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sexta-feira, 14 de abril de 2023

"CAPÍTULO OCULTO" DA BÍBLIA

Um grupo de pesquisadores descobriu um "capítulo oculto" na Bíblia cristã escrito há aproximadamente 1.500 anos. O estudo foi publicado no jornal Estudos do Novo Testamento (New Testament Studies, em inglês).

O trecho recém-descoberto estava escondido sob duas camadas de pergaminho reescrito. O texto havia sido raspado, uma prática comum na época, já que o pergaminho era escasso, então os manuscritos eram frequentemente apagados e reutilizados. Somente por meio de fotografias utilizando luz ultravioleta, que os pesquisadores conseguiram acessá-lo.

De acordo com os pesquisadores, a passagem é uma interpretação do capítulo 12 de Mateus, da Bíblia. Originalmente, o capítulo era parte das traduções siríacas antigas das escrituras feitas há 1.500 anos.

Segundo publicado no The Sun, a versão grega original de Mateus, capítulo 12, versículo 1, diz: "Naquela época, Jesus passou pelas searas no sábado e seus discípulos ficaram com fome e começaram a colher as espigas e comer." Enquanto a tradução siríaca diz: "[...] começou a colher as espigas, esfregá-las nas mãos e comê-las."

Esta fascinante descoberta reforça a ideia de que a história está repleta de surpresas e que a interação entre a tecnologia moderna e a pesquisa pode levar a avanços significativos na compreensão do passado. À medida que a análise deste "capítulo oculto" da Bíblia continua, os estudiosos certamente obterão novos insights sobre o desenvolvimento e a transmissão do Novo Testamento, contribuindo para o estudo mais amplo da história religiosa. (Com informações de O Globo, UOL)

Significado do texto bíblico
No livro O Desejado de Todas as Nações, p. 194, Ellen G. White diz: "Um sábado, ao voltarem Jesus e os discípulos do local do culto, passaram por uma seara madura. Jesus continuara Seu trabalho até tarde e, ao passarem pelos campos, os discípulos começaram a apanhar espigas e a comer os grãos depois de esfregá-los nas mãos. Em qualquer outro dia, esse ato não teria despertado nenhum comentário, pois uma pessoa que passasse por uma seara, ou pomar, ou vinha, tinha liberdade de colher o que lhe apetecesse comer. Mas, fazer isso no sábado, era considerado um ato de profanação."

Deuteronômio 23:25 declara: “Quando entrares na seara do teu próximo, com as mãos arrancarás as espigas; porém na seara não meterás a foice.” O problema, portanto, não era a ação em si, mas o dia em que foi praticada. Os regulamentos rabínicos proibiam expressamente muitos tipos de trabalhos no sábado, como colher, debulhar e peneirar. Na opinião dos fariseus, pelo fato de arrancar as espigas de cereais, esfregá-las com as mãos, e separar o grão da casca, os discípulos se tornaram culpados de cometer os três atos proibidos.

Jesus cita aos acusadores exemplos do Antigo Testamento, atos praticados no sábado pelos que estavam ao serviço de Deus. Com o primeiro exemplo (1Sm 21:1-6), Cristo argumentou que, embora em circunstâncias normais, Davi e seus homens não devessem comer o pão destinado aos sacerdotes (Lv 24:9), nessa situação, visto que a vida deles estava em perigo, suas ações deviam ser consideradas uma transgressão tolerável de uma regra cerimonial.

O segundo exemplo mencionado por Jesus (Mt 12:5) diz respeito aos sacrifícios e ofertas ordenados para o dia de sábado no serviço do templo, que eram o dobro do que se oferecia em qualquer outro dia (Nm 28:9, 10). Os próprios judeus reconheciam que o serviço do templo tinha prioridade sobre o sábado.

Depois de citar esses exemplos, Jesus fez duas declarações que reivindicam Sua autoridade para redefinir a opressiva observância do sábado imposta pelos fariseus: (1) “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Mc 2:27). Nesse texto, Jesus reafirmou a origem evidênica do sábado e redefiniu as prioridades incorretas dos fariseus em relação ao homem e o sábado: o sábado foi criado para beneficiar os seres humanos e continua sendo um dom divino a serviço da humanidade, ao contrário da ideia de que a humanidade estava a serviço do sábado. E (2), ao dizer: “O Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Mc 2:28), Cristo ratificou Sua posição como Criador e Legislador do sábado. Portanto, somente Ele tinha autoridade para liberar o sábado dessas leis feitas pelo homem.

Ellen G. White conclui: "Cristo queria ensinar, aos discípulos e aos inimigos, que o serviço de Deus está acima de tudo. O objetivo da obra de Deus, neste mundo, é a redenção do homem; portanto, tudo quanto é necessário que se faça no sábado no cumprimento dessa obra, está em harmonia com a lei do sábado. Jesus coroou então Seu argumento, declarando-Se “Senhor do sábado” — Alguém que estava acima de qualquer dúvida, acima de toda lei. Esse eterno Juiz absolve de culpa os discípulos, apelando para os próprios estatutos de cuja violação são acusados" (O Desejado de Todas as Nações, p. 195).

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

20 ANOS DE PESQUISA

Doutor Jared Wood, diretor do Dinosaur Science Museum, na Southwestern Adventist University, mostra peças do acervo a estudante. Foto: Southwestern Adventist University

Há duas décadas, Jared Wood, diretor do Dinosaur Science Museum, da Southwestern Adventist University (SWAU), Arthur Chadwick, diretor do Dinosaur Excavation Project, na mesma universidade, e Keith Snyder, chefe do Departamento de Biologia da Southern Adventist University, lideram escavações paleontológicas na região do Hanson Ranch, no estado norte-americano do Wyoming.

O grande volume de informações coletadas nos últimos 20 anos por esses pesquisadores resultou na publicação do artigo intitulado “Over 13.000 elements from a single bonebed help elucidate disarticulation and transport of an Edmontosaurus thanatocoenosis” no PLoS One, periódico científico revisado por pares ligado à Biblioteca Pública de Ciência (PLoS).

O objetivo dos autores foi realizar um exame tafonômico do depósito, a fim de demonstrar o que esses animais estavam fazendo quando morreram, de que forma se deu a morte deles e o que aconteceu depois. Os paleontólogos adventistas usaram GPS de alta precisão para catalogar a localização de cada osso e descobrir como pararam na posição em que foram encontrados.

O artigo descreve o método usado nas escavações e detalha os tipos de ossos que foram encontrados no Hanson Ranch. O grande número de fósseis de dinossauros recuperados trouxe uma visão mais profunda de como tantos ossos acabaram em um único local. Wood, Chadwick e Snyder levantam a hipótese de que todos os dinossauros escavados nos leitos de ossos principais foram mortos em um evento aquático catastrófico e, subsequentemente, realocados por um evento secundário. Leitos de ossos semelhantes depositados por inundações também foram documentados no Canadá. 

“As pessoas querem saber como milhares de ossos foram parar nesse local. Finalmente podemos dar a eles uma explicação científica”, diz Wood. “Este artigo, que já registra 3 mil visualizações, o que é surpreendente, mudará a forma como os ossos de dinossauros são estudados e permanecerá importante nos próximos anos”, ele acredita.

Como curador e diretor do Dinosaur Science Museum, localizado no campus da SWAU, em Keene, no Texas, Wood lida com a parte logística e as operações da escavação. No período de verão do Hemisfério Norte, Wood e Chadwick passam um mês em Wyoming liderando uma equipe de alunos e membros da comunidade que contribuem com o projeto. O plano deles agora é realizar pesquisas em outros pontos do sítio paleontológico de Wyoming, a fim de estudar outras espécies de dinossauros.

Estudantes e membros da comunidade podem participar do projeto de pesquisa, que teve início em 1997. Dois anos depois, a Southwestern Adventist University também começou a oferecer uma aula sobre dinossauros.

BRISA RAMIREZ trabalha como gerente de mídias sociais na Southwestern Adventist University (EUA)

Publicada originalmente no site da Divisão Norte-Americana (NAD, na sigla em inglês) (via Revista Adventista)

"É verdade que vestígios encontrados na terra testificam da existência do homem, animais e plantas muito maiores do que os que hoje se conhecem. ... Mas com referência a estas coisas a história bíblica fornece ampla explicação. Antes do dilúvio, o desenvolvimento da vida vegetal e animal era superior ao que desde então se conhece. Por ocasião do dilúvio fragmentou-se a superfície da Terra, notáveis mudanças ocorreram, e na remodelação da crosta terrestre foram preservadas muitas evidências da vida previamente existente. ... Estas coisas, ... são testemunhas a testificarem silenciosamente da verdade da Palavra de Deus" (Ellen G. White - Educação, p. 129).

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Quando as pedras falam

Pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade de Tel Aviv descobriram uma passagem antiga construída por Pôncio Pilatos, famoso governador de Judeia responsável por condenar Jesus à morte por crucificação. Escondidas sob as pedras do pavimento haviam mais de 100 moedas datadas de aproximadamente 17 a 31 dC.

Essa descoberta, feita no sítio arqueológico da Cidade de Davi, localizado no Parque Nacional dos Muros de Jerusalém, é uma forte evidência de que a rua foi encomendada por Pilatos, atual “prefeito” de Judeia no período.

A passarela
A antiga passarela era provavelmente usada por peregrinos que se dirigiam para o culto no Monte do Templo, um local significativo até hoje tanto para seguidores do judaísmo quanto do cristianismo. A passarela sobe da Piscina de Siloé para o Monte, o que é um forte indicativo de que era uma rota especial, utilizada por religiosos.

No momento da construção da rua, Jesus teria curado a cegueira de um homem ali, enviando-o para se lavar na Piscina de Siloé.

A passagem, com cerca 600 metros de comprimento e 8 de largura, foi pavimentada com pedras grandes comuns durante o Império Romano. Estima-se que aproximadamente 10.000 toneladas de rocha calcária tenham sido usadas em sua construção, o que teria exigido habilidades especiais.

“Se fosse uma passagem simples que ligasse um ponto A a um ponto B, não haveria necessidade de construir uma rua tão grande. No mínimo, tem 8 metros de largura. Isso, combinado com a pedra finamente esculpida e os ‘objetos’ ornamentados como um pódio ao longo da rua, indicam que era uma passagem especial”, afirmaram Joe Uziel e Moran Hagbi, arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel, que participaram da pesquisa.

A escavação
Os pesquisadores realizaram uma extensa escavação no local durante seis anos até revelar uma seção de 220 metros da rua “perdida”, identificada pela primeira vez em 1894 por arqueólogos britânicos.

As pedras da passagem estavam escondidas atrás de camadas de pedregulhos, destroços de quando os romanos assolaram a cidade em 70 dC. A “mistura” de estruturas desabadas continha restos de armas como pontas de flechas e estilingues, além de árvores queimadas.

No processo de escavação, centenas de moedas presas sob as pedras foram descobertas, datadas entre 17 e 31 dC. Esse período sugere que o trabalho começou e foi concluído durante o governo de Pôncio Pilatos em Judeia.

“Datar usando moedas é muito exato. Como algumas têm o ano em que foram cunhadas, isso significa que, se uma moeda com a data 30 dC foi encontrada embaixo da rua, a rua terá que ter sido construída no mesmo ano ou depois dessa moeda ter sido cunhada, então a qualquer momento depois de 30 dC. No entanto, nosso estudo vai além, porque estatisticamente as moedas cunhadas cerca de 10 anos depois são as mais comuns em Jerusalém; portanto, não tê-las abaixo da rua significa que a rua foi construída antes de sua aparição, ou seja, somente na época de Pilatos”, esclareceu Donald T. Ariel, arqueólogo e especialista em moedas da Autoridade de Antiguidades de Israel, um dos autores do estudo.

Um artigo sobre a descoberta foi publicado na revista científica Tel Aviv: Journal of the Institute of Archaeology. 


Nota: A arqueologia apresenta evidências de que a Bíblia tem fundamento histórico e, portanto, é um relato confiável. Embora o propósito da arqueologia não seja provar a Bíblia nem despertar a fé, ela pode reforçar a veracidade do livro sagrado e demolir os argumentos do ceticismo. O papel da arqueologia não é julgar as Escrituras nem testar sua autenticidade, mas esclarecer e confirmar suas declarações. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Teólogo adventista Rodrigo Silva fala sobre a guarda do sábado e arqueologia na TV Rede Super

No programa Bate Papo, da Rede Super, do dia 2 de agosto, o apresentador Cássio Miranda recebeu o teólogo adventista Rodrigo Silva e a professora do Carisma Sílvia Lima para falar sobre arqueologia e a guarda do sábado. O programa dá espaço para discussões teológicas, questionamentos bíblicos, assuntos ligados à área comportamental e sobre atualidades.

Rodrigo Silva é teólogo pós-graduado em Filosofia, mestre em Teologia Histórica e especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém. Doutor em Arqueologia Clássica pela Universidade de São Paulo (USP), é professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), curador do museu arqueológico Paulo Bork, e apresentador do programa Evidências, da TV Novo Tempo. Assista:

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Entrevistas de Rodrigo Silva no programa Todo Seu (TV Gazeta)

Rodrigo Silva é doutor em Arqueologia pela USP (especialização realizada na Universidade Hebraica em Israel) e doutor em Teologia pela UNIFAI (mestrado realizado na FAJE). Além de apresentador do programa Evidências, da TV Novo Tempo, sobre arqueologia, o Dr. Rodrigo Silva hoje atua no Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Engenheiro Coelho como professor do Ensino Superior e curador do Museu de Arqueologia Bíblica da instituição.

Assista às duas entrevistas (07/04 sobre Arqueologia Bíblica e 16/06 sobre a Existência de Jesus Cristo) do Dr. Rodrigo Silva no programa Todo Seu, da TV Gazeta, apresentado por Ronnie Von:


domingo, 27 de novembro de 2016

Universidade adventista abre Museu dos Dinossauros nos EUA


Por mais de 20 anos, professores e estudantes da Southwestern Adventist University realizaram escavações em parceria com o Centro de Pesquisas Hanson em sítios arqueológicos da região leste do estado de Wyoming (EUA) em busca de ossos de dinossauros. Agora, a vasta coleção de fósseis pode ser vista em um museu inaugurado recentemente na instituição. O novo espaço aberto gratuitamente para visitação reúne mais de 20 mil ossos de dinossauros do período cretáceo. O Museu de Ciência dos Dinossauros também conta com telas interativas, réplicas de esqueleto, impressora 3-D e vídeos que apresentam curiosidades sobre a preservação dos fósseis. 

[Revista Adventista / Com informações de Darcy Force, da Adventist Review]

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

25 novos Manuscritos do Mar Morto são revelados: Pedras que clamam


Mais de 25 fragmentos inéditos do que podem ser chamados de “Manuscritos do Mar Morto”, datando de 2.000 anos, foram revelados recentemente em dois livros. Os vários fragmentos compreendem trechos de livros como Gênesis, Êxodo, Levítico, Deuteronômio, Samuel, Reis, Miqueias, Neemias, Jeremias, Joel, Josué, Juízes, Provérbios, Salmos, Ezequiel, Jonas e outros. Especialmente, nenhum fragmento do Livro de Neemias jamais havia sido encontrado nas cavernas de Qumran, onde os primeiros Manuscritos do Mar Morto foram descobertos. Se for autenticado, seria o primeiro.

Corrida contra o tempo
Os 25 fragmentos recém-divulgados são apenas a ponta do iceberg. 70 recém-descobertos apareceram no mercado de antiguidades desde 2002. O ministro encarregado da Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA, na sigla em inglês), juntamente com um número de estudiosos, acredita que há pergaminhos desconhecidos sendo encontrados por saqueadores em cavernas por todo o deserto da Judéia. O IAA está patrocinando uma nova série de pesquisas científicas e escavações para encontrar estes pergaminhos antes dos saqueadores.

Manuscritos do Mar Morto
Os Manuscritos ou Pergaminhos do Mar Morto foram descobertos entre 1947 e 1956 em uma série de 11 cavernas no sítio arqueológico de Qumran, no deserto da Judéia, perto do Mar Morto. Durante esse tempo, arqueólogos e beduínos locais encontraram milhares de fragmentos de cerca de 900 manuscritos. Muitos estudiosos acreditam que os documentos foram escondidos nas cavernas por volta de 70 dC, durante uma revolta judaica contra o Império Romano. Eles podem ter sido escritos por uma seita conhecida como essênios. O Qumran e suas cavernas estão localizados na Cisjordânia, um território capturado por Israel da Jordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Neemias
Um destaque dos novos documentos é o fragmento do Livro de Neemias (Neemias 2:13-16). O fragmento fala de um homem chamado Neemias que viveu durante o século 5 aC, em um momento depois de Jerusalém ser destruída pelos babilônios em 586 aC. O Império Persa tinha tomado o território da Babilônia e os judeus, que tinham sido forçados a deixar Israel pelos babilônios, foram autorizados a voltar para casa. O texto registra a visita de Neemias a uma Jerusalém em ruínas, descobrindo que suas portas tinham sido “consumidas pelo fogo”. Ele inspeciona os restos das paredes antes de começar a trabalhar na sua reconstrução.

Em estudos anteriores, arqueólogos não tinham encontrado nenhuma cópia do Livro de Neemias nas cavernas de Qumran. Como este fragmento veio parar na América é um mistério, e pesquisadores dizem que não podem ter a certeza que provêm mesmo de Qumran.

Levítico
Outro destaque é um fragmento do Livro de Levítico. No texto, Deus promete que, se o descanso sabático for observado e os Dez Mandamentos obedecidos, o povo de Israel será recompensado (Levítico 26:3 e 4). “Se você andar de acordo com as minhas leis e guardar os meus mandamentos e implementá-los, então eu concederei chuvas a seu tempo, de modo que a terra dará o seu produto, e as árvores do campo os seus frutos”, diria parte do fragmento, conforme tradução de Torleif Elgvin.

[Com informações de Hypescience | LiveScience]

Nota: Certa vez ao entrar glorioso em Jerusalém, Jesus declarou em meio à multidão que ainda que os filhos se calassem, as próprias pedras clamariam (Lucas 19:40). Por que não poderíamos ver na arqueologia um cumprimento destas palavras? De uma maneira silenciosa, porém bastante ativa, estes antigos manuscritos clamam que a história é verdadeira, que Deus é tão real que quase dá para tocá-lo. 
A arqueologia é certamente um presente do céu aos crentes. Seu conhecimento é uma excelente ferramenta na compreensão, no estudo e na proclamação da Palavra de Deus!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Escavações adventistas estão entre as 10 principais descobertas da Arqueologia Bíblica de 2015

Os dois achados no sítio da Southern Adventist University em Khirbet Qeiyafa, Israel
Duas das 10 principais descobertas arqueológicas de 2015 anunciadas pela revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) derivaram de escavações patrocinadas pela Southern Adventist University (universidade adventista no Estado de Tennessee, EUA).

“As descobertas arqueológicas divulgadas em 2015 nos deram novas informações sobre eventos e pessoas bíblicas,” escreveu a revista Christianity Today, uma das principais revistas cristãs nos Estados Unidos, em artigo publicado no dia 30 de dezembro com o título “As Top 10 Descobertas da Arqueologia Bíblica de 2015.”

A quinta descoberta da lista é a inscrição de Eshbaal encontrada em Khirbet Qeiyafa, situada no vale de Elah, no sul de Israel. A inscrição data dos dias de Saul e Davi e menciona um homem por nome de Eshbaal, o mesmo nome de um dos filhos do rei Saul.

A publicação da inscrição chegou às manchetes internacionais em junho de 2015 e levou a uma reunião entre os diretores e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

“Esse nome só aparece em contextos do século 10 a.C. na Bíblia, o que significa que o texto bíblico se enquadra muito bem nos dados arqueológicas em Judá”, afirma Michael G. Hasel, professor de estudos do Oriente-Próximo e de Arqueologia na Southern Adventist University e diretor na escavação. “Também confirma, com as outras inscrições encontradas no sítio, que a escrita hebraica era bem estabelecida em Judá no início do século 10 a.C.”

Validação do relato bíblico
Khirbet Qeiyafa tornou-se o sítio crucial de um debate atual sobre os primórdios da história de Judá. Novos dados encontrados no sítio, incluindo esta inscrição, estabeleceram uma data mais antiga para as monarquias de Saul e Davi, o que alguns estudiosos gostariam de excluir da história. 

A quarta descoberta listada pela revista é um óstraco (fragmento de louça, cerâmica e outros materiais no qual se encontram inscrições) canaanita encontrado em Laquis. Esta é a primeira vez que uma inscrição proto-canaanita foi encontrada nos últimos 30 anos de arqueologia em Israel. O contexto da inscrição era um templo canaanita da Idade do Bronze Tardio em Laquis, uma das cidades mais importantes de Canaã durante o período dos juízes.

“A inscrição fragmentada é bem difícil de ser lida, mas fornece informações importantes sobre o desenvolvimento do alfabeto proto-canaanita em sua evolução do hebraico, grego, e depois latim”, comenta Hasel.

Também na lista de Top 10, no número três, está a descoberta da marca do selo de Ezequias, sobre a qual Hasel escreveu para a revista Adventist Review do mês passado.

O Instituto de Arqueologia da Southern Adventist University é um co-patrocinador, com a Universidade Hebraica de Jerusalém, das expedições para Khirbet Qeiyafa e Laquis. A fase de escavação em Khirbet Qeiyafa terminou em 2013 e agora está em fase de conclusão de suas últimas publicações. A Quarta Expedição para Laquis começou, em 2013, suas investigações no segundo sítio bíblico mais importante em Judá e tornou-se a maior escavação no Oriente Médio com 115 a 120 membros da equipe e voluntários no campo a cada ano.

Cooperação
Uma associação internacional de instituições adventistas une-se a Southern a cada ano, incluindo o Instituto Adventista Internacional de Estudos Avançados (Filipinas), a Universidade Adventista da Bolívia (Bolívia) e o Helderberg College (África do Sul). Outras instituições nessa associação incluem a Universidade Coreana Jangsin, a Universidade de Oakland e a Universidade da Comunidade de Virgínia.

As escavações em Laquis também revelaram destruições em massa que datam da campanha babilônica de Nabucodonosor em 586 a.C. (2 Reis 25), na qual dezenas de vasilhas inteiras foram encontradas, assim como da destruição de Senaqueribe, rei da Assíria, que aconteceu antes, em 701 a.C., (2 Reis 18; Isaías 36-37). Nas escavações, no nível que continha a destruição da Assíria, foram encontrados na superfície vários dos chamados vasos de LMLK. O termo LMLK em hebraico significa “para o rei”. Em expedições anteriores, mais de 400 alças de vasos de conserva de LMLK foram descobertas em Laquis, muitas que remontam especificamente ao rei Ezequias.

O projeto continuará de 16 de junho a 24 de julho e os participantes esperam descobrir mais segredos enterrados da antiga cidade de Laquis. Para saber como participar, visite southern.edu/lachish.

Com informações da ASN - Equipe Southern Adventist University e Adventist Review

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Achado arqueológico confirma existência do Rei Davi

Uma rocha encontrada em Israel e que está em exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova York, oferece novas evidências sobre a descrição bíblica sobre o reinado de Davi, afirmam especialistas em arqueologia. A peça mede 13 por 16 centímetros e tem 13 linhas de texto que ainda podem ser lidas.

Eles acreditam que o texto mencionando o rei Davi descreveu a dinastia davídica como “extraordinária”, sendo uma das raras peças que substanciam uma das narrativas bíblicas mais questionadas justamente pela falta de registro fora das Escrituras. Estima-se que ela foi talhada cerca perto de 830 a.C., uns 150 anos depois do período em que reinou Davi.

A inscrição vem de Tel Dan, região norte de Israel e comemora as conquistas de Hazael, rei da Síria, inimigo dos antigos reinos de Israel e Judá. Hazael afirma ter matado Jorão, rei de Israel, e Ahaziahu, rei da “Casa de Davi” (ou Judá). O fato de Judá ser reconhecida por uma fonte não judaica como “Casa de Davi” é importante porque seria a única evidência arqueológica do gênero, acabando com uma disputa que dura séculos sobre a existência de um rei chamado Davi. A Agência Telegráfica Judaica (JTA) informou que a rocha é “a mais antiga referência extra bíblica” ao rei Davi. “Não há dúvidas que a inscrição é um dos artefatos mais importantes já encontrados em relação à Bíblia”, asseverou Eran Arie, curador no Museu de Israel.

O ano de 2014 termina oferecendo grandes contribuições para a arqueologia bíblica, oferecendo evidências que suprem uma grande lacuna e objeto de disputa entre estudiosos. Tanto descobertas que confirmam o reinado de Salomão, seu templo e que reforçam descobertas de situações parecidas em 2013. Os reinados de Davi e Salomão, que são de grande importância para o Antigo Testamento, não tinham até recentemente comprovação arqueológica que realmente existiram. Tudo que se sabe deles vem da Bíblia. Pelo menos até agora. O argumento era a inexistência de monumentos que detalhem as realizações do rei, como era costume na época. Teoria agora que parece definitivamente superada. 

Com informações The Blaze

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A Jornada da Vida - mais uma investida evolucionista do Fantástico


Neste domingo (19), estreou a série em cinco episódios, comandada por Sônia Bridi, sobre as origens da vida na Terra. O Fantástico viajou o mundo para falar sobre a evolução do homem e de outros seres vivos. A série vai contar as origens dos seres vivos na Terra e a adaptação deles ao meio ambiente. A jornada dos repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero passou pelos lugares que armazenam mais informações sobre a evolução das espécies. A série conta ainda as origens do animal mais fascinante de todos: o ser humano. Na Etiópia, os maiores especialistas em paleontologia explicam de onde viemos, quem são nossos ancestrais e os 6 milhões de anos de evolução que resultaram no homem de hoje. (G1 Notícias)

Nota: Deus é o Criador de todas as coisas, e revelou nas Escrituras o relato autêntico da Sua atividade criadora."Em seis dias fez o Senhor os Céu e a Terra" e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana. Assim Ele estabeleceu o sábado como perpétuo monumento comemorativo de Sua esmerada obra criadora. O primeiro homem e mulher foram formados à imagem de Deus como obra-prima da Criação, foi-lhes dado domínio sobre o mundo e atribuiu-lhes a responsabilidade de cuidar dele. Quando o mundo foi concluído, ele era "muito bom", proclamando a glória de Deus. Razões bíblicas: Gênesis 1; 2; Êxodo 20:8-11; Salmos 19:1-6; 33:6, 9; 104; Hebreus 11:3

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pesquisadores descobrem papiro de 1.500 anos referente à Última Ceia


Um papiro de 1.500 anos com relatos da Igreja Primitiva sobre a Última Ceia foi encontrado por pesquisadores da Universidade de Manchester e classificaram o documento como o mais antigo com referências ao encontro entre Jesus e seus discípulos antes da crucificação. “Esta é uma descoberta importante e inesperada, um dos primeiros documentos encontrados que faz referência à Última Ceia”, disseram os pesquisadores.

Segundo informações da agência Europa Press, o texto completo do papiro diz: “Temam todos aqueles que reinará sobre toda a terra. Que as nações e os povos saibam que Cristo é o nosso Deus, pois Ele falou e eles começaram a ser; Ele mandou e foram criados; Ele pôs tudo sob os nossos pés e se livrou da vontade de nossos inimigos. Nosso Deus preparou uma mesa no deserto sagrado e deu-lhes o maná para comer para um novo pacto: o corpo imortal do Senhor e o sangue que Cristo derramou por nós na remissão dos pecados”.

Segundo os estudiosos, o texto do papiro é uma combinação de passagens bíblicas, incluindo o Salmo 78:23-24 e Mateus 26:28-30, entre outros. O papiro contém uma das mais antigas referências documentadas sobre a Última Ceia e o maná.

O responsável pela pesquisa, Roberta Mazza, afirmou que estava “animada” por conta da descoberta de que o conhecimento da Bíblia era mais enraizado no Egito do século VI d. C. do que se acreditava até agora. Na opinião de Roberta Mazza, a descoberta lança nova luz sobre o cristianismo primitivo, pois o documento foi concebido apenas 300 anos após o imperador romano Constantino se converter ao cristianismo.

A equipe de especialistas encontrou este papiro enquanto trabalhava com milhares de fragmentos de documentos inéditos históricos preservados nos cofres da biblioteca da universidade. “Embora não sabemos quase nada sobre o proprietário do documento, apesar de que poderia ter sido um residente da aldeia Hermoupolis (el Ashmunein), é duplamente fascinante porque o fabricante sabia claramente sobre a Bíblia, mas ele cometeu um monte de erros. Poucas palavras contém erros ortográficos e outras estão na ordem errada. sugerindo que ele estava escrevendo de memória, ao invés de copiar de outro texto”, disse Mazza.

Com informações de Gospel+

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Como o Dilúvio Global impactou a Terra


Desde o século passado, a maioria dos geólogos passou a admitir que a história da Terra parece ter sido marcada por grandes catástrofes. Em vez de uniformismo e mudanças graduais e lentas, cada vez mais, estudos apontam que a topografia do planeta foi modificada brusca e rapidamente. Os cientistas criacionistas interpretam esses dados como evidências do Dilúvio bíblico, a maior tragédia ambiental de todos os tempos. O infográfico abaixo vai ajudar você a entender a relação dessa catástrofe com a formação dos oceanos, das cordilheiras e dos fósseis. Imaginar esse caos é de tirar o fôlego!

Quadro 1
• Antes do Dilúvio, havia uma única civilização e apenas um continente.
• Não havia chuva e os rios não transbordavam. 
• Foi um período de calmaria geológica, sem vulcões e terremotos.
• A ausência de fósseis mostra que não houve destruição em massa de seres vivos nessa época. 
• O ambiente era mais favorável à vida. A existência humana era medida em séculos (Gn 5).

Quadro 2
• Em pouco mais de um ano, a grande catástrofe arrasou com o planeta. A destruição veio de três direções: 
(1) De cima, quando a camada de vapor d´água que havia na atmosfera despencou do céu (Gn 7:11) acompanhada de um bombardeio de meteoritos.
(2) De baixo, através de colossais fraturas da costra terrestre, de onde jorraram água e lava vulcânica (Gn 7:11).
(3) Lateralmente, com a formação de mega-tsunamis com ondas de quilômetros de altura.

Quadro 3
• As geofraturas promoveram a fragmentação do mega-continente Pangea. 
• O deslocamento de milhares de quilômetros das tectônicas de placas formaram as bacias oceânicas do Atlântico, Índico e parte do Pacífico.
• Nas margens opostas, as camadas se dobraram e se levantaram formando as grandes cordilheiras, como o Himalaia, os Andes e os Alpes. 
• Em meio ao caos, a família de Noé e um par de cada tipo básico dos animais preservados foram sobrenaturalmente protegidos num barco com 170 metros de comprimento. 

Quadro 4
• Houve morte súbita e rápido soterramento de trilhões de seres vivos por extensas e espessas camadas sedimentares. Isso favoreceu a fossilização.
• Algumas espécies de animais foram extintas, a começar pelos dinossauros.
• Os seres vivos tiveram que se adaptar à nova geografia e clima. A expectativa de vida do homem diminuiu drasticamente (Gn 11). 

Texto: Bruno Quaresma, Eddie Roger, Bárbara Katherinne e Guilherme Pereira (Conexão 2.0)

Fontes: Dr. Nahor Neves Souza Júnior, geólogo e diretor do Geonscience Institute Research – Brasil; site evidenciasonline.org; livro A História da Redenção, de Ellen G. White (CPB, 1972); revista Planeta, dezembro de 2012. 

Para saber + worldwideflood.com

sexta-feira, 28 de março de 2014

Descoberta tatuagem do arcanjo Miguel em múmia com 1300 anos

Tomografia computadorizada de visualização 3D dos restos mumificados da mulher
Pesquisadores do Museu Britânico divulgaram uma descoberta intrigante na múmia de uma mulher egípcia que viveu por volta do ano 700. Após ser escaneada, revelou que tinha uma tatuagem na coxa com o nome do anjo Miguel, mencionado na Bíblia.

O anúncio foi feito esta semana, durante a apresentação de um projeto de pesquisa que usou tomografia computadorizada para examinar múmias egípcias em estudo sobre doenças.

O corpo da mulher estava enrolada em panos de linho e lã e seus restos mortais foram mumificados no calor do deserto. Segundo os curadores, a tatuagem em sua coxa, escrito em grego antigo, diz Μιχαήλ, transliterado como MIXAHA, ou Miguel.

Fotografia da tatuagem encontrada nos restos mumificados da mulher
Os estudiosos apontam que a tatuagem era um símbolo usado para a proteção religiosa. O que está intrigando os especialistas é o que isso significava naquele contexto. Maureen Tilley, professor de teologia na Universidade de Fordham em Nova York, acredita que não é nada de mais, pois “havia uma considerável população cristã no Egito no ano 700, possivelmente eram a maioria da população”.

Contudo, “colocar o nome na parte interna da coxa, como acontece com esta múmia, pode ter um significado que desconhecemos, relacionados a esperanças de proteção contra abuso sexual ou para um bom parto. A mensagem seria: “Este corpo é reivindicado e protegido… Miguel seria uma escolha óbvia, pois seria o mais poderoso dos anjos”.

O professor de biologia da Universidade Villanova, Michael Zimmerman, que também utiliza tecnologias avançadas para estudar múmias egípcias, disse que este tipo de achado é “notável” e que não há registros de tatuagem em outras múmias.

John Taylor, curador principal do departamento de Egito antigo do Museu Britânico disse que o corpo da mulher tatuada, que tinha entre 20 e 35 anos, pode trazer novas informações sobre como vivia a comunidade cristã cerca de 1.300 anos atrás. 

Gospel Prime - Com informações Fox News

Nota: O prefixo “Arc” significa “acima”, “superior” ou “mais importante”. A palavra “Arcanjo” ou “Arc-anjo” significa “Acima dos Anjos” ou “Líder dos Anjos”. A Bíblia só usa este título para designar um ser apenas. Esse termo nunca ocorre no plural, nem se refere a outra pessoa a não ser Miguel (do hebraico “quem é como Deus”), referindo-se sem dúvida a Jesus (Judas 9; Daniel 12:1 e Apocalipse 12:7). Daniel o denomina como “um dos primeiros príncipes” ou de “o Grande Príncipe.

quarta-feira, 19 de março de 2014

50 personagens da Bíblia são confirmados pela arqueologia

Sargão II, um dos identificados
Um estudo da Universidade de Purdue confirmou a existência de 50 pessoas relatadas no Velho Testamento da Bíblia Sagrada. O relatório, assinado pelo pesquisador Lawrence Mykytiuk, inclui reis de Israel e monarcas da Mesopotâmia entre as figuras que tiveram sua existência confirmada.

De acordo com informações do Biblical Archeology, o relatório será divulgado em partes durante os meses de março e abril de 2014. Uma das partes do documento que já foram apresentadas mostra também figuras menos conhecidas da Bíblia que foram alvo do estudo e puderam ser determinadas como verdadeiras.

“Pelo menos 50 pessoas mencionadas na Bíblia foram identificadas no registro arqueológico. Seus nomes aparecem em inscrições escritas durante o período descrito pela Bíblia e na maioria dos casos durante ou muito perto do tempo de vida da pessoa identificada”, escreveu o pesquisador Lawrence Mykytiuk.

De acordo com o Biblical Archeology, em breve, com “a extensa documentação bíblica e arqueológica apoiando o estudo será publicado em uma coleção detalhada sobre as referências bíblicas e inscrições referentes a cada uma das 50 figuras”.

[Veja aqui os 50 personagens bíblicos confirmados em inscrições autênticas]

Fonte: Gospel+

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Texto de 3 mil anos comprovaria reinos de Davi e Salomão

Um professor da Universidade de Haifa (Israel) afirma que uma inscrição em um jarro de barro descoberto em Jerusalém pode provar a existência dos reinos bíblicos de Davi e Salomão. O objeto, de quase três mil anos, foi encontrado em julho e é o mais antigo texto alfabético já achado na cidade histórica. “Estamos falando de reis verdadeiros, e os reinos de Davi e Salomão foram um fato real”, diz Gershon Galil. 

O debate entre os cientistas sobre o significado da inscrição ainda é muito grande, mas o professor afirma oferecer “a única tradução sensata” para o texto e ressalta que apenas a existência do objeto já é considerada importante. “A coisa mais importante é que (o jarro) nos conta que alguém naquele período sabia como escrever alguma coisa”, diz. Uma das dificuldades da tradução é que três letras do objeto estão incompletas. Galil as traduz como “yah-yin chah-lak”, o que em hebraico significa “vinho inferior”.

A parte mais importante, contudo, é o primeiro trecho do texto, que indicaria o 20º ou 30º ano do reino de Salomão. A inscrição, afirma o professor, está em uma forma inicial do hebraico do sul, pois é a única língua a usar dois yods (letras hebraicas) para a palavra “vinho”. Ele especula que o “vinho inferior” seria dado para trabalhadores que construíam a cidade de Jerusalém.

Se o hebraico como língua escrita era utilizado no período da inscrição no local, isso indica que os israelitas chegaram a Jerusalém antes do que se acreditava anteriormente e isso os colocaria em um tempo que a Bíblia indica que Salomão reinou. Galil acredita agora que novos indícios serão achados sobre os reinos bíblicos.

Fonte: Terra

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Moedas que descrevem vida de Jesus foram descobertas?

O arqueólogo e historiador Ronald Stewart está divulgando uma descoberta que pode mudar a maneira como a arqueologia vê a figura de Jesus. Ele acredita ter encontrado moedas datadas entre os anos 33 e 47 d.C. que trazem imagens da vida de Cristo.

O doutor Stewart explica que esse tipo de moedas cunhadas a mão eram parte de uma forma de arte popular, que teve início no tempo dos imperadores gregos, entre 336 e 300 a.C. O objetivo era fazer homenagens a pessoas importantes. Em geral, retratavam acontecimentos ​na vida de uma pessoa, com uma imagem do homenageado de um lado e o evento do outro. Esse tipo de objeto continuou sendo feito até o século 14.

As moedas encontradas por ele são de origem judaica. As imagens retratam uma série de eventos bem conhecidos da vida em Jesus, incluindo seus milagres e o julgamento perante Pôncio Pilatos. Portanto, de acordo com ele, são parte de uma série que ilustra “a vida, os milagres, a prisão, o julgamento, a execução e o sepultamento” de Jesus, conforme registrados nos Evangelhos. Calcula que seriam 50 moedas ao todo, por isso continua sua busca pelas que ainda faltam.

Ronald Stewart também é inventor. Para estudar essas moedas, usa um instrumento criado por ele mesmo para analisar desenhos macroscópicos. O aparelho fornece uma imagem 3D da moeda, que revela detalhes invisíveis ao olho humano.

Inicialmente, pensava-se que as moedas retratavam a vida de algum judeu importante, mas usando esse equipamento de alta tecnologia, Stewart foi capaz de obter mais detalhes sobre as ilustrações. Ele explica que só quem conhecia o relato dos Evangelhos pode entender as imagens. Como na época em que foram feitas, era grande a perseguição aos cristãos, possivelmente o artesão desenhou as moedas de tal maneira que só quem estava familiarizado com a vida de Jesus entenderia.

Trata-se de uma grande descoberta, pois a primeira imagem conhecida de Jesus foi encontrada na cidade síria de Dura Europos. Feita no ano de 235, retrata Jesus curando um paralítico. A primeira moeda conhecida que retratava Jesus era de ouro e só foi feita por volta de 692.

Stewart pretende colocar as que encontrou em exibição no ano que vem. Acredita-se que, se confirmada, sua descoberta será a primeira imagem de Cristo já retratada artisticamente. Não se tem notícia de qualquer desenho, pintura, ou escultura retratando Jesus feita nos primeiros dois séculos após a sua morte. Em grande parte por que os primeiros convertidos eram judeus e eles mantiveram a tradição religiosa de não fazer imagem alguma de Deus. 

Com informações Christian Telegraph / Gospel Prime

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Dr. Rodrigo Silva fala sobre os 10 Mandamentos na TV Aparecida


Na última quarta-feira, 18, o arqueólogo, teólogo e professor do Centro Universitário Adventista (UNASP), Campus Engenheiro Coelho, Rodrigo Silva, participou do programa O que eu sei sobre a Bíblia, da TV Aparecida, no interior de São Paulo. O programa consiste em uma mesa redonda com convidados especiais, onde a cada programa um tema diferente é abordado. O programa tem foco na família e discute sobre os ensinamentos bíblicos de forma simples e atual.

Nesta edição, o assunto foi a respeito dos dez mandamentos. Silva apresentou a primeira parte do bloco do programa e explicou a parte histórica e teológica da lei e, ao final, falou sobre a validade dos dez mandamentos nos dias de hoje. Também estavam presentes outros dois convidados, uma mestranda teóloga e um advogado leigo, ambos católicos. O programa não tinha um apresentador, o que permitiu aos três convidados ficarem bem à vontade para discutir sobre o tema, que foi apresentado como princípios e leis para a sociedade. Além disso, ainda foi enfatizada a eternidade da lei de Deus, sua validade para os tempos do Novo Testamento e para igreja cristã. O diretor de produções comentou que este assunto pode render outros programas da mesma série e, possivelmente, Silva será convidado em outras vezes.

Para Silva, participar do programa foi uma oportunidade de abordar esse tema importante na Bíblia Sagrada. “Fiquei surpreso com o convite e a natureza do tema. Em um programa de catequese, convidarem um pastor adventista para explicar os dez mandamentos não é algo comum, mas destaco a cordialidade em que fui recebido e a disposição que os produtores tiveram em ouvir uma posição teológica diferente do catolicismo”, conta Silva.

O teólogo também diz que embora a conversa entre os convidados mostraram a diferença entre as duas crenças, adventista e católica, as opiniões foram expostas em um clima de respeito e cordialidade.

O programa está previsto para ir ao no dia 30 de setembro às 7h15, com reprises às 16h35 e às 20h no canal 178 da Sky. Ou ainda, você pode acompanhar pelo site http://www.a12.com/tv-aparecida. 

[Equipe ASN, Suzaeny Lima, com colaboração de Franciele Motta]

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Museu de Israel expõe pedra atribuída ao anjo Gabriel

O Museu de Israel, em Jerusalém, expõe ao público pela primeira vez a Pedra da Revelação do Anjo Gabriel, considerado o mais importante achado arqueológico na região desde a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, nas décadas de 1940 e 1950.

A peça é o objeto central da exposição “Eu sou Gabriel” e abordará a figura desse arcanjo nos primeiros anos do judaísmo rabínico, do cristianismo e do islamismo. A exposição foi inaugurada no dia 1° deste mês e vai até fevereiro do próximo ano. A inscrição, do século 1° antes e Cristo, foi descoberta em 2007 na região do Mar Morto.

De acordo com pesquisadores, a peça procederia da margem leste do Mar Morto, na Jordânia.

Ela havia sido adquirida por um colecionador suíço que declarou tê-la comprado em Londres, de um antiquário jordaniano.

Escrita em tinta sobre pedra, o texto de 87 linhas em hebraico está em primeira pessoa e o narrador identifica-se como o Anjo Gabriel. Aparentemente, trata-se de uma conversa do arcanjo com um profeta.

A exposição exibirá outros manuscritos raros, como cópias antigas da Bíblia e fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto e do Codex de Damasco do século 13.

Fonte: G1

Nota: Os 66 livros da Bíblia reconhecidos como inspirados pelas Sociedades Bíblicas do mundo todo, trazem o nome de apenas 2 seres celestiais: Gabriel e Miguel. Gabriel é um anjo que assiste perante o trono de Deus.

Ele é um ANJO e não um arcanjo: "E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré" Lucas 1:26

ELE NÃO É UM ARCANJO, pois a palavra “arcanjo” só é usada na Bíblia para Miguel e em apenas um versículo (Judas 1:9). Arcanjo significa: “aquele que está acima dos anjos” e apenas Miguel está acima dos anjos.

Gabriel é chamado de Anjo tanto no livro de Daniel, quanto nos evangelhos. Gabriel foi enviado ao profeta Daniel por volta de 600 AC e depois a Zacarias e Maria no século 1.

"As palavras do anjo: "Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus", mostram que ocupa posição de elevada honra, nas cortes celestiais. Quando viera com uma mensagem para Daniel, dissera: "Ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel [Cristo], vosso príncipe." Daniel 10:21. De Gabriel, diz o Salvador em Apocalipse: "Pelo Seu anjo as enviou, e as notificou a João Seu servo." Apocalipse 1:1. E a João, o anjo declarou: "Eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas." Apocalipse 22:9. Maravilhoso pensamento - que o anjo que ocupa, em honra, o lugar logo abaixo do Filho de Deus, é o escolhido para revelar os desígnios de Deus a homens pecadores." Ellen G. White - O Desejado de Todas as Nações, pág. 98-99

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Programa "Em busca das origens" - Hoje ao vivo pela web

Hoje, a partir das 20h, na sede da DSA, em Brasília, será transmitida via web (aovivo.adventistas.org) uma entrevista com três especialistas em temas relacionados ao criacionismo. "Em busca das origens" é o título do programa e Michelson Borges será o "âncora". 

No primeiro bloco, haverá uma conversa com o biólogo e doutor em genética Wellington Silva, da Faculdade Adventista da Bahia. O tema da entrevista será a origem da vida e as evidências de design inteligente na natureza, especialmente no genoma humano. No segundo bloco, o geólogo e doutor em engenharia Nahor Neves de Souza Jr. abordará o tema do dilúvio de uma perspectiva geológica e falará também sobre métodos de datação. Finalmente, no terceiro bloco, será a entrevista com o doutor em teologia e em arqueologia Rodrigo Silva. Ele vai falar sobre as evidências históricas e arqueológicas que respaldam a Bíblia como fonte segura de informações para o criacionista. 

Após cada entrevista, haverá espaço para interação com os internautas e respostas a perguntas enviadas por eles. O programa será transmitido também pelo canal executivo da TV Novo Tempo.

"Em busca das origens" é um evento que se soma a outros esforços e programas criacionistas previstos para este ano: a Lição da Escola Sabatina deste trimestre; o 7º Encontro Nacional de Criacionistas, realizado em janeiro, no Unasp, campus São Paulo; o Simpósio Universitário que será realizado em maio, no Unasp, campus Engenheiro Coelho, em maio; entre outros.

Fonte: Portal USB

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As 10 maiores descobertas em arqueologia bíblica em 2012


A cada ano, dezenas de instituições realizam escavações arqueológicas nas terras citadas da Bíblia. Algumas dessas escavações chamam a atenção para permitir organizar melhor informações importantes que nos ajudam a entender melhor o mundo bíblico em seu contexto social.

Em 2012 várias dessas descobertas foram feitas, e algumas delas foram listadas pelo Christian Messenger. 10 das mais importantes entre essas descobertas encontram-se listadas abaixo:

1) Mosaico Huqoq Synagogue: Localizado na pequena vila de Huqoq, a oeste do Mar da Galileia, esse artefato foi encontrado pelo arqueólogo Jodi Magness, que também é professor de judaísmo na Universidade Chapel Hill, no estado norte americano da Carolina do Norte. O mosaico retrata Sansão amarando as caudas das raposas e também mostra duas faces em torno de uma inscrição. Essa sinagoga data de vários séculos depois da época de Cristo. Os estudiosos esperam que através dela possam obter mais informações sobre o desenvolvimento das sinagogas na região da Galileia.

2) Santuários de culto em Khirbet Qeiyafa: Descoberta feita em 2011, mas anunciada no início da primavera de 2012, pelo arqueólogo Yosel Garfinkel, da Hebrew University (Universidade Hebraica). Os santuários são evidências de culto antes e o Templo de Salomão. Trata-se de santuários sem imagens de culto, que são diferentes dos santuários cananeus e em conformidade com as tradições do judaísmo. Khirbet Qeiyafa fica sobre o Vale de Elah, cerca de 20 km ao sudoeste de Jerusalém

3) Reservatório de água do período do Primeiro Templo: Esta cisterna está localizada a sudoeste do Monte do Templo, em Arco de Robinson. Com sua capacidade de 66 mil litros, esta descoberta fornece novas informações sobre o consumo de água na época do Primeiro Templo de Jerusalém.

4) Belém Bullah: A impressão de selo com três linhas de script, esta é a primeira menção de Belém fora da Bíblia. Ele foi encontrado durante a peneiração de material de escavações na Cidade de Davi. Era um selo de uso fiscal, relacionado com a tributação dos embarques durante o reinado de um rei em torno do tempo de Ezequias, Manassés, ou Josias.

5) Selo de Jerusalém: Um selo real, que diz: “Pertencente a Matanyahu Ben Ho”, este selo foi encontrado perto de Arco de Robinson nas ruínas de um edifício do período do Primeiro Templo.

6) Um escaravelho egípcio: Este escaravelho foi encontrado em Jerusalém, pouco antes da Páscoa de 2012. Ele retrata a imagem de um pato, que é o nome do deus sol Amon-Ra. Ela é datada do século 13 a.C., logo após o período Amarna.

7) Kiryat Gat Hoard: Tesouro que foi encontrado perto de Ashkelon e contém 140 moedas romanas de ouro e prata que datam do século I d.C. e início do segundo. O tesouro inclui um brinco de ouro e um anel com um selo representando uma deusa alada.

8) A escultura hitita Neo, em Tel Tayinat: As inscrições da escultura registram eventos do reinado de Suppiluliuma, que provavelmente enfrentou Salmaneser III em 858 a.C. Tim Harrison, arqueólogo da Universidade de Toronto, acredita que este é o reino neo-hitita de Patina, que também pode ser Calno, citado em Isaías 10:9-10.

9) Trigo de 3.400 anos de Hazor: O trigo foi descoberto em 14 jarros de argila, queimados, mas não destruídas, há 3.400 anos. Este é uma das mais importantes escavações em curso em Israel, no local de uma das mais importantes cidades antigas do país.

10) Porto helenístico de Akko: Os arqueólogos estão escavando os restos do porto, que foi o mais importante de Israel nos séculos imediatamente antes do nascimento de Cristo.

Fonte: Gospel+