quinta-feira, 24 de outubro de 2013

(vídeo) A história de uma vida - Dia do Pastor Adventista



A história de uma vida...

"Ele sempre esteve presente.

Sim, ele sempre esteve ao meu lado em todas as horas, fossem elas boas ou ruins.

Lembro como se fosse hoje, eu estava com 11 anos quando tive um encontro muito significativo com ele, naquele tanque batismal. Seus olhos olharam firme nos meus e ele me batizou, me entregou nos braços de Deus e assumiu mais do que nunca o compromisso de estar sempre comigo.

O tempo passou, tive problemas na juventude e ele esteve ao meu lado. Lembro daquele telefonema preocupado... onde você está? Não tenho visto você na igreja... sinto a sua falta.

Lembro também da visita quando meus pais estavam próximos de uma separação. Que visita foi aquela! Outras visitas aconteceram e o que parecia inevitável, não aconteceu. É... a presença dele em meu lar fez toda a diferença.

Quando comecei a namorar e me interessei por aquela moça não cristã, ele veio correndo falar comigo. Cuidado! Este é um passo muito sério! Cuidado! Leia a Bíblia, o que ela diz sobre isso?

Resolvi ler a Bíblia e mesmo com o coração partido... fiz o que era certo, afinal, ele estava lá, mais uma vez, mostrando seu interesse e amor por mim e qual caminho eu deveria seguir.

Pouco depois apareceu a pessoa certa, uma linda e dedicada cristã. E claro, ele estava lá, fazendo a cerimônia do nosso casamento.

Houve crises, como em todo casamento, mas graças a seus conselhos e orientações, superamos todas elas.

O tempo passou... hoje meu filho está com 11 anos.

Agora é o meu garoto que será batizado por ele. Aqueles mesmos olhos que olharam firme dentro dos meus, olharão hoje para os olhos do meu menino.

E o que me deixa mais feliz é saber que ele sempre estará presente, para ajudá-lo em todas as horas, sejam elas boas ou ruins.

Obrigado, pastor, por sempre estar presente em minha vida!
Obrigado, por sempre caminhar ao meu lado!"

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Enem - Estudantes adventistas dão belíssimo testemunho ao Portal G1

Jovens Adventistas Álvaro, Daniel, Bárbara e Lara 
Para a maioria dos estudantes que se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, as provas começam às 13h, horário de Brasília. Mas para os de religiões que guardam o chamado "período sabático", o horário é especial: a prova do próximo sábado (26) só poderá ser iniciada depois que o sol se pôr. O G1 conversou com o jovem Daniel Machado Pereira, de 18 anos, que presta o Enem pela terceira vez neste fim de semana. Ele contou que os sabatistas devem chegar nos locais de prova no mesmo horário dos demais candidatos, às 12h, e que em algumas salas os fiscais não permitem nem mesmo conversas. Também não é permitido levar a Bíblia. Para o estudante, a segurança durante o exame tem ficado cada vez mais rígida, mas que a espera não é nenhum sacrifício e não representa empecílios para um bom desempenho.

No Brasil, adventistas, judeus e batistas do sétimo dia são sabatistas. No momento da inscrição para o Enem, esses alunos devem especificar essa opção, que vem impressa no cartão de confirmação, para que fiquem isolados em salas especiais desde o momento que o exame começa em todo o Brasil até o início da noite. A espera é de aproximadamente seis horas. Além do sábado, a prova também acontece no domingo (27).

O pastor da Paulo Falcão, que é administrador da Igreja Adventista do Sétimo Dia, explicou que todo adventista deve reservar o período do pôr do sol da sexta-feira até o pôr do sol do sábado para as atividades ligadas à religião. Por esse motivo, os candidatos do Enem não podem estudar ou fazer a prova durante este período.

O estudante Daniel quer tentar o vestibular para o curso de Audiovisual, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ele, que é da Igreja Adventista do Sétimo Dia, também contou que mesmo que a prova comece mais tarde para os sabáticos, se o candidato chegar depois das 13h não pode fazer a prova.

"Ficam umas 30 pessoas por sala, em média. Não podemos levar nada para ler, nem mesmo a bíblia, e os celulares e relógios devem ficar dentro de uma sacolinha desde o momento que chegamos, como em qualquer lugar. Dependendo do fiscal, a gente pode conversar entre si, mas alguns não deixam nem isso. No primeiro Enem que fiz, quando caía a noite ainda era possível fazer um culto de passagem para a nova semana, antes do início da prova, mas no ano passado as normas mudaram e já não era mais possível fazer", lembrou.

Uma maneira que Daniel encontrou para se preparar para a longa espera foi na prática de esportes. "No primeiro Enem que fiz cheguei a ficar um pouco cansado, mas notei que no ano seguinte, quando já estava praticando esportes, me senti muito mais disposto para aquentar esse 'teste de resistência'", brincou.

O estudante Álvaro Soldani Gondim de Freitas, de 16 anos, está no 2º ano do ensino médio e vai fazer a prova apenas como teste. Ele contou que o sábado do adventista é um dia voltado para Deus e que ao contrário do que muitos pensam, é um período com muitas atividades. "O sétimo dia foi quando Deus descansou, então reservamos para pensar em coisas divinas. A lei de Deus é imutável, esse é um dia sagrado. Geralmente vamos para a escola sabatina, estudamos, fazemos obras que não são voltadas para nós mesmos", disse.

Para a estudante Lara Leite Pereira, de 17 anos, é um privilégio poder guardar o sétimo dia. "Temos um dia de descaso que muita gente não tem, muita gente é obrigada a trabalhar. No dia do Enem vamos ficar confinados, mas essa espera não vai matar ninguém", falou.

'Dizem que vivemos de passado'
A jovem Bárbara Stowner dos Santos, de 17 anos, está no 3º ano do ensino médio e vai fazer o Enem pela segunda vez. Como adventista do sétimo dia, ela explicou que já chegou a ouvir de muitas pessoas que eles "vivem de passado". "Falam que seguimos o que estava escrito no Antigo Testamento, e que isso tudo já mudou, mas uma passagem de Jesus na Bíblia diz que ele não veio para mudar a lei e sim para cumpri-la", disse.

Mesmo vivendo em um país essencialmente católico, os jovens contaram que não tiveram dúvidas em permanecer na religião que nasceram. "Quando a gente escolheu ser adventista, já sabíamos de tudo o que iríamos passar. Jesus mesmo sofreu várias provações", falou Álvaro.

Daniel ainda destacou que mesmo começando a prova mais tarde, os sabatistas não têm qualquer vantagem sobre os demais. "A honestidade dos adventistas, de acordo com os princípios escritos na Bíblia, sempre sobressai. Se o fiscal permitir que a gente converse, não vamos ficar falando dos assuntos da prova. Isso seria desonesto e até um pecado", explicou.

Testemunho
A estudante Lara Pereira contou que na primeira vez que fez o exame nacional, em 2012, acabou dando um testemunho sobre sua religião a uma jovem que não era sabatista, mas que estava com o cartão de inscrição constando essa particularidade.

"Ela estava até revoltada com a espera que ela também teria que passar. A tia dela havia preenchido a inscrição errada. Resolvi usar esse tempo para passar meu testemunho para ela, expliquei o motivo de tudo de acordo com a minha igreja. No final ela estava tão interessada que me disse que ia até procurar uma igreja adventista para saber um pouco mais, só não sei se ela fez isso mesmo", falou.

'Sábado é dia de guarda'
O pastor Paulo Falcão explicou que a tradição que os adventistas e outras religiões sabatistas têm de guardar o sábado vem da própria Bíblia. "Na criação do mundo, após ter feito todas as coisas, Deus descansou neste dia. O sábado foi feito para que o homem tivesse um tempo livre de todas as influências externas, e dedicasse ao descanso, realizando ações de auxílio ao próximo, e a meditação sobre o amor de Deus. Acreditamos e cumprimos os dez mandamentos e o 4º, localizado em Êxodo 20, diz "lembra-te do dia do sábado, para o santificar". Mas não nos prendemos apenas ao antigo testamento da Bíblia, pois no evangelho de Lucas, por exemplo, lemos que o próprio Cristo tinha como costume ir à Igreja aos sábados", contou.

O pastor ainda frisou que está na Bíblia a explicação que sustenta a crença dos sabatistas de que após o pôr do sol de sábado já é domingo. "A Bíblia diz que o dia começa pela tarde. Em Gênesis 1 diz “e Deus chamou à luz dia; e às trevas chamou noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro", explicou.

Sendo o Brasil um país de maioria católica, muitos não têm o costume de guardar os sábado. Mas o pastor esclareceu que a partir do momento que a nossa Constituição garante liberdade religiosa, qualquer situação em que os sabatistas poderiam se sair prejudicados pode ser contornada. "As coisas foram mudando aos poucos. O Enem, por exemplo, oferece essa alternativa para as provas. Muitos concursos, vestibulares não são realizados aos sábados e sim aos domingos por conta disso. Mesmo as escolas e universidades fornecem meios alternativos aos sabatistas, a fim de suprir a ausência nas sextas à noite, quando já é sábado para nós. Na maioria das vezes esta solução acontece através de uma boa conversa", garantiu.

Fonte: G1 Globo

Oito novas doenças provocadas pelo uso da Internet. Você tem alguma?


A Internet é um buffet infinito de vídeos de gatos, TV e Instagrams de celebridades. Mas ela também pode estar aos poucos levando você à beira da insanidade. E não estamos aqui usando nenhuma figura de linguagem.

À medida que a Internet evoluiu para ser onipresente da vida moderna, testemunhamos o aumento de uma série de transtornos mentais distintos ligados diretamente ao uso da tecnologia digital. Até recentemente, esses problemas, amenos ou destrutivos, não tinham sido reconhecidos oficialmente pela comunidade médica.

Algumas dessas desordens são novas versões de aflições antigas, renovadas pela era da banda larga móvel, enquanto outras são criaturas completamente novas. Não fique surpreso se você sentir uma pontinha de – pelo menos – uma ou duas delas.

Síndrome do toque fantasma
O que é: quando o seu cérebro faz com que você pense que seu celular está vibrando no seu bolso (ou bolsa, se você preferir).

Alguma vez você já tirou o telefone do bolso porque o sentiu tocar e percebeu depois que ele estava no silencioso o tempo todo? E, ainda mais estranho, ele nem estava no seu bolso para começo de conversa? Você pode estar delirando um pouco, mas não está sozinho.

Segundo o Dr. Larry Rosen, autor do livro iDisorder, 70% dos heavy users (usuários intensivos) de dispositivos móveis já relataram ter experimentado o telefone tocando ou vibrando mesmo sem ter recebido nenhuma ligação. Tudo graças a mecanismos de resposta perdidos em nossos cérebros.

“Provavelmente sempre sentimos um leve formigamento no nosso bolso. Há algumas décadas nós teríamos apenas assumido que isso era uma leve coceira e teríamos coçado”, diz Rosen em entrevista ao TechHive.

“Mas agora, nós configuramos o nosso mundo social para girar em torno dessa pequena caixa em nosso bolso. Então, sempre que sentimos um formigamento, recebemos uma explosão de neurotransmissores do nosso cérebro que podem causar tanto ansiedade quanto prazer e nos preparam para agir. Mas ao invés de achar que é uma coceira, reagimos como se fosse o telefone que temos que atender prontamente”, completa.

No futuro, com a computação vestível, há o risco da doença evoluir para novas formas, como, por exemplo, usuários de Google Glass começarem a ver coisas que não existem porque seu cérebro está ligado a sinais típicos do aparelho.

Nomophobia
O que é: a ansiedade que surge por não ter acesso a um dispositivo móvel. O termo “Nomophobia” é uma abreviatura de “no-mobile phobia” (medo de ficar sem telefone móvel).

Sabe aquela horrível sensação de estar desconectado quando acaba a bateria do seu celular e não há tomada elétrica disponível? Para alguns de nós, há um caminho neural que associa diretamente essa sensação desconfortável de privação tecnológica a um tremendo ataque de ansiedade.

A nomophobia é o aumento acentuado da ansiedade que algumas pessoas sentem quando são separadas de seus telefones. E não se engane, pois não se trata de um #FirstWorldProblem (problema de primeiro mundo). O distúrbio pode ter efeitos negativos muito reais na vida das pessoas no mundo todo. E é mais intenso nos heavy users de dispositivos móveis

Tanto que essa condição encontrou seu caminho na mais recente edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5, ou Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais) e levou a um programa de tratamento dedicado à Nomophobia no Centro de Recuperação Morningside em Newport Beach, Califórnia.

“Estamos condicionados a prestar atenção às notificações dos nossos telefones”, disse Rosen. “Somos como os cães de Pavlov, de certa forma. Você vê as pessoas pegarem seus celulares e dois minutos depois fazerem a mesma coisa, mesmo que nada tenha ocorrido. Isso é impulsionado pela ação reflexa, bem como pela ansiedade para se certificar de que não ter perdido nada. É tudo parte da reação FOMO (Fear Of Missing Out, ou medo de estar perdendo algo).”

Náusea Digital (Cybersickness)
O que é: a desorientação e vertigem que algumas pessoas sentem quando interagem com determinados ambientes digitais.

A última versão do iOS, sistema operacional móvel da Apple, é uma reivenção plana, versátil e bonita da interface do usuário móvel. Infelizmente, ela também faz as pessoas vomitarem e forneceu o mais recente exemplo da doença.

Assim que a nova versão do iOS foi liberada para os usuários de iPhone e iPad no mês passado, os fóruns de suporte da Apple começaram a encher com reclamações de pessoas que sentem desorientação e náuseas depois de usar a nova interface.

Isso tem sido atribuído em grande parte ao efeito que faz com que os ícones e a tela de abertura pareçam estar se movendo dentro de um mundo tridimensional abaixo do visor de vidro.

Essas tonturas e náuseas resultantes de um ambiente virtual foram apelidadas de ciberdoença. O termo surgiu na década de 1990 para descrever a sensação de desorientação vivida por usuários iniciais de sistemas de realidade virtual. É basicamente o nosso cérebro sendo enganado e ficando enjoado por conta da sensação de movimento quando não estamos realmente nos movimentando.

Depressão de Facebook
O que é: a depressão causada por interações sociais (ou a falta de) no Facebook.

Os seres humanos são criaturas sociais. Então você pode pensar que o aumento da comunicação facilitada pelas mídias sociais faria todos nós mais felizes e mais contentes. Na verdade, o oposto é que parece ser verdade.

Um estudo da Universidade de Michigan mostra que o grau de depressão entre jovens corresponde diretamente ao montante de tempo que eles gastam no Facebook.

Uma possível razão é que as pessoas tendem a postar apenas as boas notícias sobre eles mesmos na rede social: férias, promoções, fotos de festas, etc. Então é super fácil cair na falsa crença de que todos estão vivendo vidas muito mais felizes e bem-sucedidas que você (quando isso pode não ser o caso).

Tenha em mente que esse crescimento da interação das mídias sociais não tem que levar ao desespero.

O Dr. Rosen também conduziu um estudo sobre o estado emocional dos usuários do Facebook e identificou que, enquanto realmente há uma relação entre o uso do Facebook e problemas emocionais como depressão, os usuários que possuem um grande número de amigos na rede social mostraram ter menor incidência de tensão emocional.

Isso é particularmente verdade quando o uso da mídia social é combinado com outras formas de comunicação, como falar ao telefone.

Moral da história: 1) não acredite em tudo o que seus amigos postam no Facebook e 2) pegue o telefone de vez em quando.

Transtorno de Dependência da Internet
O que é: uma vontade constante e não saudável de acessar à Internet.

O Transtorno de Dependência da Internet (por vezes referido como Uso Problemático da Internet) é o uso excessivo e irracional da Internet que interfere na vida cotidiana. Os termos “dependência” e “transtorno” são um pouco controversos na comunidade médica, já que a utilização compulsiva da Internet é vista frequentemente como sintoma de um problema maior, em vez de ser considerada a própria doença.

“Diagnósticos duplos fazem parte de tratamentos, de modo que o problema está associado a outras doenças, como depressão, TOC, Transtorno de Déficit de Atenção e ansiedade social”, diz a Dra. Kimberly Young. A médica é responsável pelo Centro de Dependência da Internet, que trata de inúmeras formas de dependência à rede, como o vício de jogos online e jogos de azar, e vício em cibersexo.

Além disso, ela identificou que formas de vício de Internet geralmente podem ser atribuídas a “baixa autoestima, baixa autossuficiência e habilidades ruins”.

Vício de jogos online
O que é: uma necessidade não saudável de acessar jogos multiplayer online.

De acordo com um estudo de 2010 financiado pelo governo da Coreia do Norte, cerca de 18% da população com idades entre 9 e 39 anos sofrem de dependência de jogos online. O país inclusive promulgou uma lei chamada “Lei Cinderela”, que corta o acesso a games online entre a meia-noite e às 6 da manhã para usuários com menos de 16 anos em todo o país.

Embora existam poucas estatísticas confiáveis ​​sobre o vício em videogames nos Estados Unidos, o número de grupos de ajuda online especificamente destinados a essa aflição aumentou nos últimos anos. Exemplos incluem o Centro para Viciados em Jogos Online e o Online Gamers Anonymous, que formou o seu próprio programa de recuperação de 12 passos.

Embora a atual edição do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders não reconheça o vício em jogos online como um transtorno único, a Associação Psiquiátrica Americana decidiu incluí-lo em seu índice (ou seção III), o que significa que estará sujeito a mais pesquisa e pode eventualmente ser incluído junto a outras dependências não baseadas em substâncias químicas, como o vício em jogos de azar.

“Quando você é dependente de algo, seu cérebro basicamente está informando que precisa de certas substâncias neurotransmissoras, particularmente a dopamina e a serotonina, para se sentir bem”, diz o Dr. Rosen. “O cérebro aprende rapidamente que certas atividades vão liberar essas substâncias químicas. Se você é um viciado em jogos de azar, tal atividade é o jogo. Se você é um viciado em jogos online, então a atividade é jogar vídeogames. E a necessidade de receber os neurotransmissores exige que você faça repetidamente a atividade para se sentir bem.”

Cibercondria, ou hipocondria digital
O que é: a tendência de acreditar que você tem doenças sobre as quais leu online.

O corpo humano é um magnífico apanhado de surpresas que constantemente nos presenteia com dores misteriosas, aflições e pequenos inchaços que não estavam ali da última vez que verificamos. Na maioria das vezes, essas pequenas anormalidades não dão em nada.

Mas os vastos arquivos de literatura médica disponíveis online permitem que a nossa imaginação corra solta em todos os tipos de pesadelos médicos!

Teve uma dor de cabeça? Provavelmente não é nada. Mas, de novo, a WebMD diz que essas dores de cabeça são um dos sintomas de tumor no cérebro. Há uma chance de você morrer muito em breve! É esse o tipo de pensamento que passa pela cabeça de um cibercondríaco – que juntam fatores médicos para chegar às piores conclusões possíveis.

E isso está longe de ser incomum. Em 2008, um estudo da Microsoft descobriu que autodiagnósticos feitos a partir de ferramentas de busca online geralmente levam os “buscadores aflitos” a concluir o pior. A hipocondria sempre existiu, claro, mas antes as pessoas não tinham a Internet para ajudar a pesquisar informações médicas às três da manhã. A cibercondria é apenas uma hipocondria com conexão banda larga.

“A Internet pode exarcebar os sentimentos existentes de hipocondria e, em alguns casos, causar novas ansiedades. Porque há muita informação médica lá fora, e algumas são reais e válidas e outras contraditórias”, disse o Dr. Rosen. “Mas, na Internet, a maioria das pessoas não pratica a leitura literal da informação. Você pode encontrar uma maneira de transformar qualquer sintoma em milhares de doenças terríveis. Você alimenta essa sensação de que está ficando doente.”

O efeito Google
O que é: a tendência do cérebro humano de reter menos informação porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.

Graças à Internet, um indivíduo pode facilmente acessar quase toda a informação que a civilização armazenou ao longo de toda sua vida. Acontece que essa vantagem acabou alterando a forma como nosso cérebro funciona.

Identificada algumas vezes como “The Google Effect” (ou efeito Google) as pesquisas mostram que o acesso ilimitado à informação faz com que nossos cérebros retenham menos informações. Ficamos preguiçosos. Em algum lugar do nosso cérebro está o pensamento “eu não preciso memorizar isso porque posso achar no Google mais tarde”.

Segundo o Dr. Rosen, o Efeito Google não é necessariamente uma coisa ruim. Ele poderia ser visto como o marco de uma mudança social, uma evolução que apontaria para o nascimento de uma população mais esperta e mais informada. Mas também é possível, admite ele, que tenha resultados negativos em certas situações. Por exemplo, um jovem adolescente não memorizar a matéria das provas porque ele sabe que a informação estará no Google quando ele precisar, diz o médico.

Fonte: IDG Now!

Enem respeitará princípios religiosos de adventistas

Jovem Adventista Laisa Soares
A estudante Laisa Soares sempre gostou de ajudar os outros e se sentir útil. Prestes a concluir o Ensino Médio e a iniciar a vida universitária, não tem dúvidas de que o curso de Medicina é justamente aquele que permitirá que ela continue a contribuir com o bem do próximo, mesmo que, em algum momento, não receba nada em troca. 

Assim como ela, aproximadamente 7,1 milhões de pessoas que se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) buscam realizar o sonho de conquistar uma vaga em uma das instituições que aceitam a nota da prova como passaporte para o Ensino Superior.

O Exame, no entanto, oferece condições especiais para aqueles que, por algum motivo, não podem realizar a prova no horário estabelecido, como os guardadores do sábado. Neste ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 90.925 estudantes pediram tal atendimento.

Laisa está entre eles. “E mesmo que não houvesse essa possibilidade de guardar o sábado, tenho certeza de que Deus teria um plano, não só pra mim, mas para todos os jovens que optassem por manter seus princípios”, argumenta. “Afinal, Deus é o Deus do impossível, e Ele sempre nos mostrará um caminho onde caiba nossa fé.”

Até 2009 não havia nenhuma opção específica para os guardadores do sábado. Naquele ano, o departamento de Liberdade Religiosa da Igreja Adventista para a América do Sul procurou o Inep e eles fizeram arranjos para garantir que esse público fizesse o exame após o pôr-do-sol. No ano seguinte, o Instituto já colocou no edital a previsão de atendimento especial. Os adventistas tinham que marcar a opção logo no momento da inscrição no site.

Em 2013, a primeira prova acontece no sábado, dia 26 de outubro, a partir das 12 horas, horário de Brasília. Para os “sabatistas”, o questionário será entregue às 19 horas, também segundo o horário de Brasília. Mesmo assim, alguns adventistas ainda enfrentarão dificuldades, principalmente nos Estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, já que o Brasil conta com três fusos-horários oficiais e legais.

Princípios
Mesmo estando em um Estado que tem uma hora a menos em relação à capital do País e tenha que perder uma hora de prova, a estudante garante que mesmo que pareça ter desvantagem, não é o que acontece. Com os testes que fez nos anos anteriores, percebeu que tempo nunca lhe faltou. Durante o horário de verão, no Acre e parte do Amazonas, por exemplo, 19 horas em Brasília equivale às 16 horas. Laisa mora em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e presta o Enem desde o primeiro ano do Ensino Médio. “Decidi que seria melhor treinar, assim que possível, como seria ficar confinada por algumas horas antes da prova”, explica.

No ano passado, o Ministério Público de Porto Velho ajuizou uma ação pública cível garantindo em todo o Estado de Rondônia que o horário para realização do Exame destinada aos adventistas começasse a ser contada apenas após o pôr-do-sol. Neste ano, a decisão permanece.

“Os alunos de outras localidades que acreditam que serão prejudicados devem procurar, ainda nesta semana, o Ministério Público de sua localidade para que uma ação de mesma natureza seja emitida em favor deles”, orienta o doutor Vanderlei Vianna, assessor jurídico assistente da sede sul-americana adventista.

Laisa reforça que esta é uma oportunidade para mostrar aos outros que os princípios devem ser imutáveis e que Deus e Sua vontade devem estar acima de tudo, inclusive do vestibular ou Enem. Para ela, o segredo para alcançar a vitória tem alguns ingredientes. “Comunhão com Deus, principalmente nessa reta final, é muito importante. Tenho que fazer a minha parte, que é estudar e confiar que Deus fará a dEle”, compartilha. 

Fonte: ASN

terça-feira, 22 de outubro de 2013

22 de Outubro - O Grande Desapontamento - 169 anos


Por volta de 1840, muitos pregadores pelo mundo estavam proclamando que Jesus estava para voltar. O pesquisador Le Roy Edwin Froom indica que entre esses pregadores, de várias denominações cristãs, havia brancos, negros, mulheres e até mesmo crianças. Houve uma garota do campo na Europa que atraiu de três a quatro mil pessoas ao pregar sobre o fim do mundo. Grande foi o impacto que ela exerceu na vida de muitos.1



Nos Estados Unidos, foi a pregação e os escritos de Guilherme Miller, um fazendeiro que se tornou pregador, que despertou a paixão tanto de crentes quanto de descrentes. Miller e seus associados proclamavam a seguinte mensagem: “Assim como o primeiro advento de Jesus Cristo foi predito em Daniel 9, Seu segundo advento é identificado em Daniel 8:14. Visto que a terra deve ser o ‘santuário' a ser ‘purificado', isso vai acontecer por meio do fogo quando Jesus voltar. Começando com 457 a.C., a profecia dos 2300 dias/anos de Daniel 8:14 culminará ao redor de 1843-1844. Jesus virá outra vez por volta desse tempo. Portanto, prepare-se para encontrá-Lo! Sua volta será um evento literal e visível que precederá o milênio.” Essa era a essência da proclamação milerita.

Vinte e dois de outubro de 1844 foi finalmente estabelecido como o dia em que a profecia terminaria. Aquele era o dia em que a terra seria purificada pelo retorno de Jesus. Milhares de mileritas, vários milhares, aguardaram pacientemente, fervorosamente, até que o dia chegou. Então eles esperaram o dia inteiro, mas Jesus não veio, deixando-os profundamente desapontados. Eles foram forçados a admitir que alguma coisa havia saído errado.

Uns poucos dentre os desapontados estudaram as Escrituras ainda com mais fervor. Não demorou para que aprendessem que embora a data de 22 de outubro de 1844 estivesse correta, o evento estava errado. Esses crentes entenderam que o santuário a ser purificado não estava na terra, mas no céu. Jesus havia entrado no santo dos santos do santuário celestial para dar início a Sua obra de julgamento. Como Ellen White mais tarde declarou: “O assunto do santuário foi a chave que desvendou o mistério do desapontamento de 1844.”2

Ángel Manuel Rodríguez comenta: “Tendo completado na terra a obra para a qual viera (João 17:4, 5; 19:30), Cristo ‘foi elevado ao céu' (Atos 1:11) para ‘salvar definitivamente aqueles que, por meio dEle, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles' (Hebreus 7:25), até que em Sua segunda vinda Ele vai aparecer ‘não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que O aguardam' (Hebreus 9:28). Entre esses dois pólos, a cruz e o glorioso retorno do Senhor, Cristo atua como sacerdote real ‘no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem' (Hebreus 8:2), o advogado (I João 2:1) e intercessor daqueles que nEle crêem (Romanos 8:34). Como nosso Sumo Sacerdote, Cristo está ministrando os benefícios de Seu sacrifício àqueles que vêm a Ele, um ministério tão essencial à nossa salvação como Sua morte substitutiva.”3

Assim, o grande desapontamento de 22 de outubro de 1844 se tornou uma poderosa mensagem. É verdade que Jesus não veio como os mileritas pensavam. Mas, um pequeno grupo de crentes desapontados descobriram nova luz bíblica – a verdade de que Cristo entrou na fase final de Seu ministério sumo-sacerdotal no santuário celestial, após o qual Ele vai finalmente voltar para redimir Seu povo. Assim nasceu a Igreja Adventista do Sétimo Dia, com sua fé firmemente ancorada no breve retorno de Jesus e com o compromisso de pregar toda a verdade em Jesus. O ano de 1844 é, de fato, importante para o nascimento do adventismo.

Mas, 1844 é de interesse em outras áreas também. Movimentos surpreendentes e destrutivos à fé surgiram no panorama mundial na mesma época, formando um cenário de desafio e urgência para a proclamação adventista, e chamando os habitantes do mundo a olhar para a genuína verdade acerca de Deus e Seu papel no final da história humana (marxismo, dispensacionalismo, evolucionismo, espiritismo moderno).

Deus, em Sua graça e providência, sempre tem levantado um pequeno, mas corajoso, grupo de crentes na Bíblia para descobrir a verdade em sua plenitude e torná-la sua prioridade de missão global e testemunho. Não, 1844 e o surgimento do adventismo não são meros acidentes! São o plano de Deus para manter viva a chama da verdade em meio às trevas de engano que envolveram a história humana por volta da mesma época.

O ano de 1844 e sua grande importância não podem jamais ser minimizados ou esquecidos. O conselho de Ellen White é oportuno: “Ao recapitular a nossa história passada, havendo percorrido todos os passos de nosso progresso até ao nosso estado atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Quando vejo o que Deus tem executado, encho-me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.”4

1. Veja Le Roy Edwin Froom. The Prophetic Faith of Our Fathers: The Historical Development of Prophetic Interpretation. Washington, D.C.: Review and Herald Publ. Assn., 1954, vol. 4. pp. 443-718 (veja especialmente pp. 699-718).

2. Ellen G. White. O Grande Conflito. 42. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 423. 

3. Ángel Manuel Rodríguez. Handbook of Seventh-day Adventist Theology. Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publ. Assn., 2000. p. 375.

4. Ellen G. White. Mensagens Escolhidas. 3. ed. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1987, vol. 3. p. 196.

Jovem advogada adventista testemunha na revista Glamour

Alana Marques, 25 anos, advogada, cristã adventista 

“Sou dessas pessoas fadadas a ter uma vida super-religiosa. Minha família é adventista, uma vertente do cristianismo protestante. Meus avós, meus pais e meus irmãos são da Igreja. Tenho até tios que são pastores. Então vocês podem imaginar que a educação religiosa sempre foi muito forte lá em casa. Quando fui para o Ensino Médio, meus pais me mandaram para um colégio interno adventista, uma tradição familiar. Me sentia em uma grande república. Imagina a festa? Várias meninas de 15 ou 16 anos realizando o sonho de morar com as amigas. Como eu vivia cercada de adventistas, fazia tudo por inércia, e foi só na faculdade que as diferenças passaram a ser uma questão para mim. Uma questão contornável, mas que por vezes pesava. Os adventistas não podem trabalhar, estudar, badalar do pôr do sol de sexta até o pôr do sol de sábado. Então, minhas amigas me chamavam para sair, beber, dançar, e eu tinha de lembrar a mim mesma dos meus ensinamentos. De resto, sou uma menina normal de 25 anos: trabalho, assisto à TV, ouço música, sou vaidosa. Mas sábado é especial, um dia para a gente se guardar.

Nunca senti preconceito, mas muita gente não entendia o fato de eu acreditar na teoria do criacionismo (e negar a evolução) e seguir a fundo essas normas. Minhas amigas diziam para eu pedir para o pastor autorização para sair. Só que nunca foi uma questão de permissão, e sim de crença. No trabalho, meus colegas sempre acharam que eu tinha privilégios por ser liberada sexta à tarde. Não estou nem aí: se cumpri meus deveres, azar de quem achar ruim.

Muita gente vê isso como uma restrição, mas sábado sempre foi meu dia preferido. Além de não ter de me sentir culpada por não estar estudando ou trabalhando, é o dia que passo com minha família. Vamos à igreja, almoçamos todos juntos... Como isso pode ser ruim?”

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Justiça garante que aluna adventista guarde o sábado

Os principais portais de notícia brasileiros informaram que uma estudante adventista do curso de Fisioterapia da Faculdade Santa Teresinha (Cest), em São Luís, capital do Maranhão, conseguiu na Justiça o direito de realizar atividades acadêmicas referentes às disciplinas ministradas aos sábados em dias alternativos. A informação foi repassada pela assessoria do Tribunal de Justiça do Maranhão. 

A aluna é membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, denominação religiosa que crê, conforme a Bíblia Sagrada, que o sábado é o dia de adoração especial a Deus e, também, de descanso das atividades rotineiras.

Segundo o Tribunal de Justiça do Maranhão, de acordo com artigo 5º, incisos VI e VII, a Constituição Federal assegura aos cidadãos, como direito fundamental, a denominada “escusa de consciência”, que consiste na liberdade de crença religiosa ou convicção filosófica ou política. A decisão do órgão colegiado seguiu voto do relator, o desembargador Jaime Araújo.

Com isso, a 4ª Câmara Cível determinou que a instituição de ensino permita a matrícula da aluna nas disciplinas do sábado, assim como a prestação de suas atividades acadêmicas em dia alternativo ao sábado. Ou seja, a estudante se comprometeu a compensar a observância do sábado como dia de repouso com atividades fora da sala de aula que são equivalentes.

Segundo o diretor jurídico da Igreja Adventista na América do Sul, doutor Luigi Braga, a decisão reflete o amadurecimento do tema liberdade religiosa no Brasil. “Há pouco mais de 20 anos, a Igreja e órgãos externos de proteção à liberdade religiosa têm investido no esclarecimento e na prova de que uma sociedade madura prioriza as liberdades individuais, com destaque para a liberdade de convicção filosófica, política e religiosa”, afirma Braga. 

Equipe ASN, Felipe Lemos, com informações do Portal G1