em divergência uns com os outros. Se fossem dedicados à obra do Senhor, não estariam porfiando e contendendo qual família de meninos indisciplinados. The Review and Herald, 10 de Setembro de 1903

7. A atitude positiva tem mais poder
Não cultiveis um espírito de controvérsia ou polêmica. Pouco bem é realizado pelos discursos acusatórios. O mais seguro meio de destruir falsas doutrinas, é pregar a verdade. Apegai-vos à afirmativa. Fazei com que as preciosas verdades do evangelho matem a força do mal. Manifestai um espírito brando, compassivo para com os que erram. Ponde-vos em contato com os corações. — Carta 190, 1902; Evangelismo, 304

8. No Céu não haverá contenda
Que ninguém pense, ainda que teoricamente possa estar firme na verdade presente, que não comete erros. Se, porém, forem cometidas faltas, que haja presteza em corrigi-las. E evitemos tudo o que possa criar dissensão e contenda, pois há um Céu diante de nós, e entre os seus habitantes não haverá contenda. — The Review and Herald, 8 de Agosto de 1907; Conselhos Sobre Saúde, 244

[Com informações de Minha Vida Cristã e Mente, Caráter e Personalidade 2]

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

A Wikipedia nos diz que “Aleluia é uma transliteração do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluya ou Halləlûyāh tiberiano – lendo-se da direita para a esquerda, como se faz em hebraico). A primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa 'Louvem! Adorem!' ou 'Elogio'; a segunda parte da palavra é Yah (Jah) (יָהּ), uma forma abreviada do nome de Deus, Javé. Yah ou Jah constitui a primeira metade do Tetragrama הוהי, (YHWH, IHVH, JHVH), o nome do Deus da Bíblia, pronunciado em português como Iawé ou Javé. Yah escreve-se com as letras yod (י) e he (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico. Portanto, aleluia significa 'Louvem Deus Javé', ou 'Adorem Deus Javé', ou 'Elogio Deus Javé'.”

A palavra aparece vinte e quatro vezes no Velho Testamento e quatro vezes no Novo Testamento (apenas no livro do Apocalipse, transliterado em grego como Αλληλούια). 

a) No Velho Testamento - Onde é muito mais usada, especialmente no livro de Salmos, havendo alguns até conhecidos pelo nome de “aleluiáticos”, ou do “Grande Halel”, pelo fato da palavra ser muito frequente (104-109). Em quinze salmos, a expressão aleluia aparece tanto no início como no fim (Salmos 106, 113, 135, 146-150); em outros, apenas no início (Salmo 112); e ainda em alguns, somente no fim (Salmos 104, 105; 115-117). A nota tônica dos Salmos era esta: louvai a Deus, desde que Davi e outros autores dos Salmos viam em todas as circunstâncias da vida, favoráveis ou desfavoráveis motivos para louvar a Deus.

b) No Novo Testamento - Nesta parte da Bíblia, ela aparece em Apocalipse 19, versos 1, 3, 4 e 6. Nestes versos, ela indica o canto de júbilo dos salvos no Céu, pelo privilégio da salvação. Esta palavra, na realidade, é a mais sintética de todas as doxologias conhecidas.

Foi com base em trechos do livro do Apocalipse que Handel compôs a peça de encerramento da parte II do oratório mais interpretado de nosso tempo: O Messias. O trecho mais conhecido do Coro Aleluia é uma musicalização da parte final do versículo 6 de Apocalipse 19:
“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.” (Ap 19:6)
O texto introdutório de uma das publicações da partitura de O Messias informa que Handel escreveu o oratório em 1741, “depois de 23 dias de atividade fervorosa. Às vezes, ele se fechava em seu quarto e ficava tão absorto, preocupado em terminar a obra, que se esquecia das refeições. Um dia, o seu mordomo o encontrou sentado, com o olhar fixo e distante, aparentemente alheio a tudo, exceto à obra que estava criando. Mais tarde, Handel mesmo disse: ‘Pensei que tivesse visto todo o céu diante de mim e o Grande Deus’.” (O Messias, I Parte, Editora JUERP)

São muitas as razões que fazem com que o Aleluia receba atenção especial: a sonoridade imponente, a feliz conjugação da emoção que brota do texto com a vivacidade e a empolgação que irrompem da música, a evocação de uma cena grandiosa… (impossível cantar essa música, num louvor sincero, sem se sentir integrante da mesma “grande multidão” mostrada a João em visão)

Já ouvi o Aleluia de Handel em várias ocasiões. Em concertos, encontros de coros, escolas, igrejas… É uma experiência que só alcança seu potencial e sentido completo com o reconhecimento, por parte de cantores e ouvintes, de que “Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus” (Ap 19:1).

Recentemente um coro muito criativo decidiu surpreender, com a música, alguns ouvintes num ambiente urbano muito frequentado. Aleluia é a palavra que começa e que termina a música. Os coristas a repetem quase cinquenta vezes. O resultado você vê abaixo. Mas será que os ouvintes entendem aquilo que estão ouvindo?

Aleluia! Deus seja louvado! Sempre e sempre!


(Com informações de Ler pra Crer e Sétimo Dia)

Negligenciar o "Espírito da Profecia" é negar a nossa identidade

Em meio a tantas igrejas, seitas e denominações religiosas, é fácil encontrar um ponto em comum em várias delas: um evangelho focado em adaptar os conceitos e ensinamentos bíblicos para uma apresentação de uma vida melhor, feliz e motivada aqui na Terra. O céu, esse lugar outrora almejado com todas as forças, parece estar em um futuro distante, uma utopia mais próxima até de quem está perto da morte do que daqueles que gozam de boa saúde e uma vida dita “plena”.

Neste mar de denominações, é perceptível e compreensível que as mesmas busquem “diferenciais” para atrair fiéis. Cultos mais light, música distinta, doutrinas flexíveis, entre outros itens, tem conseguido conquistar público, principalmente neste contexto que alguns teimam em chamar de “pós-modernismo”.

Não. Esse texto não vai falar sobre os métodos e formas de se fazer evangelismo ou de se montar doxologias. Vamos falar de nós e do nosso diferencial. A Igreja Adventista, durante muito tempo, apresentou o estudo minucioso do aspecto profético como um de seus grandes diferenciais. Muito do reconhecimento como “povo da Bíblia” era pelo profundo conhecimento que tínhamos das profecias.

Éramos apaixonados por isso. Desde a doutrina do santuário (ao meu ver, nosso grande diferencial, se você estava curioso em saber qual a minha opinião), passando pelas profecias de Daniel e Apocalipse, era um prazer falar sobre o tema e, principalmente, ouvir sobre ele. Sob a luz dos escritos de Ellen White, tudo fazia ainda mais sentido. E a série Conflito dos Séculos era uma leitura aprazível.

O que aconteceu com o tema da profecia dentro de nossas igrejas?
Por que quase não vemos abordagens sobre o assunto nos sermões, em cultos jovem, nas escolas sabatinas, nos pequenos grupos? Sim, em reuniões regulares da Igreja, não digo em eventos especiais. Vejo esforços para eventos específicos que falam sobre o tema, mas isso não basta, ao meu ver. Se este é o nosso diferencial, o trabalho deve ser feito na base.

Uma de minhas lembranças mais carinhosas é a de, durante minha infância e adolescência, ir com meu pai aos cursos de Daniel e Apocalipse que ele ministrava a interessados. Ver aqueles rostos empolgados e famintos por saber mais era uma coisa muito tocante. Todos com suas Bíblias e seus fascículos de “Revelações do Apocalipse”, de Daniel Belvedere. Sermões sobre o tema também eram frequentes. Era um momento gostoso de se viver.

O “Espírito da profecia” vai além da revelação da luz menor de Ellen White, que nos ajuda a enxergar melhor o que Deus quis nos dizer. Mas também é dar testemunho sobre isso, falar ao mundo! Como diz Apocalipse 19:10, “o testemunho de Jesus é o Espírito da Profecia”. Por que não continuamos a testemunhar com a mesma intensidade daqueles tempos em que éramos conhecidos por isso?

Não podemos esquecer do nosso maior diferencial. Negligenciar o “Espírito da profecia” em sua plenitude, que envolve testemunhar com todas as forças sobre isso, é negligenciar nossa identidade. Fazer isso é se tornar uma igreja genérica. E ninguém gosta de comprar produtos genéricos, que não apresentem qualidade superior e valor agregado que possam fazê-las mudar suas vidas pra melhor. Não somos e não podemos ser genéricos. Nós temos um grande diferencial!

Fábio Bérgamo (via Marcas & Marcas) (Título original: Diferencial adormecido?)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Um inferno particular chamado adolescência

Eu não voltaria à adolescência nem por toda a prosperidade, felicidade, riqueza, alegria, beleza ou prêmio que alguém pudesse me oferecer. Deus me livre de retornar a um período de tamanha confusão mental, revolução física, ebulição hormonal e despreparo paternal. A adolescência é um inferno particular; e cada um de nós sabe muito bem a quantidade de sequelas que se carrega dessa nebulosa fase da vida.

É fato que a infância é determinante na nossa constituição enquanto ser humano. É lá, nos áureos tempos da fantasia, da criatividade, dos joelhos ralados e canelas roxas, que residem as nossas mais valiosas memórias afetivas. Memórias estas, que o nosso cérebro sabiamente seleciona, guarda ou rejeita. Algumas delas, é verdade, voltam do lixo e tratam de nos assombrar na fase adulta. Haja terapia, meditação, determinação e exercício físico para exorcizar tanto fantasminha nada camarada, não é mesmo?

Mas a adolescência… Ahhhhh… A adolescência ganha da infância por nocaute, em termos de estragos emocionais duradouros. Esse período envolto no limbo, essa etapa do crescimento onde não temos mais liberdade para sermos infantis, mas também não temos autorização para abraçarmos as “delícias da vida adulta”, pode deixar cicatrizes mal curadas, que ao primeiro descuido voltam a coçar, arder e sangrar… tudo de novo.

Estar na adolescência é ser atingido por um tsunami disfarçado de balada eletrônica, a gente não tem muita certeza se está curtindo ou morrendo afogado. Adolescer é uma prova de fogo da vida, uma espécie de teste ao estilo “Tropa de Elite”, onde há dezenas de Capitães Nascimento, fantasiados de pai, mãe, professores, avós, “amigos” e outros bichos, todos bradando com autoridade: “Pede pra sair!”.

O fato é que alguns acabam mesmo “pedindo pra sair”. Buscam alívio na bebida, em pilulinhas azuis de felicidade instantânea, em drogas que prometem tornar a vida mais colorida ou menos dolorosa. Alguns, inclusive, decidem sair definitivamente; tiram de si mesmo a chance de chegar no próximo estágio, simplesmente porque não dão conta de tanta pressão, de tanto descabimento, de tanto estímulo, de tanto abandono afetivo.

Muitas famílias, diante do comportamento irritadiço, das oscilações de humor, da rebeldia, da sonolência, dos silêncios repentinos, da idolatria do grupo em detrimento do clã familiar, da impaciência, do surpreendente senso crítico, tomam essas alterações como afronta pessoal. Enxergam todas as mudanças de atitude do adolescente como enfrentamento da autoridade, traçam uma linha divisória emocional, tentam fazer seus filhos engolirem goela abaixo suas verdades e acabam por perdê-los; às vezes no sentido figurado, às vezes no sentido literal. Pesado?! É pesado mesmo! Muito pesado! Mas é um problema nosso, de todos nós adultos ao redor. É nosso! E é intransferível!

A depressão na adolescência, com muita frequência aparece em comportamentos que, olhados sem a devida cautela e atenção, soam a pura rebeldia. No entanto, são muito mais sérios e complexos do que isso. O adolescente deprimido, pode apresentar alterações psicológicas manifestas por meio de irritação, necessidade de isolamento, queda no rendimento escolar, descontrole emocional, doenças somáticas, insônia, aumento ou diminuição do apetite, automutilação, agitação mental e mais um sem número de processos comportamentais que vão se somando e afastando o jovem do convívio e da tutela amorosa familiar.

Por ser um desafio conviver com essa pessoa tão difícil, muitos pais abrem mão de sua tarefa árdua de educar e, ainda que não conscientemente, escolhem não ver o sofrimento; convencem-se de que “todo adolescente é assim mesmo” e que uma hora dessas, essa chateação vai passar.

E, sim, vai passar mesmo, posto que a adolescência é apenas um pequeno e intenso capítulo da jornada. Mas se passar neste clima de alienação, vai deixar um rastro de destruição. E isso, sinto informar, não vai passar com o tempo.

Se a criança precisa de cuidados e atenção - e precisa mesmo! - o adolescente precisa muito mais! Precisa de pais que tenham também amadurecido o suficiente para admitir que já passaram por isso, que também achavam que não ser convidado para “aquela festa” era o fim do mundo; que também sentiam um fogo de desejo físico incontrolável; que também odiaram os seus pais; que também se sentiram na beira do precipício e logo depois já estavam “de boa” surfando na melhor onda.

Adolescentes precisam de pais de verdade; não de pais perfeitos. Adolescentes precisam de limites amorosos, de olhar atento, de confiança mútua, da permissão para errar e de uma mão forte para ajudá-los a voltar atrás e consertar os erros.

Não, não é nada fácil! Aquele bebezinho rosado e quentinho que veio enroladinho da maternidade cresce. Cresce, muda, se transforma, desafia. Ser pai e mãe é mesmo um desafio diário, segundo a segundo. E é pra sempre!

Ana Macarini (via Conti Outra)

Fiquem com este precioso texto de Ellen G. White para nós pais e mães:
“Todo lar cristão deve ter regulamentos; e os pais, em palavras e comportamento de um para com o outro, devem dar aos filhos um exemplo precioso e vivo do que desejam que eles sejam. A pureza da linguagem e a verdadeira cortesia cristã devem ser constantemente praticadas. Ensinai as crianças e os jovens a respeitarem a si mesmos, a serem leais para com Deus, leais aos princípios; ensinai-os a respeitar e obedecer à lei de Deus. Esses princípios lhes regerão a vida e serão guiados em suas relações com os demais. Esses princípios criarão uma atmosfera pura, cuja influência encorajará as pessoas no caminho ascendente que conduz à santidade e ao Céu”. (O Lar Adventista, p. 16)

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Tire suas dúvidas sobre divórcio e novo casamento na Bíblia

A Bíblia menciona as orientações divinas sobre casamento e divórcio. O assunto costuma gerar discussões entre cristãos. O Manual da Igreja Adventista (2015) traz alguns capítulos sobre divórcio e novo casamento com conselhos e princípios que norteiam a temática. Vejamos alguns deles:

O divórcio é contrário ao propósito original de Deus ao instituir o matrimônio (Mt 19:3-8; Mc 10:2-9), mas a Bíblia não é silenciosa a esse respeito. Visto que o divórcio ocorreu como parte da experiência humana caída, uma regulamentação bíblica foi dada para limitar o dano que ele tem causado (Dt 24:1-4). A Bíblia procura consistentemente enaltecer o matrimônio e desencorajar o divórcio descrevendo as alegrias do amor e da fidelidade conjugal (Pv 5:18-20; Ct 2:16; 4:9; 5:1), referindo-se ao relacionamento de Deus com seu povo comparando-o com o casamento (Is 54:5; Jr 3:1), enfocando as possibilidades de perdão e restauração matrimonial (Os 3:1-3), e indicando a aversão de Deus pelo divórcio e a miséria que ele causa (Ml 2:15, 16).

Jesus restaurou o conceito original do casamento como um compromisso vitalício entre um homem e uma mulher e entre o casal e Deus (Mt 19:4-6; Mc 10:6-9). Muitas instruções bíblicas confirmam o casamento e procuram corrigir os problemas que tendem a enfraquecer ou destruir o seu fundamento (Ef 5:21-33; Hb 13:4; 1Pe 3:7). O casamento baseia-se nos princípios do amor, lealdade, exclusividade, confiança e amparo mantidos por ambos os cônjuges em obediência a Deus (Gn 2:24; Mt 19:6; 1Co 13; Ef 5:21-29; 1Ts 4:1-7). Quando esses princípios são violados, as Escrituras reconhecem que trágicas circunstâncias podem destruir o casamento.

A graça divina é o único remédio para os males do divórcio. Quando o casamento falha, os ex-cônjuges devem ser encorajados a examinar sua experiência e procurar conhecer a vontade de Deus para sua vida. Deus provê conforto para os que foram feridos. O Senhor também aceita o arrependimento de pessoas que cometeram os mais destrutivos pecados, mesmo aqueles que trazem consigo consequências irreparáveis (2Sm 11; 12; Sl 34:18; 86:5; Jl 2:12, 13; Jo 8:2-11; 1Jo 1:9). As Escrituras reconhecem o adultério e a fornicação (Mt 5:32) e o abandono por parte de um cônjuge incrédulo (1Co 7:10-15) como motivos para o divórcio.

Não há na Escritura nenhum ensinamento direto sobre novo casamento após o divórcio. Existe, no entanto, uma forte implicação nas palavras de Jesus em Mateus 19:9 no sentido de permitir o novo casamento de uma pessoa que permaneceu fiel, cujo cônjuge foi infiel ao voto matrimonial.

Posição da Igreja Sobre Divórcio e Novo Casamento
Reconhecendo os ensinos bíblicos acerca do casamento, a Igreja está ciente de que as relações matrimoniais ficam, em muitos casos, abaixo do ideal. O problema do divórcio e do novo casamento só poderá ser visto em sua verdadeira luz se for observado do ponto de vista do Céu, tendo como pano de fundo o Jardim do Éden.

Central no plano sagrado de Deus para o nosso mundo foi a criação de seres feitos à sua imagem, que se multiplicassem e enchessem a terra e vivessem juntos em pureza, harmonia e felicidade. Ele criou Eva do lado de Adão e a deu a ele como sua esposa. Assim foi instituído o matrimônio. Deus, o Autor da instituição, também foi o Oficiante do primeiro casamento. Depois de o Senhor ter revelado a Adão que Eva era verdadeiramente osso de seus ossos e carne de sua carne, nunca poderia lhe surgir na mente dúvida de que os dois fossem uma só carne. Nem deveria surgir dúvida na mente de nenhum dos dois no santo par que Deus queria que seu lar durasse para sempre. 

A Igreja adota, sem reserva, esse conceito do casamento e do lar, crendo que qualquer diminuição dessa elevada visão é, na mesma medida, uma diminuição do ideal celestial. A crença de que o casamento é uma instituição divina se baseia nas Sagradas Escrituras. Por conseguinte, todo pensamento e argumento no intrincado campo do divórcio e novo casamento deve ser constantemente harmonizado com aquele santo ideal revelado no Éden. A Igreja crê na lei de Deus e também na misericórdia perdoadora de Deus. Crê que vitória e salvação podem ser seguramente encontradas por aqueles que transgrediram nesse assunto de divórcio e novo casamento da mesma forma que por aqueles que falharam em quaisquer outras sagradas normas de Deus. Nada do que é apresentado aqui tem a intenção de minimizar a misericórdia de Deus ou do seu perdão. 

No temor do Senhor, a Igreja estabelece aqui os princípios e práticas que se devem aplicar nessa matéria de casamento, divórcio e novo casamento. Embora o casamento tenha sido realizado primeiramente por Deus só, sabe-se que as pessoas hoje vivem sob governos civis; portanto, o casamento tem dois aspectos: o divino e o civil. O aspecto divino é regido pelas leis de Deus; o civil, pelas leis do Estado. Em harmonia com esses princípios, as seguintes declarações estabelecem a posição da Igreja: 

1. Quando Jesus disse: “Não o separe o homem”, Ele estabeleceu uma regra de conduta para a Igreja sob a dispensação da graça, a qual deve transcender todas as legislações civis que vão além de sua interpretação da divina lei que governa as relações de casamento. Aqui Ele dá uma norma à qual seus seguidores devem aderir mesmo quando as leis civis ou os costumes prevalecentes permitam maior liberdade. “No Sermão do Monte, Jesus declarou plenamente que não podia haver dissolução do laço matrimonial, a não ser por infidelidade do voto conjugal” (O Maior Discurso de Cristo, p. 63; ver Mt 5:32; 19:9). 

2. A infidelidade ao voto matrimonial geralmente tem sido considerada alusão ao adultério ou fornicação. No entanto, a palavra do Novo Testamento usada para fornicação inclui algumas outras irregularidades sexuais (1Co 6:9; 1Tm 1:9, 10; Rm 1:24-27). Portanto, perversões sexuais, incluindo incesto, abuso sexual de criança e práticas homossexuais, são também reconhecidas como um abuso das faculdades sexuais e uma violação do plano divino no casamento. Como tais, essas práticas são uma causa justa para separação e divórcio. Se bem que as Escrituras permitam o divórcio pelas razões mencionadas acima, bem como por abandono por parte do cônjuge incrédulo (1Co 7:10-15), a igreja e as pessoas envolvidas devem fazer esforços diligentes para a reconciliação, apelando aos cônjuges que manifestem um ao outro um espírito de perdão e restauração. A igreja é instada a tratar amorável e redentivamente o casal a fim de auxiliar no processo de reconciliação. 

3. Na eventualidade de não se conseguir a reconciliação, o cônjuge que permaneceu fiel ao consorte que violou o voto matrimonial tem o direito bíblico de obter o divórcio e também de se casar novamente. 

4. O cônjuge que violou o voto matrimonial (ver itens 1 e 2) estará sujeito à disciplina pela igreja local (ver p. 64-70). Se se arrependeu genuinamente, poderá ser posto sob censura por um tempo determinado em vez de ser removido do rol de membros da igreja. Se não deu evidências de completo e sincero arrependimento, deve ser removido do rol de membros. Em caso de violações que tenham trazido vergonha pública sobre a causa de Deus, a igreja, a fim de manter suas elevadas normas e seu bom nome, pode remover o indivíduo da lista de membros. Qualquer dessas formas de disciplina deve ser aplicada pela igreja de uma maneira que procure alcançar os dois objetivos da disciplina: corrigir e redimir. No evangelho de Cristo, o lado redentivo da disciplina sempre está vinculado a uma transformação autêntica do pecador em uma nova criatura em Jesus Cristo. 

5. Um cônjuge que tenha violado o voto matrimonial e se tenha divorciado não tem o direito moral de casar-se com outra pessoa enquanto o cônjuge que permaneceu fiel ao voto ainda vive e permanece sem casar-se e casto. Se ele se casar, deverá ser removido do rol de membros. A pessoa com quem se casar, se for membro da igreja, também deverá ser removida do rol de membros. 

6. Reconhece-se que algumas vezes as relações matrimoniais se deterioram a tal ponto que é melhor para marido e mulher que se separem. “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher” (1Co 7:10, 11). Em muitos desses casos, a guarda dos filhos, o ajuste dos direitos de propriedade ou mesmo a proteção pessoal, podem tornar necessária uma mudança no status matrimonial. Em tais casos, em alguns países, pode ser permissível obter o que é conhecido como separação legal. Contudo, em algumas jurisdições essa separação só pode ser obtida por meio do divórcio. Uma separação ou divórcio que resulta de fatores como violência física ou em que não está envolvida a “infidelidade ao voto matrimonial” (ver itens 1 e 2) não dá a nenhum dos cônjuges o direito bíblico de se casar novamente, a menos que no ínterim a outra parte se tenha casado novamente, haja cometido adultério ou fornicação ou tenha morrido. Se um membro da igreja que se tenha assim divorciado se casar novamente sem essas bases bíblicas, deve ser removido do rol de membros; e a pessoa com quem se casar, se for membro da igreja, também deverá ser removida (ver p. 64-70). 

7. O cônjuge que tenha quebrado o voto matrimonial e se tenha divorciado e sido removido do rol de membros e tenha se casado novamente, ou quem se tenha divorciado por outros motivos que não as bases apresentadas nos itens 1 e 2 e se tenha casado novamente e sido removido do rol de membros, deve ser considerado inelegível à qualidade de membro, exceto nos casos previstos a seguir: 

8. O vínculo do casamento é não apenas sagrado, mas também possivelmente mais complexo quando, por exemplo, envolve filhos. Assim, em um pedido para readmissão à qualidade de membro, as opções disponíveis à pessoa arrependida podem ser severamente limitadas. Antes que a decisão final seja tomada pela igreja, o pedido de readmissão deve ser submetido pela igreja, por meio do pastor ou líder distrital, à Comissão Diretiva da Associação para conselho e recomendação quanto aos passos que a pessoa ou as pessoas arrependidas podem dar para obter tal readmissão. 

9. A readmissão ao rol de membros da igreja daqueles que tenham sido removidos pelas razões dadas nos parágrafos anteriores, se dá normalmente com base no rebatismo (ver p. 51, 69, 70). 

10. Quando uma pessoa que tenha sido removida do rol de membros for readmitida, conforme estabelece o parágrafo 8, todo cuidado deve ser exercido para salvaguardar a unidade e harmonia da igreja, não se concedendo à pessoa responsabilidade como líder, especialmente em um ofício que requeira o rito da ordenação, a não ser com cuidadosa consideração junto à administração da Associação. 

11. Nenhum pastor tem o direito de oficiar em uma cerimônia de novas núpcias de uma pessoa que, sob a estipulação dos parágrafos precedentes, não tenha o direito bíblico para o novo casamento.

Leia também Casamento, divórcio e novo casamento nos escritos de Ellen G. White.

Entrevista com o pastor Alacy Barbosa
Saiba mais sobre divórcio e novo casamento nesta conversa com o pastor Alacy Barbosa, diretor do Ministério da Família da Igreja Adventista para oito países sul-americanos.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Do que você está disposto a abrir mão por amor a Cristo?

Abrir mão é um dos maiores desafios que a nossa fé nos propõe. Não se engane: se você quer ser um bom cristão terá de abdicar de muitas e muitas coisas. Frequentemente, coisas que lhe trariam muitos benefícios. É interessante pensar que, ao fazer isso, você se aproxima de Cristo e reproduz o padrão divino; afinal, quando o Criador se fez humano para viver entre uma humanidade que não merecia nada, ele estava, exatamente, abrindo mão de sua glória celestial para se tornar como um de nós – por amor a nós. Assim, quando você renuncia algo simplesmente porque é o certo e por amor ao Senhor, possivelmente vai sofrer enormes perdas e, com elas, virá certa dose de sofrimento. Mas eu gostaria de encorajá-lo a perder. Acredite: vai valer a pena, pois o que você ganhará com sua abnegação será algo de valor incalculável: a aprovação de Deus.

Em nossa sociedade, pôr o outro em primeiro lugar é visto como fraqueza, talvez tolice, para não dizer burrice. No evangelho não: 
“Então Jesus disse a seus discípulos: ‘Se alguém quer ser meu seguidor, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Se tentar se apegar à sua vida, a perderá. Mas, se abrir mão de sua vida por minha causa, a encontrará.’” (Mt 16:24-25)
Portanto, abrir mão aos olhos de Deus é sinal de grandeza. É virtuoso. É nobre. Se for pelo bem do próximo, você trilhou o caminho mais excelente. Se for por amor a Cristo, você alcançou o coração de Deus.

Pode ser que você tenha aberto mão de um relacionamento afetivo por amor a Cristo. Ou de um emprego. Talvez um cargo de status. Ou de uma posição que lhe traria vantagens. Quem sabe, de uma oportunidade que lhe renderia ganhos, mas envolveria propinas ou fraudes. Também pode ter sido o caso de você ter se afastado de amigos que o arrastavam para práticas erradas, por mais que gostasse deles. Ou ainda, pode ser que você tenha aberto mão de seu orgulho para perdoar alguém que não merecia seu perdão. Se você abriu mão de algo muito importante – muitas vezes à custa de sofrimento – por amor a Cristo, não pense que Ele não valoriza o que você fez. Ele está ciente.

Tudo de que você tem de abrir mão por amor a Jesus se converte em aprovação divina e, logo, em bênção para sua vida. 
“E todos que tiverem deixado casa, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou propriedades por minha causa receberão em troca cem vezes mais e herdarão a vida eterna.” (Mt 19:29) 
O Senhor está falando aqui exatamente sobre abrir mão das coisas mais preciosas que podemos ter nesta vida por amor a ele.

Um homem rico procurou Jesus perguntando o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Além de instá-lo a obedecer aos mandamentos, Cristo lhe disse:
“Se você quer ser perfeito, vá, venda todos os seus bens e dê o dinheiro aos pobres. Então você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.” (Mt 19:21)
Em outras palavras: “Se você quer ser perfeito, abra mão daquilo que considera mais precioso por amor a mim”. Mas aquele rapaz não estava disposto a abrir mão pelo Senhor. Resultado: saiu cabisbaixo, triste e sem a aprovação divina.

Em muitos momentos de sua caminhada você se verá frente a frente com situações em que terá de abrir mão de algo muito valioso para ser fiel ao seu Salvador. Enxugue as lágrimas, sacuda a poeira e vá em frente de cabeça erguida. Sem arrependimento. Sem olhar para trás. Sem pensar “como teria sido se…?”. Esqueça. Foi por amor a Deus? Então foi pela razão certa. No dia em que você entrar na glória do Pai, o abraço e o sorriso que receberá dele compensarão tudo.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,

Maurício Zágari (via Apenas)
"Vi que o céu seria muito barato, e que nada era tão precioso que não pudesse ser sacrificado por Jesus, e que devemos abrir mão de tudo para entrar no reino.” (Ellen G. White - Manuscript Releases , vol. 16, p. 34)

segunda-feira, 2 de abril de 2018

9 atividades simples para prevenir doenças mentais

As doenças mentais aumentaram de maneira alarmante nos últimos cem anos. Por exemplo, a depressão, ansiedade, dependência química ou os efeitos do estresse psicológico. Esse crescimento dos transtornos da mente tem relacionamento com a genética e ainda mais com o estilo de vida e atitude mental. Promover a saúde mental e prevenir os transtornos da mente pode ser alcançado evitando emoções desagradáveis (ódio, medo, inveja, raiva, frustração, pessimismo, tristeza, impaciência, desesperança, etc.) e centralizando-se nas prazerosas. Essas constituem um escudo protetor contra os desequilíbrios mentais e emocionais. Qualquer pessoa consciente desse processo pode fazer uso desse recurso. Pratique estas atitudes:

1. Seja otimista
Quando alguma coisa sair errada com você, pense nas possíveis soluções, não apenas em dados desesperadores que impeçam a superação do assunto.

2. Fortaleça sua autoestima
Ao se sentir inferior, você está diminuindo suas “defesas” contra as doenças mentais. Desenvolva o hábito de cada dia nutrir mais segurança naquilo que faz. E quando conseguir sucesso em algum empreendimento, não tire o mérito que lhe corresponde.

3. Mantenha-se ativo
Dedique tempo necessário ao seu trabalho. Depois, no horário do descanso, procure fazer outra atividade de natureza distinta (se seu trabalho é sedentário, pratique esportes ou realize exercícios físicos). Se uma atividade não o agrada, tente fazer outra, mas evite ficar em casa sem fazer nada.

4. Enfrente a culpa
Se você tem sentimento de culpa, fundado ou infundado, procure agir rapidamente, pois esse sentimento é perigoso para a saúde mental. Se falou ou fez algo que magoou outra pessoa e a lembrança do fato relembra sua culpa, fale com a pessoa ofendida. Peça perdão com sinceridade e humildade. Certamente, ela aceitará suas desculpas e a situação será resolvida.

Às vezes, a pessoa ofendida não tem disposição para aceitar suas desculpas. Nesse caso, peça auxílio a Deus e confesse sua culpa. A Bíblia diz que “se confessarmos nossos pecados [culpas], Ele [Deus] é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

5. Cuide de sua saúde física
A saúde física e mental mantêm uma relação muito íntima. Se você sofrer mal-estar físico não gozará de bem-estar mental. Portanto, é necessário manter a saúde no seu melhor estado.

Esteja atento à sua dieta. Coma alimentos o mais natural possível. Produtos de origem animal, em sua grande maioria, não são necessários e geralmente são prejudiciais à saúde.

Faça exercício físico. Faça um programa regular de exercício físico, com algum esporte ou outra atividade. Se não puder fazer exercício que exija muita energia, procure caminhar.

Cuide de seu descanso noturno. Durma pelo menos sete a oito horas diariamente.

Evite substâncias químicas. As drogas, álcool e, inclusive, o café alteram o sistema nervoso central e o estado de ânimo. Qualquer planejamento de prevenção ou cura de problemas mentais deve eliminar completamente o uso dessas substâncias.

6. Seja humanitário
Participe de algum plano de apoio aos desamparados ou pessoas necessitadas.

7. Mantenha uma atitude confiante
É uma das medidas mais proveitosas para conservar a saúde mental.

8. Procure ambientes naturais
Os transtornos mentais encontram sua base de desenvolvimento em ambientes urbanos, enquanto a saúde integral se desenvolve em meio à natureza.

9. Inclua em sua vida o aspecto espiritual
A dimensão espiritual pode ser fortalecida por meio da música, meditação, reflexão na vida de personagens exemplares; mas a espiritualidade mais completa é alcançada através da experiência religiosa na qual, pela fé, se admite a existência de Deus. Não de um deus cruel que se alegra com o castigo e sofrimento de suas criaturas, mas um Deus amoroso que ouve a responde às orações de Seus filhos. Por meio da oração e aproximação com Deus, você obterá tranquilidade e paz mental.

Julián Melgosa é psicólogo (via Revista Vida e Saúde)

Nota: As doenças de origem emocional têm se tornado epidêmicas. Isso se deve às condições inerentes às pessoas e também ao ambiente degradado e relações interpessoais complicadas que caracterizam os tempos em que vivemos. Os fatores agressivos ou estressantes são cada vez mais poderosos, cobrando de nós uma importante capacidade e energia para compreender, avaliar e gerenciar as exigências ou dificuldades, antes que se transformem em problemas, preocupações, angústia, medo ou violenta depressão. E o que fazer se algum desses sintomas ou doenças emocionais já faz parte de sua vida? Além de tudo o que a medicina, a psicologia e a psiquiatria podem realizar, estão o poder de Deus e o Seu desejo de que sejamos felizes. Ele não somente tem dado conhecimento a muitos profissionais da saúde como, de forma especial, tem instruções importantes para nós, as Suas criaturas. Inspirada por Deus, Ellen G. White defendeu conceitos revolucionários para a época em que viveu, relacionando fatores e propondo soluções que hoje são endossados pela ciência mais avançada. Este material está disponível no excelente livro Como lidar com as Emoções de sua autoria. A revista Fique Leve também é um excelente material de apoio que traz orientações sobre saúde física, mental e espiritual. Para baixá-la, clique aqui.