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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Declaração da Igreja Adventista sobre a crise migratória na Europa


A crise de refugiados e migrantes na Europa tem aumentado ao longo deste verão, deixando o continente dividido sobre como lidar com uma multidão de pessoas, em sua maioria formada por sírios, que fogem da guerra em sua terra natal.

Os migrantes desesperados em busca de asilo que agora partem para a Europa às dezenas de milhares, e a incapacidade para acomodá-los de uma forma organizada, pode estar dando início a um compromisso da Europa na luta em extinguir antigas fronteiras. Funcionários alemães e austríacos também estão aumentando os controles em sua região de fronteira.

A crise migratória europeia está crescendo com o aumento do número de chegadas de migrantes (uma combinação de migrantes econômicos e refugiados) para a União Europeia através do Mar Mediterrâneo e dos Bálcãs da África, do Oriente Médio e do Sul da Ásia. O termo tem sido usado desde abril de 2015, quando 5 barcos que transportavam quase 2.000 imigrantes para a Europa afundaram no mar Mediterrâneo, com o número de mortos estimado em mais de 1.200 pessoas.

Em 2014, os estados membros da UE receberam 132.405 solicitações de migrantes. No total, 23.295 pedidos foram aceitos para que esses migrantes recebessem alguma forma de proteção da UE (asilo, estatuto de refugiado, proteção subsidiária, proteção por motivos humanitários), enquanto que 109.110 pedidos foram rejeitados, para que deste modo esses migrantes fossem obrigados a abandonar o território da União Europeia. 

O Departamento de Relações Públicas da EUD (Divisão Intereuropeia) declarou:

"Como para milhões de europeus, a história imigrante é também a nossa história. Os cidadãos europeus são um povo acolhedor e generoso. Os europeus têm, naturalmente, o direito de exigir uma maior segurança das fronteiras e uma maior prevenção do tráfico de seres humanos. Por outro lado, temos que reconhecer a dificuldade de gerir esta enorme crise humanitária e prometer, por esse motivo, orar pelas autoridades competentes. Acreditamos que essas pessoas estão fazendo o que qualquer um de nós faria se tivéssemos a oportunidade de dar uma vida melhor para nossas famílias e crianças. Eles assumem o risco de vir aqui; muitos deles são extremamente pobres e estão reivindicando de volta a sua dignidade como seres humanos." 

Mario Brito, presidente da Divisão Intereuropeia da Igreja Adventista, declarou: "Somos todos filhos do mesmo Pai. Este é o momento de ficarmos juntos e compartilharmos o amor abundante de Deus por cada um de nós. Que o Senhor abençoe todos esses migrantes que sofrem, que o Senhor nos dê um coração misericordioso."

Em Mateus 25: 34-36, Jesus diz: "Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me. "

Com informações de Adventist News Network

terça-feira, 30 de junho de 2015

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade


Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que Ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque Ele morreu por mim, eu devo tudo a Ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que Ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamentos radicais.

Apresentador: Você diz que Ele condenou o adultério, mas Ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas Ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que Ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-Lo fielmente. Isso significa que tudo que Ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em Sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casados a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

Trevin Wax | Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21 | original aqui

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Blogueira fitness de 9 anos provoca polêmica na Internet


O perfil do Instagram de uma garota de 9 anos, moradora de Goiânia, tem causado polêmica na internet. Anna Clara Mansur, autointitulada de "primeira blogueira fitness infantil", descreve sua vida saudável com treinos em uma conta da rede social que, da noite para o dia, passou de cerca de 900 seguidores para mais de 21 mil. A reação dos internautas foi tamanha que levou os pais da garota alterarem a privacidade da conta da menina para privada. As pessoas estão indignadas pela forma como a busca pelo corpo perfeito chegou até mesmo às crianças, como é o caso de Anna Clara.

A mãe da "musinha fitness", Mileny Mansur, disse que não vê problemas na vida da garota, que treina musculação duas vezes por semana com pesos de um quilo e gosta de fazer natação. Pensando da mesma forma, o pai da menina, conhecido como "paisonal" por ser também personal trainer, apoia a mãe e reforça que a ideia de criar o perfil para documentar suas atividades físicas partiram de Anna Clara, além de destacar que os treinos dela são leves e apropriados à idade.

Na internet, grande parte dos usuários não concordam com a garota e muito menos com a posição de seus pais. Na noite dessa segunda-feira (2), a expressão "Aos 9 anos" constava entre os trending topics do Twitter no Brasil.

Em entrevista ao jornal Extra, o pediatra Sergio Augusto Cabral explica que a prática de musculação não é recomendável para crianças. "A musculação clássica, de levantamento de peso, deve ser deixada para o final da adolescência, quando a criança chegar a mais ou menos 14 anos. Antes disso, pode comprometer o crescimento, causar fraturas e atrapalhar o desenvolvimento da criança."

A psicóloga Verônica Ribeiro, especialista em atendimento de crianças, diz que Anna teve influências internas e externas para ter esse pensamento. "Ela quer se ver num corpo que não é adequado para sua idade. Está com a autoimagem voltada para uma pessoa mais velha. Isso não é saudável. É como se ela estivesse pulando etapas", declarou.

Ellen White já havia deixado orientações sobre cuidados relacionados a moda e sensualidade, no que diz respeito a crianças. Observe e medite:
“Onde quer que vamos, vemos filhos tratados com condescendência, mimados e louvados sem discrição. Isso tende a torná-los vãos, ousados e presumidos. A semente da vaidade é facilmente semeada no coração humano por pais e tutores imprudentes que louvam os pequenos sob o seu cuidado e para com eles se mostram condescendentes, sem nenhum pensamento quanto ao futuro. A obstinação e o orgulho são males que transformaram anjos em demônios e contra eles fecharam as portas do Céu. E assim mesmo pais estão inconscientemente preparando sistematicamente os filhos para serem agentes de Satanás. Pacific Health Journal, janeiro de 1890.” Orientação da Criança, p. 178.
“Os que têm sob sua responsabilidade a propriedade de Deus, na alma e no corpo das crianças formadas à Sua imagem, devem levantar barreiras contra a condescendência sensual da época, que está arruinando a saúde física e moral de milhares de pessoas. Se muitos dos crimes desta época fossem seguidos até a sua verdadeira causa, ver-se-ia serem atribuíveis à ignorância dos pais e mães indiferentes nesse assunto.” Orientação da Criança, p. 115
Para onde irão nossas crianças, se continuarem sendo alvos fáceis das atitudes vendidas pelo mundo? O que os pais de crianças entregues à vaidade e sensualidade dirão a Deus no dia da volta de Jesus?

sexta-feira, 21 de março de 2014

E disse Deus: "Haja um Big Bang"


No debate milenar entre a ciência e a religião, os cientistas e os religiosos apresentam seus argumentos tentando convencer os demais. Uma minoria busca um “mínimo denominador comum” convincente.

Esta semana, contudo, o embate entre criacionismo e Big Bang pode ter ganhado um capítulo importante. O professor Nathan Aviezer, da Universidade Bar Ilan de Israel veio a público defender fortemente que as crenças científicas e religiosas podem viver juntas em harmonia.

Ao lançar seu livro “In the Beginning” [No Princípio], ele afirmou que os cientistas há décadas estão buscando pelas ondas produzidas pela gravidade, mas esse tem sido um feito difícil. Afinal, a gravidade é um bilhão de bilhão de vezes mais fraca que as forças elétricas, que também produzem ondas.

Contudo, argumenta, “se houve uma enorme mudança gravitacional, então talvez com algum equipamento muito sensível, você poderia detectá-las.” Para ele, o Big Bang causou essa mudança “por isso não havia esperança de que talvez você pudesse ver as ondulações causadas pelo Big Bang”. É nesse momento que entra o relato do primeiro versículo de Gênesis, onde mostra que Deus criou o céu e a Terra.

Embora todos os cientistas também usem um momento inicial para estabelecer o surgimento do universo, eles não necessariamente atribuem isso a Deus, preferindo argumentar que aconteceu espontaneamente.


Nessa disputa pelo primeiro momento, os cientistas apostam na explosão conhecida como Big Bang, enquanto judeus e cristãos defendem que foi o momento em que Deus disse “Haja luz”.

“A criação da luz foi essencialmente a criação do universo”, resume Aviezer. “Cada palavra escrita na Torá [Antigo Testamento] se encaixa nas descobertas científicas mais recentes. Elas estão em harmonia exata com as palavras da Torá. ”

O renomado rabino Benny Lau, concorda que essa teoria científica é compatível com a história judaica revelada no Livro de Beresheet [Gênesis]. Para ele, os conceitos de tempo na Bíblia não são os mesmos que aqueles que usamos agora, pois ‘um dia’ pode perfeitamente ser o mesmo que um milhão de anos. Mesmo assim, para Lau, as últimas descobertas científicas não alteram o entendimento judaico sobre como tudo começou.

O debate voltou a ocorrer após o material divulgado pelo astrônomo John M Kovac, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. Esta semana, a equipe de cientistas americanos do projeto BICEP2, anunciou ter encontrado resíduos deixados pela chamada “inflação cósmica”. Esse é o nome dado ao crescimento exponencial pelo qual o universo passou em seu primeiro quadrilionésimo de segundo.

Usando poderosos telescópios situados no Polo Sul, eles comprovaram a existência de “micro-onda cósmica de fundo”, uma radiação muito fraca que permeia todo o universo. Tais ondas gravitacionais deixam marcas ao percorreram o espaço em sua “fase inflacionária”. As chamadas ondas gravitacionais funcionam na cosmologia como uma espécie de “eco” do Big Bang.

“Isso abre uma janela para um novo mundo da física, aquele que ocorreu na primeira fração de segundo do universo”, disse Kovac, que liderou as equipes do BICEP2 (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarization 2)

Caso seja confirmada, a descoberta dos astrofísicos poderá lhes render um prêmio Nobel, pois seriam as provas necessárias para apoiar a teoria que o universo teve um começo.

O escritor e educador judeu Izzy Greenberg escreveu ao Jerusalém Post que: “Quando perguntamos sobre como o mundo foi criado, nós poderíamos ter tanto um Big Bang [Grande Explosão] quanto um Big Banger [Grande Explodidor]. Lembra que o famoso rabino-chefe de Israel Yitzchak Eizik HaLevi Herzog, em 1957 escreveu: “Segundo uma perspectiva científica, acreditamos que Deus criou bilhões de átomos, para os quais estabeleceu certas leis naturais. Esses átomos mais tarde desenvolveram-se e evoluíram de acordo com essas leis. Mas isso não é diferente que acreditar, segundo o relato simples de Gênesis, que Deus criou os céus e a Terra, no primeiro dia…”.

O professor Aviezri S. Fraenkel, do Instituto Weizmann, expressou um sentimento semelhante. Ele defende que a moderna teoria da cosmologia e a religião judaica, na verdade, podem se ajudar e se explicar mutuamente. Elas não anulam uma à outra. “Na verdade, as teorias modernas, mesmo que se aprofundem cada vez mais, ainda não explicam todos os fatos observados no cosmos, conferindo apenas um novo significado para o versículo de Salmo 92:5: “Quão grandes são, SENHOR, as tuas obras! Mui profundos são os Teus pensamentos“. 

Com informações de Jerusalem Post

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Jovens adventistas do RS fazem debate em praça pública


Com o avanço das tecnologias, a comunidade contemporânea, principalmente no Brasil, tem aderido às redes sociais. Elas já fazem parte do dia a dia dos jovens, e por isso, jovens adventistas decidiram debater até que ponto as redes sociais podem influenciar a vida cristã.

Esse debate foi feito na Praça Coronel Pedro Osório, na cidade de Pelotas, RS, e além de servir para o crescimento espiritual dos próprios participantes, foi um testemunho para toda a cidade. A reunião aconteceu no sábado, 15 de fevereiro, e fez parte do projeto “Pregar na Praça”.

Aproximadamente 50 jovens participaram dessa reunião, que contou também com música, descontração e uma conversa séria sobre os princípios cristãos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Criado novo Fórum de Teologia Adventista - Participe!

O Fórum Teologia é um espaço onde você pode:

- Tirar suas dúvidas a respeito de Deus e da Bíblia
- Debater e discutir sobre assuntos religiosos
- Divulgar seu Projeto ou Evento para comunidade cristã
- Baixar, solicitar e divulgar materiais e arquivos interessantes.
- Opinar e se informar sobre os mais diversos assuntos do meio cristão

Para fazer parte, basta acessar o site AQUI e se cadastrar!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Debate quente discute Estado Laico no programa Na Moral

O pastor Silas Malafaia prometeu e o programa “Na Moral” desta quinta-feira (1º) teve um “debate quente”. Apesar de ter sido resumido, de duas horas para 35 minutos, o programa de Pedro Bial, que foi gravado no dia 13 de julho, foi um dos mais comentados nas redes sociais.

O encontro entre o evangélico Silas Malafaia com o babalorixá Ivanir dos Santos, o padre Jorjão e o presidente da maior associação de ateus do Brasil, Daniel Sotto-Mayor, para discutir o tema Estado Laico chegou a estar entre os trends doTwitter com a hashtag #NaMoral.

Ao aceitar o convite Malafaia justificou pelo Twitter dizendo que vai pregar em todos os lugares que ele tiver a oportunidade. E apesar de ter se mostrado temeroso por causa da edição que seria feita a partir das gravações, o líder evangélico mostrou a mesma postura polêmica que lhe é peculiar.

Iniciou sua opinião já discordando do líder da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Daniel Sotto-Mayor, que acusou os governos que se pautaram pela religião de banhar de sangue e oprimir os diferentes.

Malafaia lembrou algumas revoluções que tinham como ideais o que chama de “Estado Laicista”, como Rússia, China, Camboja e União Soviética. “Ninguém derramou mais sangue do que aqueles que eram a favor da anulação de Deus da sociedade”, enfatizou.

“Quem deu banho de sangue na humanidade foram aqueles que tinham o ateísmo como base. A revolução que aconteceu na Rússia, que matou mais de 70 milhões de pessoas, a revolução da China, que matou mais de 50 milhões de pessoas, o Pol Pot, agora lá no Camboja, naquela região. Estes camaradas tinham como doutrina a exclusão total da religião”, disse Malafaia.

Sobre a diminuição no número de católicos no Brasil o padre Jorjão explicou que muita gente se dizia católica e que hoje tem outras religiões e enfatizou dizendo que é “melhor que sejam bons cristãos do que maus católicos”.

Já o líder evangélico destacou que o crescimento evangélico acontece graças ao ensino dos pastores. Pois para o pastor, o evangélico não vive apenas uma liturgia de culto, mas procuram viver a Bíblia no dia-a-dia.

Sotto-Mayor, por sua vez, atribuiu o crescimento dos evangélicos a teologia da prosperidade e afirmou que devido às muitas promessas feitas pelos líderes evangélicos aos fiéis a igreja tem crescido.

Ivanir dos Santos, representante das religiões Afro-brasileiras, afirmou que o umbandista tem sofrido preconceito religioso e que a religião tem sido demonizada por outras religiões. Também citou o exemplo de uma professora evangélica que teria constrangido o aluno por causa da religião.

O babalorixá também convidou Malafaia para participar da Caminhada pela Liberdade Religiosa. O líder evangélico não prometeu que iria, mas agradeceu o convite e lembrou que os evangélicos já foram alvo de preconceito por parte de outras religiões e que na época não eram convidados para participar de programas televisivos.

Assista:


Fonte: Gospel Prime

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Ordenação de Mulheres Adventistas - Comissão debate o assunto

Artur Stele, presidente da Comissão de Estudo da Teologia da Ordenação
Os membros da Comissão de Estudo da Teologia da Ordenação [sigla TOSC] completaram três dias de reuniões, com apresentações a partir de uma variedade de pontos de vista sobre questões relacionadas com a ordenação de mulheres, uma questão controversa para a Igreja Adventista do Sétimo Dia em todo o mundo.

Aos que apóiam a ordenação de mulheres e aos que se opõem à prática foram dados igual tempo e oportunidade, durante o evento de 21-24 de julho para reunir evidência bíblica apoiando suas posições, bem como declarações da co-fundadora da Igreja Adventista, Ellen G. White, a quem, os adventistas crêem, foi atribuído o dom profético bíblico durante mais de 70 anos de ministério público.

“Estamos agora no ponto em que [os] dois grupos apresentaram as questões hermenêuticas, os princípios. Eles os ilustraram e apresentaram todos os fatos, todas as descobertas, que têm reunido para ambas as posições”, disse o presidente da TOSC, Artur Steele, um vice-presidente geral da Igreja a nível mundial e diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da denominação adventista.

“[As apresentações] estão em forma impressa [e] as ouvimos. Esperamos que em poucos dias estejam disponíveis on-line para todos os que gostariam de estudar e de investigar”, acrescentou. As dissertações serão arquivados on-line, informaram oficiais denominacionais.

Stele acrescentou que “o próximo passo, com base no que foi apresentado, [é] tentar ver se podemos encontrar um terreno comum, se realmente podemos chegar a uma posição” sobre a questão da ordenação. Se isso não puder ser feito, ele disse, “então teríamos que preparar dois relatórios diferentes, concentrando-nos em que soluções poderíamos sugerir”.

Ele concluiu: “Vimos um bom espírito, o que foi uma grande bênção. Ambos os grupos, apesar de ter pontos de vista diferentes, realmente demonstraram respeito uns pelos outros, e foi uma atmosfera muito amigável, uma atmosfera muito aberta”.

Entre os trabalhos apresentados durante as reuniões da TOSC, em julho, houve um resumo histórico da ordenação de mulheres “nas praxes e prática da Igreja Adventista do Sétimo Dia”, apresentado pelo arquivista da Igreja David Trim. Um total de 17 trabalhos foram apresentados durante os três dias.

Num artigo sobre princípios hermenêuticos, Jiří Moskala, recém-nomeado reitor do Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, da Universidade Andrews, disse aos delegados não haver qualquer declaração na Bíblia determinando: “ordenem mulheres para o ministério!” Nem, observou ele, há uma instando: “Não ordenem mulheres para o ministério!”

Moskala concluiu: “Não há nenhum impedimento teológico” à ordenação de mulheres. “Pelo contrário, os pontos de análise bíblico-teológicas apontam nessa última direção, porque o Espírito de Deus derruba todas as barreiras entre diferentes grupos de pessoas na Igreja, e concede livremente Seus dons espirituais para todos, incluindo as mulheres, a fim de realizar a missão a que Deus nós chama a todos”.

Tomando um ponto de vista contrário, Gerard Damsteegt, professor-associado de História da Igreja no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, citou os antecedentes wesleianos-metodistas do adventismo, bem como os Pais da Igreja primitiva e os Reformadores protestantes, para opor-se à ordenação de mulheres: “Se considerarmos como os pioneiros adventistas viam o envolvimento das mulheres na missão da Igreja”, alegou, “perceberemos que a posição deles é muito semelhante à de Wesley e do metodismo. Esses pioneiros incentivaram fortemente a participação das mulheres, exceto nos ofícios de liderança de pastores e ministros”.

O pastor adventista Stephen Bohr, também argumentando contra a ordenação de mulheres, disse que o papel de Ellen G. White envolvia ser ela “separada por Deus para ser uma profetisa, não uma pastora/bispa. Dizer que em virtude de Ellen White ser uma profetisa tinha o direito de ser uma pastora equivaleria a dizer que porque eu sou um pastor, tenho o direito de ser um profeta! A conclusão simplesmente não segue a premissa!”

Richard Davidson, professor de Antigo Testamento no seminário da Andrews, chamou a atenção da Comissão sobre a passagem bíblica ao centro do debate: “No debate moderno sobre se as mulheres devem ser ordenadas como pastoras a passagem fundamental, tanto para os que afirmam como para os que se opõem à ordenação das mulheres é Gênesis 1-3”.

Davidson referiu-se aos papéis atribuídos Adão e Eva na criação: “De acordo com Gênesis 1:27-28, tanto o homem quanto a mulher são igualmente abençoados. Ambos são partes iguais na responsabilidade da procriação, o “enchei a terra”. Ambos devem dominar a terra. Ambos recebem o mesmo domínio co-gerencial sobre a criação não-humana de Deus”.

Ilustrando sua leitura bem diversa do mesmo texto bíblico, Paul S. Ratsara, presidente da Divisão África do Sul-Oceano Índico e Daniel K. Bediako da Universidade Valley View, uma instituição adventista do sétimo dia em Gana, afirmou “Deus criou o homem e a mulher como iguais e com diferenciação de papéis. Na Igreja, os homens devem liderar”. Eles alegaram que se a ordenação de mulheres for permitida, seja globalmente ou numa base regional, a influência e unidade teológica da Igreja seria diminuída. “A decisão de ordenar mulheres como pastoras só pode ser feita fora dos limites da Escritura”, concluíram.

Apresentações adicionais contrastaram conceitos bíblicos de autoridade com modelos construídos em “elitismo” e “hierarquia”, e exploraram os pontos de vista defendidos pela co-fundadora da Igreja Adventista, Ellen White, sobre a propriedade de as mulheres servirem em vários papéis ministeriais.

Instando a comissão a repudiar modelos de autoridade masculina e liderança que sustenta estarem enraizados no cristianismo pós-apostólico, Darius Jankiewicz, chefe do Departamento de Filosofia Cristã do Seminário Teológico, afirmou que “se alguma coisa além do compromisso com Cristo e Sua igreja, dons espirituais e maturidade, determinam a aptidão para várias funções na Igreja, então, tendo tal intenção ou não, criamos uma comunidade elitista”.

Edwin Reynolds, um erudito de Novo Testamento na Universidade Adventista do Sul, destacou uma visão muito diferente de como a autoridade deve funcionar na Igreja. “Liderança espiritual e magistério parecem ser investidos nos papéis de apóstolo e pastor no [Novo Testamento]”, ele fez observar em sua apresentação. “Não parece apropriado às mulheres buscarem esses papéis sob o princípio de submissão à liderança masculina”.

Teresa Reeve, professora de Novo Testamento no seminário e uma de várias apresentadoras do sexo feminino, chegou a uma conclusão oposta: “A prática do Novo Testamento da ordenação como nomeação formal e endosso de um indivíduo para uma tarefa ou papel ministerial não oferece qualquer impedimento para a ordenação de mulheres adequadamente qualificadas para servir como pastoras”.

Denis Fortin, um historiador da Igreja, ofereceu um resumo detalhado da perspectiva de Ellen White sobre as mulheres que servem no ministério: “Ellen White entendeu a ordenação como uma ordenança de serviço à Igreja para comissionar pessoas em vários tipos de ministério e responsabilidade, e pedir as bênçãos de Deus no ministério delas. Não há nenhuma indicação em seus escritos de que o rito da ordenação deve ser limitado apenas aos homens ou de que deveria ser usado para estabelecer algum tipo de hierarquia na Igreja. Ela enfaticamente incentivou a participação das mulheres em todas as formas de ministério”.

O presidente mundial da Igreja Adventista, Ted N. C. Wilson, um membro ex-officio da Comissão, elogiou a cordialidade do evento: “O Espírito Santo propiciou um ambiente respeitoso e cortês durante a comissão para estudar o que a Bíblia e o Espírito de Profecia têm a dizer sobre o assunto”, disse ele, pedindo aos membros: “por favor, orem por todos os envolvidos, que procuram seguir a orientação de Deus”.

Os membros da TOSC voltarão a se reunir em janeiro de 2014 para uma sessão de cinco dias a fim de avaliar os trabalhos apresentados e traçar o caminho a seguir para o processo de estudo. A comissão também vai receber relatórios de cada uma das Comissões de Pesquisa Bíblica das 13 Divisões mundiais da Igreja que estão estudando concomitantemente as questões em nível regional.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Opostos que se atraem: Wyllys e Feliciano


Um se arvora defensor da “família brasileira”; o outro, paladino da “liberdade individual”.

Um diz enfrentar o perigo da “ditadura gay”; o outro afirma lutar contra o “fundamentalismo religioso”.

Um cria pânico moral: Eles vão destruir os valores familiares que sustentam a sociedade brasileira; o outro, pânico cultural: Eles vão num crescente de intolerância e chegarão a proibir até mesmo o futebol!

O que ambos não dizem claramente é que precisam desesperadamente do radicalismo um do outro. Que estão fazendo coreografia, jogando para os interesses de suas respectivas plateias.

O que ambos não dizem verdadeiramente é que esse conflito produz capital político e econômico. Um único exemplo: o Estado e também setores privados financiam tanto a “Marcha para Jesus” como a “Marcha do orgulho gay”. Um nicho de poder alimentado por seu contraponto e vice-versa.

Essa atração fatal de Marco Wyllys e Jean Feliciano não contribui, efetivamente, para a democracia, para a defesa de um amplo estado de direito, para a produção de leis justas nem ainda para a construção de políticas públicas em prol dos direitos de todos os diferentes segmentos, especialmente dos mais explorados, da sociedade brasileira.

Resumo dessa ópera-bufa: Tal conflito público serve mais — muito mais — aos interesses eleitoreiros dos deputados protagonistas do que efetivamente às causas que dizem defender.

Parafraseando D. Hélder Câmara digo que o “escravo” de ontem (evangélico: minoria) quer ser senhor de escravos hoje (impor suas verdades para todos); e o “escravo” de hoje (LGBTs e outras minorias) quer ser senhor de escravos amanhã (impor também suas verdades). Como diz esse “santo humano”: Basta dessa lógica de dominação!

Na guerra insana de todos contra todos não existe espaço para a sociedade politica da inclusão e respeitadora dos direitos de todos, que devemos e precisamos aprofundar e avançar.

Construamos um caminho do meio: de tolerância PARA TODOS, de respeito de direitos PARA TODOS, de justiça PARA TODOS.

Embora possa parcer ingênua ou ignorante quanto às disputas do mundo real, tal posição é uma possibilidade exequível e não é novidade, afinal temos lastro histórico para isso. A luta de Gandhi, de Luther King e, sobretudo, de Mandela, nosso contemporâneo, dão provas cabais da plausibilidade desse caminho. Não preciso eliminar o outro para ter meus direitos reconhecidos. Antes o contrário, como mostra teoricamente Rousseau no célebre texto sobre a origem da desigualdade entre os seres humanos. Somente manterei meus direitos se respeitar o direito dos outros. Simples assim!

Em suma, sigo com Jesus, que não discrimina nem exclui ninguém, antes nos desafia a amar — existencialmente, não platonicamente — todas as pessoas. E ele ensina: Tudo quanto quereis que os homens vos façam, fazei-o vós também a eles.

Sabedoria divina para nós humanos aprendizes. Pratiquemos!

Clemir Fernandes - Novos Diálogos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade


Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que Ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque Ele morreu por mim, eu devo tudo a Ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que Ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamento radicais.

Apresentador: Você diz que Ele condenou o adultério, mas Ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas Ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que Ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-Lo fielmente. Isso significa que tudo que Ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em Sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casado a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

Trevin Wax | Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo | original aqui

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Rashtag #DestruaUmaIgreja leva “guerra” ao Twitter

Uma hashtag de conteúdo ateísta, #DestruaUmaIgreja provocou muita polêmica e incendiou as opiniões nesta quinta feira (28) no Twitter.

Em meio a comentários frontalmente contra a religião, alguns pediam respeito à instituição igreja e a Deus.

Veja alguns comentários pró e contra:

Thales escreveu que “deus não precisa de tantas casas #DestruaUmaIgreja”.

Alguns participantes preferiram não se identificar: “Igrejas só servem para roubar dinheiro do povo que é movido pela fé #DestruaUmaIgreja”, postou @100_username.

Já alguns se mostraram indignados com a manifestação de ódio: @jairo_depaula disse: “destruir as drogas, a violência, a fome ninguém quer né? Agora igreja querem destruir?”

@_Churrumino postou: “Essas tag’s desses ateus realmente são ridículas e mostram que não sabem respeitar o próximo e suas crenças”.

Já @PrChinelato disse “A igreja é o último reduto da preservação da família e da moral. As portas do inferno ñ prevalecerão sobre ela”.

A “guerra de tuítes” continuou recebendo milhares de participações até por volta das 17h00, quando a tag saiu dos Trending Topics.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Religiões avançam às custas da saúde da mulher, afirma Marta Suplicy

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) lamentou ontem (20) que a Rio+20 tenha permitido que houvesse uma “grande derrota” das mulheres diante do avanço da pauta das religiões.

Isto porque o texto final da conferência confirmou a substituição da expressão “direitos reprodutivos” pela “saúde reprodutiva”, resultado da pressão do arcebispo Francis Chullikat, representante do Vaticano no evento.

No entendimento da senadora e de representantes do movimento feminista, a redação imposta pelo Vaticano restringe a autonomia da mulher em tomar decisão quanto ao seu próprio corpo, como na gestação ou não de filhos. A questão envolve a discussão sobre a descriminação do aborto, entre outras. 

Sem citar o Vaticano, Marta afirmou que as “religiões cada vez mais impositivas estão ganhando espaço às custas da saúde da mulher". Para ela, o retrocesso nos direitos da mulher, na conferencia, foi “além de todos os limites”. 

O chanceler Antônio Patriota também lamentou a supressão da expressão “direitos reprodutivos”. "Meu sentimento é de frustração”, disse. “Eu gostaria que o texto tivesse incluído [a expressão], mas infelizmente há divisões profundas em relação a esse tema".

Ele afirmou que o Brasil, por ser o anfitrião, teve de ceder às pressões para conseguir um consenso.

Com informação da Folha, entre outras fontes.

Fonte: Paulopes

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

4ª Conferência da Aliança Européia para o Domingo

A quarta Conferência da Aliança Européia para o Domingo tem como tema "Domingo - o nosso direito" e será realizada no dia 15/02/2012 em Fulda, na Alemanha.

Mal começou e o ano de 2012 promete, pelo menos no que diz respeito ao movimento de tornar a guarda do domingo obrigatória em toda a Europa.

Sabemos que o decreto dominical profetizado será promulgado primeiramente nos EUA, no entanto as bases para esta lei espúria que será aceita por todo o mundo podem ser vistas em vários locais, principalmente nos países do leste europeu. Percebemos que o movimento está ganhando força e agora acontecerá na Alemanha, principal economia da Zona do Euro.

"O movimento dominical está agora abrindo caminho nas trevas. Os líderes encobrem a verdadeira questão, e muitos que se unem ao movimento não percebem para onde propende a tendência oculta. Eles estão agindo como cegos. Não vêem que se um governo protestante abandona os princípios que deles fizeram uma nação livre e independente, e, pela legislação, introduz na Constituição princípios que propaguem a falsidade e ilusão papal, eles estão se lançando nos horrores romanos da Idade Média." Review and Herald Extra, 11 de dezembro de 1888.

"Muitos há, mesmo entre os que se empenham neste movimento em favor da imposição do domingo, que se acham cegos aos resultados que seguirão a essa ação. Não vêem que golpeiam diretamente a liberdade religiosa. Muitos existem que jamais compreenderam as reivindicações do sábado bíblico e o falso fundamento sobre o qual repousa a instituição do domingo. ... Os que se empenham em conseguir uma emenda à Constituição, para obter uma lei que imponha a observância do domingo, mal compreendem qual vai ser o resultado. Uma crise está iminente." Testemunhos Seletos, vol. 2, págs. 318 e 352. 

Devemos, mais do que nunca, anunciar o breve retorno de Jesus e o preparo necessário para estarmos em pé no Grande Dia do Todo Poderoso. O livro A Grande Esperança deve ser espalhado como folhas de outono e cada sincero adventista deve resplandecer a gloriosa luz do Senhor, amém!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Como deveriam ser os debates sobre homossexualidade


Apenas uma vez, eu gostaria de ver uma entrevista na TV mais ou menos assim:

Apresentador: Você é um pastor cristão, e diz que acredita na Bíblia, o que significa que você deveria amar todas as pessoas.

Pastor: É isso mesmo.

Apresentador: Mas me parece que você e a sua igreja têm uma posição um tanto quanto sem amor, quando se trata dos gays. Os homossexuais são bem vindos em sua igreja?

Pastor: É claro. Nós cremos que o evangelho é uma mensagem relevante para cada pessoa desse planeta, e nós queremos que todos ouçam o evangelho e encontrem a salvação em Jesus Cristo. Então, em nossa igreja, nossos braços estão estendidos para pessoas com qualquer tipo de histórico, todo tipo de raça, todo tipo de etnia e cultura. Somos um lugar para todos os tipos de pecadores, e pessoas com todos os tipos de problemas.

Apresentador: Mas você disse “somos um lugar para pecadores”. Então você acredita que a homossexualidade é pecado, certo?

Pastor: Sim, acredito.

Apresentador: Então como você concilia o mandamento de amar todas as pessoas com uma posição sobre o homossexualismo que alguns diriam ser radicalmente intolerante?

Pastor (sorrindo): Se você acha que a minha posição sobre homossexualismo é radical, espere até ouvir no que mais eu acredito! Eu creio que um casal de adolescentes que fazem sexo no banco de trás do carro estão pecando. O casal heterossexual que não é casado mas moram juntos ali na esquina, para mim, está pecando. De fato, qualquer atividade sexual que ocorre fora da aliança do casamento entre um marido e sua esposa é pecado. Mais ainda, Jesus leva essa ética sexual um passo além e vai ao cerne do assunto. Isso significa que cada vez que eu simplesmente desejo sexualmente outra pessoa, estou pecando. A visão radical de Jesus sobre o sexo nos mostra todos como pecadores sexuais, e foi por isso que Ele veio morrer. Jesus veio para salvar pecadores, homo e heterossexuais, e transformar nossos corações, mentes e comportamentos. Porque Ele morreu por mim, eu devo tudo a Ele. E como seguidor de Jesus, procuro obedecer tudo que Ele diz sobre sexo e moralidade.

Apresentador: Mas Jesus não condenou o homossexualismo diretamente, não é mesmo?

Pastor: Ele não precisava. Ele foi diretamente à questão do coração e intensificou os mandamentos contrários a comportamentos imorais do Antigo Testamento. Assim, Jesus não condenou o adultério, por exemplo, da mesma forma que um dos Dez Mandamentos. Jesus condena até mesmo o desejo que leva ao adultério, com o propósito de nos oferecer corações transformados que começam a bater no ritmo de seus mandamento radicais.

Apresentador: Você diz que Ele condenou o adultério, mas Ele decidiu não condenar aquela mulher que foi pega em adultério.

Pastor: Sim, mas Ele disse a ela “vá, e não peques mais”.

Apresentador: Mas quem é você para condenar alguém que não se alinha com as suas crenças pessoais sobre sexualidade?

Pastor: Quem sou eu? Ninguém. Não é de importância alguma o que eu penso sobre essas coisas. Essa conversa sobre homossexualismo não tem nada a ver com as minhas crenças pessoais. É sobre Jesus e o que Ele diz. Eu não tenho direito de condenar ou julgar o mundo. Esse direito pertence a Jesus. Minha esperança é segui-Lo fielmente. Isso significa que tudo que Ele diz em relação a práticas sexuais é o que eu creio ser verdadeiro, amável e muito melhor para a felicidade do ser humano – mesmo quando parece estar longe das murmurações da cultura atual.

Apresentador: Mas você está julgando. Você está dizendo para todos os gays que estão nos assistindo que eles são pecadores.

Pastor: Eu não estou falando apenas dos gays. Estou apontando Jesus como resposta para toda pecaminosidade sexual.

Apresentador: Mas você está se referindo aos gays. Por que você está tão focado assim nos homossexuais?

Pastor (sorrindo): Com todo o respeito, foi você quem trouxe esse assunto.

Apresentador: Você está dizendo que não é possível ser gay e cristão?

Pastor: Não. Estou dizendo que você não pode ser um cristão genuíno sem arrependimento. Todos – incluindo eu – são culpados de pecar, mas o cristianismo se baseia no arrependimento. Concordamos com Deus sobre nosso pecado, deixamos essa prática para trás e corremos para Jesus. Quando se trata de cristianismo, esse debate não é sobre homossexualismo contra outros pecados. É se o arrependimento é ou não integral para a vida cristã.

Apresentador: Mas você enxerga porque um homossexual nos assistindo pode pensar que você está o atacando pessoalmente? Você está dizendo que há algo de errado com ele.

Pastor: Eu penso que o ensinamento de Jesus sobre sexualidade nos mostra que há algo de errado com todos nós – algo que só pode ser consertado pelo que Jesus fez por nós na cruz, em Sua ressurreição. Dito isso, eu entendo porque as pessoas podem pensar que estou atacando-as pessoalmente. A maioria das pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo acreditam que nascem com essas tendências. É por isso que elas normalmente veem essa atração como algo central em suas existências, e assim se identificam com o rótulo de “gay”. Então quando alguém questiona seu comportamento ou desejo, eles entendem como um ataque ao que há de mais central em si mesmos. Isso normalmente não é a intenção da pessoa que discorda do comportamento homossexual. Mas é assim que se entende. Eu compreendo isso.

Apresentador: Se é verdade que uma pessoa nasce com uma ou outra orientação sexual, então como é possível ser amável condenar a orientação de alguém?

Pastor: Bem, nós realmente não sabemos com certeza sobre a atração sexual ser inata e decidida desde o nascimento. Tudo que temos é o testemunho de pessoas que dizem ter experimentado desejos homossexuais desde a infância. O cristianismo ensina que todas as pessoas nascem com uma inclinação para o pecado. É possível que algumas pessoas terão uma propensão ao abuso do álcool ou ataques de ira, enquanto outros uma propensão a outros pecados. De qualquer forma, cristãos acreditam que as pessoas são mais do que seus instintos sexuais. Nós acreditamos que a dignidade humana é diminuída sempre que definimos nós mesmos por comportamentos e desejos sexuais. Pense nisso: homens casados, às vezes, são atraídos por muitas mulheres que não são sua esposa. Isso significa que eles devem se auto-intitular como polígamos? De forma alguma. E você certamente não consideraria agressivo por parte dos cristãos encorajar homens casado a não agirem conforme seus desejos, em um esforço para permanecerem fieis às suas esposas. Esse é o cristianismo, afinal de contas.

Apresentador: Não, ainda parece que você está dizendo para as pessoas não serem honestas com quem elas são.

Pastor: Só parece assim porque você acredita que o desejo sexual reflete o centro da identidade de alguém. Ajudaria se você e outros que concordam com você entendessem que, ao me pressionar para aceitar o comportamento homossexual como normal e virtuoso, vocês estão indo contra o próprio centro da minha identidade como seguidor de Jesus. O rótulo mais importante para mim é “cristão”. Minha identidade – em Cristo – é central para quem eu sou. Então eu poderia dizer a mesma coisa e chamar você de intolerante, preconceituoso e agressivo por tentar mudar uma convicção que está no cerne de quem eu sou, como cristão. Eu não digo isso porque eu não acredito que seja a sua intenção. Mas você também não deveria pensar que a minha intenção é atacar um homossexual ou causar danos a ele simplesmente porque eu discordo.

Apresentador: Mas o problema é: sua posição cultiva o ódio e encoraja o bullying.

Pastor: Eu reconheço que algumas pessoas trataram de forma equivocada os homossexuais no passado. É um vergonha que qualquer um faça chacota, provoque ou agrida outro humano feito a imagem de Deus. Dito isso, eu penso que devemos deixar mais uma coisa clara, no que tange o discurso civil: discordar não é odiar. Eu espero que ainda possamos ter uma conversa de verdade nesse país sobre pontos de vista diferentes sem retratar um ao outro da pior forma possível. A ideia de que discordar do comportamento homossexual necessariamente resulta em perigo aos gays é elaborada para encerrar as conversas e imediatamente definir um ponto de vista (nesse caso, o ponto de vista cristão) como fora dos limites. Como cristão, eu devo amar meu próximo e buscar o bem dele, mesmo quando não concordo 100% com ele. Mais ainda, a figura de Cristo morrendo na cruz por seus inimigos necessariamente afeta a forma como eu penso sobre essa e outras questões.

Trevin Wax | Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo | original aqui

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Leandro Quadros debate sobre alimentação na RIT TV

Debate teológico sobre a importância da boa alimentação e sua influência na vida espiritual do crente ocorrido em 22/08 na rede de TV RIT, que pertence ao missionário R. R. Soares.

O programa “Vejam Só!”, apresentado pelo Reverendo Éber Cocareli, lançou a seguinte questão: “Comer mal é pecado contra o templo do Espírito Santo [corpo]. Então, as igrejas não deveriam ensinar a comer direito?”

De um lado Leandro Quadros defendia a posição bíblica de que uma alimentação saudável está intimamente relacionada a uma espiritualidade saudável (1Co 10:31). Do outro, o Pr. Othoniel Rodrigues, palestrante do Instituto Cristão de Pesquisas (ICP) e líder do Ministério Evangélico de Missão Integral Graça (MEMING), estava em defesa da ideia de que o alimentar-se errado não é pecado, mesmo que traga consequências danosas à saúde.