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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

O MAL DOS SERMÕES ÁGUA COM AÇÚCAR

Faz alguns anos, o U.S. News & World Report publicou, como artigo de capa, o tópico sobre a espiritualidade no mundo atual, informando que a religião, em muitas partes do mundo, tomou um manto de psicologia popular. Muitas congregações crescem oferecendo uma teologia açucarada, com uma dieta light de sermões preocupados com temas como “realização pessoal”, como ser “melhor parceiro”, “melhor empregado”, “melhor chefe” e “amigo” e até como “perder peso”. Mesmo admitindo que alguns desses tópicos possam ser uma preocupação da igreja, eles não podem ser o foco central da pregação.

Muitos pregadores modernos têm enfatizado unilateralmente os atributos da misericórdia, perdão e amor de Deus, mas negligenciado igual ênfase em Sua justiça, santidade e inimizade contra o pecado. Poderia ser que, na tentativa de agradar as pessoas e nos tornarmos simpáticos aos que queremos alcançar, estejamos comprometendo os ensinos das Escrituras? É evidente que, como o contexto em que pregamos muda, devemos fazer ajustes em nossa forma de apresentar o evangelho, mas isso não muda sua essência. Enquanto métodos de comunicação podem variar, o fundamento da verdade bíblica deve permanecer inalterável.

Em nossa pregação, não mudamos Deus nem Sua verdade. Devemos manter em equilíbrio dois polos da proclamação cristã; de um lado, manter a identidade, o caráter bíblico do conteúdo proclamado; de outro, manter a relevância, que é o relacionamento da revelação com o contexto humano atual. Muitos querem ser relevantes sem ter identidade bíblica. Outros querem reter a identidade, mas no processo deixam de ser relevantes. Os dois perigos são reais. A preocupação com a relevância tende a levar à “contextualização pragmática” do evangelho, conduzindo à utilização de recursos estranhos à Palavra de Deus.

A atual superficialidade no conhecimento das Escrituras tem contribuído, mais do que qualquer outra coisa, para obliterar a consciência profético-doutrinária da denominação. O estudo objetivo (doutrinário) da Bíblia tem sido substituído por uma leitura pietista (existencialista), destinada quase que exclusivamente a alimentar um relacionamento místico e subjetivo com Cristo. Consequentemente, os sermões de muitas de nossas igrejas tornaram-se mais leves, substituindo, em grande parte, o conteúdo doutrinário da Bíblia pelas experiências pessoais do próprio pregador.

Deveríamos imitar mais de perto o exemplo deixado por Cristo em Seu relacionamento com a verdade. Ellen White afirma: “Em Seus ensinos, Cristo não sermonizava, como fazem os ministros atualmente. Sua tarefa era a de edificar sobre a estrutura da verdade. Ele ajuntou as preciosas pedras da verdade, de que o inimigo se havia apossado e colocado na estrutura do erro, recolocando-as na estrutura da verdade, para que todos os que recebessem a palavra fossem por ela enriquecidos" (Mensagens Escolhidas 1, p. 206).

O outro perigo é a tentativa de ser “bíblico” e cair na bibliolatria, respondendo a perguntas que ninguém está fazendo. Ou tentar responder, no século 21, a questões do século 19. De qualquer maneira, devemos entender que o único evangelho capaz de satisfazer às necessidades humanas é o evangelho real, ministrado em sua fórmula original, sem açucaramentos ou diluições.

Charles Spurgeon, o Príncipe dos Pregadores (como era conhecido por muitos), disse: "Evitai o evangelho açucarado, assim como evitaríeis um açúcar amaciado pelo chumbo. Procurai o evangelho que rasga e rompe e corta e fere, entalha e até mesmo mata, pois esse é o evangelho que também vivifica."

Creio, particularmente, que a superficialidade doutrinária que enfrentamos hoje é uma das mais importantes estratégias satânicas para deixar-nos despreparados para os eventos finais, sem condições de expormos, de forma convincente, a base bíblica de nossas doutrinas. "Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, pois o próprio Satanás se transforma em anjo de luz" (2 Coríntios 11:13, 14).

Concluo com este pensamento de Ellen G. White extraído do livro Os Ungidos (pp. 60-61). Ela nos adverte:

"A voz severa de repreensão é necessária ainda hoje, pois pecados terríveis têm separado de Deus o povo. A infidelidade virou moda. ‘Não queremos que esse homem seja nosso rei’ (Lc 19:14), milhares afirmam. Os sermões superficiais pregados com tanta frequência não causam efeito duradouro; a trombeta não dá um sonido certo. O coração das pessoas não é atingido pelas claras, cortantes verdades da Palavra de Deus.

Muitos dizem: ‘Por que precisamos falar de forma tão clara?’ isso é o mesmo que perguntar: ‘Por que João Batista teve que provocar a ira de Herodias, dizendo a Herodes que ele estava errado em viver com a mulher de se irmão?’ Aquele que preparou o caminho para o ministério de Cristo perdeu a vida por falar com clareza.

Os que deveriam ser guardiões da lei de Deus têm usado esse argumento até que finalmente permitem que a comodidade torne o lugar da fidelidade, e o pecado continue a ser praticado sem reprovação. Quando será a voz da fiel reprovação ouvida novamente na igreja?

‘Você é esse homem’ (2Sm 12:7). Raramente se ouve nos púlpitos de hoje, raramente se lê nas publicações atuais, palavras tão claras como essas, ditas por Natã a Davi. Os mensageiros do Senhor não dão resultados enquanto não se arrependem do desejo de agradar aos outros, pois isso faz com que encubram a verdade.

Não é por amor ao próximo que os pastores amenizam a mensagem sob sua responsabilidade, mas porque são condescendentes consigo mesmos e amam a vida fácil. O verdadeiro amor busca primeiro a honra a Deus e a salvação do próximo. Os que possuem esse amor não deixaram de falar a verdade para fugirem dos resultados desagradáveis de falar com clareza. Quando as pessoas estão em perigo, os pastores de Deus falarão a palavra que lhes é ordenada, recusando desculpar o mal.

Ah, se todo pastor tivesse a coragem de Elias! Os pastores deve repreender, corrigir e exortar ‘com toda a paciência e doutrina’ (2Tm 4:2). Em nome de Cristo eles devem animar o obediente e advertir o desobediente. Ele não devem dar valor algum aos interesses mundanos, mas prosseguir com fé. Não devem falar suas próprias palavras, mas sua mensagem deve ser: ‘Assim diz o Senhor’ (Êx 4:2). Deus chama pessoas como Elias, Natã e João Batista – pessoas que levarão fielmente Sua mensagem sem temer as consequências, pessoas que falarão a verdade, ainda que isso signifique sacrificar tudo que possuem."

terça-feira, 4 de julho de 2023

O PRIMEIRO SERMÃO DE PEDRO

O pastor John M. Fowler, que foi um grande pregador, apresentou este sermão como se fosse o apóstolo Pedro. Esse artifício dá ao sermão uma força narrativa espetacular. Mas preste atenção que o sermão continua sendo expositivo, pois o pregador segue fielmente o texto bíblico, parte por parte, e vai expondo, explicando e aplicando cada detalhe.

É o primeiro sermão de Pedro, no dia de Pentecostes, fundamentado no Antigo Testamento (nos Salmos e na profecia de Joel), mas ao mesmo tempo é um testemunho vivo e eloquente de quem conviveu com Jesus. O pastor Fowler ainda prega usando um outro recurso, a metalinguagem, através do qual nos ensina a fazer um bom sermão. De fato, vale muito a pena estudar e aprender a pregar com estes mestres: Pedro e John Fowler.

O SERMÃO
O texto é Atos 2:14 a 41. O esboço está destacado no final do artigo. O que segue é um resumo do sermão: 

Quem me conheceu, desde criança, não imaginava que eu viesse a me tornar um pregador. Eu não tinha jeito nem motivação para isso. Cresci numa vila de pescadores rudes. Minha vida era tão difícil quanto as ondas do lago da Galileia. Eu pescava e cheirava a peixe. Era rude, desarrumado. Geralmente falava antes de pensar. Como ser um pregador assim? Não combina.

Então, um dia, Jesus de Nazaré me encontrou. Seu olhar penetrante, quase cirúrgico, atingiu meu coração. Quando Ele me disse: “Simão, siga-Me”, não pensei duas vezes. Passei em casa, para dizer à minha esposa que eu seria um pescador de homens. Ela arregalou os olhos, como que me dizendo: “Mas eu estou acostumada a me alimentar de peixe, e não de gente!”

Como seguidor de Jesus, eu queria prestar atenção em cada detalhe dos Seus ensinos. Tudo me impressionava: Sua compaixão, os milagres, as parábolas, Sua vida. Passei por muitas experiências impressionantes: andei sobre as águas, confessei Sua divindade, neguei que O conhecia, fui correndo feito um doido até Sua sepultura... Mas ser um pregador do Reino, já pensou? Apesar de tudo, no fim Ele confirmou essa missão (Mt 28:19, 20).

Só quando o Espírito Santo desceu, no dia de Pentecostes, tudo começou a fazer sentido (ver At 2:1, 2; Jo 16:13). Então, aprendi a primeira lição: Sem empoderamento do Espírito Santo não existe pregação. Foi o poder do Espírito, naquele dia, que me colocou na frente do povo e me ajudou a pregar meu primeiro sermão. Naquele dia, o sermão não foi um incidente comum. Nenhum sermão é um incidente. Toda a minha vida anterior foi uma preparação para ele, embora eu não estivesse consciente disso. O Espírito Santo me permitiu colocar a mensagem na perspectiva e no contexto adequados.

Em primeiro lugar, a perspectiva da Palavra de Deus. Aproximadamente 50% do meu sermão foi constituído de passagens da Bíblia. Um sermão que não brota da Palavra de Deus não consegue mostrar a Palavra viva diante da congregação. A pregação precisa conectar o presente com o passado e então apontar para o futuro. Em segundo lugar, o Espírito nos permite pregar dentro do contexto de uma certa urgência escatológica. O texto de Joel 2:28-32 me ajudou a relacionar sua ênfase no tempo do fim com “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (At 2:17-21). Se tivesse que resumir todo o meu sermão daquele dia em uma só palavra, ela seria: Jesus.

O JESUS HUMANO
Jesus tem que ser o foco decisivo de cada sermão. Você pode falar sobre doutrina, estilo de vida, ética, milagres, parábolas, ou sobre determinada passagem, mas o foco tem que ser Jesus. No dia de Pentecostes, para me assegurar de que não seria mal compreendido, mencionei três vezes a expressão “este Jesus” (At 2:23, 32, 36). A pregação cristã precisa destacar o Jesus histórico como uma pessoa real e humana. Esse Jesus que nós adoramos e pregamos não é uma figura mitológica. Tem que ficar muito claro que Jesus é Deus invadindo a esfera humana com o objetivo de uma vez para sempre resolver o problema do pecado (ver Atos 4:12).

O JESUS DIVINO
Esse é o segundo ponto que eu queria que aquela minha congregação entendesse perfeitamente. Jesus não era apenas um grande líder. Jesus é Deus, que entra na história humana para executar o plano que estava formulado “desde a fundação do mundo” (Ap 13:8).

Eu levantei a voz com muita ênfase para clamar: Esse Jesus que vocês crucificaram, foi por Deus ressuscitado (At 2:23, 24). Um sermão precisa apresentar provas incontestáveis. Por isso, eu busquei no Antigo Testamento os textos de Deuteronômio 21:23 e também do Salmo 16:8 a 11. As declarações do salmista são o fundamento do que estou falando em Atos 2:25-31. Enquanto aquela congregação ainda estava assimilando a interpretação que fiz do salmo, eu saquei a minha segunda prova de que Jesus é Deus: eu era uma testemunha ocular dos fatos. Eu tinha a vantagem definitiva de conhecer pessoalmente Jesus. Eu podia falar sobre a minha sogra, a alimentação dos 5.000, os dez leprosos, Lázaro, a minha própria traição, e tudo o mais. Fui o primeiro discípulo a testemunhar a ressurreição de Jesus, embora Maria Madalena tenha demonstrado mais fé que eu. Quem é testemunha ocular pode falar com autoridade.

O JESUS VIVO
Eu tinha outro ponto importante para mencionar em meu sermão: O Jesus ressurreto ascendeu ao Céu, de onde Ele tinha vindo, e fiz isso ao citar o Salmo 110:1 (ver At 2:34-36). Esse foi o ponto alto do meu sermão, para deixar absolutamente claro que Aquele que tinha sido por eles (tanto os judeus quanto os romanos) crucificado, Deus O tinha feito Senhor e Cristo.

No momento seguinte, veio a resposta inevitável: as multidões começaram a chorar e a clamar “Que faremos, irmãos?” (At 2:37). Nenhum sermão pode terminar sem conseguir essa reação dos ouvintes. Pregar não é entreter e nem apenas passar informações, pregar é levar as pessoas até a cruz, oferecer a esperança que dela emana e apelar para que todos aceitem Jesus como Senhor e Salvador. Você ficou surpreso com o resultado: um batismo de 3 mil pessoas no primeiro dia de uma campanha evangelística? Onde forem pregados sermões adequados, os resultados aparecerão.

ESBOÇO DO SERMÃO 
O Primeiro Sermão de Pedro 
Texto: Atos 2:14-41 

Introdução 
1. O encontro com Jesus. Aceitação de Jesus 
2. Aguardando o empoderamento do Espírito (At 1:8) 
3. Tornando-se parte do Seu povo (At 2:14) 
4. Senso de urgência (At 2:17-22) 
5. Proclamando Sua Palavra (At 2:14 e seguintes) 

I. O Jesus humano 
1. Jesus, o cumprimento da profecia – At 2:25-28 
2. Jesus, o homem da história – At 2:22 
3. Jesus, o árbitro do destino humano – At 2:42 

II. O Jesus divino 
1. “O desígnio e presciência de Deus” – At 2:23 
2. Apesar disso, foi crucificado – At 2:23 
3. “Deus, porém, O ressuscitou” – At 2:24, 32 
4. Desse Jesus eu sou uma testemunha ocular 

III. O Jesus vivo 
1. Seu corpo não foi corrompido – At 2:27, 31 
2. Ele assentou-Se à direita do Pai – At 2:25, 33 
3. Absolutamente vitorioso – At 2:33-36 

Apelo 
1. “Que faremos com este homem Jesus? – At 2:37 
2. Entregue-se ao Jesus eterno 
3. Aceite o único meio de salvação – At 2:38 
4. Venha fazer parte da família de Jesus – At 2:41

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

DISCERNIMENTO

O discernimento é essencial no processo de tomar decisões sábias. A Bíblia diz em Tiago 1:5: “Ora, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não censura, e ser-lhe-á dada.”

O discernimento é essencial para o crescimento espiritual. A Bíblia diz em Hebreus 5:14: “Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.”

O discernimento é para os humildes. A Bíblia diz em Salmos 25:9: “Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o seu caminho.”

As coisas espirituais são discernidas espiritualmente. A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:13-14: “As quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”

Ellen G. White também comenta sobre o tema: 

"O Salvador está disposto a ajudar a todos quantos O invoquem em busca de sabedoria e discernimento" (CBV, 117).

"O exercício da sabedoria e do bom discernimento fará muito em favor de Deus. Ao cumprirem os Seus servos os requisitos do evangelho segundo sua aptidão, Deus fará deles um louvor ao Seu nome. Ele propõe que mediante a exemplificação da verdade na vida dos Seus seguidores, almas sejam ganhas para Ele" (MS, 195).

"Procuram-se homens que sintam sua necessidade de sabedoria do alto, homens que sejam convertidos de coração, que compreendam que são apenas pecadores mortais e devem aprender lições na escola de Cristo antes de estarem preparados para moldar outras mentes. A comunhão com Deus é altamente essencial para a saúde espiritual; e somente através dela pode ser obtida aquela sabedoria e correto discernimento tão necessários à realização de todo dever" (LC, 20).

Assista o sermão com o tema "Discernimento" do Pr. Martin Kuhn pregado no Unasp de Engenheiro Coelho no sábado dia 11/02/2023. Parabéns ao pastor pelo sermão e pelas palavras coerentes e pontuais sobre algumas posturas equivocadas de alguns cristãos e adventistas diante do contexto armamentista e de narrativas e posturas golpistas (primeiro vídeo). Um respiro de esperança!



quinta-feira, 7 de julho de 2022

RITUALISMO RELIGIOSO

ISAÍAS 1:1-20
INTRODUÇÃO
Isaías foi um dos grandes profetas no reino do Sul (Judá). Por aproximadamente 60 anos ele exerceu seu ministério profético em Jerusalém. Isaías foi contemporâneo de quatro reis: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Is 1:1). Seu tempo foi marcado pelo terrível domínio da Assíria, um dos impérios mais sanguinários da História. Além disso, a crise espiritual assolou o povo de Deus.

A religião se tornou extremamente ritualista. Embora o povo fizesse profissão de sua fé em Deus, a vida espiritual estava distante da Fonte da vida. Como igreja, não podemos nos enveredar por esse mesmo caminho hoje? Ou seja, tornando a religião um verdadeiro sistema de meros rituais?

Ellen White nos alerta: "Nossas reuniões devem oferecer o maior interesse possível. Deve imperar ali a própria atmosfera do Céu. As orações e discursos não devem ser prolixos e enfadonhos, apenas para encher o tempo. Todos devem espontaneamente e com pontualidade contribuir com sua parte e, esgotada a hora, a reunião deve ser pontualmente encerrada. Desse modo será conservado vivo o interesse. Nisso está o culto agradável a Deus. Seu culto deve ser interessante e atraente, não se permitindo que degenere em formalidade insípida. Devemos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto viver para Cristo; então Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, Seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nas almas desanimadas um desejo ardente de beber da água da vida" (Serviço Cristão, p. 162).

VISÃO PANORÂMICA DA APOSTASIA (Ler Isaías 1:2-9)
Nesses versos, o profeta faz uma descrição da condição espiritual do povo de Deus. Nesse contexto, o comentário de Ellen White é relevante: “O professo povo de Deus havia se separado Dele, perdido a sabedoria e pervertido seu entendimento. Via só o que estava perto, pois tinha se esquecido da purificação de seus pecados de outrora. Movia-se de maneira inquieta e incerta na escuridão, procurando apagar de sua mente a recordação da liberdade, da tranquilidade e da felicidade das quais desfrutava em sua condição anterior. Mergulhava em todo tipo de loucura presunçosa e imprudente, colocava-se em oposição às providências de Deus e aprofundava a culpa que já tinha sobre si. Dava ouvidos às acusações de Satanás contra o caráter divino e representava a Deus como se Ele fosse destituído de misericórdia e perdão” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 1251, 1252).

O povo havia se distanciado de Deus apesar de Suas orientações claras no que se refere ao verdadeiro espírito de adoração. O povo de Deus O deixou, blasfemando contra Ele por meio de uma prática religiosa abominável. O verso 7 diz que suas cidades foram assoladas, e as lavouras foram devoradas por nações estrangeiras.

Deus ordenou que Seu povo fizesse uma reforma espiritual, se lavando e purificando das injustiças e maldades cometidas contra seus patrícios, incluindo os órfãos e viúvas.

RITUAIS COM CAPA DE RELIGIÃO (Ler Isaías 1:10-17)
Ellen White escreve: “Com a opressão e as riquezas vieram o orgulho e o amor à ostentação (Is 2:11, 12), embriaguez e orgia (Is 5:22, 11, 12). E nos dias de Isaías, a própria idolatria já não provocava surpresa (Is 2:8, 9). Práticas iníquas tinham se tornado tão predominantes entre todas as classes que os poucos que permaneciam fiéis a Deus eram muitas vezes tentados a perder o ânimo, dando lugar ao desencorajamento e desespero” (Profetas e Reis, p. 306).

Por meio do profeta, Deus descreveu todo o ritual que era exercido no santuário. Os rituais foram planejados para funcionar no contexto da aliança que Deus havia feito com o povo, e essa aliança de Deus com os israelitas possibilitava Sua habitação entre eles. O problema não estava nos rituais, mas numa prática “religiosa” destituída do espírito devocional.

a) As mãos que ofereciam sacrifícios e eram erguidas em oração eram as mesmas que estavam manchadas de sangue pela violência e opressão (Is 1:15; 58:3, 4).

b) Essa violência e opressão se demonstravam quando membros da comunidade da aliança eram maltratados. Dessa forma, era demonstrado desprezo pelo Senhor, o Protetor de todos os israelitas.

c) O ato de ofertar estava maculado com o sangue de inocentes. Seus sacrifícios não eram apenas inválidos, mas eram pecados! Seus rituais demonstravam lealdade, mas seu comportamento provava que haviam quebrado a aliança.

Deus apresentou poderosas evidências de que os judeus, os acusados, eram culpados de quebra de acordo e apelou para que eles passassem por uma reforma. Esse apelo sugere que havia esperança (ver Is 1:2-17).

Como membros e líderes da igreja remanescente, devemos estar atentos para que não incorramos nos mesmos pecados de Israel. Devemos inserir diariamente em nossa religião o espírito devocional, como escreveu Paulo, “com o pão da sinceridade e da verdade” (1Co 5:8).

Ellen White adverte: "Precisamos quebrar a monotonia de nossa atividade religiosa. Estamos realizando uma obra no mundo, mas não mostramos suficiente atividade e zelo. Se fôssemos mais fervorosos, os homens se convenceriam da verdade de nossa mensagem. A falta de vida e a monotonia de nosso culto a Deus repelem muitos que nos observam para ver em nós zelo profundo, fervente e santificado. A religião formal não serve para este tempo. Podemos praticar todos os atos externos do culto e, não obstante, estar tão destituídos da influência vivificante do Espírito Santo, como o estavam os montes de Gilboa do orvalho e da chuva. Necessitamos da umidade espiritual; bem como dos claros raios do Sol da Justiça para nos enternecer e subjugar o coração" (Evangelismo, p. 169).

O CONVITE DA GRAÇA (Ler Isaías 1:18-20)
O Senhor lhes disse que os pecados deles, embora fossem vermelhos como o carmesim, se tornariam brancos. Nesse texto, Deus estava Se oferecendo para transformá-los. O argumento de Deus é uma oferta de perdão ao Seu povo!

Agora vemos o propósito das incisivas palavras de advertência de Deus. Elas não foram ditas para rejeitar o povo, mas para trazê-lo de volta a Ele. Seu perdão possibilitava que eles fossem transformados por Seu poder. Aqui vemos as sementes da “nova aliança” (Jr 31:31-34), fundamentada no perdão.

CONCLUSÃO
“Deus convida o ser humano a se encontrar com Ele para discutir seus problemas com liberdade e franqueza. Ele não é um juiz imprudente ou um tirano arbitrário, mas um Pai amoroso e amigo. Deus Se interessa por tudo que afeta o ser humano e Se preocupa com seu bem-estar. Todas as advertências divinas são dadas para o bem do ser humano. Ele deseja que todos compreendam isso e creiam. Dificilmente seria possível conceber uma demonstração mais encantadora do maravilhoso amor e da bondade de Deus do que a encontrada neste misericordioso convite para arrazoar com o Senhor dos céus e da terra” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 87).

Baseado no esboço de sermão de Roy E. Gane (via Revista do Ancião)

terça-feira, 13 de agosto de 2019

O que há de errado com nossas músicas e nossos sermões?

É correto dizer que a música contemporânea de louvor enfatiza temas como vitória pessoal e paixão por Jesus. Mas não é correto afirmar que a predominância dessa temática triunfalista, individualista e sentimental seja culpa exclusiva dos músicos. Falando francamente, esses temas ressaltados em tantas músicas correspondem aos temas predominantemente abordados no púlpito das igrejas.

Proliferam vídeos e sermões que apresentam Deus como o sócio para os negócios e Jesus como o ser meigo e bondoso que dá um abraço quando você chora. Não estou dizendo que o Pai e o Filho não Se importam com os problemas da vida humana, mas Cristo não morreu na cruz para levantar minha autoestima.

Há quase uma relação direta entre uma sociedade que supervaloriza o sucesso pessoal e igrejas que trocaram o sermão bíblico pela palestra motivacional. Queremos tanto resolver nossos problemas profissionais e familiares que, ao chegarmos na igreja, esperamos uma mensagem terapêutica que nos faça rir, chorar e tomar boas decisões que duram até alcançarmos a porta de saída do templo.

De modo idêntico, a música acaba sendo utilizada para levantar o espírito dormente das pessoas antes do sermão. Ou seja, a música deixa de ser usada como mensagem de adoração e edificação congregacional e passa a servir a um exercício terapêutico de subir e descer as emoções nas asas do louvor. No entanto, o teólogo Gerald A. Klingbeil escreve que “a música não é o complemento emocional para a pregação intelectual da Palavra de Deus. A música deve também ter um aspecto racional/intelectual” (Música na Igreja: Veículo de Adoração e Louvor, p. 24).

A música não é um acessório nem um complemento do sermão. Ela também é um tipo de sermão, pois também proclama o evangelho e os atos de Deus na vida das pessoas. Nesse sentido, qual é o sermão que estamos pregando através das letras de nossas músicas? Se considerarmos a música um espelho do púlpito, um reflexo da proclamação do evangelho, então veremos canções de teologia sólida e poesia criativa refletindo positivamente sermões consistentes e nutritivos, mas, infelizmente, veremos também músicas espelhando sermões superficiais.

Em suma, biblicamente mal alimentados, desprovidos de proteína teológica e sem buscar por si mesmos a nutrição intelectual/espiritual, há músicos que simplesmente reproduzem em suas letras a falta de consistência e a aridez bíblica que ouvem dos púlpitos. Gerald Klingbeil acrescenta: “O que precisamos é de filhos de Deus criativos que podem vencer o desafio e colocar em prática o […] essencial: integridade de adoração (que fala tanto ao intelecto como às emoções) e uma clara proclamação da mensagem”.

Dizemos que a canção cristã precisa ser reformada. Mas a reforma da música e da adoração está relacionada à reforma do púlpito. Assim não haverá tantos cânticos teologicamente rasos espelhando sermões biblicamente superficiais.

Joêzer Mendonça (via Revista Adventista)

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Aprovada proposta de liturgia dos cultos de sábado da Igreja Adventista


Uma proposta de referência para liturgia dos cultos de sábado na Igreja Adventista do Sétimo Dia foi aprovada pelos delegados da Comissão Diretiva durante o Concílio Quinquenal, na última quarta-feira, dia 4, em Brasília (DF). O objetivo é tornar esses momentos mais agradáveis e contribuir para o que a Igreja chama de ambiente favorável à adoração e louvor.

A proposta dá mais tempo aos elementos diretamente ligados à adoração como o sermão e os momentos de louvor e minimizar o tempo de assuntos periféricos. Além disso, segundo os pastores Carlos Hein e Herbert Boger, responsáveis pela elaboração da sugestão, a intenção é fazer do culto de adoração algo mais dinâmico e objetivo a fim de conquistar todos os espectadores, desde crianças até idosos, sendo ele membros da Igreja ou visitantes.

O que se propôs foi, ainda, que a programação de cada culto seja organizada com antecedência a fim de evitar improvisos e imprevistos que possam comprometer a concentração dos adoradores. A recomendação da Igreja é que os cultos de adoração não excedam 1h15 de duração e que se garanta um tempo adequado para a exposição do sermão.

Aconselha-se que louvor congregacional esteja em harmonia com o tema escolhido para a pregação e busque não exceder o tempo a ele designado. Também foi proposto que as igrejas determinem a ordem apropriada da Escola Sabatina e do Culto Divino e definam qual dos dois acontecerá primeiro, de acordo com a realidade da região. Além disso, deve haver uma continuidade entre ambos para que os membros percebam que se trata de uma só unidade de adoração. Recomenda-se que a transição seja marcada com um hino de adoração”, comenta o pastor Boger. (Com informações ASN)

Nota: Segue abaixo algumas importantes orientações de Ellen G. White sobre os cultos:

Sermões Longos e Tediosos
"Que a mensagem para este tempo não seja apresentada em discursos longos e elaborados, mas em prática breves e incisivas, isto é, que vão diretamente ao ponto. Sermões prolongados fatigam a resistência do orador e a paciência dos ouvintes. Os sermões curtos serão mais lembrados do que os longos." (Obreiros Evangélicos, 167 e 168)

Formalidade insípida
Seu culto deve ser interessante e atraente, não se permitindo que degenere em formalidade insípida. Devemos dia a dia, hora a hora, minuto a minuto viver para Cristo; então Ele habitará em nosso coração e, ao nos reunirmos, seu amor em nós será como uma fonte no deserto, que a todos refrigera, incutindo nas almas esmorecidas um desejo ardente de sorver da água da vida”. (Testemunhos Seletos, vol. 2, 252)

Pontualidade
“As reuniões de conferências e oração não devem tornar-se tediosas. Todos devem estar prontos, se possível, na hora indicada; e se há retardatários, que estejam atrasados meia hora, ou mesmo quinze minutos, não se deve esperar por eles. Se houver apenas dois presentes, podem reivindicar a promessa. A reunião deve ser iniciada na hora marcada, se possível, estejam presentes muitos ou poucos." (Review and Herald, 3 de maio de 1871)

Rodeios preliminares
“Muitos oradores perdem o tempo e as energias em longas preliminares e desculpas. Alguns gastam cerca de meia hora em apresentar escusas; assim se perde o tempo e, quando chegam ao assunto e procuram firmar os pontos da verdade no espírito dos ouvintes, estes se acham fatigados e não lhes podem sentir a força.” (Obreiros Evangélicos, 169)

Falar com brevidade aos jovens
“Os que dão instruções à infância e à juventude, devem evitar observações enfadonhas. Falar com brevidade, indo direto ao ponto, terá uma feliz influência. Longos discursos fatigam a mente dos jovens. Falar demasiado levá-los-á mesmo a aborrecer as instruções espirituais, da mesma maneira que o comer em excesso sobrecarrega o estômago e diminui o apetite, conduzindo ao enjôo da comida.” (Obreiros Evangélicos, 208 a 210)

Testemunhos longos
“A reunião de oração e testemunhos, deve ser um período de especial auxílio e animação. Todos devem sentir que é um privilégio tomar parte nela. Que todos os que confessam a Cristo tenham alguma coisa para dizer na reunião de testemunhos. Estes devem ser curtos, e de molde a servir de auxílio aos outros. Não há nada que mate tão completamente o espírito de devoção, como seja uma pessoa levar vinte ou trinta minutos num testemunho. Isso significa morte para a espiritualidade da reunião.” (Obreiros Evangélicos, 171)

Momentos de louvor estropiados
“O canto é uma parte do culto de Deus, porém na maneira estropiada por que é muitas vezes conduzido, não é nenhum crédito para a verdade, nenhuma honra para Deus. Deve haver sistema e ordem nisto, da mesma maneira que em qualquer outra parte da obra do Senhor. Organizai um grupo dos melhores cantores, cuja voz possa guiar a congregação, e depois todos quantos queiram se unam com eles. Os que cantam devem esforçar-se para cantar em harmonia; devem dedicar algum tempo a ensaiar, de modo a empregarem esse talento para glória de Deus.” (Evangelismo, 506)

Orações longas, tediosas e floreadas
“A oração feita em público deve ser breve, e ir diretamente ao ponto. Deus não requer que tornemos fastidioso o período do culto, mediante longas petições. Cristo não impõe a Seus discípulos fatigantes cerimônias e longas orações. Há muitas orações enfadonhas, que parecem mais uma preleção feita ao Senhor, do que o apresentar-Lhe um pedido... A linguagem floreada é inadequada à oração, seja a petição feita no púlpito, no círculo da família, ou em particular. Especialmente o que ora em público deve servir-se de linguagem simples, para que os outros possam entender o que diz, e unir-se à petição.” (Obreiros Evangélicos, 175 a 177)

terça-feira, 14 de julho de 2015

Sermão de encerramento do Pr. Ted Wilson na Assembleia Mundial da IASD



Confira o sermão proferido pelo líder mundial dos adventistas Ted Wilson no último dia da 60ª Assembleia Mundial da Igreja Adventista, em San Antonio, Texas, EUA. Início aos 3:08:50.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Deus sempre usa o pregador?


Várias vezes vejo cristãos dizendo: “Ah, não importa quem é o pregador, Deus sempre irá usá-lo de alguma forma para edificar minha vida”. De onde surgiu isso? Essa visão ingênua e romantizada da igreja e do púlpito pode parecer muito bonita a alguns, mas, na verdade, é fruto de misticismo e não há nada de bíblico nela. O fato de alguém ocupar um púlpito não é salva-guarda contra falsos ensinos. Afirmar tal coisa é não apenas crer estar firme construindo sua casa sobre areia movediça (uma vez que Deus nunca prometeu essa segurança quanto aos sermões que ouvimos), mas também negar as diversas advertências bíblicas contra os falsos mestres, os quais pregam suas falsidades de dentro do próprio povo de Deus (Mt 7:15; 24:11; 2Co 11:13-15; Gl 2:3-5; 2Pd 2:1; 1Jo 4:1).

Ao contrário do que muitos acham, abrigar esse tipo de pensamento não acaba exaltando o púlpito como um local abençoado, mas, visto que tal visão não é bíblica, esse pensamento apenas rebaixa o púlpito cristão como um local místico, que pode ser ocupado por qualquer um, mesmo que não esteja sequer minimamente interessado e preparado para ministrar alimento sadio à igreja.

Púlpito não é brincadeira. Não é lugar para colocarmos alguém simplesmente por ser alguém incisivo ou simpático, “desenrolado” ou bem-intencionado, e sim pessoas que se preparem espiritual e intelectualmente para esta tarefa. Não inutilize a Palavra de Deus. Ela existe a fim de que possamos nos alimentar dela. Pôr no púlpito alguém que não está apto para alimentar a outros com a Palavra é uma forma de inutilizá-la, não só porque ela não estará servindo ao propósito para o qual foi dada, mas também porque ela mesma afirma que quem instrui o povo deve manejá-la bem (2 Tm 2:15) e que o Espírito reparte os dons conforme Lhe apraz. Uns possuem o dom de ser mestres, ou seja, instruir a igreja (1Co 12:7-11, 28); outros, não (1Co 12:28-29), portanto, não deveriam ocupar o púlpito.

Muitos podem achar essas palavras arrogantes, crendo que isso é pregar uma espécie de segregação. Curiosamente, essas pessoas não acham arrogante desconsiderar que o Espírito Santo é soberano acerca de como Ele reparte os dons e que não devemos cobiçar aquilo que Deus, em Sua infinita sabedoria, escolheu não nos dar. Tampouco acham arrogante subir a um púlpito para pregar suas próprias palavras, e não a Palavra de Deus. Sim, porque quem não estuda não poderá falar outra coisa senão suas próprias Palavras, pois Deus não costuma transmitir miraculosamente aquilo que podemos adquirir estudando. Em momento algum a Bíblia afirma que o Espírito Santo seria dado a fim de fazer de nós preguiçosos e pouco aplicados em buscar o sentido original do texto bíblico.

Se uma pessoa quer subir ao púlpito sem preparo espiritual e intelectual para alimentar a igreja, a única forma de amá-la e amar a igreja é não permitindo que a arrogância destruidora dela seja alimentada enquanto a igreja morre de inanição, pois é exatamente isso o que fazemos quando permitimos que tal pessoa pregue.

Quando digo que não devemos permitir isso, não é crucificando ou zombando do pregador ou dos púlpitos, numa revolta infantil e inoperante, mas cobrando amoravelmente dos líderes um alimento sólido, tanto deles quanto de quem eles colocam no púlpito. Cobrando cursos de capacitação para que a igreja tenha condições de ler, entender e comunicar efetivamente a Palavra de Deus, em vez de sermões melosos, ou fanáticos, ou sem pé nem cabeça, ou mesmo bem estruturados, mas cujas conclusões não procedem do texto bíblico.

Procure os líderes de sua igreja e converse humildemente sobre isso. Procure você também, na medida de suas possibilidades, estudar para cobrar. Muitos deles, quando veem que o nível dos membros é muito baixo, se acomodam e também passam a não estudar, criando um ciclo vicioso: líderes preguiçosos, incapazes de alimentar o povo; gerando um povo cada vez mais ignorante; que alimenta a preguiça desses líderes; que gera um povo cada vez mais ignorante; que… Não espere por ninguém; esse ciclo precisa ser rompido em algum ponto. Que seja você o ponto de rompimento com o desleixo para com a Palavra de Deus. Comece não admitindo sermões rasos, especulativos e que enfatizam o que a Bíblia não enfatiza, “negligenciando os preceitos mais importantes da lei” (= Palavra de Deus) (Mt 23:23). Comece parando de se resignar diante do engano supersticioso do “não importa quem pregue”. Importa, sim! Com amor e mansidão, exija Bíblia, cruz e evangelho nos púlpitos de sua igreja!

“Há homens que ficam nos púlpitos como pastores, professando alimentar o rebanho, enquanto as ovelhas estão morrendo por falta do pão da vida. Há longos e arrastados discursos grandemente compostos de narrativas de anedotas; mas o coração dos ouvintes não é tocado [e esse entretenimento pode ser tanto “liberal” como “extremista”]. Pode ser que os sentimentos de alguns sejam tocados, podem derramar algumas lágrimas, mas seu coração não foi quebrantado. […] O Senhor, Deus do Céu, não pode aprovar muito do que é trazido ao púlpito pelos que professam estar falando a Palavra do Senhor. Não inculcam ideias que sejam uma bênção para os que o ouvem. Alimento barato, muito barato é colocado diante do povo [novamente, esse alimento barato, água com açúcar, pode ser tanto “liberal” como “extremista”]” (Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, p. 336-337).

terça-feira, 17 de março de 2015

21 de março - Dia Mundial do Jovem Adventista - Sermão | Apps | Vídeo

SERMÃO AQUI
No dia 21 de Março vá para as ruas e participe do grande movimento do Dia Mundial do Jovem Adventista! Doe sangue, visite orfanatos, asilos, creches, limpe praças, reestruture calçadas, distribua livros, cante, entregue cestas básicas, ore com pedestres e… seja uma benção, pois você é a mensagem! Tire fotos e poste em suas redes sociais, com as hashtags #EuSouAMensagem #BeTheSermon e #GlobalYouthDay

Você sabia que a Igreja Adventista mundial fez um aplicativo especial para esse dia? Clique nos links abaixo e utilize já em seu celular!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Culto Jovem - Tema: Final da Copa do Mundo

“Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência, a carreira que nos está proposta." Hebreus 12:1
LOUVOR 
- Fortes (CD JA 2013) 
- Coragem pra Vencer (CD JA 2008) 
- Vencedor Cada Dia (CD JA 2007)

ORAÇÃO INTERCESSORA
Muitos estão vivendo no tempo normal da história deste mundo, outros nos acréscimos, intervalos, prorrogações e outro grupo nos pênaltis. Interceda pelas famílias para que Deus utilize das vitórias e derrotas desta Copa para nos ensinar a confiar sempre, e, exclusivamente nEle como nossa única esperança.

ILUSTRAÇÃO
De um lado Baggio, do outro Taffarel. Entre eles, a bola. Na plateia, via satélite, metade da população do planeta! O chute final da Copa do Mundo de 1994 foi o lance de suspense máximo do maior espetáculo do futebol. Na manhã daquele dia, conta o goleiro Taffarel, acordei tranquilo, confiante, firme em Deus. Parecia até que eu ia jogar um amistoso e não uma final de Copa do Mundo contra a Itália! Algo diferente estava acontecendo comigo. Fomos para o estádio com uma enorme confiança. Ao entrar no túnel que dá acesso ao gramado, percebi que os jogadores da Itália estavam inseguros e cabisbaixos, enquanto nosso time gritava: vamos lá, vamos ganhar! No meio da disputa de pênaltis dei uma olhada no placar. Vi que estava 2×2 e pensei: É a minha hora de fazer alguma coisa pela minha equipe e para o meu país. – Senhor, me ajude a defender este pênalti! – E Ele ouviu… Quando Massaro chutou, creio que Deus me empurrou para o canto esquerdo e eu pude fazer a defesa. Aí o Dunga foi e fez o seu gol e ficou tudo no pé do Baggio quando fomos para a cena final. Depois de 52 jogos, três milhões de ingressos vendidos, quatro anos de preparação e um mês de muita badalação na mídia do mundo inteiro; a decisão de tudo isso acabou sobrando para duas pessoas: Baggio e eu… Quando o vi com a cabeça baixa e os olhos fixos no chão, percebi que ele estava inseguro e cresci bastante. Naquele momento tive a certeza: – eu vou fazer a defesa ou ele vai chutar para fora… E não deu outra… Quando aquela bola passou voando alto por cima do travessão, a única coisa que me deu vontade de fazer foi me ajoelhar e glorificar a Deus, pois sabia que a vitória estava vindo dEle e só Ele merecia aquela glória. Afinal de contas, nem Baggio fez o gol, nem eu fiz a defesa no lance final da Copa de 1994.

MENSAGEM
Final da Copa do Mundo. Luzes, cores, sons e abraços se multiplicam em todo planeta. Mas todo este brilho, esta glória toda não se comparam em nada ao brilho da volta de Jesus, ao poder estrondoso de Sua presença. Muitos jogadores se preparam para uma copa mundial. O estilo de vida nesse período dos atletas é voltado para a saúde e o esporte. Há uma preparação para que na decisão final todos consigam representar bem seu time. Na vida espiritual também esperamos por um grande final. E como nós, cristãos, estamos nos preparando para essa hora? Um jogador pode se preparar para um jogo e não corresponder às expectativas no campo, mas no campo espiritual, a vitória já está garantida. Mas para que você chegue lá, é necessário perseverança (Mt. 24:13), entrega e confiança (Sal. 37:5). O preparo é necessário, e o jogo já está chegando ao final, como você se sente?

ESPÍRITO DE PROFECIA
"Os homens se submetiam à abnegação e à disciplina a fim de correr e obter uma coroa corruptível, daquelas que um dia perecem, e que era apenas um sinal de honra da parte dos mortais aqui. Nós, porém, temos de correr a corrida a cujo fim se acha uma coroa de imortalidade e vida eterna. Sim, “um peso eterno de glória mui excelente” (II Cor. 4:17), ser-nos-á outorgado como prêmio quando o fim da carreira chegar." Conselhos sobre Saúde, pág. 47

MÃO NA MASSA
Louvor: Os hinos escolhidos para esse momento têm que ver com o clima de alegria, vitória, força e coragem. Ingredientes de uma final de Copa, e não menos importantes para o momento final da história deste mundo.

Ilustração: Taffarel é um exemplo de compromisso e preparo pessoal para um grande evento. Porém, você pode encontrar em sua igreja e em sua comunidade alguém que esteja relacionado ao esporte, que saiba do preparo necessário para ser um atleta de cristo.

Oração Intercessora: Orar para que nos preparemos para a volta de Jesus. Escolha uma música agradável, deixe que cada um pense o que pode atrapalhar a confiança de ir para o céu, e deixe que os membros orem individualmente.

Mensagem: O plano da mensagem é fazer uma analogia entre a final da Copa do Mundo com a segunda vinda do Senhor Jesus.

Autor: Pr. Elias José da Silva – Ministério Jovem – AAMAR (Download AQUI)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Sermão completo e polêmico do Pr. Horne Silva no Unasp


Sermão apresentado no dia 1º de março deste ano pelo pastor e doutor Horne Silva no UNASP, campus São Paulo. Leia e tire suas conclusões. Publicado no Criacionismo.

O ser humano normal, em âmbito intelectual, moral e espiritual, sabe e sente que há um Ser superior, um Criador de todas as coisas. Esse homem (sentido genérico) sente a necessidade de reverenciar e prestar um culto de adoração a Deus. No Salmo 42:2, Davi diz que sua “alma tem sede de Deus”. Todos nós cristãos participamos desse sentimento de Davi e podemos dizer com ele: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor.” Vamos à casa do Senhor para quê? Para prestar-Lhe culto. Mas o que é culto? Jesus, falando à mulher samaritana, disse: “Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os Seus adoradores O adorem em espírito e em verdade” (João 4:23, 24). Gosto disto aqui: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai.”

E, então, o que é um culto? É adoração a Deus. Ok. Está claro, mas por que vou adorar a Deus? Adoro a Deus em virtude do que Ele é. Todavia, tudo que sei a respeito de Deus foi o que Jesus disse: “Quem vê a Mim, vê o Pai” (Jo 14:9). Quer dizer que quem quer conhecer a Deus tem que ver Jesus. Mas quem é Jesus? Jesus é o Senhor, é o Deus do Antigo Testamento que Se encarnou tornando-Se homem. Que ressuscitou e hoje está nos Céus e intercede por nós, para nos salvar.

Segundo Hebreus 1:1, 2, esse Jesus é o Criador de todas as coisas; Ele é onipotente, onisciente, onipresente; Ele é o grande El Shadday, o mistério dos mistérios, o Deus de amor.

Bom, já que eu sei o que é Deus e quem Ele é, como posso prestar honra a esse Deus? Como posso homenagear esse Deus? Prestando-Lhe um culto. O problema é que nossa geração está perdendo o senso do que é Deus e da Sua presença. Hoje, a criatura quer assumir o papel do Criador. Estão dizendo que “deus está dentro de você mesmo”. “Adore você mesmo.” Nossa geração está, literalmente, rejeitando a Deus. É por isso que vemos em nossos cultos a prática de uma adoração que busca o prazer para os adoradores, fazendo do culto um espetáculo, um show para agradar às pessoas.

Ivan Espíndola de Ávila, pastor evangélico ex-presidente da Sociedade Bíblica do Brasil, diz: “O púlpito esvaziou-se, e os pastores, que não têm mais mensagem que falem ao coração do rebanho, gostam de dizer que não são mais pregadores e, sim, comunicadores. A tribuna sagrada foi substituída pela plataforma, em que se apresentam conjuntos musicais estridentes, alheios à noção do sagrado. Os cultos têm aspecto de shows, e a mensagem foi sorrateiramente eliminada. Há sobra de ruído e carência de verdadeira comunhão.”

Em 1984, publiquei um livro de 389 páginas intitulado Culto e Adoração. Já faz 30 anos desde sua publicação – e o culto mudou, mas não foi para melhor. Poderíamos gastar muito tempo analisando as diferentes partes do culto, mas não temos tempo para isso. Quero falar sobre um aspecto do culto que está se tornando a parte principal da adoração: a música. Sutilmente, o tipo de música que usamos na igreja está mudando e afetando a liturgia. Os ouvintes não têm paciência e preparo para ouvir um sermão expositivo ou doutrinário, uma boa pregação. Eles querem mensagens leves, com forte apelo emocional. O pregador é mais um narrador, um comunicador falando numa entonação e linguagem melosa.

Como Igreja Adventista temos uma orientação para a música apropriada para o culto? Temos. Ótimo, problema resolvido. Não, não está resolvido, porque não seguimos a orientação que temos. Veja o que diz o Manual da Igreja, p. 151: “Toda melodia que partilhe da natureza dojazz, rock ou formas híbridas relacionadas, ou toda linguagem que expresse sentimentos tolos ou triviais, serão evitadas.”

Veja aqui o que diz a Lição da Escola Sabatina do 3º trimestre de 2011, p. 73: “É difícil dizer a diferença entre o que está sendo tocado na igreja e o que está sendo tocado como música secular (porque, francamente, não há diferença).”

Será que não sabemos discernir que o sagrado vem de cima e o profano vem de baixo? Que essa “música gospel” é um engodo do diabo? Será que Igreja Adventista tem uma clara e segura orientação de Deus?

No livro Música, de Ellen G. White [que não contem tudo o que ela fala sobre o assunto], o então diretor do Centro de Pesquisas Ellen G. White, Alberto Ronald Timm, diz o seguinte: “São orientações de Deus, extraídas dos escritos de Ellen G. White por seu neto Arthur White, a pedido da Associação Geral” (p. 7). Vejamos algumas dessas orientações de Deus:

“Não é o cantar forte que é necessário, mas a entonação clara, a pronúncia correta e a expressão vocal distinta” (p. 24). “Pode-se fazer grande aperfeiçoamento no cantar. Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a música dos pássaros – suave e melodioso. Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos completamente inadequados ao culto na casa do Senhor. As notas prolongadas e os floreios, comuns nas óperas, não agradam aos anjos” (p. 25, 26).

“Os que fazem do canto uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e todavia solenes. A voz pode e deve ser modulada, suavizada e dominada” (p. 30).

“Quão impróprias essas vozes agudas, estridentes, para o solene e jubiloso culto de Deus! Desejo tapar os ouvidos, ou fugir do lugar, e regozijo-me ao findar o penoso exercício” (p. 32).

“Vi que todos devem cantar com o espírito e também com entendimento (1Co 14:15.) Deus não Se agrada de barulho e desarmonia... E quanto mais perto puder chegar o povo de Deus do canto correto, harmonioso, tanto mais será Ele glorificado, a igreja beneficiada e os incrédulos impressionados favoravelmente” (p. 32, 33).

“...e quando chegam a uma nota alta, fica impossível de ouvir qualquer palavra da congregação em seu canto, nem ouvir outra coisa, a não ser grunhidos parecidos com os que são emitidos por deficientes mentais” (p. 36, 37).

“Eles gritavam e cantavam suas canções até que se tornavam realmente histéricos” (p. 37).

“A verdade para este tempo não necessita disso para conseguir a conversão de pessoas. Uma balbúrdia de barulho fere os sentidos e perverte aquilo que, se devidamente dirigido, seria uma bênção” (p 39).

“Por essas coisas os incrédulos são levados a pensar que os adventistas do sétimo dia são um bando de fanáticos” (p. 42).

“Canções frívolas e partituras de músicas populares de sucesso parecem estar de acordo com seu gosto” (p. 48).

“A movimentação física no cantar é de pouco proveito. Tudo que de algum modo está ligado ao culto religioso deve ser elevado, solene e impressivo” (p. 64, 66).

“Notas ásperas e gesticulações exageradas não são exibidas entre os componentes do coro angelical. O cântico deles não irrita os ouvidos. É suave e melodioso, e ocorre sem esse grande esforço que tenho testemunhado. Não é algo forçado, que requer muito esforço físico” (p. 67).

Convido os meus ouvintes a que, se possível, leiam o contexto e vejam os princípios que Ellen G. White traz para a igreja. Agora, e a Bíblia? Não fala nada? Não precisa falar muito para incluir tudo que é certo e errado quanto à música. Vamos ler Amós 5:23, que diz: “Afasta de Mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras.” A Bíblia na Linguagem de Hoje é mais clara: “Parem com o barulho das suas canções religiosas; não quero mais ouvir a música de harpas.” E a Bíblia Viva é ainda mais enfática: “Acabem com esse barulho das suas canções; eles são um barulho que incomoda Meus ouvidos. Não ouvirei suas músicas, por mais belas que sejam.” 

Ao profeta Ezequiel Deus disse: “Ao Meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o imundo e o limpo” (Ez 44:23). Espere! Vamos com calma. Estamos vivendo numa nova era. Temos que levar em consideração a cultura. Cultura? Consideremos o seguinte:

1. Que tal se disséssemos aos europeus que no Brasil adoramos a Deus ao som de samba, frevo, forró, pagode ou axé? Esses são ritmos mais relacionados com a cultura brasileira. E não o rock, o blues, o jazz, swing da música gospel.

2. O que você vai fazer com a Bíblia? Ela está cheia de cultura, e cultura milenar. E ainda oriental. E os livros da senhora Ellen G. White, escritos há mais de cem anos? O Deus que eu adoro e o Deus que a Igreja Adventista adora é um Deus que está além da cultura; Ele não muda. “Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente” (Hb 13:8).

O problema é que a igreja quer se tornar como o mundo, com a desculpa de trazer os que estão fora, no mundo. Mas com isso ela está se “mundanizando”, secularizando.

Kenneth Wood foi professor, escritor e diretor do Centro White por 28 anos. Ele diz categoricamente: “A igreja nunca presta um serviço ao pecador comprometendo-se com o mundo. É melhor que os não regenerados permaneçam fora da igreja até que se submetam aos princípios da igreja, do que ela [a igreja] se tornar semelhante ao mundo, alistando como membros aqueles que desejam trazer suas normas, seus costumes e gostos.”

O pastor Ted Wilson, presidente mundial da Igreja Adventista, falando para a América do Sul, disse que “o avanço do mundanismo em muitas de nossas igrejas é alarmante”. É claro que é alarmante. No entanto, devemos ter equilíbrio. Equilíbrio em quê? Equilíbrio entre o sacro e o secular? Entre o santo e o profano? Existe equilíbrio entre o “assim diz o Senhor” e o coração enganoso do homem? “Que comunhão pode ter a luz com as trevas”? (2Co 6:14). Equilíbrio entre nossas convicções pessoais e a orientação divina? Salvação não é questão de equilíbrio, mas de fé e santificação. O que devemos fazer?

Tenho conhecimento e vivência para mostrar o problema e dar a solução. Mas prefiro que Ellen White nos diga o que devemos fazer, numa citação que não está no seu livro Música. Depois de escrever um capítulo inteiro sobre diversos aspectos da música, ela termina dizendo que “há uma obra a fazer: remover o lixo [rubbish] que se tem trazido para dentro da igreja” (Evangelismo, p 512). Precisa ser mais claro? Quem vai fazer isso? Eu tenho a resposta. Mas quero deixar para um homem de Deus responder, na pergunta que o pastor Kenneth Wood faz: “Tornar-se-á a música do mundo música da igreja? A resposta cabe aos responsáveis pela liderança da igreja nestes tempos solenes, e aos que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela (Ez 9:4).”

Ó, Senhor! Tenha misericórdia de nós. Perdoa a nossa maneira indevida de Te adorarmos. Ajuda-nos a aprendermos a Te adorar na beleza da Tua santidade. Que o nosso culto e a nossa música sejam para Tua honra e glória. Amém!

Assista ao trecho do sermão do Pr. Horne Silva que causou polêmica nas redes sociais: 

segunda-feira, 17 de março de 2014

5 maneiras de identificar um pregador confiável


Deus faz os cristãos crescerem ao alimentá-los com sua Palavra. Uma forma de Ele fazer isso é provendo sua igreja com mestres e pregadores. Isso significa que, se vamos crescer, precisamos nos assentar aos pés de portadores confiáveis da verdade de Deus. Isso, entretanto, levanta a questão: como podemos identificar um portador autêntico da verdade de Deus? 

A Bíblia deixa claro que existem muitos portadores desonestos de uma suposta verdade. Satanás se disfarça de anjo de luz procurando enganar. Portanto, precisamos de muito discernimento bíblico aqui. Só porque um mestre ou pregador vem em nome de Jesus com a Bíblia debaixo de seu braço, não significa automaticamente que ele é confiável.

Felizmente, tanto a Bíblia quanto a história da igreja, nos dão alguma direção aqui. Portanto, quero te munir com uma lista breve de cinco questões (baseadas nos cinco solas da Reforma), que podem te ajudar a discernir a autenticidade de um pregador ou mestre em particular.

Questão 1 (Sola Scriptura): O pregador baseia tudo o que ele diz na Bíblia? Em outras palavras, ele parte da autoridade e suficiência da Escritura? Um portador confiável da verdade de Deus procura se deleitar, meditar profundamente e expor, a partir da Bíblia. Ele parte da Bíblia. Tudo que ele diz flui do que uma passagem particular da Bíblia diz. Eles não usa a Bíblia simplesmente para sustentar o que ele quer dizer. Isto é, ele se submete ao que a Bíblia diz, não procura submeter a Bíblia ao que ele diz. Ele se preocupa tanto com o Antigo quanto com o Novo Testamento. Ele se recusa a tirar os versos do contexto. Ele reconhece a unidade da Bíblia. Ele reconhece que tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento contam uma história e apontam para uma pessoa, a saber: Deus salva os pecadores através da obra consumada de seu filho Jesus Cristo.

Questão 2 (Sola Gratia): O pregador enfatiza livremente que, devido ao pecado, uma relação correta com Deus só pode ser estabelecida pela graça de Deus somente? Cuidado com qualquer doutrina que enfatiza a capacidade do homem acima da capacidade de Deus; a liberdade do homem acima da liberdade de Deus; o poder do homem acima do poder de Deus; a iniciativa do homem acima da iniciativa de Deus. Cuidado com qualquer doutrina que sutilmente ensina que um relacionamento correto com Deus depende, no fim de tudo, da resposta humana acima da soberania divina.

Questão 3 (Sola Fide): O pregador enfatiza que a salvação não é alcançada pelo que fazemos, mas que é recebida pela fé no que Cristo já fez? Têm-se afirmado corretamente que existem na verdade apenas duas religiões: a religião da ação humana e a religião da ação divina. O pregador enfatiza a primeira ou a última? Um portador confiável da verdade de Deus sempre destaca o fato de que Deus salva os pecadores; pecadores não salvam a si mesmos.

Questão 4 (Sola Christus): O pregador ressalta que Cristo é o mediador exclusivo entre Deus e o homem? Ele afirma e proclama que Jesus é “o caminho, a verdade e a vida”, e que ninguém vem ao Pai senão por Cristo? Ele fala sobre o pecado e a necessidade de Cristo? Os pregadores devem aprender a desvendar e apresentar a verdade do Evangelho a partir de todo texto bíblico que eles pregam, de uma forma que resulte na exposição dos ídolos da nossa cultura e dos ídolos do coração. A exposição fiel de nosso verdadeiro Salvador a partir de cada passagem da Bíblia dolorosamente revela todos os pseudossalvadores em quem confiamos, pessoal e culturalmente. Todo sermão deveria revelar as maneiras sutis em que, como indivíduos e como cultura, dependemos de coisas menores que Jesus para nos dar segurança, aceitação, proteção, afeição, significado e satisfação que apenas Cristo pode suprir. Desta forma, bons pregadores devem constantemente mostrar o quão relevante e necessário Jesus é; eles devem trabalhar duro para mostra que somos grandes pecadores, mas Cristo é um grande Salvador.

Questão 5 (Soli Deo Gloria): O pregador exalta a Deus acima de tudo? Um pregador confiável te levará a maravilhar-se com Deus. Um portador verdadeiro da verdade de Deus sempre te levará a encontrar a glória de Deus. Um mestre teocêntrico é apenas isso: teocêntrico. Ele pregará e ensinará de maneira que você se encontrará faminto e sedento de Deus. Você escutará sermão após sermão e sairá com grandes impressões da personalidade divina, não grandes impressões da personalidade humana.

Esse é só um começo, mas eu espero que sirva como um recurso para que você determine a autenticidade de certo mestre ou pregador.

Tullian Tchividjian | Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Post original aqui

Nota: "Deus pede um reavivamento e uma reforma. As palavras da Bíblia, e a Bíblia somente, deviam ser ouvidas do púlpito. Mas a Bíblia tem sido roubada em seu poder, e o resultado é visto no rebaixamento do tono da vida espiritual. Em muitos sermões de hoje, não existe aquela divina manifestação que desperta a consciência e leva vida à alma. Os ouvintes não podem dizer: "Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?" Luc. 24:32. Há muitos que estão clamando pelo Deus vivo, ansiando pela divina presença. Permiti que a Palavra de Deus lhes fale ao coração. Deixai que os que têm ouvido apenas tradição e teorias e máximas humanas ouçam a voz dAquele que pode renovar a alma para a vida eterna." Ellen G. White - Profetas e Reis, pág. 626

quinta-feira, 6 de março de 2014

Sermão - Mulher Virtuosa - Dia Internacional da Mulher 2014

A MULHER VIRTUOSA (Provérbios 31.10-31) 

Introdução 
De tempos em tempos, seja nas rodas de conversa, nos programas de televisão ou em revistas femininas se discute o papel da mulher na sociedade do século XXI. Desde o tempo em que sua função exclusiva era cuidar da casa, do marido e dos filhos até os dias de hoje em que ela atua nos mais variados setores, muita coisa mudou e ela se questiona: como encontrar o equilíbrio entre a carreira e o trabalho e a família? 

A mulher cristã encontra na Bíblia histórias como as de Ester, Rute, Débora e Maria, que marcaram o seu tempo e ainda nos influenciam quase 2000 anos depois. O livro de Provérbios nos apresenta, em forma de acróstico, a mulher virtuosa (31:10-31): uma mulher idealizada, mas que nos serve de orientação para os diversos papéis que desempenhamos. Neste estudo, vamos destacar algumas das características dessa mulher que encontramos no texto. 

Desenvolvimento 
Peça que as participantes leiam o texto do livro de Provérbios indicado acima. Você deverá ter providenciado um acróstico com as palavras "MULHER VIRTUOSA". Após a leitura, peça que as participantes preecham o acróstico com características da mulher virtuosa encontradas no texto. Exemplo: 

Moderada       V 

Útil                   I 

Leal                R 

Honesta          T 

dEdicada        U 

pRevenida      O 

                       S 

                       A 

Todas as mulheres presentes devem participar citando uma característica. À medida que as caractertísticas forem sendo citadas, ou ao final, com o acróstico pronto, faça uma breve discussão/reflexão sobre o que a Bíblia nos apresenta como modelo de mulher. Leve as participantes a pensarem, também, em seus pontos fortes e fracos: quais características se aplicam a ela também. 

Conclusão 
A mulher apresentada por Provérbios é o padrão, mas sabemos que somos humanas e temos nossas falhas. O mais importante é depositarmos no Senhor a nossa fé. Termine lendo o versículo 30 e fazendo uma oração para que Deus nos ajude a sermos mulheres virtuosas. 

COMO ERA O HOMEM VIRTUOSO DE PROVÉRBIOS? 
É comum ouvirmos estudos, pregações, conselhos sobre a mulher virtuosa, o que é difícil é ouvir falar do homem virtuoso, esposo da mulher virtuosa. Para ser sincera, eu nunca ouvi algo semelhante, a não ser a leitura do próprio texto que “o coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessita de despojo. 

A palavra diz também que “seu marido é conhecido nas portas, e assenta entre os anciões na terra” (v23). De acordo com o versículo 28, igualmente a seus filhos, seu marido também a chama bem-aventurada e ele a louva. É impressionante como o marido dessa mulher lhe dá prestígio, possivelmente mais do que com palavras, com ações: “muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas... v.29”. 

Não é tão raro ouvir maridos elogiando suas esposas com PALAVRAS, o que realmente me parece incomum é os ver dando prestígios as suas esposas com AÇÕES. Estou convencida que o marido da mulher virtuosa cumpria o seu papel de amá-la como Cristo ama a igreja. Acredito também que o referido marido não envergonhava sua esposa, com excessos de brincadeiras inoportunas nem tão pouco com atitudes perfeccionistas, muito menos cultivava pensamentos impuros a respeito de qualquer coisa contrária a vontade de Deus. 

Suponho que o marido virtuoso seguiu o exemplo de Jó e fez aliança com os seus olhos para não ferir o coração de Deus nem de sua esposa. É louvável o que Jó fez: ” fiz aliança com os meus olhos; como, pois poderia fixar numa virgem?...se o meu coração se deixou seduzir por uma mulher, ou se eu armei traições à porta do meu próximo, então dou minha mulher para outro, e outros se encurvem sobre ela...”(Jó 31:1, 9 e10). 

É notório que o marido virtuoso não é opressor nem omisso, uma vez que concede liberdade para que a esposa possa comercializar, isto é, participar ativamente da economia da família. Ele ainda como esposo obediente a palavra de Deus, considera sua companheira a melhor mulher de todas (é nítido que ele é agradecido pela esposa que Deus lhe concedeu, por isso não espera, nem exige dela perfeição, muito menos a compara com outras mulheres). 

A mulher virtuosa é respeitada e não tem medo do futuro. Naturalmente por sabermos que Jesus nos amou tanto que deu a sua vida por nós, garantindo-nos a salvação e mais um punhado de bênçãos, não precisamos nos preocupar com o futuro. Do mesmo modo o esposo que ama e cuida da sua esposa como Cristo ama e cuida da igreja, dá liberdade para que aquela seja a mulher que Deus sonhou! 

Certamente o homem virtuoso, marido da mulher virtuosa é o cidadão que Paulo apresenta em 1 Timóteo 3. 1-7: 

IRREPREENSÍVEL, MARIDO DE UMA SÓ MULHER, VIGILANTE, SÓBRIO, HONESTO, APTO PARA ENSINAR (vale lembrar que para ensinar deve aprender primeiro), NÃO DADO AO VINHO, NÃO ESPANCADOR, NÃO COBIÇOSO, MODERADO, NÃO CONTENCIOSO, NÃO AVARENTO, QUE EDUQUE BEM OS SEUS FILHOS... 

Ok! É verdade que esta lista faz parte do currículo do obreiro, mas qualquer cristão que não cumpre esta listagem, comete pecado. Logo, entende-se que o homem virtuoso, de qualquer forma é um obreiro, haja visto que a ele compete o papel de sacerdote do lar. Isto é, ele poderá até proclamar o versículo preferido de muitos homens que “a mulher sábia edifica sua casa” ( e deixá-la sozinha carregar tijolos, cimento e...), porém é o homem que é o cabeça, o líder espiritual (ele deve dar cobertura espiritual e conseqüentemente condições para que sua senhora edifique). 

No salmo 128 vemos promessas para o homem virtuoso. Parafraseando: Se você temer o Senhor e andar nos caminhos Dele, isto é, se você for fiel a lista apresentada em 1Timóteo 3, serás bem-aventurado, terás o direito de ter uma mulher como a de provérbios 31 como sua esposa,ela será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos, como plantas de oliveira, à roda de tua mesa (ufa! Me parece que para que os filhos sejam como plantas de oliveira, é primeiramente responsabilidade do homem): “eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor”! 

Isto posto, pergunto: 

HOMEM VIRTUOSO QUEM O ACHARÁ?

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Pastor adventista prega sobre o sábado em Igreja Batista do MS

Pr. Erasmo dos Santos durante culto na Igreja Batista
No domingo, 26 de janeiro, a Igreja Adventista de Sidrolândia pode realizar um testemunho ousado e um tanto incomum. A Igreja Batista Ágape de Sidrolândia convidou o pastor distrital da Igreja Adventista da cidade, Erasmo dos Santos, para pregar à comunidade Batista. No entanto, o tema solicitado pelo pastor Gabriel – batista e líder da igreja local – foi a guarda do Sábado. 

De acordo com Erasmo, o interesse pelo tema não ocorreu por acaso. Há mais de um ano, o pastor batista tem solicitado materiais e estudos bíblicos adventistas e vem ministrando à sua congregação. Desde então, as doutrinas bíblicas ensinadas através desses estudos (Ouvindo a Voz de Deus) estão sendo aprendidas por essa comunidade, inclusive os ensinos sobre o quarto mandamento de Deus. Há alguns meses a congregação Batista demonstra interesse crescente em conhecer mais sobre a guarda do Sábado. Houve também uma aproximação entre os pastores adventista e batista, o que resultou no convite para pregar aos batistas sobre o Sábado.

Coral Jovem da IASD Central de Sidrolândia
A Igreja Adventista Central de Sidrolândia esteve presente e foi representada também pelo Coral Jovem que coordenou o louvor. A mensagem pregada foi didática, mas ousada e direta, com exposição do “assim diz o Senhor” através de Sua Palavra e convite aos presentes para fazerem a vontade de Deus, “não para serem salvos, mas porque já foram salvos”. Além da mensagem falada e cantada, ao final, cada membro batista recebeu o livro “Tempo de Esperança” do pastor Mark Finley.

Notícia e Fotos: Pastor Erasmo dos Santos - distrital de Sidrolândia/MS

Fonte: Portal UCOB