segunda-feira, 23 de março de 2015

Ellen White contra o Crente Ostentação


Um dos principais malefícios que uma sociedade de consumo igual a nossa pode trazer é o desejo incontrolável e insaciável de ostentar. A ostentação nada mais é do que o ato de expor o máximo possível uma situação ou alguma coisa adquirida, o que, dentro da lógica consumista, fútil e alienada da sociedade contemporânea, é visto como natural. Portanto, crente que ostenta posição, bens ou qualquer outro atributo está indo diretamente contra aquilo que o Mestre ensinou. Leia o que Ellen G. White nos diz acerca disso:

"Não obstante, Jesus fugia à ostentação. Durante todos os anos de Sua residência em Nazaré, não fez exibição de Seu miraculoso poder. Não buscou altas posições, nem pretendeu nenhum título. Sua vida quieta e simples, e mesmo o silêncio das Escrituras a respeito dos primeiros anos de Sua vida, ensinam importante lição." O Desejado de Todas as Nações, pág. 43

Segue abaixo, mais alguns dos muitos conselhos que Ellen G. White nos deixou como alerta sobre os perigos da ostentação:

RIQUEZAS ETERNAS
"Que valem a pompa e a ostentação exteriores? Que ganham os homens e mulheres com o orgulho e a condescendência própria? “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” O tesouro terreno é transitório. Somente por Cristo poderemos obter riquezas eternas. A riqueza que Ele dá está acima de toda avaliação.” Conselhos sobre Mordomia, pág. 54

AMOR AOS POBRES
"Os homens se apropriam de dons que lhes haviam sido confiados para com eles abençoar a outros. Os ricos oprimem os pobres e usam os meios assim obtidos para satisfazerem o orgulho e o amor da ostentação até mesmo na casa de Deus. ... Não fora haver o Senhor revelado o Seu amor aos pobres, humildes e contritos de coração, este mundo seria um triste lugar para o pobre." The Review and Herald, 20 de Junho de 1893. 

VESTUÁRIO, JÓIAS E ORNAMENTOS
"No professo mundo cristão o que é gasto em extravagante ostentação, em jóias e ornamentos, daria para suprir as necessidades de todos os famintos e vestir todos os nus em nossas cidades; e ainda assim esses professos seguidores do manso e humilde Jesus não precisariam privar-se do necessário alimento nem do vestuário confortável. Que dirão esses membros da igreja quando confrontados no dia de Deus com os pobres dignos, os aflitos, as viúvas e os órfãos, que têm conhecido a pungente carência para as mínimas necessidades da vida, ao passo que foram despendidos por esses professos seguidores de Cristo para vestuário supérfluo e desnecessários ornamentos expressamente proibidos pela Palavra de Deus, recursos suficientes para suprir todas as suas necessidades?" The Review and Herald, 21 de Novembro de 1878. 

"A abnegação no vestir faz parte de nosso dever cristão. Trajar-se com simplicidade e abster-se de ostentação de jóias e ornamentos de toda espécie está em harmonia com nossa fé." Conselhos para a Igreja, pág. 184

"A verdadeira elegância não acha satisfação no adorno do corpo para ostentação." Christian Temperance and Bible Hygiene, 93

ARTIGOS DESNECESSÁRIOS
"O fim de todas as coisas está perto e Deus convida os homens a lançarem fora os seus ídolos, a se separarem de cada desejo extravagante, a não condescenderem com nada que seja simplesmente para ostentação e exibicionismo, e a estudarem meios de economia na aquisição de roupas e mobiliário. Não gasteis um dólar do dinheiro de Deus na aquisição de artigos desnecessários. Vosso dinheiro significa salvação de almas. Não seja ele pois gasto em jóias, ouro ou pedras preciosas." Beneficência Social, pág. 267

"Devemos estar sempre em guarda, e não nos permitir gastar dinheiro com o que não é necessário, simplesmente por ostentação. Não nos devemos permitir condescender com gostos que nos levam a seguir os costumes do mundo, e roubar o tesouro do Senhor." The Review and Herald, 19 de Dezembro de 1893

"Neste século corrompido, tudo se perverte para servir à ostentação e aparência exterior." Conselhos aos Professores, Pais e Estudantes, pág. 270

PARA OS JOVENS
"A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o redemoinho da agitação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que respeita à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível." A Ciência do Bom Viver, pág. 364

PARA OS PAIS E FILHOS
"Pais, por amor de Cristo não empreguem o dinheiro do Senhor na condescendência com as fantasias de seus filhos. Não os ensinem a procurar a moda e a ostentação, a fim de alcançarem influência no mundo. Será que isso vai ajudá-los a salvarem as almas por quem Cristo morreu? Não; suscitará inveja, ciúme e más suspeitas. Seus filhos serão induzidos a competir com a ostentação e extravagância do mundo, e a gastar o dinheiro do Senhor no que não é essencial para a saúde ou a felicidade." Conselhos para a Igreja, pág. 288

"Se os pais pudessem ser despertados para o senso da tremenda responsabilidade que pesa sobre eles na obra de educar os filhos, dedicariam mais tempo à oração, e menos à ostentação desnecessária." Conselhos sobre Educação, pág. 15

LARES
"Uma residência dispendiosa, mobília trabalhada, ostentação, luxo e conforto não proporcionam as condições essenciais a uma vida útil e feliz." A Ciência do Bom Viver, pág, 365

"Mesmo na mesa, os arranjos, a moda e a ostentação exercem sua perniciosa influência. O preparo saudável do alimento se torna questão secundária." Orientação da Criança, pág. 241

INSTITUIÇÕES
"Como indivíduos e administradores das instituições do Senhor, teremos de cortar necessariamente tudo quanto vise mera ostentação, pondo as despesas dentro dos estreitos limites de nossas rendas." Conselhos sobre Educação, pág. 195

"Não são numerosas instituições, grandes edifícios ou larga ostentação o que Deus requer, mas a ação harmoniosa de um povo peculiar, um povo escolhido por Deus, e precioso." Conselhos sobre Saúde, pág. 518

"Tem de haver uma aspiração mais elevada, não a procura de sobrepujar no dispêndio com grandes edifícios, e na ostentação, mas nas faculdades, nas aptidões, na capacidade de saber gerir esses grandes empreendimentos." Mensagens Escolhidas 2, pág. 209

TESTEMUNHO
"São servos infiéis os que tentam dirigir outros, tendo a pretensão de guiar almas no caminho da santidade, enquanto sua própria vida revela o orgulho, o amor dos prazeres e da ostentação. Sua vida não está de acordo com sua profissão; sua influência é uma ofensa a Deus." Conselhos sobre a Escola Sabatina, pág. 91

"Que ninguém pense que a ostentação cause boa impressão sobre o povo. Ela não assegurará os melhores nem os mais permanentes resultados. Nossa obra destina-se a dirigir a mente às solenes verdades para este tempo." O Colportor Evangelista, pág. 91

EVANGELISMO
"O bom êxito não depende de ostentação. Alguns ministros cometem o erro de pensar que o sucesso depende de arrastar uma grande congregação pelo aparato exterior, anunciando depois a mensagem da verdade em estilo teatral. Isso, porém, é empregar fogo comum, em lugar de fogo sagrado ateado por Deus. O Senhor não é glorificado por essa maneira de trabalhar." Evangelismo, pág 136

"Nesta época de extravagância e ostentação, em que os homens julgam necessário fazer aparato para conseguir êxito, os escolhidos mensageiros de Deus devem mostrar o erro de gastar meios desnecessariamente, para causar efeito." Evangelismo, pág. 66

"Não é a ostentação, a aparência imponente o que representa de maneira correta a obra que devemos realizar como povo escolhido de Deus." Conselhos sobre Saúde, pág. 274

"O caminho para a edificação e progresso da causa de Deus é bloqueado pelo egoísmo, pelo orgulho, pela cobiça, pela extravagância e amor à ostentação." Conselhos sobre a Escola Sabatina, pág.131

Igreja Adventista aprova resolução inédita sobre vacinação


A Igreja Adventista apresentou uma declaração oficial sobre vacinas, intitulada Imunização. A recomendação oficial da denominação, com pouco mais de 18 milhões de membros em todo o planeta, é favorável ao uso de vacinas. A resolução, na íntegra, diz que:

“A Igreja Adventista do Sétimo Dia coloca forte ênfase na saúde e bem-estar. A ênfase adventista quanto à saúde se baseia na revelação bíblica, nos escritos inspirados de Ellen White (cofundadora da Igreja) e em literatura científica submetida à revisão de pares. Como tal, encorajamos a imunização/vacinação responsável, e não há qualquer razão religiosa ou baseada na fé para não incentivar nossos adeptos a participarem responsavelmente em programas de proteção e prevenção de imunização. Valorizamos a saúde e segurança da população, o que inclui a manutenção de “imunidade do rebanho”.

Nós não somos a consciência do membro da Igreja individual e reconhecemos as escolhas individuais. Estas são exercidas pelo indivíduo. A escolha em não ser vacinado não é e não deve ser vista como dogma, nem doutrina da Igreja Adventista do Sétimo”.

Com informações de ASN - Silver Spring, EUA

sexta-feira, 20 de março de 2015

Testemunho de Evangelismo Adventista pelo WhatsApp


Recentemente tive uma experiência fantástica com Deus e gostaria de compartilhá-la.

Moro em Mogi Guaçu, SP, e há cerca de três ou quatro meses conheci uma senhora de Porto Velho, Rondônia. Desde então, venho trocando com ela mensagens pelo WhatsApp. O nome dela é Wilma Vasques. No fim do mês de novembro, criei um grupo de WhatsApp para discutir profecias, com o nome “escatologia”, envolvendo vários amigos e administradores. 

Batismo de Wilma Vasques
Pela providência divina, alguém colocou dona Wilma no grupo. Sem que soubéssemos que ela era da igreja Assembleia de Deus, falávamos no grupo sobre decreto dominical, ecumenismo, entre outros temas. Ao ver esses assuntos, ela foi ficando intrigada com os comentários. Até que um dia ela disse que iria sair do grupo por conta de não ser da mesma fé que ela professava. Foi quando comecei a falar com ela diretamente, no modo privado. Foi uma experiência abençoada. Ela perguntava e eu, com muita atenção, sempre mandava como resposta uma passagem bíblica. Resultado: no domingo passado, dia 15/3, a dona Wilma foi batizada, reafirmando seu compromisso com Deus. Louvado e exaltado seja o nome do Senhor por isso! (Davidson Cruz)

Nota: São histórias como essa que nos mostram que podemos e devemos utilizar todos os recursos à nossa disposição para disseminar o evangelho e espalhar esperança. Basta nos colocarmos nas mãos de Deus e nos mantermos sensíveis e atentos às oportunidades de falar de Jesus e de Sua Palavra. Que o exemplo do Davidson possa inspirar também a você que lê esta postagem. Use seu e-mail, WhatsApp, Facebook, Twitter, suas palavras, sua vida para falar do amor de Deus.

Desenhos animados - Proibido para menores


Os pais saem de casa para o trabalho e em algum momento do dia a mãe telefona para conferir:

– As crianças estão bem?

– Sim – alguém do outro lado responde. – Estão vendo televisão.

A realidade não é bem essa. Nem sempre as crianças estão bem quando assistem à televisão. Isso é o que aponta uma pesquisa publicada no British Medical Journal no fim de 2014. O estudo realizado por Ian Colman e James Kirkbride compreende a análise de 45 filmes infantis que vão do clássico Branca de Neve(1937) ao contemporâneo Frozen (2013).

Segundo os pesquisadores, os desenhos têm mais violência e assassinatos do que muitos filmes para adultos, incluindo as renomadas produções Pulp Fiction (1994), O Exorcismo de Emily Rose (2005) e Cisne Negro (2011). “Em vez de ser uma alternativa inofensiva e mais suave que os filmes de terror e dramas, os desenhos animados mostram, de fato, assassinatos e desordens”, concluem os autores.

O estudo mostrou que nos desenhos animados o protagonista têm quase três vezes mais chances de morrer do que nos filmes para adultos. O mesmo acontece com os pais dos personagens principais, que chegam a ter até cinco vezes mais chances de passar por algum tipo de morte trágica.

A mãe de Bambi foi morta por arma de fogo; a do peixinho Nemo foi devorada por uma barracuda; o pai do leão Simba acabou sendo esmagado por uma manada de gnus; e Tarzan ficou órfão depois de um ataque de leopardos. Todas as mortes, além de tocantes, ocorrem logo no início dos filmes. Os vilões também costumam morrer de forma trágica. E, surpreendentemente, não há diferença no grau de violência entre os desenhos mais antigos e os atuais.

Quais são as consequências disso na mente infantil? A televisão e o cinema, de algum modo, colocam a violência no lugar-comum, como algo trivial, podendo ser até divertida. Valoriza a força bruta em detrimento da inteligência e da moralidade. O estudo de Ana Lúcia de Oliveira Morais sobre crianças e violência na TV adverte que uma cena que dura apenas alguns segundos é recordada a longo prazo mais do que qualquer outro flash da trama. Como efeito direto, as crianças imitam frequentemente as cenas violentas dos filmes. Elas transformam isso em jogos que incluem socos e chutes, brutalizando-se, magoando outras crianças e reforçando a ideia de que “é o mais forte que tem razão”.

Em média, os programas infantis apresentam 25 atos de violência por hora. Por isso, as crianças que assistem mais desenhos costumam ser mais agressivas do que as que veem pouco. Elas também temem mais a violência do mundo real ou ficam insensíveis a essa violência com o passar do tempo, afirma a pesquisadora.

Os desenhos violentos afetam também as crenças e valores das crianças. É o que defende Henry Giroux, um dos maiores representantes da teoria crítica educacional da atualidade. Henry critica principalmente a “disneyzação” da cultura infantil. Segundo ele, a Disney é mais real do que se imagina, pois é uma instituição cultural massificadora que se esconde atrás de um manto de inocência e de entretenimento, mas que, na verdade, se esforça para dominar a mídia global e moldar os desejos, as necessidades e o futuro das crianças.

Considerando os estudos apresentados, a precaução deve ser a palavra de ordem quando o assunto é o bem das crianças.

Talita Borges Castelão é psicóloga clínica, sexóloga e doutora em Ciências

quinta-feira, 19 de março de 2015

Estado Islâmico assume autoria do atentado na Tunísia


O Estado Islâmico assumiu nesta quinta-feira (19) a autoria do atentado que deixou 23 mortos, a maioria estrangeiros, em um museu em Túnis, na Tunísia, informou portal especializado em monitoramento de terrorismo na Internet, SITE.

Em uma gravação de áudio distribuída online, o grupo elogiava os dois autores do ataque, chamados de "cavaleiros do Estado Islâmico", que estavam armados com submetralhadoras e bombas e "conseguiram cercar um grupo de cidadãos de países cruzados, semeando o terror nos corações dos infiéis". "O que vocês viram é apenas o começo. Vocês não vão desfrutar de segurança nem paz", continua a gravação. 

A polícia deteve nove suspeitos de envolvimento no atentado.

Entre os mortos no atentado estavam três tunisianos, entre eles um policial, e 20 turistas estrangeiros dos seguintes países: Japão, Itália, Colômbia, Austrália, França, Polônia, Espanha e Reino Unido. Nove dos turistas mortos eram passageiros do cruzeiro MSC Splendida, informou a empresa, que explicou que outros seis não retornaram ao navio. [UOL]

O Ódio Digital nas Timelines das Redes Sociais


Sartre uma vez disse: “O inferno são os outros.” Há uma grande discussão filosófica sobre o que ele quis dizer com isso. Se tinha razão ou não, difícil dizer. Mas talvez falte a gente pensar um pouquinho mais nessa frase antes de sair comemorando a internet.

Gente inteligente, como outro pensador francês, Pierre Lévy, e o consultor italiano Domenico de Masi, aposta muitas fichas na internet como meio de proporcionar mais harmonia entre as pessoas. A lógica é muito boa: agora não estamos mais nas mãos dos mafiosos da mídia. Nós mesmos podemos ir atrás da informação. Logo, vamos dialogar mais uns com os outros, os povos vão entender melhor suas diferenças e, assim, vamos nos comunicar em vez de fazer guerra.

Tudo muito bom. Só nos esquecemos de que essa questão trata de seres humanos. Por isso, não prevíamos que iríamos “exercitar” nossa liberdade em discussões odiosas em timelines de redes sociais.

Faça um experimento no Facebook. Diga que você apoia um partido de direita. Prepare-se para receber a patrulha de plantão, que arrota conhecimento de sociologia e história, explicando – não com tanta delicadeza – por que você deve abandonar o conservadorismo político.

Daria até para considerar se essa raiva não é exclusividade dos esquerdistas. Mas não é. Para comprovar, tente o experimento oposto. Diga que você apoia um partido de esquerda. Pronto. Você instaurou uma pequena guerra na sua timeline. Vão aparecer os cães de guarda da moral e dizer: Como você apoia esses corruptos, gente que dá dinheiro para os pobres vagabundos, que não querem trabalhar? Claro, os termos serão bem mais chulos do que esses.

Mas política é um assunto nobre. Você se sente culto quando se envolve com ele. Então, por mais agressivas que sejam nossas discussões, ainda há lá no fundo a crença de que estamos fazendo um bem à nação (E nesse caldo sempre achamos que os instruídos somos nós, nunca os outros. Afinal, o inferno são os outros...).

Agora faça um experimento mais radical. Entre numa discussão em que todas as pessoas envolvidas têm a plena consciência de que o assunto é completamente inútil. Vá ao G1 e leia uma matéria de um grande time brasileiro de futebol, desses que têm rivais na própria cidade. Role a página até a parte dos comentários, e ali você verá uma prova contundente contra a evolução humana.

Ninguém discute o assunto da matéria. O ponto ali é unicamente hostilizar o rival. Os argumentos são geniais. Vão desde associar uma equipe e sua torcida à homossexualidade até xingamentos racistas ostensivos. Ninguém ali acredita de verdade no que está dizendo (Ou será que sou tão ingênuo assim?). Mas isso não importa. O importante é falar e, com a própria voz, abafar a voz do outro, a opinião do outro, humilhá-lo, vencê-lo.

Acontece que atrás de uma tela todo mundo fica macho. Respondemos rápido, escrevemos de forma inconsequente, damos lição de moral nos outros, posamos como pequenos reizinhos do nosso território. Quase três séculos de era da razão não foram capazes de apagar aquela que parece ser nossa verdadeira realidade, a vontade bárbara de acabar com o outro.

O interessante é que a “macheza” fica só atrás da tela. Coloque os astros da contenda frente a frente e você vai ver que o piado é bem mais baixinho. Há quem diga que a internet é um meio de você ser o que não é. Não seria o contrário? Talvez a internet mostre quem somos quando tiramos as máscaras. O problema é que ela também nos dá uma arena ideal para pôr em prática, ainda que “somente” com o uso de palavras e protegidos por uma tela de cristal, o nosso ódio infernal pelos outros e por aquilo que é diferente.

Violência contra as mulheres - Quando o silêncio é cúmplice [vídeo]


Vídeo produzido pelo governo da província de Ontario, no Canadá, intitulado "Who Will You Help?" ("Quem Você Vai Ajudar?"), que busca prevenir a violência contra as mulheres: