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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Professora tenta obrigar aluna cristã a negar existência de Deus


Uma estudante de 12 anos chamada Jordan Wooley, que frequenta aulas na 7ª série da West Memorial School, na cidade de Katy, no Texas (EUA), virou notícia após questionar um trabalho escolar nada comum. Tudo começou quando a professora de Wooley passou uma atividade para os alunos em que eles tinham que saber diferenciar fatos de opiniões. Era um tipo de enquete onde apareciam várias frases. Ao se deparar com a frase "existe um Deus", Wooley não hesitou em classificar a frase como fato. No entanto a professora retrucou dizendo que a resposta estava "errada", pois "Deus é só um mito", afirmou.

Obviamente, a professora queria impor suas opiniões particulares ateístas aos alunos, desrespeitando a liberdade de crença individual de cada um. Diante da insistência da professora, a menina acabou levando o assunto ao conhecimento de seus pais, que acionaram a diretoria da escola. A menina foi parar no Conselho Escolar do distrito de 'ISD Katy'. Assista no vídeo abaixo:


A notícia se espalhou e chamou a atenção até do governador do Texas, Greg Abbott, que elogiou a coragem e a fé da menina. A doutrinação ideológica nas escolas tem se tornado um problema grave. Questões valendo nota em provas obrigam alunos cristãos a negarem a existência de Deus ou a aceitarem coisas como a ideologia de gênero, por exemplo. Alunos não podem mais ter opinião própria sobre certos assuntos...

Com informações de Daily Mail, USA Today

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Templo inaugura estátua satanista e gera polêmica nos EUA


O culto The Satanic Temple inaugurou em Detroit (Michigan, EUA), no último sábado (25/7), a polêmica estátua de bronze de Baphomet - figura meio homem, meio bode. A estátua satanista seria inaugurada inicialmente em Oklahoma (EUA), em protesto contra uma escultura sobre os Dez Mandamentos no Capitólio estadual, mas a iniciativa foi vetada pela Justiça local. 

De acordo com a agência Reuters, a estátua, de 2,8 metros de altura, foi revelada aos seguidores da seita em um prédio industrial às margens do Rio Detroit. A inauguração seria em um restaurante, mas, assim que o proprietário soube que o evento reuniria satanistas, cancelou o evento. "Salve, Satã!", gritaram as centenas de convidados, que pagaram até R$ 255 para participar do culto. O Satanic Temple defende a separação entre Estado e religião.

Nos últimos dias, um grupo de cristãos liderados pelo pastor evangélico Dave Bullock fez vigília contra a seita satanista. "A última coisa de que Detroit precisa é ter uma festa para o Diabo", disse Bullock.

Na bruxaria, Baphomet representa o deus Pan e no satanismo costuma representar o Diabo. Sua origem é pagã, mas acabou sendo adotada pelo satanismo. (Com informações de O Globo)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

“Desafio da Blasfêmia” estimula jovens a ofender o Espírito Santo


Grande parte do sucesso do chamado “desafio do balde de gelo” é devido à cultura atual em que tudo passa pelas redes sociais. Uma pessoa desafia outra (ou mais de uma) e a coisa “viraliza” rapidamente. Com versões traduzidas, se espalhou por boa parte do mundo e teve um efeito benéfico para alertar sobre uma doença sem cura conhecida.

Pouco tempo depois, outros “desafios” surgiram, mas sem o mesmo sucesso. Talvez por que não envolviam diretamente uma causa. Um grupo ateu está tentando usar essa “onda” e reviver o “The Blasphemy Challenge” [Desafio da Blasfêmia], lançado anos atrás e que não teve grande repercussão. O Rational Response Squad [Esquadrão da Resposta Racional], que iniciou a campanha, explica que é uma forma moderna de promover o ateísmo.

Basicamente, o participante deve gravar um vídeo onde blasfema contra Deus e/ou ofende o Espírito Santo. Os primeiros que fizeram isso receberam um DVD contendo um documentário antirreligioso. A rede Fox News noticiou a tentativa de retomar o movimento. 

O site da revista Charisma News investigou e mostra que é realmente uma maneira de se desafiar a promessa de Marcos 3:29, quando Jesus diz que a blasfêmia contra o Espírito Santo é um pecado sem perdão. Os ateus conseguiram chamar atenção principalmente de adolescentes, que mostram sua oposição ao cristianismo. Quase não há ofensas contra outras religiões.

Com informações de Charisma News e Christian Headlines

Nota: "Nos nossos dias, os homens se têm colocado onde são completamente incapacitados para preencher as condições de arrependimento e confissão; portanto não podem encontrar misericórdia e perdão. O pecado da blasfêmia contra o Espírito Santo não se consuma em qualquer palavra ou ação súbita, mas na firme e determinada resistência contra a verdade e a evidência. (Ellen G. White - MS 30, 1890, em Comentário Bíblico Adventista, 5:1068) 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Vem aí a primeira TV Ateísta do mundo


O jornalista Peter Foster, em seu blog no The Telegraph, anuncia a chegada da primeira estação de televisão inteiramente dedicada ao ateísmo no mundo: a Atheist TV.

O lançamento da TV Ateísta está previsto para o dia 29 de julho de 2014, em Nova York, com 24 horas diárias de programação específica sobre os temas mais caros aos ateus.

A transmissão do sinal será via internet, através do serviço de streaming Roku, que permite que os telespectadores vejam seu canal da internet diretamente no seu aparelho de TV.

No seu blog, Foster relaciona Brad Pitt e Mark Zukerberger entre os apoiadores do movimento neoateísta, embora a TV Ateísta seja formalmente promovida pela organização American Atheists.

No vídeo abaixo, você poderá ver a chamada para o lançamento do novo canal:




quinta-feira, 30 de maio de 2013

Pesquisa - Os números da religião e do ateísmo no mundo

Fontes: Pesquisas de Phil Zuckerman (2007), Richard Lynn (2008) e Elaine Howard Ecklund (2010), ONU, adherents.com, American ReligiousIdentification Survey, The Pew Research Center, Gallup Poll, The New York Times, Good, Nature, Live Science e Discovery Magazine

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Superinteressante: Jesus era moreno, baixinho e não foi traído por Judas

Não é a primeira vez que a revista Superinteressante trás em suas edições, temas que, além de "interessantes" são polêmicos. Na edição de julho de 2011, a revista trouxe em sua capa "Os anos ocultos de Jesus", o que não chamou tanto a atenção, afinal, a Bíblia oculta boa parte da vida do Homem de Nazaré.

Depois de mais de um ano, Jesus volta a estampar a capa da Super, agora, a edição 312 de dezembro / 2012, trás o titulo "Jesus - A verdade por trás do Mito". Se não bastasse o titulo ser bastante ousado, a descrição da matéria chama ainda mais a atenção dos leitores: "Ele era moreno, baixinho e de cabelo curto. Não Foi traído por Judas. Nem nasceu no Natal. Conheça a verdadeira face de Cristo".


Primeiro ponto "Ele não nasceu em Belém, nem no Natal". Que Cristo não nasceu em 25 de dezembro, isso já foi relatado em diversas mídias e até é aceito por alguns cristãos, mas a revista vai mais além, e afirma que Jesus não nasceu em Belém. Segundo o Teólogo americano John Dominic Crossan, tudo foi forjado com o objetivo de dizer que Jesus era o novo Rei Davi: "'Tanto Mateus quanto Lucas dizem que Jesus nasceu em Belém com o objetivo de dizer metaforicamente, simbolicamente, que Ele é o novo Rei Davi'', e para concluir o seu ponto de vista, o historiador completa "O motivo que Lucas dá para José e Maria terem ido a Belém nunca existiu" diz.

O segundo ponto abordado na revista é ainda mais chamativo, se não hilariante: "Os três reis magos não eram reis. Nem eram três". De um ponto de vista histórico, os editores da revista afirmam que acreditar na existência de três reis magos é apenas uma questão de fé, afinal, nem a Bíblia os define como reis, nem muito menos que eram três: "Acreditar nela ou não é uma questão de fé. Mesmo assim, alguns elementos dessa fé distanciaram-se do que está na Bíblia. Por exemplo: não há menção a "reis"(...) O evangelho, aliás, nem diz que eles eram três: só se sabe que eram mais de um, já que são mencionados no plural.".

O terceiro ponto trata do Jesus Físico: "Ele era moreno, baixinho e cabelo curto". Já que a Bíblia não relata a aparência de Cristo, coube a cada um usar da imaginação para defini-Lo. Porém, para uma matéria desse porte, não é levada em consideração apenas a imaginação, precisa-se recorrer a ciência, e foi exatamente o que aconteceu: "Esqueletos de Judeus do século I indicam que a altura média deles era era mais ou menos 1,55 m. E que a maioria não pesava muito mais do que 50 quilos. E mesmo se fosse bem alto para a época, com 1,65 m, por exemplo, ainda seria pequeno para os padrões de hoje(...) Usando como base 3 crânios do seculo I, 'cientistas' lançaram mão de softwares de modelagem 3D para determinar qual seria o formato do nariz, dos olhos, da boca... Enfim, do rosto de um adulto tipico da época". 

Já para a cor da pele, usaram apenas uma "hipótese" que no caso seria da cor morena, "como era e continua sendo, a da maior parte das pessoas do Oriente Médio". Mais uma vez, Ciência e Bíblia se misturam aqui para descrever o cabelo de Jesus, usando a passagem do livro bíblico I Coríntios, onde Paulo diz que "cabelo comprido é uma desonra para o homem".

O quarto ponto: "Jesus era só mais um entre vários profetas". Muitos exageros tomam conta desse tópico que menciona várias personalidades da época, como sendo iguais, se não maiores que Jesus. Um dos mencionados é João Batista, que o texto declara como concorrente de Cristo.

"Mateus, Marcos, Lucas e João não são os autores dos evangelhos?" Pela tradição cristã, eles são os autores dos quatros evangelhos do novo testamento. Mas para a Superinteressante, isso é um mito. Ninguém sabe quem escreveu os livros" afirmam os editores. Para sustentar essa tese, complementam: "Hoje, qualquer um pode ser autor, porque todo mundo sabe ler e escrever. Há 2 mil anos, não." Eles acreditam que o mais provável é que as comunidades cristãs tenham encomendado esse trabalho.

O penúltimo ponto é inacreditável à primeira vista: "Judas pode não ter sido um traidor". Segundo o texto, Judas Iscariotes não traiu o mestre, e sim atendeu a um pedido dEle: "Judas teria apenas acatado um pedido de Jesus ao entregá-Lo as autoridades romanas", isso com base em uma cópia de um manuscrito encontrado em 2006, mais conhecido como "Evangelho de Judas".

O ultimo, mas não menos impontante ponto: "O Reino dos Céus na Terra". O texto começa cômico, usando uma das canções de Roberto Carlos. No entanto, a seriedade começa ainda no primeiro paragrafo, onde afirma que "O Reino de Deus que Jesus pregava iria acontecer aqui". 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Sam Harris - O ateu mais temido dos EUA

O neurocientista e filósofo Sam Harris (foto), 45, é o ateu mais temido pelos líderes religiosos dos Estados Unidos por sua habilidade na contestação das crenças com o uso de argumentos extraídos da ciência. É o que diz o site judeu Tablet como introito de uma longa entrevista com Harris. 

Filho de mãe judia e de pai Quaker, Harris é, na atualidade, um dos Cavaleiros do Ateísmo, ao lado do britânico Richard Dawkins e do americano Daniel Dennet.

Nos Estados Unidos, o mais temido ateu era o afiado Christopher Hitchens, jornalista e escritor que morreu aos 62 anos em dezembro de 2011 vítima de um câncer. Pelo que Tablet diz, o título de enfant terrible dos ateísmo nos EUA é agora de Harris.

De acordo com o site, Harris tem pouca paciência com líderes religiosos cristãos, como Rick Warren (tido como o pastor de maior prestígio nos Estados Unidos), e com fundamentalistas islâmicos, além dos esquerdistas seculares que têm simpatia pelo Hamas e seus congêneres. 

Tablet destacou que os questionamentos de Harris aos religiosos em debates públicos são tão enfáticos, que ele tem sido com frequência alvo de ameaças de morte por parte de fiéis.

O neurocientista se especializou em polêmica, disse o site. “Ele é engraçado, lógico, destemido e às vezes impulsivo”, afirmou, acrescentando que também possui a “qualidade rara” de admitir estar errado, se alguém demonstrar haver falha no seu argumento. 

Harris é o autor, entre outros, do livro “A morte da Fé” (R$ 55, Companhia das Letras), onde defende a substituição das religiões organizadas pelo autoconhecimento. Para ele, essa é a única saída que se vislumbra nesse início do milênio para a humanidade, é o único caminho possível para a felicidade.

Ele é defensor da polêmica ideia de que a ciência pode deixar de ser neutra e se tornar fonte de padrões de moralidade, substituindo a religião na função de estabelecer o que é bom ou mau. A vantagem da “ciência da moralidade”, segundo ele, é que ela não ignora os sofrimentos humanos, diferentemente do que ocorre com as religiões, que chegam inclusive a incentivá-los. 

Tablet lembrou que Harris começou a estudar as religiões aos 13 anos de idade, quando o seu melhor amigo morreu em um acidente de bicicleta, e ele se perguntou o que vem após a morte. Leu sobre as crenças religiosas, inclusive as orientais — viajou para Índia e Nepal, onde estudou meditação com mestres budistas. A conclusão de Harris é que não existe absolutamente nada após a morte. 

Para ele, a ideia da existência de um ser onisciente que exige obediência de seus seguidores em troca de promessa de vida após a morte é uma grande besteira com consequências danosas, porque tem patrocinado guerras e ignorância, entre outros males. 

David Samuels, colaborador de Tablet, perguntou a Harris por que ele, como neurocientista e ateu, ocupa tanto o seu tempo com as religiões. 

Harris citou um exemplo para responder que hoje em dia essa é uma questão que interessa a todos. “Se você tiver um motorista que acredita no poder da oração, a ponto disso afetá-lo em suas decisões, ele poderá de vez em quando tirar as mãos do volante por acreditar que Jesus está no controle de tudo", disse. "Essa pessoa é perigosa, [...] e nós precisamos falar sobre isso.”


Fonte: Paulopes

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Filme "O diabo no banco dos réus" é classificado como “lavagem cerebral” por ativistas ateus

O filme Suing the Devil (Processando o Diabo) lançando no Brasil com o titulo “O diabo no banco dos réus”, mostra uma guerra espiritual travada em um tribunal de Justiça. Trata-se do julgamento do século, transmitido pelos canais de televisão para os telespectadores de todo o mundo, que aguardam ansiosos o vencedor dessa grande batalha.

De um lado, encontra-se o jovem Luke O’Brien (Bart Bronsen), um vendedor desanimado, estudante de direito, que decide processar o responsável por todas as suas frustrações e situações que lhe trouxeram infelicidade nos últimos tempos. Ele exige a quantia de 8 trilhões de dólares pelos danos que sofreu.

O acusado é nada menos que o próprio Satanás (Malcolm McDowell) que, para se defender, além de aparecer em carne e osso – um dia antes de o processo ser julgado à revelia contra ele -, conta com dez dos melhores advogados do país em sua equipe jurídica de defensores.

Disponível em DVD, a produção é um thriller jurídico que mostra a luta de um homem de fé, que tenta derrubar o seu maior inimigo espiritual a qualquer custo. Porém, a situação sai do seu controle quando o diabo, astuto, começa a usar suas artimanhas.

Lançado nos dos Estados Unidos em Agosto de 2011 e que despertou protestos por parte de ativistas ateus.

O filme foi mencionado em uma matéria sobre downloads ilegais por ser um filme independente que foi baixado 100 mil vezes em sites ilegais de download. O diretor do filme, Tim Chey, afirma que este “é um dos filmes independentes mais baixados da história, o que, na verdade é um elogio. Estou feliz por espalharmos a Palavra a tantas pessoas”. Com a maior média de bilheteria nos Estados Unidos em 2011 foi o filme cristão mais visto no ano.

O diretor ainda ressalta que não se preocupa com a pirataria, mesmo que isso diminua seus lucros: “A história e o título do filme chamam atenção do público secular. Eles vão assistir esperando um filme de terror e acabam sendo atingidos com a mensagem do Evangelho… Isto é evangelismo”.

Porém, o protesto dos ateus se voltou contra o filme através do site IMDb, uma espécie de comunidade em que os leitores tem acesso às críticas dos filmes e fazem suas avaliações sobre cada filme. O IMDb é considerado o maior e mais influente site sobre cinema em todo o mundo e possui uma espécie de ranking para os filmes.

Como a nota é dada pelos leitores, os ativistas ateus enviaram milhares de emails ao site dando a nota mínima para o filme, com comentários negativos, como “propaganda religiosa”, “lavagem cerebral cristã”, “idiotice cristã” e “eliminem os cristãos”.

Rodado em Sydney, Austrália, contou com a participação do grupo de louvor da Hillsong Church e é estrelado por Malcolm McDowell, Rebecca St. James, Corbin Bernsen, Shannen Fields (Desafiando Gigantes), Tom Sizemore, Ros Gentle e Bart Bronson.

Assista ao trailer do filme, que no Brasil é distribuído pela Graça Filmes:



Fonte: Revista Comunhão / Portal Padom

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ateus homenageiam garota que agiu contra oração na escola

A Associação Humanista Americana vai entregar a Jessica Ahlquist (foto), 16, o prêmio Humanista Pioneira. A cerimônia será na próxima semana, durante a 71º Conferência Anual da associação, em Nova Orleans. 

Em meados de 2011, a adolescente ateia recorreu à Justiça para que a sua escola (municipal) retirasse de um mural um banner com uma oração que ali estava desde 1963. Ela é de Cranston, uma cidade de 80 mil habitantes do Estado de Rhode Island. É filha de um encanador e uma enfermeira. 

“Eu olhava [o banner] e não aceitava que aquilo lá estivesse”, disse ela. “E cada vez que via era um lembrete de que a minha escola não estava fazendo a coisa certa”, afirmou, referindo-se à laicidade do Estado. 

Houve uma batalha jurídica. Jessica obteve sentença favorável em primeira instância, mas as autoridades da cidade, em nome da escola, recorreram da decisão. Ao final de janeiro deste ano, uma Corte Distrital indeferiu o recurso, confirmando a sentença pela retirada da oração da escola. 

Oração estava na escola desde 1963
Para a jovem, não foi fácil suportar a reação — e a fúria, em alguns casos — das pessoas que ficaram contrariadas com a atitude dela. Houve até ameaças de morte. Amigos e inimigos a pressionaram para que mudasse de escola, mas ela recusou — vai permanecer lá até a sua formatura no nível médio, no próximo ano. 

A barra só não pesou mais porque Jessica contou com o apoio de entidades de ateus e humanistas. Um professor de matemática promoveu uma coleta de fundos, arrecadando US$ 50 mil (R$ 100 mil) para uma bolsa de estudos.

Ela se tornou em uma militante ateísta na internet e em praça pública, onde participa de manifestações de apoio ao Estado laico. Em janeiro, após a confirmação da sentença, comentou que estava “feliz e orgulhosa” pelo fato de contribuir para o cumprimento da Constituição.

Com informação do Christian Post, entre outras fontes.

Fonte: Paulopes

terça-feira, 22 de maio de 2012

Richard Dawkins apoia distribuição de Bíblias em escolas públicas

O cientista e militante ateu Richard Dawkins (foto), 70, apoia a intenção de Michael Gove, secretário da Educação da Grã-Bretanha, de distribuir exemplares da Bíblia aos estudantes das escolas públicas. 

O The Guardian afirmou que se trata de “uma das alianças mais improváveis dos últimos anos”. Talvez nem tanto, porque Gove acredita que a Bíblia servirá aos estudantes como um guia de moralidade, mas para Dawkins tem certeza de que o livro sagrado dos cristãos passa muito longe disso. 

Dawkins argumentou que a Bíblia não faz restrição ao roubo, assassinato e mutilação, entre outras atitudes condenáveis. “O caminho certo para se desiludir dessas falsidades é ler a própria Bíblia.” 

Independentemente disso, ele admitiu que a Bíblia tem qualidades literárias e que, por isso, deve fazer parte da formação geral dos estudantes. Observou que muitas expressões do dia-a-dia saíram dela. Citou como exemplo "não há paz para os ímpios". 

No ano passado, ao comentar os 400 anos da Bíblia King James, o autor do best-seller “Deus – um Delírio” disse que esses textos são uma herança cultural que foi roubada pelas religiões. King James é o nome da tradução feita pela Igreja Anglicana e é ela a de maior tiragem no Reino Unido. É essa versão que Gove pretende enviar para as escolas. 

A Nacional Sociedade Secular discorda de Gove e de Dawkins. Para ela, a distribuição da Bíblia significaria um desperdício de dinheiro, além de favorecer o cristianismo nas escolas, onde nenhum credo deve merecer atenção especial. 

A polêmica continua porque alguns cristãos se ofereceram para assumir os custos. 

Com informação do The Guardian

Fonte: Paulopes

domingo, 20 de maio de 2012

“Picolés de Jesus” são usados como protesto ao fanatismo religioso


O artista chileno Sebastian Errazuriz, hoje morador de Nova Iorque, está usando uma forma inusitada para protestar contra o extremismo religioso. Durante a Design Week, que ocorre esta semana em Nova Iorque, ele distribuirá “picolés de Jesus”. Feitos com “vinho sagrado congelado transformado no sangue de Cristo” e com um palito que lembra um crucifixo, cerca de 100 deles serão distribuídos em sua mostra R’Pure Gallery.

Sabastian diz que a obra foi feita de maneira “ilegal”, pois escondeu o vinho em um refrigerador que ficava na igreja, onde era “inadvertidamente abençoado pelo padre, enquanto ele transformava o vinho em sangue de Cristo, durante a Eucaristia”.

De acordo com a Galeria de Arte R’Pure, 10 artistas participarão dessa exposição onde os visitantes poderão “revisitar objetos e símbolos que forjaram a cultura americana através dos olhos de seus criadores”.

Cada peça é uma interpretação pessoal de algum aspecto da vida cotidiana, seja de comemoração, crítica ou simplesmente uma observação. A exposição pretende questionar os valores da cultura norte-americana que, de muitas maneiras, influencia todo o mundo.

Embora muitas das obras de arte sejam provocativas, nenhuma é tão controversa quanto o Jesus em um palito de picolé. Acostumado a controvérsias, Errazuriz disse que sua intenção não é provocar as pessoas. “Não que eu deseje propositadamente ficar em apuros. Acredito que se você não está fazendo um trabalho capaz de fazer as pessoas pararem, pensarem e discutirem, então é melhor nem trabalhar”, disse ele.

Criado em uma família católica, Errazuriz se diz agora um “ateu praticante”, mas ele tem muitos amigos e familiares que são religiosos, e diz que respeita suas crenças. Porém, confessa que sempre foi atormentado pela religião, especialmente quando as pessoas tentam impor suas crenças sobre os outros.

“Questionar a realidade que recebemos das gerações anteriores pode ser incrivelmente libertador”, disse o artista.

Sua maior crítica é quanto aos dogmas que mantém uma influência crescente sobre a política, especialmente quando os líderes insistem em “professar publicamente sua fé em Deus e fazer cumprir as leis que defendem a ideologia da Bíblia, mesmo que isso passe por cima das liberdades individuais”, explica.

Seus picolés são apenas um símbolo, um convite para que os visitantes da galeria levem suas religiões – não importa qual sejam – um pouco menos a sério.

Embora a ameaça do fanatismo islâmico seja mais visível na mídia, Errazuriz quer lembrar que o extremismo nunca é aceitável, independentemente da religião. Ele menciona a Ku Klux Klan, que décadas atrás era “uma força política dominante na sociedade americana, que se dizia uma organização cristã e usava uma cruz em chamas como símbolo”.

Errazuriz enfatiza que a língua das pessoas que provarem os “picolés de Jesus” ficará manchada de vermelho após seu consumo e isso os lembraria da relação entre o fanatismo e a violência religiosa histórica. Ele também espera que os palitos “provem que os cristãos sabem lidar com um pouco de humor e ironia. Este indicador saudável é mais difícil de encontrar entre os fanáticos religiosos de outras religiões”, finaliza.

Tradução: Agência Pavanews

Eliott C. McLaughlin, na CNN

quinta-feira, 26 de abril de 2012

5 argumentos a favor e contra a existência de Deus



Artigos que falam sobre religião são sempre polêmicos. Para estimular a reflexão, vamos apresentar cinco argumentos a favor da existência de Deus (nesse caso segundo o cristianismo), e os contra-argumentos para eles.

1 – ARGUMENTO ONTOLÓGICO
Formulado pela primeira vez por Santo Anselmo, Arcebispo de Canterbury, e reformulado por Alvin Plantinga, esse argumento diz: “Deus existe, desde que é logicamente possível que ele exista”. Este argumento é muito simples, exigindo não apenas uma crença em Deus, mas uma crença na necessidade de Deus. Se você acredita que ele é necessário, então você deve acreditar que ele existe.

O contra-argumento: a crítica normalmente lida com o argumento ontológico dizendo que ele é uma “afirmação vazia”, o que significa que afirma qualidades inerentes apenas a uma declaração não comprovada, sem qualquer suporte. Também é criticado como um argumento circular, girando em torno de uma premissa a uma conclusão que se baseia na premissa, que se baseia na conclusão. Cá entre nós, simplista ou não, eu acho esse argumento inteligente. É fato que ninguém provou, sem sombra de dúvida, que Deus existe, mas ninguém também provou que ele não existe. Ou seja, ele pode existir não?

2 – ARGUMENTO MORAL
Este argumento é muito antigo, e afirma que Deus deve existir pelo seguinte motivo: primeiro, um aspecto de moralidade é observado; a crença em Deus é a melhor explicação para essa moralidade do que qualquer outra alternativa; portanto, a crença em Deus é preferível a descrença em Deus.

O contra-argumento: este argumento é tecnicamente válido se os três componentes dele forem aceitos, e a maioria dos críticos se recusa a aceitar o primeiro. Moralidade, eles argumentam, não é universal. O homicídio foi perfeitamente aceitável para os soldados da Primeira Cruzada, que mataram cada homem, mulher e criança em Jerusalém em 1099. Thomas Hobbes argumenta que a moralidade baseia-se na sociedade em torno dela, e não é, portanto, objetiva.

3 – ARGUMENTO DE GRAU
Esse argumento é uma das “Cinco Provas de Deus” de São Tomás de Aquino, e ainda provoca debate. Aqui está a declaração de Aquino, traduzida do latim (não perfeitamente): “A quarta prova origina-se dos graus descobertos nas coisas. Pois é descoberto maior ou menor grau de bondade, de verdade, nobreza e outras coisas. Mas ‘mais’ ou ‘menos’ são termos falados sobre várias coisas que vão se aproximando de diversas maneiras a algo que é o ‘maior’, assim como no caso do ‘mais quente’ se aproximar do que seria o ‘maior calor’. Existe, portanto, algo ‘mais verdadeiro’ e ‘melhor’ e ‘mais nobre’, que, em consequência, é o ‘maior ser’. As coisas que são as maiores verdades são os maiores seres, como se afirma na Metafísica. Além disso, o que é o maior e o melhor é, de outro modo, a causa de todas as coisas pertencentes a ele; assim fogo, que é o maior calor, é a causa de todo o calor, como é dito no mesmo livro (cf. Platão e Aristóteles). Portanto, existe algo que é a causa da existência de todas as coisas, e da maior bondade e de toda a perfeição. Chamamos isso de ‘Deus’”.

O contra-argumento: a crítica mais prevalente desse argumento considera que não temos de acreditar em um objeto de um maior grau, a fim de acreditar em um objeto de um menor grau. Richard Dawkins, um famoso ateu, argumenta que só porque nos deparamos com um objeto com mau cheiro, não precisamos acreditar em algo que é a coisa mais malcheirosa do mundo.

4 – ARGUMENTO DE RAZÃO
O escritor C. S. Lewis surgiu com esse argumento. Ele afirma que Deus deve existir, porque: “Supondo que não há nenhuma inteligência por trás do universo, nenhuma mente criativa. Nesse caso, ninguém concebeu meu cérebro para o propósito de pensar. Trata-se apenas de um acaso, que os átomos no interior do meu crânio, por razões físicas ou químicas, se organizaram de uma certa maneira que me dá, como subproduto, a sensação que eu chamo de pensamento. Mas, em caso afirmativo, como posso confiar em meu próprio pensamento, que ele é verdadeiro? É como virar uma jarra de leite na esperança de que a maneira como o leite espirra resulte em um mapa de Londres. Mas se eu não posso confiar em meu próprio pensamento, é claro que eu não posso confiar nos argumentos que levam ao Ateísmo e, portanto, não tenho razão para ser ateu, ou qualquer outra coisa. Se eu não acreditar em Deus, eu não posso acreditar no pensamento e não posso usá-lo para não acreditar em Deus”.

O contra-argumento: essa ideia soa poderosa, e o julgamento final sobre ela ainda está em debate. Mas o seu principal ponto fraco é que, no sentido mais estrito, não é uma prova da existência de Deus, porque requer a suposição de que a mente humana pode avaliar a veracidade ou falsidade de uma afirmação, e exige que a mente humana possa ser convencida pela argumentação. Mas, para rejeitar a hipótese de que a mente humana pode avaliar a veracidade ou falsidade de uma afirmação, uma mente humana tem de assumir que esta afirmação é verdadeira ou falsa, logo prova que a mente humana pode avaliar a veracidade ou falsidade de uma alegação. Mas nada disso tem nada a ver com a existência de Deus. Assim, o argumento é mais tratado como uma refutação do materialismo naturalista. No entanto, dado que a maioria dos ateus usa o materialismo naturalista como a fundação de ateísmo, é um argumento muito viável.

5 – ARGUMENTO COSMOLÓGICO
A prova mais famosa de Deus de Tomás de Aquino é essa, e você provavelmente já ouviu falar dela de alguma forma. Esse argumento surgiu antes de Aquino, pelo menos tão cedo quanto Platão e Aristóteles, e em termos básicos, diz: Todo ser finito e contingente tem uma causa. Nada finito e contingente pode causar si mesmo. Uma cadeia causal não pode ser de comprimento infinito. Portanto, uma Primeira Causa (ou algo que não é um efeito) deve existir. Isto é especialmente impressionante na medida em que foi teorizado pelos gregos, numa altura em que o universo não era conhecido por ter tido uma origem, que hoje chamamos de “Big Bang”. O argumento mudou para a seguinte forma: Tudo que começa a existir tem uma causa. O universo começou a existir. Portanto, o universo teve uma causa.

O contra-argumento: Sequencialmente falando, esses três pontos são verdade. Mas o segundo ponto requer que o universo tenha uma causa, e nem todos têm certeza disso. O “Big Bang” é a teoria mais prevalente na astrofísica hoje, mas há controvérsias se o universo é infinito ou teve um começo. Esse argumento também comete a falácia lógica chamada “regressão ao infinito”. Se o universo teve uma primeira causa, o que causou essa causa em primeiro lugar? A crítica afirma que é injusto defender a causa de todas as coisas, e, em seguida, defender a única exceção de uma “Primeira Causa”, que não têm uma causa.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Campanha ateísta de Natal 2012

 Ateus Americanos estão planejando colocar mais outdoors sobre “Mitos” neste Natal

No ano passado, a organização ateísta American Atheists chamou atenção internacionalmente por sua campanha com outdoors em Nova York dizendo “Você sabe que é um mito, neste final de ano celebre a razão”. Mas em 2011 o grupo planeja colocar novos outdoors pondo lado a lado imagens de Papai Noel, Jesus, Poseidon (deus dos mares) e o diabo. A mensagem é provocativa: “37 milhões de americanos conhecem MITOS quando os veem. Que mitos VOCÊ vê?”.

Dave Silverman, presidente da American Atheists, disse esperar que isso gere “muitas conversas em nível nacional.”

Muitos pastores dizem simplesmente que a mensagem desse ano mostra apenas "ignorância”, uma vez que para eles é claro que não há comparação de Jesus com os outros, seja na relevância histórica ou na fé.

Outdoors similares estão programados para os estados de Ohio, Nova Jersey e Florida.

Apesar da atenção negativa que tiveram ano passado, Blair Scott, diretor  de comunicações do American Atheists disse que os outdoors não pretendem ofender as pessoas, mas entende por que isso acontece. ”Quando você pergunta a alguém sobre suas antigas crenças e doutrinas, eles ficam imediatamente ofendidos e ficam na defensiva: é um fenômeno psicológico conhecido”, completou .

A Convenção dos Ateus Americanos acontecerá em Fort Lauderdale, Flórida, dias 17 e 18 de dezembro. Uma campanha especial com outdoors naquele Estado dirá ”2 milhões de moradores da Flórida não acreditam em deuses”. A campanha de Natal da associação ateísta deve ter início dia 11 de dezembro.

No ano passado, a Liga Católica  Americana rebateu o outdoor de Nova York, colocando quase ao lado, outro que dizia “Você sabe que é real. Neste Natal celebre a Jesus”. Ainda não há confirmação que alguma instituição cristã fará o mesmo este ano.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Celebridades que não acreditam em Deus

Woody Allen: De ascendência judia, o cineasta manifesta frequentemente sua dúvida em relação à existência de Deus. Uma de suas frases famosas, presente no filme autobiográfico “Stardust Memories”, é: “Para você, eu sou um ateu. Para Deus, eu sou a oposição leal”.

Jodie Foster: A atriz Jodie Foster diz que celebra o Natal com os filhos, mas que não acredita em uma força superior. “Eu amo religiões e rituais, apesar de não acreditar em Deus”, disse ao “Entertainment Weekly”.

Deborah Evelyn: Deborah, que esteve na novela “Insensato Coração” como a personagem Eunice, também não acredita em Deus. “Fé é uma coisa que ou você tem ou não tem. E eu nasci sem fé”, disse em 2011 ao “Diário de São Paulo”.

John Malkovich: O ator se considera ateu. Apesar de não falar muito sobre o assunto, certa vez, disse: “Eu acredito em pessoas, acredito em seres humanos, eu acredito em um carro, mas não consigo acreditar em algo sobre o qual não tenho absolutamente nenhuma evidência há milênios”.

Caetano Veloso: O compositor escreveu no livro “Verdade Tropical” que o Brasil deveria ser ateu. Em entrevista à “Ípsilon”, falou sobre a polêmica. “(Fui) criticado com razão. Não há o menor indício de que o Brasil tenha vocação para isso. Mas o ateísmo filosófico moderno, que tem a ver com a experiência do mundo moderno que vivemos, não pode ser simplesmente negado”, defendeu.

Chico Buarque: O músico é avesso a entrevistas e a levantar bandeiras, mas se diz ateu. “Eu não tenho crença. Eu fui criado na Igreja Católica, fui educado em colégio de padre. Eu simplesmente perdi a fé. Mas não faço disso uma bandeira. Eu sou ateu, como o meu tipo sanguíneo é esse”, disse em entrevista à revista “Brazuca”.

Lima Duarte: Lima Duarte é ateu declarado, mas discordou da implicância do autor português José Saramago (morto em 2010) com Deus. “Sou ateu como o Saramago, mas eu não preciso ficar amando Deus pelo avesso como ele fica”, disse à Folha de São Paulo, sobre o livro “Caim”.

Daniel Radcliffe: Quando tinha 19 anos, o protagonista de “Harry Potter” declarou à revista Esquire não acreditar em Deus. “Sou ateu, mas sou muito tranquilo quanto a isso. Eu não prego meu ateísmo”, revelou. Em seguida, brincou: “Agora, metade dos Estados Unidos não vai ver o próximo ‘Harry Potter’”.

Brad Pitt: Em uma entrevista ao site “Bild.com”, o ator se declarou 20% ateu e 80% agnóstico. “Não, não, não (acredito em uma força superior). Ninguém sabe ao certo. Você vai descobrir quando morrer ou não. Até lá, é inútil pensar sobre isso”, argumentou. Sua esposa, Angelina Jolie, disse ao site “A.V. Club” que “não há a necessidade”, para ela, de acreditar em Deus.

Zac Efron: Até o astro de High School Music surpreendeu o mundo ao declarar sua ausência de crenças. “Fui criado em uma família agnóstica, então nós nunca praticamos religiões, mas meus pais eram muito severos”, disse à revista Rolling Stone, em 2007.

Nando Reis: O cantor afirmou que perdeu a fé quando dois irmãos tiveram sequelas de uma meningite: um perdeu a audição e outra teve paralisia cerebral. "Eu não acredito em Deus. Eu não peço a Deus...”, disse o músico, em entrevista à Playboy.

Fonte: Yahoo

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como é o dia a dia de uma família sem fé

Em um país onde a religião tem grande importância, 

como será a rotina de famílias que não acreditam em Deus?


O Brasil é um país de população reconhecidamente religiosa. Mas não absolutamente: o grupo dos sem religião cresce cada vez mais e, de acordo com dados do IBGE, levantados pela “Folha de S. Paulo”, já chega a 12,8% da população, formando assim o segundo maior contingente de uma mesma “corrente”.

Neste grupo estão incluídos os ateus e os agnósticos. A diferença entre eles é sutil. Os ateus negam a existência de Deus. Já os agnósticos, apesar de muitos também não acreditarem, acham que a questão da existência ou não de Deus não pode ser definida. De qualquer forma, os dois grupos abrem mão do que há de mais presente na vida de uma enorme parcela de brasileiros: a religiosidade.

Mas afinal, como é a rotina de uma família que não acredita em Deus em um país onde a maioria das pessoas tem crenças em divindades? Como lidam com questões morais, sobre a morte e com a constante vigilância dos que desconfiam do caráter de alguém que não guia sua vida de acordo com doutrinas religiosas?

“Já ouvi algumas vezes uma afirmação que considero preocupante. Muitos me dizem que, porque não tenho religião, posso matar ou roubar. Fico espantada. O pensamento inverso é que, se aquela pessoa não tivesse uma religião, seria capaz destas coisas”, conta a psicóloga Iara Hunnicutt, 58, que é agnóstica. Segundo ela, muitas pessoas não conseguem distinguir caráter e religião. “Sempre respondi que qualquer um pode optar por matar ou roubar e depois arcar com as consequências. Mas eu jamais faria isso por que é simplesmente errado e condenável.”

A bióloga e professora universitária Cristina Bertoni (foto), 33, também tem seus momentos de questionamentos por parte da sociedade. “Sou gaúcha e vivo na Bahia, onde a religiosidade é muito presente. Meus alunos se chocam com o fato de eu ser ateia e não entendem como posso ser uma boa pessoa. Ética e educação não têm a ver com crenças. Questões de fé me incomodam”, diz.

Se os pais passam por situações difíceis por causa de seus posicionamentos diante do assunto religião, será os filhos também enfrentam esse problema? “Uma mãe nunca deseja que um filho sofra qualquer tipo de preconceito, mas isso acontece com frequência. Seja pela cor da pele, preferência sexual ou escolha religiosa. Temos que prepará-los para lidar com essa realidade da melhor forma possível”, explica Cristina, que tem um filho de dois anos e meio.

Iara, mãe de três filhos – de idades que vão de 33 a 37 anos – conta que sempre os ensinou a não debater preferência religiosa. “A minha filha mais velha é ateia e sofre muito mais que eu. Mas a escolha foi dela. Jamais proibi um filho de se interessar por alguma doutrina.”

A bacharel em direito Eliete de Oliveira, 41, mãe de uma garota de 18 anos e um menino de 12, afirma que o mais novo já se interessou pelo espiritismo. “Minha sogra é espírita e ele seguiu, durante um tempo, a mesma doutrina. Não me incomodei. Acho que só seria contra se fosse uma religião que limitasse a vida dele com muitas proibições. O espiritismo não é assim.”

Convites para batizados, casamentos, missas, enterros e tantos outros eventos que demonstram a opção religiosa de quem os promove estão presentes, frequentemente, na vida de quem socializa com família e amigos.

Não é diferente com famílias ateias ou agnósticas. Iara aceita tais convites e ensina os filhos que, quando se está na casa de outra pessoa, devem respeitar seus costumes. “Se todos ficam em pé, também ficamos. Se todos sentam, sentamos. Só não rezamos porque não acreditamos naquelas palavras. Mas respeito é fundamental. Por mais que nem sempre nos respeitem”, explica.

Texto de Danielle Nordi publicado no iG

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Neurorrealidade: a nova “Bíblia dos Ateus”

Neurologista afirma ter criado a primeira religião do mundo com base científica, mostrando que fazer a ponte entre cérebro e mente, ciência e religião, pode realmente inspirar as pessoas.

Bruce E. Morton, neurocientista e filósofo formado em Harvard, e atualmente professor da Universidade do Havaí, acaba de lançar seu novo livro Neuroreality: A Scientific Religion to Restore Meaning, or How 7 Brain Elements Create 7 Minds and 7 Realities. [Neurorrealidade: Uma religião científica para restaurar o Sentido da Vida, ou como os 7 elementos do cérebro criam 7 mentalidades e 7 realidades”.

Líderes religiosos estão chamando a obra simplesmente de ciência experimental, enquanto outros dizem que é uma nova “Bíblia de ateus”. Morton promete uma transformação na vida dos que lerem sua obra.

Ele afirma que trata-se de um “upgrade de 4000 anos na religião, baseada em um método científico que esclarece as múltiplas naturezas da consciência e da realidade.” Afirma ainda que sua pesquisa empírica demonstra que suas ideias farão os seguidores “felizes e realizados. No entanto, críticos dizem que o autor está tentando criar algo novo para que os ateus e os não-cristãos possam se agarrar, uma espécie de sistema de crenças para validar a sua própria busca.

Talvez o significado mais preciso de ateísmo para muitas pessoas é a ausência ou rejeição de uma crença em Deus. Porém, Michael Martin, um proeminente filósofo ateu, define o ateísmo inteiramente em termos de crenças. Para ele, o ateísmo negativo é simplesmente a falta de crença teísta, o ateísmo positivo é a descrença específica em Deus, e o agnosticismo não crê nem deixa de crer em Deus.

Morton afirma que seu novo livro não contém crenças ou experimentos sobrenaturais, e vai orientar os leitores na sua caminhada religiosa, fornecendo uma visão ampliada sobre o propósito da vida, usando um método científico. Alguns de seus colegas pesquisadores elogiam Morton por descobrir um novo conjunto de crenças religiosas e também estão dizendo que este poderia ser uma “nova Bíblia para os ateus.”

“O Dr. Morton deveria ser nomeado para o Prêmio Nobel da Paz pelo seu trabalho brilhante e instigante”, disse o Dr. E A Hankins III da Faculdade de Medicina da UCLA e fundador do Museu Mundial de História Natural, na Califórnia. Que complementa: “Desde Darwin não vemos tamanha riqueza de novas ideias, capazes de mudar o mundo, e que vêm para desafiar nosso conhecimento do universo, da vida e do funcionamento da mente humana.”

Morton escreveu o livro depois de passar por um período de depressão. Ele fez várias tentativas de auto-medicação para se curar, incluindo o uso de produtos químicos, após tomar mais de 40 compostos psicoativos, até passar por uma experiência “de transcendência”, quando “descobriu a fonte de elemento social do cérebro, que lhe deu uma visão mais precisa sobre a vida, o universo e a realidade.”

Ao longo do livro, o autor discute quatro maneiras diferentes, mas inter-relacionadas de produzir uma transformação de vida, além de listar 21 soluções para a vida, com base científica – que não dependem de fé.

Vários pensadores cristãos reagiram a essas afirmações. Howard Storm, autor de livros teológicos e professor da Northern Kentucky University, disse que o Evangelho de Cristo é muito mais simples que a maioria das pessoas acredita. Para ele, “há muitas pessoas tentando complicar a fé em Deus ou procurando oferecer uma resposta que transforme a vida de tudo o que não entendemos. A mensagem simples de Jesus não necessita de qualquer interpretação, nem todas as regras e tradições que dizemos vir junto com ela. Jesus tinha uma mensagem simples: amar incondicionalmente. Ele disse que tudo se baseia no amor ao próximo e a Deus. A mensagem do Evangelho é tão simples e tão profundo quanto o amor.”

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Outdoors ateus promovem ataques gratuitos à fé


Porto Alegre é a primeira capital brasileira a receber cartazes da campanha publicitária da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea).

As imagens com a mensagem "Diga não ao preconceito contra ateus", começaram a aparecer no início do mês. O cartaz mais polêmico cita "Religião não define caráter", e mostra as imagens de Charles Chaplin, como ateu, e de Adolf Hitler, como crente.


Outra parte da campanha divulgada na capital do Rio Grande do Sul afirma "Somos todos ateus com os deuses dos outros", e traz imagens de uma divindade hindu, uma divindade egípcia e de Jesus de Nazaré, com as legendas "mito hindu", "mito egípcio" e "mito palestino". Uma terceira diz que "A fé não dá respostas, só impede perguntas".


A Atea tinha o objetivo de divulgar sua "campanha dos ônibus", projeto que foi proibido em São Paulo, Florianópolis, Salvador e Porto Alegre. Finalmente, conseguiu algum sucesso em Porto Alegre, onde a campanha passou a ser exibida pela capital em formato de outdoors.

"Todos têm o direito de se expressar, só duvido que Hitler fosse um homem de fé", afirma o Presidente da regional gaúcha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Zeno Hastenteufel.

"Há uma noção de que ateus são maus. A campanha quer mudar essa imagem", explica Daniel Sottomaior, presidente da Atea.

Para alguns críticos que avaliam a campanha da Atea, o teor é militante e agride a fé da sociedade brasileira que é 90% cristã. Entre os teístas e religiosos, de forma geral, a campanha é totalmente tendenciosa, mesmo também entre muitos ateus, com o objetivo de promover um ataque gratuito e sutil à fé das pessoas.

Fonte: The Christian Post

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Hollywood produz filme abertamente pró-ateísmo

Charlie Hunnam e Terrence Howard em cena do filme “The Ledge”
Em pé, no parapeito de um edifício, enquanto um policial tenta acalmá-lo, um homem precisa fazer uma decisão que mudará – ou dará fim – a sua vida e a de outra pessoa. Ele não sabe se deve pular, pois não é um suicida. Porém, está fazendo isso para salvar a vida de sua amante. Essa é a cena central do longa-metragem “The Ledge” [O Parapeito], suspense feito por uma produtora pequena que estreou esta semana nos EUA. É definido como “uma história de amor, religião e vingança”, pois coloca como vilão um marido cristão violento contra o mocinho ateu, que se envolveu com sua mulher.

Escrito e dirigido por Matthew Chapman, um ateu militante, The Ledge é a primeira tentativa de Hollywood em criar um herói abertamente ateu em uma história sobre conflito religioso. Curiosamente, Chapman é bisneto de Charles Darwin e já escreveu livros sobre o conflito entre religião e ciência. “O objetivo do filme é ajudar a criar uma imagem mais positiva para o ateísmo”, que para Chapman, “é muitas vezes incompreendido e difamado”. As pesquisas mostram que os americanos estão aceitando cada vez mais os gays e as lésbicas. Filmes como “O Segredo de Brokeback Mountain” ‘[2005], são apontados como parte importante dessa tendência. Chapman quer que os ateus aprendam com isso. “O movimento gay tem um trabalho consistente para apelar às emoções do grande público”, diz ele. “Os ateus ainda não sabem fazer isso.”

“Minha esperança era gerar um apelo emocional”, diz. Ele espera que seu filme seja uma espécie de “Brokeback Mountain” para não religiosos. Indicado para o prêmio de melhor drama no 2011 Festival de Sundance , “The Ledge” tem no elenco estrelas como Terrence Howard, Liv Tyler, Charlie Hunnam e Patrick Wilson. A grande questão em torno do filme é que tipo de reação o público americano terá ao sair de casa para ver uma propaganda do ateísmo de quase duas horas.

Pesquisas de opinião mostram que o número de americanos “sem religião” tem mostrado um rápido crescimento, mas apenas uma pequena minoria se identifica como ateus. Uma pesquisa recente do Instituto Pew revela que 61% dos americanos dizem ser menos propensos a apoiar um candidato a presidente que não acredita em Deus, comparado a 33% que disseram que ser menos propensos a apoiar um candidato gay. Chapman enfatiza: “Para mim, há algo muito mais terrível no ato de votar em alguém que aceita as coisas pela fé, sem ter qualquer prova.”

Não é surpresa que um filme com um herói ateu e um vilão cristão já está atraindo críticas. Bill Donohue, presidente da Liga Católica Conservadora, emitiu uma declaração esta semana, falando claramente sobre o filme. “As pessoas de fé, especialmente os católicos, estão acostumadas a serem ofendidas por Hollywood, mas não estão acostumadas a ver filmes que promovem o ateísmo”, escreveu ele.

Chapman respondeu, “Eu não fiz o filme para ateus, mas para as pessoas que questionam o que realmente significa ser ateu”. S. Brent Plate , professor de estudos religiosos do Hamilton College, desafia a noção que cristianismo e ateísmo são forças opostas. “Estou interessado em ver como a religiosidade do ateísmo é retratada. É muito triste que a nossa conversa sobre certos tópicos muitas vezes esteja reduzida (a insultos)”, explicou ele, que ainda não viu o filme. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil, mas já existem trailers na internet.

Fonte: Pavablog com informações de CNN